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terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Pois a vida continua...

Alguém poderia cantar, junto com o Zeca Pagodinho “... deixa a vida me levar...” e tentar esquecer as múltiplas mazelas. É certo que antes, durante e depois da tempestade, a vida segue em frente no compasso do tempo.


Passadas as agruras ou ainda continuando os medos, precisamos remar a vida. Nossa luta é como naquela da canção poética “rema, rema o remador...” O que somos senão pessoas num imenso rio deixando que as águas simplesmente nos levem ou remando para tentar implementar nossas escolhas remando, ainda que contra a correnteza?


Temos que, mais uma vez como numa música poética, “levantar a cabeça, sacudir a poeira e dar a volta por cima”, pois, em conformidade com um adágio popular: “a vida é dura para quem é mole!”


“Vamos em frente porque atrás vem gente”, pois a vida continua...

Enéias Teles Borges
Postagem original: 12/02/2009

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Saindo do buraco

Sacudindo a poeira

Um dia, o cavalo de um camponês caiu num poço. Não chegou a se ferir, mas não podia sair dali por conta própria. Por isso o animal chorou fortemente durante horas, enquanto o camponês pensava no que fazer.

Finalmente, o camponês tomou uma decisão cruel. Concluiu que o cavalo já estava muito velho e não servia mais para nada. Também o poço já estava mesmo seco. Precisava ser tapado de alguma forma. Portanto não valia a pena se esforçar para tirar o cavalo de dentro do poço. Ao contrário, chamou seus vizinhos para ajudá-lo a enterrar vivo o cavalo. Cada um deles pegou uma pá e começou a jogar terra dentro do poço.

O cavalo não tardou a se dar conta do que estavam fazendo com ele, e chorou desesperadamente. Porém para surpresa de todos, o cavalo quietou-se depois de umas quantas pás de terra que levou. O camponês finalmente olhou para o fundo do poço e se surpreendeu com o que viu. A cada pá de terra que caia sobre as costas o cavalo sacudia, dando um passo sobre essa mesma terra que caía no chão.

Assim em pouco tempo, todos viram como o cavalo conseguiu chegar até a boca do poço, passar por cima da borda e sair dali trotando.

Moral da história:

A vida vai lhe jogar muita terra, todo o tipo de terra. Principalmente se você já estiver dentro do poço. O segredo para sair do poço é sacudir a terra que se leva nas costas e dar um passo sobre ela. Cada um de nossos problemas é um degrau que nos conduz para cima. Podemos sair dos mais profundos buracos, se não nos dermos por vencidos. Use a terra que lhe jogam para seguir adiante.

Recorde as cinco regras para ser feliz:

1. Liberte o seu coração do ódio.
2. Liberte sua mente de preocupações.
3. Simplifique a sua vida.
4. Dê mais e espere menos.
5. Ame mais e aceite a terra que lhe jogam, pois ela pode ser a solução, não o problema.

Anônimo


Nota do Editor: Lembro-me dos tempos em que eu palestrava (pregava) nas igrejas adventistas. Eu procurava sempre alguns exemplos, parecidos com este, para conclamar à luta...

Enéias Teles Borges
Postagem original:  31/08/2010

sábado, 2 de julho de 2011

Ser feliz sem motivo...


“Ser feliz sem motivo é a mais autêntica forma de felicidade.” (Carlos Drummond de Andrade)

É bem assim mesmo. Ser feliz por que temos segurança, dinheiro, paz, saúde e afins? É fácil ser feliz assim. Ser feliz por que há um paraíso a ganhar? É fácil assim também. Ser feliz sem motivo é algo transcendental, espetacular, para poucos e honrados seres. Em pessoas assim a humanidade deve se inspirar.

Enéias Teles Borges

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Pessoas que se escudam no otimismo


Hoje levantei cedo pensando no que tenho a fazer antes que o relógio marque meia noite. É minha função escolher que tipo de dia vou ter hoje. Posso reclamar porque está chovendo ou agradecer às águas por lavarem a poluição. Posso ficar triste por não ter dinheiro ou me sentir encorajado para administrar minhas finanças, evitando o desperdício. Posso reclamar sobre minha saúde ou dar graças por estar vivo. Posso me queixar dos meus pais por não terem me dado tudo o que eu queria ou posso ser grato por ter nascido. Posso reclamar por ter que ir trabalhar ou agradecer por ter trabalho. Posso sentir tédio com o trabalho doméstico ou agradecer a Deus. Posso lamentar decepções com amigos ou me entusiasmar com a possibilidade de fazer novas amizades. Se as coisas não saíram como planejei posso ficar feliz por ter hoje para recomeçar. O dia está na minha frente esperando para ser o que eu quiser. E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma. Tudo depende só de mim. (Charles Chaplin)

Nota: admiro muito as pessoas que se escudam no otimismo.
Enéias Teles Borges

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Desconfie do destino...

Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando... Porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive, já morreu... (Luiz Fernando Veríssimo)

Não é apenas uma frase de efeito de um brilhante escritor e humorista. É a maneira de pensar de alguém que observa, que compara e que conclui. Não é expressão de quem tenta ajudar a sim mesmo, da maneira como sugerem os compêndios de auto-ajuda.
 
A vida cobra um tributo e esse tributo é a fuga da morte, vivendo o quanto se pode e da melhor maneira possível. Viver também está intimamente ligado com a disposição altruísta de viver para a família, outorgando a essa célula da sociedade o poder de sempre olhar para a frente, sem lamentar o que ficou no passado, principalmente quando não se pode mudar o que já aconteceu. Viver significa a busca pelo acerto constante naquilo que se faz. Viver significa o apego à ética como se ela fosse o oxigênio fundamental ao existir. Viver é...
 
Desconfie do destino e viva!
 
Enéias Teles Borges

sábado, 1 de janeiro de 2011

Sem areia no sapato


Minha primeira mensagem de 2011 pretende ser de otimismo. Penso que é muito difