quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Política e reflexões - I

Politíca e religião

É possível existir um ateu ético? É possível existir um cristão sem ética? O que é mais importante para você: um político ético ou um político religioso? O político religioso e ético é melhor que um político ateu e ético? Efetivamente: precisamos deixar religião longe de política...

E na política...

O que seria pior? Um ateu com ética ou um criacionista sem ética? Existe uma batalha para provar que Dilma é Serra são ateus ou que ambos são criacionistas. Na hora de votar o que pesa mais: o projeto ou a religião do político? O projeto ou o ateísmo do político? Quer dizer então que Serra e Dilma só terão qualidades se não forem ateus? Impossível dormir com esse barulho...

Enéias Teles Borges - Autor
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SERRA E A UNIÃO CIVIL HOMOSSEXUAL

Serra diz que é a favor da união civil homossexual, mas casamento é com as igrejas

O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, afirmou nesta quinta-feira que é a favor da união civil das pessoas do mesmo sexo. No entanto, disse que o casamento é uma questão ligada à religião.

"Acho que a questão do casamento propriamente dito está ligada às igrejas. A união em torno dos direitos civis já existe, inclusive na prática no Judiciário. Eu sou a favor do efeito do direito. Outra coisa é o casamento, que tem o componente religioso. Cabe a igreja decidir sua posição", afirmou o tucano.

 
Nota: Serra também não é bobo. Acendeu uma vela para um e outra para outro. Tenta agradar uns sem desagradar os outros. Coisa típica de político experiente...
 
Enéias Teles Borges - Editor
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Política: Deus vingador

"Deus fez a vingança que era necessária", afirma Lula sobre rivais que não se reelegeram

Durante evento oficial nesta quinta-feira (14) em Teresina, no Piauí, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva agradeceu aos eleitores do Estado por não reelegerem candidatos que, segundo ele, votaram contra a prorrogação da CPMF no Congresso, em 2007. De acordo com Lula, a "vingança" era necessária. Apesar de afirmar que o evento não era eleitoral, o petista falou sobre supostas perseguições contra o PT em campanhas eleitorais. Sem citar a candidata governista, Dilma Rousseff (PT), o presidente comparou as tarefas de um presidente da República com as de uma mãe. Confira trechos do discurso.


Nota: Impossível dizer que Lula, do PT, é ateu. Deus até fez vingança por ele...

Enéias Teles Borges - Editor
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Funeral de fofoqueiro

Existe um meio no qual a fofoca corre solta. Não me dirijo aos periódicos e tablóides que militam nesse terreno minado e tenebroso. Refiro-me aos centros de difusão da fé cega e da faca amolada (FCFA). Dizem que ninguém gosta mais de fofocar do que os "crentes". Os crentes são todos aqueles que cumprem rotina religiosa e costumam congregar pelo menos uma vez por semana. Já diziam que ninguém come mais do que o "crente". Agora mais essa!

Ouvi uma que é muito legal: afirmam que funeral de fofoqueiro é mais caro. São necessários dois caixões de defunto: um para enterrar o corpo e outro para enterrar a lingua...

Enéias Teles Borges
Postagem original: 11/03/2010

Lula, Dilma e a "união gay"

Antes que digam que sou contra ou a favor, esperem um pouco. Sou a favor de opinião clara, definida. Sou contra o jogo de conveniência. Aborto, religião e agora a união gay. Estamos num país livre e cada um tem o direito de seguir a sua orientação sexual. Sou contra o posicionamento da máquina de guerra eleitoral postada conforme a maré. É sabido que o presidente Lula declinou sem pensamento sobre o tema (união gay - ele é a favor) e agora a candidata Dilma pretende lançar, para o "povo de deus", uma carta aberta. Nessa carta Dilma pretende deixar claro o que pensa acerca de tais assuntos polêmicos. Ela, que não é boba, descobriu a importância dos votos dos fiéis. Nunca o "povo de deus" foi tão importante como agora. Haverá de decidir a eleição...

Dilma? Serra? Tudo farinha do mesmo saco. Impossível votar no melhor (não existe). Precisamos escolher o menos pior...

Enéias Teles Borges - Autor
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quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Em terra de cego...

A frase “em terra de cego quem tem um olho é rei”, não corresponde à verdade. Quem sabe a frase “em terra de cego quem tem um olho é tratado como rei” espelharia melhor a realidade. É enganoso atribuir à frase popular um sentido de expressão da realidade porque, definitivamente, não é.

Quem tem apenas um olho não é rei aqui nem na terra de cegos. Quem tem um olho é um deficiente visual. Tem apenas metade da visão ou metade da cegueira. Não é possível outorgar título de rei a um deficiente simplesmente porque ele tem meia visão. Ser conduzido, sendo cego, por alguém com apenas um olho é melhor que ser guiado por outro cego, mas não é tão bom quanto ser guiado por alguém que tem visão plena.

Acontece que pessoas meio cegas têm sido tratadas como reis nos arraiais dos cegos. Refiro-me aos famigerados centros da fé cega e da faca amolada (FCFA). Pessoas com metade da visão têm vociferado meias verdades num contexto em que não se consegue distinguir o certo do errado. Por quê? Como um cego pode ver para discernir?

Reparem nos falsos religiosos e os profetas de plantão. Usam um linguajar diferente, mensagens superficiais, engodos fabricados que nem eles mesmos conseguem enxergar (meio cegos) e são tratados como reis...

Em terra de cego, quem tem um olho só, é tratado como rei e até se considera como tal. Jamais passará, porém, de um meio cego ou de uma pessoa de meia visão. São deficientes visuais conduzindo cegos. Caem direto no abismo da alienação. Se ainda não caíram cairão! É tudo uma questão de tempo...

Enéias Teles Borges - Autor

Postagem original: 24/09/2009
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CANDIDATOS RELIGIOSOS...

Existem pessoas que acreditam ou que querem acreditar. Só de ver um político numa igreja logo dizem: "fulano não é ateu". Geralmente querem dizer que o candidado dele crê na existência de uma divindade e que o outro não acredita.

Agora não é possível dizer, então, que temos candidatos ateus. Serra e Dilma estiveram em Aparecida e participaram do evento do dia 12 de outubro de 2010. Estavam na igreja? Quer dizer que são criacionistas?

Como tenho dito sempre: tudo farinha do mesmo saco. Os que estão no poder lutando contra os que querem tomar o poder. Dilma? Serra? Tanto faz. Pelo menos no que diz à religiosidade. Os dois foram à igreja para mostrar (e apenas isso) que são religiosos...

Existem aqueles que certamente acreditarão...

Enéias Teles Borges - Autor
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terça-feira, 12 de outubro de 2010

O que falar sobre a fé?

Falar sobre fé é algo espinhoso, principalmente quando, desde crianças, somos incentivados a usá-la para preencher lacunas. Algo como “não há como explicar a origem de Deus, é algo infinito (somos finitos) e temos que ter fé na sua palavra (Bíblia)”. Complicado, não é? Até pensei, durante certo tempo, que eu era uma das únicas pessoas a ter questionamentos (egocentrismo?)! Desde meus doze anos de idade tive sérios problemas para aceitar passivamente os argumentos “anti-especulação”. E foi somente durante a faculdade de teologia, especificamente no ano de 1983, que me enchi de coragem e encarei o assunto. Eu nunca mais fui o mesmo...

Passeando pela internet eu notei que esse tipo de dilema, que assolou a juventude questionadora de ontem (e possivelmente - mais ainda, a de hoje), não é exclusividade minha e resolvi trazer um magnífico exemplo extraído do ótimo blog “leite com laranja faz mal!”; bastando seguir o link abaixo para ter uma boa idéia do que estou tentando transmitir.

Não tenha medo de ler, faz bem, compensa...

Eis o texto: “o círculo da fé”.

Enéias Teles Borges - Editor

Postagem original: 06/03/2009
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O homenzinho morreu...

O homenzinho acordou com uma convicção: era um profeta! Era um enviado especial da divindade! Resolveu proclamar a sua verdade para o mundo todo. Dizia que tinha o poder de curar, dizia que tinha a mensagem de salvação. De tanto pregar o homenzinho passou a acreditar em tudo que dizia.

Num dia alardeava para uma pequena platéia. Dizia que tinha poder e que jamais seria atingido pela morte. Iria para o além sem experimentar o sono do fim da vida. Ele acreditava nisso.

Um gaiato resolveu atrapalhar o discurso do homenzinho. Disse que duvidava de tudo. E mais: que o homenzinho deveria provar o que proclamava. Bastaria que ele (homenzinho) se jogasse do alto daquele viaduto. Seria uma prova de coragem e de fé. Caso sobrevivesse todos passariam a crer no seu discurso...

O homenzinho acreditava em tudo o que pregava e aceitou o desafio. Homem de fé, homem de coragem. Grande homenzinho!

Ele pulou...

As pessoas correram até lá e o viram estendido, o sangue corria pela calçada...

Eis que alguém observou: "o homenzinho morreu..."

(...)

Enéias Teles Borges
Postagem original: 04/09/2009

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Tropa de Elite - Dois

Vale como dica. Acabamos de assistir ao segundo filme. Gostou do primeiro? O segundo está melhor. Fomos (minha família) ver o filme hoje, numa boa sala de cinema de um Centro de Compras aqui perto de casa. Não fomos os únicos. Lá encontramos amigos que também prestigiaram.

A narrativa é interessante e chama à reflexão. Vale como dica!

Enéias Teles Borges - Autor
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domingo, 10 de outubro de 2010

Agressividade capitalista?

As pessoas que moram na capital paulista têm enfrentado um incômodo a mais, especialmente no centro da cidade e nos pontos mais movimentados dos comércios de bairro. Rapazes e moças abordam os transeuntes com o intuito de oferecer dinheiro “fácil”. As perguntas são padronizadas: “Precisa de dinheiro?”, “Empréstimo rápido e sem consulta ao SPC e SERASA!”

Confesso que abomino essas abordagens agressivas e despudoradas!

Fui abordado por um rapaz que superou os outros tantos que me perseguiram nesta última quinta-feira. Ele deu dois passos na calçada e parou na minha frente, impedindo meu progresso. Estendeu a mão e perguntou: “Qual cartão prefere? Visa ou Mastercard”? Notem que ele não perguntou se eu queria um cartão. Foi direto, saltando o primeiro degrau e sugerindo que era apenas escolher um dos dois.

Eu fiquei parado na frente dele, sem nada falar e saí de lado para poder avançar. Ele segurou meu braço e insistiu. Desvencilhei-me dele e segui adiante. Pude ainda ouvir a última frase: “Muito obrigado por ter me dado atenção”. Primeiro a agressividade e depois a ironia.

Num trecho de 100 metros é possível a abordagem de cinco, seis, sete... dez deles insistindo: “Precisa de dinheiro?” Isso é tão irritante que estou desviando meu trajeto para não encontrar essa turma.

Nem preciso dizer que os juros cobrados de quem aceita esse tipo de empréstimo é absurdo!

A reflexão que faço é curiosa: notaram como há dinheiro em demasia em alguns setores econômicos? Observaram que os detentores desse capital precisam fazê-lo circular? Será que o rumo da classe média e baixa é o do endividamento? Dinheiro existe e está disponível, mas anda muito caro...

A sociedade capitalista brasileira precisa evitar o seguinte quadro: dinheiro demais numa ponta e quase nada na outra. O país se dividirá entre os que têm e os que devem... Os que têm não saberão o que fazer com tanto dinheiro e os que não têm continuarão a não ter, chegando ao fundo do poço. E o poço afundará mais ainda...

Enéias Teles Borges - Autor

Postagem original: 29/08/2008
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Gravidez indesejada

A polêmica no momento, em face do segundo turno das eleições presidenciais, é o aborto. Mas quando se trata de gravidez indesejada, qual tem sido a postura de alguns operadores da Justiça?

Juizes optam por aborto diante de gravidez indesejada, aponta estudo

Ao se confrontar com uma gravidez indesejada, a maioria dos juízes opta pelo aborto, revela uma pesquisa da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) em parceria com a AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros). A reportagem está disponível para assinantes da Folha e do UOL.

As informações constam de um levantamento maior, que investigou o que pensam os magistrados e promotores sobre a legislação brasileira e as circunstâncias em que o aborto provocado deveria ser permitido no país.

Entre os 1.148 juízes que responderam a questionários enviados pelos Correios, 207 (19,8%) relataram que já tiveram parceiras que engravidaram "sem querer". Nessa situação, 79,2% abortaram.

Das 345 juízas que participaram do estudo, 15% disseram que já tiveram gravidezes indesejadas. Dessas, 74% optaram pelo aborto.

Apesar de não representar a opinião da maioria dos magistrados (só 14% deles participaram da pesquisa), o trabalho é o primeiro a retratar a opinião pessoal daqueles que operam as leis sobre o aborto, tema que ganhou força no debate eleitoral.

 
Nota: O que podemos inferir da expressão "gravidez indesejada"? Notem que não é gravidez em razão de estupro ou risco de vida para a genitora...
 
Enéias Teles Borges - Editor
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O tempo é um predador?

Podemos afirmar que o tempo é um predador voraz, que nos espreita, que nos acompanha, que aniquila a nossa vida, fazendo-a desvanecer? O lapso que existe entre o nascimento e a morte, que nos vê crescer, amadurecer e envelhecer, pode ser chamado de passagem destruidora do tempo?

O tempo é visto como um agente destruidor, que nada perdoa, que conduz da força à fraqueza, do fulgor à velhice, da saúde para o sofrimento de dores... O tempo, em seu jornadear, traz alento ou tristeza? Como definir o tempo sem a influência da finitude humana? O tempo é eterno ou houve "um momento" em que não houve tempo? Haverá "algum instante" em que não haverá o tempo? Existe tempo fora do tempo humano, fora do Universo que supomos ver?

O tempo simplesmente vem e vai, passa pelas vidas, ou dirige-se mais além transformando tudo? O tempo modifica ou simplesmente faz medição?

O tempo para muitos permite o surgimento. Para outros o tempo é criatura, como tudo o que existe no mundo tangível (tempo tangível?). O tempo mede, o tempo cria, ou foi criado? Quanta complexidade! Complexidade ou complicação criada pelo homem?

Não importa o quanto se discuta sobre o tema, pois para os jovens o tempo será o agente envelhecedor, para o belo será o agente que liquida com a formosura. Para tantos o tempo é o predador implacável, que a todos alcançará e a todos destruirá.

Não afirmo que o tempo construiu e construirá, digo que ele passou e passará pela minha vida e, no mínimo, presenciou e presenciará a pequena linha que o meu viver representou e representará neste planeta de bilhões de seres que já se foram e dos bilhões que certamente irão...

Digo apenas isso.

Enéias Teles Borges - Autor

Postagem original: 13/11/2009
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sábado, 9 de outubro de 2010

Estado laico?

Desde que o presidente Lula disse que o Brasil é um Estado Laico, uma discussão acirrada tomou conta do nosso País, notadamente entre os diversos segmentos cristãos. As perguntas que não se calam: o que é isso? Qual o resultado prático disso?

Inicialmente precisamos entender o significado da palavra. Laico, segundo o dicionário Houaiss tem os seguintes sentidos a seguir apontados.

(1) Que ou aquele que não pertence ao clero nem a uma ordem religiosa; leigo.

(2) Que ou aquele que é hostil à influência, ao controle da Igreja e do clero sobre a vida intelectual e moral, sobre as instituições e os serviços públicos.

(3) Que é independente em face do clero e da Igreja, e, em sentido mais amplo, de toda confissão religiosa.

Importa ressaltar que o Brasil é um País Laico não apenas em relação à Igreja Católica e sim (também) no que concerne a toda e qualquer influência religiosa que venha a imiscuir-se no seu poder estatal (temporal).

Já estava passando do tempo para que um presidente reafirmasse essa realidade que deve ser obrigatória numa democracia moderna. Não é razoável uma Nação depender de posicionamentos religiosos para definir regras gerais.

Quando o assunto parecia esmorecer um Projeto de Lei (2623/2007) do então deputado Victorio Galli, vem à tona com mais polêmica: partindo da premissa de que o Brasil é um Estado Laico não é possível que o País tenha uma padroeira. De sorte que o feriado do dia 12 de outubro não homenageará “Nossa Senhora Aparecida” como padroeira do Brasil. Ela passará a ser tão somente a padroeira dos Católicos.

Não sabemos se tal projeto será aprovado (foi arquivado), mas certamente ele está coerente com a idéia de Estado Laico. Não é uma manifestação contra a Igreja Católica e sim um ato em prol do Brasil, permitindo a todos o uso indiscriminado do mesmo manto – a Constituição Federal. O princípio da Liberdade de Culto pressupõe a escolha personalizada. Não é possível impor ao País inteiro a idéia de um segmento religioso. Qualquer um! Não importa que seja católico, protestante, judeu, muçulmano, etc.

É importante prestar atenção no que acontece em volta, para evitar exageros e manter firme a balança da Justiça. Não faz muito tempo os evangélicos reclamaram do estereótipo veiculado pela TV Globo em uma de suas novelas. Certamente os católicos içarão a bandeira contra esse Projeto de Lei.

Afinal somos ou não uma República Laica?

Enéias Teles Borges - Autor
Postagem original: 25/03/2008.
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Egoísmo: amor ou paixão?

"O egoísmo não é amor por nós próprios, mas uma desvairada paixão por nós próprios". (Aristóteles).

Uma das maiores provas de egoísmo que tenho visto é oriunda do contexto religioso! Sim, daqueles que confundem religião com cultura religiosa. Por quê? Pelo desespero que os ditos cujus têm para conseguir separar um tempo para o que chamam de prática religiosa. Não importando qual a seita ou igreja, de uma maneira geral todas possuem o seu dia especial: sexta, sábado, domingo...

O que mais me espanta é que eles creem que tais dias foram feitos para eles, não para os demais humanos que comungam ou deixam de comungar em algum centro de desenvolvimento da cultura religiosa. Ou creem ou não percebem que agem como se assim fosse!

No trabalho logo vociferam: tal dia eu não posso trabalhar. Para eles isto é testemunhar, dar uma demonstração de apego à fé. Não seria egoísmo? Se tal dia é especial, por que não dividi-lo com os demais? Por que não permitir que outros descansem e reflitam neste tal dia especial?

Os pseudo-religiosos não se amam. São ardentemente apaixonados! A paixão é dirigida a eles mesmos! Querem o céu, querem a vida eterna, querem tudo! E por quererem não enxergam que existem pessoas, ali ao lado, que também querem... Por que, então, não demonstrar altruísmo e dividir com eles o que supõem ser o melhor?

Cada dia mais eu sinto, cada vez menos, vontade de assistir às celebrações desses egoístas que se julgam revestidos de amor pelo próximo! Na realidade são ardorosos amantes da própria pele...

Enéias Teles Borges
Postagem original: 27/07/2009

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

MULHER NO PODER?

Eleições: o primeiro turno teria sinalizado que o Brasil quer uma mulher no poder? Dilma e Marina tiveram mais de 65% dos votos. Seria um sinal ou mera coincidência?

Mulheres poderosas têm se destacado na política mundial. Alemanha, Chile, Argentina e outros países mostram que é possível atribuir a uma mulher um cargo, que ao longo de muitos anos, sempre foi ocupado por homens.

Eu, particularmente, voto ou deixo de votar por se tratar de uma mulher. O que importa a capacidade para governar.

Enéias Teles Borges - Autor
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O ABORTO COMO MÁQUINA DE GUERRA

Não é o blogueiro que digita neste espaço que está dizendo. É imagem que vem de fora do Brasil.

Aborto é usado como máquina de guerra eleitoral na eleição no Brasil

O chefe do Estado brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, tem boas chances de ganhar sua aposta: transmitir grande parte de sua imensa popularidade à herdeira que ele escolheu para si, Dilma Rousseff, para que ela vença, no dia 31 de outubro, o segundo turno das eleições presidenciais, antes de sucedê-lo, no dia 1º de janeiro de 2011. Até lá, mais quatro semanas de campanha colocarão Dilma contra seu adversário social-democrata, José Serra.

A favorita foi levada à disputa do segundo turno por obra de uma outra mulher, a ambientalista Marina Silva, agora eliminada da corrida presidencial. Mas a amplitude de sua pontuação – quase 20% dos votos – recompensou a musa do Partido Verde com uma derrota cheia de promessas.

Marina Silva deve esse desempenho inesperado primeiramente a suas qualidades pessoais. Sua calma, seu respeito aos adversários, sua integridade, sua postura moral e a coerência de seu discurso exaltando o desenvolvimento sustentável lhe permitiram marcar sua diferença em relação a seus dois rivais, apoiados por poderosos aparelhos partidários.

Assim como Lula em outros tempos, nessa competição ela apareceu como o azarão, que com coragem e tenacidade conseguiu superar a desvantagem de uma origem modesta e de uma infância analfabeta, antes de se tornar senadora e ministra do Meio Ambiente de Lula, pedindo demissão em 2008 para expressar seu desacordo com seu ex-protetor.

Seu desempenho também resulta, a contragosto, de um fenômeno mais nebuloso: o afluxo em seu favor de milhões de votos provenientes dos fiéis das Igrejas evangélicas, que representam cerca de 20% do eleitorado.

Marina Silva, ela mesma convertida ao protestantismo evangélico, colheu os frutos amargos de uma campanha violenta e sorrateira, lançada nos templos e transmitida com fervor pela internet, feita pelos meios cristãos conservadores contra Dilma Rousseff, que eles acusam de querer legalizar o aborto, proibido no Brasil, assim como na maior parte dos países da América Latina.

Dilma Rousseff teve o azar de no passado defender uma descriminalização da interrupção da gestação em nome da saúde pública. Segundo uma pesquisa oficial, 15% das brasileiras com idade entre 18 e 39 anos – ou seja, 5,3 milhões de mulheres – abortaram pelo menos uma vez. Elas pertencem a todos os meios sociais. Mais de uma em cada duas delas teve de ser hospitalizada na sequência. O aborto mal feito e suas sequelas são uma importante causa de mortalidade no Brasil.

Próximo dos cristãos de esquerda influenciados pela teologia da libertação, Lula nunca conseguiu, em oito anos de governo, legalizar o aborto, uma medida que faz parte do programa de seu partido, mas que a Igreja repudia.

O Brasil, maior nação católica do mundo, tem seus arcaísmos e seus tabus, que podem ser aceitos ou criticados, dependendo do ponto de vista. O aborto faz parte deles. É uma pena que esse grave problema social, em vez de incentivar um verdadeiro debate, esteja sendo usado com máquina de guerra eleitoral.

 
Nota: Reitero o último parágrafo. Lamentável que o assunto esteja sendo discutido agora, num momento em que só se pensa em chegar ao poder (Serra) ou mantê-lo (Dilma)...
 
Enéias Teles Borges - Editor
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SERRA, DILMA, RELIGIÃO...

Os dois iniciaram a batalha do segundo turno e trouxeram quem para o debate? Deus! Isso mesmo deus e a religião...

No retorno à TV, Dilma e Serra apelam para religião

Os candidatos à Presidência da República Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) exibiram na tarde desta sexta-feira (8) o primeiro de seus programas no horário eleitoral obrigatório que serão veiculados ao longo do segundo turno. Em meio a uma polêmica sobre aborto, a petista e o tucano apelaram para a religião e mostraram o apoio político que teriam para governar o país se eleitos.

Texto completo e vídeo em (Universo Online).

Nota: Dois políticos que se dizem crentes na existência de deus. Eu não creio que eles creiam no que dizem crer... Sei que não devo sair por aí julgando, mas olhando o contexto histórico e o passado...

Enéias Teles Borges - Editor
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NOBEL DA PAZ

Não é contraditório que o Nobel da Paz de 2010 esteja preso? Não é interessante saber que a China considere isso uma blasfêmia? Não o fato dele estar preso, mas a concessão do título...

Dissidente chinês recebe Prêmio Nobel da Paz; Pequim reage e nega acesso

O dissidente chinês Liu Xiaobo, 54, foi agraciado nesta sexta-feira com o Prêmio Nobel da Paz devido à sua atuação em defesa dos direitos humanos. O anúncio gerou pronta e dura reação da China, que qualificou a decisão de uma "blasfêmia". O governo do país anunciou ainda que não permitirá que ninguém tenha acesso hoje a Liu, que cumpre pena na prisão.

Nos últimos dias, diplomatas chineses já vinham pressionando o comitê do Nobel a não premiar Liu, advertindo que a decisão poderia comprometer as relações bilaterais entre a China e a Noruega, país que sedia o comitê organizador da premiação.

Mas a decisão foi saudada por líderes e organismos mundiais. A mulher do dissidente, Liu Xia, que vive em Pequim, também não recebeu permissão para falar, mas disse, em comunicado, esperar que a premiação sirva para que a comunidade internacional pressione o regime chinês a libertar o seu marido.

Para Liu Xia, a China deveria se orgulhar da escolha do dissidente para o prêmio recebido no ano passado pelo presidente dos EUA, Barack Obama. Nesta semana, Liu Xia havia que não o vê desde 7 de setembro e a saúde dele está abalada, mas que ele está com ânimo positivo.

REAÇÃO

O Ministério das Relações Exteriores da China atacou a decisão e disse que o prêmio deveria, em vez disso, ser usado para a promoção da amizade internacional e do desarmamento.

"Liu Xiaobo é um criminoso sentenciado pela Justiça chinesa por violar as leis da China", disse a Chancelaria em Comunicado. "[A decisão] é completamente contrário ao próprio espírito do prêmio e é uma blasfêmia ao Nobel da Paz."

O anúncio em emissoras de TV como a americana CNN foi imediatamente censurado, e sites da internet que fazem a cobertura da premiação foram bloqueados. Tentativas de envio de mensagens de texto por celular com sobre "Liu Xiaobo" não eram possíveis.

Apesar da censura, em Pequim mais de uma dúzia de apoiadores de Liu se reuniram na entrada de um parque na região central da cidade para parabenizar o dissidente. Eles entoavam os gritos "Vida longa à liberdade de expressão, vida longa à democracia!".

Liu, no entanto, é conhecido na China apenas por ativistas políticos, e a maior parte das pessoas que passavam pelo local não paravam por não saber do que se tratava.

CRÍTICA

Ao menos um ativista político chinês exilado criticou a decisão do comitê do Nobel, afirmando que outros dissidentes mereciam o prêmio mais do que ele.

Para Wei Jingsheng, que passou cerca de 20 anos na prisão pela atuação pró-democracia no país, Liu é um moderado que quer colaborar com o governo chinês.

Segundo o ativista, Liu foi por vezes autorizado a atuar e já fez críticas a outros opositores que propõem mudanças mais profundas do que as defendidas pelo Nobel da Paz.

"Na minha opinião, deram o Nobel da Paz a Liu porque ele é diferente da maioria dos opositores. Faz mais gestos de cooperação com o governo e é mais crítico com outros dissidentes", disse Wei à agência France Presse, em Washington, onde vive exilado.

ATIVISMO

Liu Xiaobo, o mais proeminente dissidente chinês, incomoda o governo desde 1989, quando aderiu aos protestos pró-democracia duramente reprimidos na Praça da Paz Celestial, em 1989.

Há dois anos, ele foi um dos organizadores do manifesto chamado Carta 08, em que intelectuais e ativistas pediam reformas abrangentes na China, inspirando-se na Carta 77, um marco do movimento pró-democracia na Tchecoslováquia na década de 1970.

A publicação do documento levou Liu à prisão. E, em dezembro do ano passado, ele foi condenado a 11 anos de prisão sob a acusação de subversão, por fazer campanha em prol de liberdades políticas. A sentença foi criticada pelos EUA, pela União Europeia e por grupos de direitos humanos.

A esposa do dissidente o visita uma vez por mês na prisão que fica na província de Liaoning, nordeste da China. As visitas duram uma hora e são monitoradas.

O advogado de Liu, Shang Baojun, disse esperar que, "graças a essa decisão, ele seja liberado rapidamente, embora ainda seja muito cedo para se saber se será assim mesmo".

"Espero que nesta ocasião, a China se abra ainda mais, que se levantem as restrições à liberdade de expressão.

Liu já havia passado 20 meses na cadeia depois da repressão aos protestos da Praça da Paz Celestial, e depois ficou três anos num campo de "reeducação pelo trabalho", na década de 1990, além de vários meses praticamente sob prisão domiciliar.

NORUEGA

O presidente do comitê do Nobel, o norueguês Thorbjoern Jagland disse que "a China tem se tornado uma grande potência em termos econômicos e políticos, e é normal que grandes potências estejam sob críticas". Jagland disse que Liu é um símbolo da luta pelos direitos humanos na China.

O premiê norueguês, Jens Stoltenberg, afirmou não ver motivo para a China punir a Noruega como país pelo prêmio. "Eu acho que seria negativo para a reputação da China no mundo se eles decidissem fazer isso."

Veja a lista dos vencedores do Nobel da Paz nos últimos 10 anos:

2010: Liu Xiaobo.

2009: Barack Obama

2008: Martti Ahtisaari

2007: Intergovernmental Panel on Climate Change, Al Gore

2006: Muhammad Yunus, Grameen Bank

2005: Agência Internacional de Energia Atômica, Mohamed ElBaradei

2004: Wangari Maathai

2003: Shirin Ebadi

2002: Jimmy Carter

2001: ONU, Kofi Annan

2000: Kim Dae-jung


Enéias Teles Borges - Editor
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quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Dilma, Serra, Ateísmo, Aborto...

Agora os dois são santos. Os dois são contra o aborto, os dois são teístas. Serra e Dilma são a favor do aborto? Sempre foram? Os dois sempre professaram fé? Qual? Considero difícil ver na turma de centro esquerda e com postura de intelectual, a tendência para crer na existência de deus. O ateu pode ser identificado de diversas maneiras, até pelo "cheiro".

Aborto e crença

O passado tem mostrado que os dois não são conservadores quanto aos dois temas... Antes eram a favor? Antes não  eram crentes? Agora são contra? Agora são crentes?

Na política vale tudo

Vale tudo! Até mesmo tomar cafezinho em bares "sujinhos", comer pastel na feira, pegar nas mãos dos pobres, vale dizer que sempre teve um pé na cozinha, que é mulatinho...

Vale tudo mesmo! Vale até dizer que é contra o aborto e que acredita na existência de deus. "Mas, e o que disseram no passado?", alguém pode perguntar. Respondem, tanto Dilma quanto Serra: "ora, bolas! Quem vive de passado é museu..."

Enéias Teles Borges

Nobel de literatura

Peruano Mario Vargas Llosa vence o Prêmio Nobel de Literatura

O escritor peruano Mario Vargas Llosa é o vencedor do Prêmio Nobel de Literatura 2010, anunciou hoje a Academia Sueca em sua sede, em Estocolmo. Como prêmio, vai receber 10 milhões de coroas suecas (US$ 1,5 milhão).

Em comunicado, o comitê informou que Llosa recebeu o prêmio "por sua cartografia de estruturas de poder e suas imagens vigorosas sobre a resistência, revolta e derrota individual".

Nascido em 1936, o novelista e ensaista é tido como um dos maiores nomes da literatura em língua espanhola. Seu principal tema é a luta pela liberdade em seu país. Entre suas principais obras estão "A Casa Verde", "Lituma nos Andes" e "A Cidade e os Cachorros". Em 1981, Llosa publicou "A Guerra do Fim do Mundo", sobre a Guerra de Canudos, que dedicou ao escritor brasileiro Euclides da Cunha, autor de "Os Sertões".

Já entre seus prêmios mais importantes estão o Prêmio Cervantes (1994) e o Prêmio Príncipe das Astúrias de Letras Espanha (1986).

Reconhecimento

Mario Vargas Llosa afirmou que o prêmio é um reconhecimento da literatura da América Latina e em língua espanhola, em uma entrevista à rádio colombiana RCN.

"Não pensava que sequer estava entre os candidatos", disse o escritor de 74 anos em Nova York, na primeira reação após receber a notícia do prêmio. "Acredito que é um reconhecimento à literatura latinoamericana e à literatura em língua espanhola, e isto sim deve alegrar a todos", acrescentou ele, que ministra aulas na Universidade de Princeton.

"Ele havia levantado às 5h para dar aulas. Recebeu a ligação informando às 6h45, enquanto trabalhava intensamente", contou Peter Englund, presidente do júri do Nobel de Literatura.

Com o resultado, o escritor sucede a romena naturalizada alemã Herta Mueller e o francês Jean-Marie Gustave Le Clézio, vencedores das edições de 2009 e 2008, respectivamente.

Vargas Llosa irá à cerimônia de entrega do prêmio em 10 de dezembro, em Estocolmo. Ele fará o discurso em nome de todos os premiados, com exceção do Nobel da Paz, realizado em um ato paralelo, em Oslo.

Llosa, mais uma vez, confirma a tendência dos últimos anos da Academia de não premiar o favorito nas apostas. Antes do anúncio de hoje, o poeta sueco e escritor Tomas Transtromer era o favorito, vindo em seguida três outros poetas; Adam Zagajewski, da Polônia, Ko Un, da Coreia do Sul, e Adonis, da Síria.


Nota: Gostei, especialmente por ser da América do Sul. Temos excelentes escritores por aqui e precisamos prestigiar nosso pedaço de terra no planeta.

Enéias Teles Borges - Editor
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Omissão, de novo...

Neste domingo eu assistia no canal History Chanell ao documentário “a ascensão do mal” que trata da escalada de Hitler no nazismo até assumir politicamente todo o poder na Alemanha. O documentário é muito bom e assistir a ele é importante para quem quer novos vislumbres daqueles anos nefastos.

Uma frase me exigiu especial atenção: “a ascensão dos maus poderia ser evitada sem a omissão dos bons”. Que frase! A omissão, como muitos devem ter notado, é constante destaque aqui no blog. Faço da luta contra essa maldição uma motivação constante. É certo que os piores momentos da minha vida poderiam ser evitados ou minorados não fosse a presença da omissão daqueles que são considerados bons. Eu senti na pele o efeito da omissão.

É possível ser omisso e ainda assim ser bom? Acredito que sim. O medroso também. Existem pessoas que buscam fazer sempre o melhor até que o medo os lance nos braços da omissão. Medo? Sim o medo. Medo de perder a posição na qual se encontram. Medo do recomeço que poderá ser necessário. A mudança da omissão para a ação pressupõe conseqüência... e requer coragem. Coragem é sempre ausente no omisso.

Nem por isso o omisso costuma ser considerado do mal. Argumenta-se: ele apenas não se insurge contra o mal e, portanto, não colabora para o crescimento do mal. O omisso não impede a ascensão da maldade. Existe diferença entre colaborar e não impedir? Sim, existe. O colaborador é ativo e o omisso é inerte. O omisso não ajuda e não atrapalha.

No final a conclusão que se tem é que se o omisso tomasse atitude contra a ascensão do mal ele (o mal) dificilmente ocuparia o espaço que sempre ocupa.

No crescimento do nazismo o que se constatou foi a omissão das pessoas que certamente não concordavam com aquela excrescência. Imaginemos a massa se inflando contra a ascensão daquela política de extrema direita...

A história seria outra?

A omissão em seu reinado atual tem permitido a ascensão das mazelas, dos descasos religiosos e dos infortúnios familiares. No reino da omissão o mal sempre prevalecerá e o omisso acabará colhendo o seu merecido fruto.

A diferença entre aquele que age e aquele que permanece inerte não impedirá que ambos recebam a mesma recompensa. Afinal aquele que por ação ou omissão colaborar ou permitir a ascensão do mal será tido como culpado.

Há que se respeitar o que assume uma postura ativa. Pelo menos se sabe o que ele faz e assim fica menos difícil a defesa. Complicado mesmo é não saber que do lado pode morar o omisso que assistirá ao massacre sem nada fazer...

Enéias Teles Borges - Autor

Postagem original: 27/07/2008
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quarta-feira, 6 de outubro de 2010

EVANGÉLICOS CONTRA DILMA

Evangélicos fazem campanha contra Dilma no Espírito Santo

VITÓRIA - O Fórum Político Evangélico do Espírito Santo e a Associação dos Pastores Evangélicos da Grande Vitória (APEGV), anunciaram que vão fazer campanha contra a candidata petista, Dilma Roussef, no Espírito Santo. Hoje, estima-se que um terço da população capixaba seja evangélica, o que significa cerca de 1,2 milhão de pessoas.

Segundo o pastor Enock de Castro, presidente da APEGV, a posição foi tomada depois de uma consulta às diversas igrejas associadas às duas entidades. "Entre 80% e 90% dos evangélicos tendem a votar em José Serra. O risco é grande de vermos alguns princípios religiosos serem afetados. Há uma posição da Dilma em defesa do aborto, da união civil entre pessoas do mesmo sexo e proibição de proferir religião em órgãos públicos, que são coisas que não podemos aceitar", disse ao justificar a posição.

 
Nota: Um dos meus sonhos de consumo: ver religião afastada da poliítica. Igreja é igreja, política é política. É claro que o que se alega, aqui, é o interesse de não ver "direitos morais" atingidos por supostos atos futuros de Dilma, em caso de ser eleita. Já é sabido que mais de 80% votaram contra Dilma. Nada tenho a favor desta candidata, afinal é sabido que votei em Marina, mas daí a ver igrejas em campanha é outra conversa...
 
Enéias Teles Borges - Editor
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POLÍTICA E ÓDIO

Segundo turno

A decisão que terá início na manhã do dia 31 de outubro de 2010 promete ser quente. Naquele dia o povo votará, mas antes o povo digladiará. Há um clima de ódio em meio à política. Alguns dos muitos eleitores que não gostam de Dilma não se contentam apenas com a antipatida: precisam vociferar, bradar, lutar contra. Se possível transformá-la na representante do demônio na terra. Os que detestam Serra também partem para o corpo-a-corpo eivados de raiva. Ao que tudo indica haverá lama saindo das privadas da política rasteira.

Ódio motivador

Muitos estão tomados de um ódio que superou a antipatia. Fazem o papel de cabos eleitorais e de uma forma tão agressiva, e sem pensar, que não pautam a campanha com base na plataforma de propostas e sim no ódio que adquiriram por um ou por outro candidato. O que esperar de eleitores assim? Partem do particular para projetar o todo. O agente motivador é o ódio.

Até divindade é convocada

Existem até os que oram por candidato "A" ou "B". Os descamisados oram em prol de "A" e os melhor favorecidos oram por "B". A divindade fica emparedada. Fica difícil atender orações conflitantes. Como beneficiar um grupo se o outro também ora com fervor? Cada um que ora, não importando o candidato, entende que a divindade precisa ajudar eleger o que é o melhor para o Brasil. Como pode ser? Cada grupo quer o seu candidato e entende que ele é o melhor...

Voto consciente

Mais do que nunca os eleitores de Marina e aqueles que não participaram do primeiro turno precisam votar de forma consciente. É preciso não prestar atenção nos que odeiam, nos que oram, nos que vociferam. É preciso olhar no espelho e dizer: "sei o que quero. Não dependo de influência, de qualquer tipo, vinda de terceiros..."

Enéias Teles Borges - Autor
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terça-feira, 5 de outubro de 2010

O que você pensa do "eu-achismo"?

“Uma coleção de pensamentos deve ser uma farmácia moral, onde se encontrem remédios para todos os males”. (Voltaire).

O convite à reflexão está baseado numa realidade atual e crescente: o desprezo pelos pensamentos universais que estão escudados na história e que, portanto, servem de referência para os indivíduos; ao mesmo tempo em que emerge a entronização dos novos conceitos introduzidos pelas teorias da “auto-ajuda”.

É interessante a singularidade da inteligência dos difusores desse novo conceito. A solução para cada pessoa está na própria pessoa. Auto-ajuda! Bonito de se ouvir? Fácil de praticar? Promove resultados reais?

A auto-ajuda veio para corroborar a teoria do “eu acho”. As pessoas agora acham tudo. Acham que viram Deus, que conhecem de Deus, que conhecem a si mesmas, que conhecem dos outros. Acham que conhecem do ateísmo e do agnosticismo, do criacionismo em suas múltiplas faces. Nunca foi tão fácil “saber das coisas” e nunca foi tão simples promover soluções. Cada um tem seu receituário que é sob medida e gosto.

A farmácia moral de Valtaire está fechada. As coletâneas de pensamentos estão individualizadas. Cada um acha o que convém e adota procedimentos que são convenientes. Essa conveniência individual quase sempre entra em trajetória de colisão com a conveniência do outro. Sim, o outro também “acha” e tem o seu próprio compêndio de pensamentos.

O “eu-achismo” invadiu os salões de festas, as mesas de bar, os santuários da moralidade e as igrejas. Igrejas também? Sim, claro. Cada religião é um centro de “eu-achismo” freqüentado por “eu-achistas”. Deus hoje é como roupa de alfaiate que é elaborada com tesoura, agulha e linha.

Observem que muitas vezes alguém apresenta um argumento sério, resultado de pesquisas e ponderações. Eis que alguém diz: “não concordo com isso”, “eu “acho” que não é assim...”.

De achismo em achismo a humanidade descamba, ao arrepio das boas maneiras, em direção ao caos.

Será que temos condições de fazer algo para mudar o quadro que se apresenta? Ou será que chega o momento que sentimos vontade de desistir? Como tentar conduzir pessoas à racionalidade se elas não querem? Como tentar promover a realidade se as pessoas querem a comodidade do desconhecimento? Como incentivar o livre pensar se as pessoas preferem acreditar cegamente nos argumentos do “eu-achismo”?

Enéias Teles Borges - Autor
Postagem original: 02/06/2008.
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Fanatismo religioso na História

Marcos Lopes e Marcos Lobato retomam o tema do fanatismo e numa perspectiva histórica constroem de maneira ensaística e até literária uma narrativa sobre as práticas de fanatismo, de movimentos e seitas religiosas ao longo dos séculos XVI, XVII, XVIII, XIX, XX e início do XXI, em várias partes do mundo.

É preciso dizer que o fenômeno do fanatismo, em todas as épocas esteve imbricado em processos políticos, econômicos e sociais, buscando um espaço estratégico para sedimentar o fervor religioso.

Nesse enfoque, as tradições e as práticas religiosas são componentes do chamado fundamentalismo que caracteriza o fenômeno do fanatismo nos dias atuais. Não é por outra razão que os autores afirmam que o fanatismo religioso (do passado e do presente) é denominado de “choque de civilização” ou “choque de religiões”. O fanatismo caracteriza-se pelo “excesso de zelo na defesa de certos ideais religiosos dando margem para alguns assombrosos banhos de sangue ao longo da História”, afirmam Lopes e Lobato (p. 10).

O trabalho está dividido em três eixos temáticos, partindo do tema fanatismo. Na primeira parte o fanatismo religioso é tratado enquanto manifestações históricas ocorridas no Ocidente e Oriente, em diferentes contextos ao longo da Idade Média no tempo das Cruzadas Cristãs, na época da Inquisição e da Caça às Bruxas nos séculos XVI e XVII.

Na segunda parte são analisadas as práticas de fanatismo mais recentes no século XX, como é o caso da seita chamada Nova Era e dos grupos terroristas com ações no plano internacional, praticadas por grupos religiosos armados, identificados como sendo movimentos fundamentalistas islâmicos

Os autores desenvolvem uma narrativa muito bem articulada a partir de diferentes fontes, como as obras literárias de Swift, Yates, Dumas, Cervantes e Calvino, além dos discursos filosóficos de Voltaire, Roterdã, Montesquieu e Diderot. Dessa interconexão discursiva da filosofia com a literatura surge uma perspectiva de analise que envolve a ironia, a sátira e principalmente a alegoria enquanto categorias para uma compreensão crítica do fenômeno do fanatismo na Idade Média, na Época Moderna até os dias atuais. Esse é o fio condutor que os autores competentemente adotaram para uma abordagem histórica inovadora. Nota-se que a opção de fontes centradas nos clássicos foi bem acertada, pois são obras cujas interpretações em torno da história do fanatismo permitem uma multiplicidade de sentidos. Aliás, não é outra coisa que dizem os autores: “[...] um clássico é um livro que nunca terminou de dizer aquilo que tenha para dizer” (p. 32)

A parte historiográfica e teórica do tema fanatismo apresenta como suporte para a analise e reflexão, pesquisadores especializados no assunto, como Le Goff, Ginzburg, Febvre, Le Roy Ladurie, Delemeau, Mandrou, Gellmer, Michelet e Massoulié. Lopes e Lobato analisam as diferentes formas de fanatismo praticados por seitas religiosas e movimentos derivados das heresias e cismas no ocidente. Essas práticas e idéias foram combatidas também de modo violento e fanático pelas Cruzadas Cristãs da Baixa Idade Média e pela Inquisição. As perseguições se estenderam ainda ao longo da Época Moderna nos séculos XVI e XVII. É nesse período da História que apareceram os primeiros críticos do fanatismo religioso, como os filósofos Montaigne, Montesquieu, Voltaire, Hume e Diderot, além de escritores como Jonathan Swift e Cervantes (p. 15). Montesquieu, por exemplo, criticava os padres fanáticos de diferentes ordens religiosas por acreditarem na superioridade de suas seitas e no monopólio das “verdades divinas”. Enfim, finalizam os autores, os filósofos iluministas combateram toda forma de fanatismo e as guerras de religiões, como aquelas ocorridas na França entre católicos e protestantes. Voltaire criticou, ostensivamente, os perseguidores de bruxas e das práticas de bruxaria, pois acreditavam ainda na sua existência real

Os autores incursionam também na perspectiva da história cultural, valorizando abordagens e métodos de investigação da história do comportamento de homens comuns, começando pelas variações das diferentes culturas marcadas por manifestações folclóricas e pagãs do século XVI, como é o caso da análise feita pelo historiador Carlo Ginzburg.

Lopes e Lobato aprofundaram suas reflexões em torno do embate do catolicismo com o protestantismo após as Reformas de Lutero, marcando os grandes conflitos entre os reformistas franceses e os Estado com sua Justiça unilateral e violenta na condenação dos acusados tendo à frente uma maioria de juizes ligados ao rei católico francês. Milhares de pessoas foram condenadas por Tribunais católicos sob a alegação de que defendiam a França e a monarquia. Era uma maneira muito estranha de se fazer justiça pela simples e única liberdade que de fato não existia.

Os autores também enfocam a ausência de tolerância por parte dos movimentos religiosos – aliás uma característica efetiva de uma época de muita violência e fanatismo religioso. Para tratar dessa questão, os autores investigam as obras de Erasmo de Roterdã e Montaigne onde há uma filosofia e crítica à intolerância religiosa.

Uma interessante perspectiva de análise que os autores desenvolvem sobre o fanatismo religioso, neste livro, diz respeito ao uso do filme como fonte histórica sobre esse tema. Para isso, analisaram o filme A Rainha Margot, que foi inspirado no romance de Alexandre Dumas. Nesse filme, o problema da intolerância é tratado com rigor histórico, exemplificado pelo conflito entre os hunguenotes e os católicos franceses nos anos de 1572 e 1574. Outro filme analisado, Giordano Bruno, mostra todo o processo de emergência do fanatismo religioso contra os homens de ciências e os saberes humanos.

A violência não é apenas uma prática de julgamento, mas a própria negação da idéia de Justiça. Como muito bem assinalam os autores: “A banalização da violência é um traço muito evidente. O indivíduo se deixa arrastar pelo impulso de paixões que revelam aspectos contrastantes de sua personalidade: ele oscila entre a cortesia e a brutalidade, a constrição” (p. 45).

Os autores ressaltam a importância da contribuição de Voltaire quanto a análise e compreensão das práticas nos suplícios públicos e nos movimentos coletivos que marcaram as varias formas de fanatismo.

Um tema instigante que Lopes e Lobato tratam neste livro diz respeito ao fenômeno da bruxaria que durou do século XV até a primeira metade do século XVIII. Ao analisarem a bruxaria os autores arrolaram uma série de práticas das autoridades eclesiásticas e leigas de repressão e controle das bruxas. Por exemplo, o crime da lesa majestade, curandeirismo e outras práticas de bruxarias geralmente eram motivos de condenação à fogueira. Os sabás, as magias e outros rituais coletivos, praticados na calada da noite, eram execrados pela Igreja e pelos Tribunais. Os autores lembram, porem, que a caça às bruxas deve ser compreendida no contexto do Antigo Regime, uma época de violenta repressão política e social.

O curioso é que geralmente as mulheres é que estavam à frente das práticas de magias, misticismos e bruxarias. Mas o Estado Absolutista não descuidou de tais práticas e logo inventou uma série de leis repressivas para combater toda forma de bruxaria. Enfim, cabia ao Estado e à Igreja a manutenção da ordem e do controle social através de seus aparelhos repressivos.

Na última parte do livro, Lopes e Lobato estudam as seitas e os fanatismos religiosos do século XIX e XX. São grupos radicais com regras e códigos de tipo militar voltados para a prática da violência, caracterizados por intolerância e racismo. Tais grupos surgiram após as reformas protestantes na Inglaterra, Irlanda do Norte, França e também nos EUA. No século XX muitos desses movimentos tornaram-se fundamentalistas, notadamente os de origem protestante. O fundamentalismo como corrente religiosa surgiu também na África, em países como Nigéria, Argélia e Egito. No Oriente Médio, grupos fundamentalistas foram organizados com base na religião muçulmana e em países como o Líbano, Palestina, Irã, Iraque, Arábia Saudita, Paquistão e Afeganistão.

Alguns grupos radicais religiosos fundamentalistas vão assumindo cada vez mais uma postura fanática e terroristas como são os grupos Al Qaeda, Jilhad islâmica, Hezbollah e os Sikhis na Índia.

Finalmente, os autores interrogam sobre o futuro do fanatismo. Haveria algum futuro? Será o fim do fanatismo religioso nos próximos vinte anos? Na visão de Lopes e Lobato nada indica alteração nas práticas dos grupos e dos movimentos fanáticos no mundo hoje globalizado. Os conflitos étnicos, raciais e migratórios estão potencializados pela globalização – concluem os autores – e, por certo, continuarão produzindo atos de violência e de intolerância. Triste conjuntura emergente neste início de século.
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Postagem original: 24/05/2008.
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Um exemplo de dano moral

Lembram-se do episódio que envolveu a Uniban e a aluna Geisy? Pois é: a Universidade foi condenada a pagar um valor, por danos morais causados à autora da ação, no caso Geisy.

Uniban é condenada a pagar indenização de R$ 40 mil a Geisy Arruda

A 9ª Vara Cível de São Bernardo do Campo (SP) condenou a Uniban (Academia Paulista Anchieta S/C) a pagar indenização de R$ 40 mil por danos morais a Geisy Arruda. A ex-aluna havia pedido ressarcimento de R$ 1 milhão à instituição.

Em outubro de 2009, a estudante alegou ter sido hostilizada por alunos da universidade ao utilizar vestido curto para assistir às aulas.

No mês seguinte, Geisy teria prestado depoimento em sindicância aberta pela instituição de ensino, que acordou com o retorno dela às aulas, e teria prometido garantir sua segurança.

Porém, Geisy teria tomado conhecimento de sua expulsão logo em seguida por divulgação em dois grandes jornais paulistas e também pela televisão em horário nobre, sob alegação de desrespeito à moralidade e à dignidade acadêmica.

A defesa da aluna entendeu que houve falha na prestação de serviço da Uniban, que culminou com a "violação dos direitos da consumidora, que sofreu agressões verbais e teve sua segurança pessoal colocada em risco".

Por sua vez, a Uniban alegou não ter causado qualquer dano à Geisy, afirmando que foi ela quem causou danos à empresa e que, além disso, teria arquitetado e executado um plano para adquirir notoriedade e conseguir vantagens após o episódio.

Em junho passado a Justiça ouviu nove testemunhas, entre alunos e funcionários da universidade. Na mesma ocasião, Geisy também foi ouvida.

De acordo com a decisão, “afigura-se razoável a importância de R$ 40 mil, quantia suficiente para compensar a violação sofrida pela autora, sem comprometer a saúde financeira da empresa ré.”

Procurada pelo UOL Notícias, a Uniban disse que aguarda ser informada oficialmente da decisão judicial para se pronunciar.

 
Nota: Alguns certamente se mostrarão contrários a esta decisão judicial (passível de recurso). A questão é: a maneira como a aluna foi tratada, mesmo usando as roupas que usava, é correta? Ao que tudo indica o caminho escolhido, o da pressão, não funcionou. Existiam meios para coibir procedimentos dos alunos, contrários aos interesses da instituição. Aquele utilizado pela Uniban, ao que parece, conspirou contra o ordenamento jurídico do Brasil.
 
Enéias Teles Borges - Editor
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segunda-feira, 4 de outubro de 2010

O VATICANO E O NOBEL DE MEDICINA

A Igreja Católica Apostólica Romana (ICAR) pronunciou sobre a questão e de forma clara. A concessão do Prêmio Nobel de Medicina teve sua desaprovação.

Vaticano critica Nobel de Medicina para pioneiro dos bebês de proveta

O presidente da Pontifícia Academia para a Vida, monsenhor Ignacio Carrasco de Paula, criticou como "fora de lugar" a concessão do Prêmio Nobel de Medicina 2010 ao pioneiro da fecundação in vitro, o britânico Robert Edwards.

"Considero que selecionar Robert Edwards foi algo completamente fora de lugar", declarou o religioso espanhol à imprensa italiana.

"Sem Edwards não existiriam congeladores em todo o mundo cheios de embriões que, no melhor dos casos, vão ser trasladados para úteros, mas que provavelmente serão abandonados ou morrerão. Desse problema é responsável o recém-premiado com o Nobel", acusou Carrasco de Paula.

O religioso, designado em junho passado para dirigir a instituição do Vaticano encarregada dos problemas de biomedicina e da defesa da vida, considera que Edwards é também responsável pelo mercado mundial de gametas femininos (óvulos).

"Sem Edwards também não existiria o mercado dos óvulos, nem a venda de milhões de óvulos", acrescentou.

O Vaticano considera "moralmente ilícita" a fecundação em proveta e a eliminação voluntária de embriões que ela comporta.

Carrasco de Paula reconhece, de qualquer maneira, o valor científico de Edwards, que "inaugurou um novo e importante capítulo da reprodução humana, cujos resultados são evidentes a todos", escreveu ainda.

Para o presidente da entidade pontifícia, as descobertas de Edwards suscitam "perplexidade".

"Edwards inaugurou uma casa, mas abriu a porta equivocada", afirma o eclesiástico, que acredita que os tratamentos aplicados pelo Prêmio Nobel "não modificaram minimamente o quadro patológico ou epidemiológico da esterilidade".

 
Nota: Gostei apenas de um fato: a ICAR foi direta e mostrou sua opinião. Nada de ficar em cima do muro. Fora isso eu preciso considerar de forma pontual aqui e ali...
 
Enéias Teles Borges - Editor
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Frases dignas de prêmio

"Fumo maconha, mas não trago, quem traz é um amigo meu" - Marcelo Anthony.

"O que te engorda não é o que você come entre o Natal e o Ano Novo, mas o que você come entre o Ano Novo e o Natal" - Solange Couto.

"Se o horário oficial é o de Brasília, por que a gente tem que trabalhar na segunda e na sexta?" - Dorival Caymi.

"Para seu marido não acordar com a macaca... Depile-se'' - Cláudia Ohana.

"O homem é um ser tão dependente que até pra ser corno precisa da ajuda da mulher. Pra ser viúvo também" - Príncipe Charles.

"Por maior que seja o buraco em que você se encontra, pense que, por enquanto, ainda não há terra em cima" - Dercy Gonçalves.

"Cabelo ruim é igual a bandido... Ou está preso ou está armado" - Ronaldinho Gaúcho.

"Preguiçoso é o dono da sauna, que vive do suor dos outros'' - Roberto Justus.

"Não me considere o chefe, considere-me apenas um colega de trabalho que sempre tem razão" - Galvão Bueno.

"Malandro é o pato, que já nasce com os dedos colados para não usar aliança" - Zeca Pagodinho.

"Mulher gorda é que nem Ferrari... Quando sobe na balança vai de zero a cem em um segundo" - Reginaldo Leme.

"Se um dia a vida lhe der as costas... Passe a mão na bunda dela" - Paulo Cesar Pereio.

"Os psiquiatras dizem que uma em cada quatro pessoas tem alguma deficiência mental... Fique de olho em três dos seus amigos. Se eles parecerem normais, o retardado é você" - Antônio Palocci.

"Se homossexualismo fosse normal... Deus teria criado Adão e Ivo" - Gilberto Braga.

"Todo mundo tem cliente. Só traficante e analista de sistemas é que têm usuário" - Bill Gates.

"Mulher de amigo meu é igual a muro alto... ..sei que é perigoso, mas eu trepo" - Chico Buarque.

"Casamento começa em motel e termina em pensão" - Romário.

"Seja legal com seus filhos. São eles que vão escolher seu asilo" - Itamar Franco.

"Antigamente, o homossexualismo era proibido no Brasil. Depois, passou a ser tolerado. Hoje é aceito como coisa normal... Eu vou-me embora antes que se torne obrigatório" - Arnaldo Jabor.

"Passar a mulher pra trás é fácil. O difícil é passar adiante" - Eduardo Suplicy.

"O Brasil está igual a carro velho: para subir não tem força, para descer não tem freio" - Dilma Roussef.

Nota do Editor: Recebi as frases supra por e-mail do editor do recomendado blog "de texto em texto". É possível sorrir um pouco e ao mesmo templo refletir. Não são frases jogadas ao vento...

Enéias Teles Borges
Publicação original 13/02/2009

EXISTE POLÍTICO BOM?

Cabeça de bacalhau e enterro de anão

Político bom existe, mas a exemplo de cabeça de bacalhau e enterro de anão, sabe-se que tal político existe, mas quase ninguém viu. Quem viu não deu as caras para dizer: "conheço um político bom". Não importa o partido, não importa o que dizem possuir na plataforma eleitoral e de governo. Político bom até existe, mas quem já o viu?

Segundo turno no Brasil

Teremos segundo turno na eleição presidencial de 2010. Dilma, do PT contra Serra, do PSDB. Quem haverá de definir a eleição certamente será o eleitorado de Marina. Não é possível afirmar que o eleitor de Marina se alinhará diretamente com um ou outro. Até podemos afirmar que o eleitor de Marina é altamente qualificado e não se deixará influenciar pelos vociferadores de plantão. Os que votaram em Serra estão pintando a Dilma com as cores do inferno. A recíproca é verdadeira. Os eleitores de Dilma pintam Serra com as cores do inferno de Dante.

Momento de ponderação

Os eleitores de Marina sabem da importância do voto para o segundo turno. Sendo tais eleitores de um nível acima da média (com o devido respeito), certamente não se deixarão influenciar pela mídia, pelos amigos, pelas religiões, nem pela pressão. Os eleitores de Marina não aceitarão que qualquer partidário, de Serra ou Dilma, destile veneno como um rebelde sem causa.

Soberania do voto

No segundo turno o que sugiro é a luta total e constante contra as forças alienantes que tentarão dizer que "A" é melhor que "B" ou que "B" é melhor que "A".

Votei na Marina e não me deixarei influenciar pelas opiniões que circulam nos jornais, revistas, rádio e TV. As opiniões dos blogueiros e das redes de relacionamento também não me afetarão. Respeito meus amigos, mas não me deixarei influenciar. Até entendo que não deveremos declinar nosso voto. Nada de influenciar a decisão de terceiros.

Espero o mesmo, de todos o que votaram na Marina.

Enéias Teles Borges - Autor
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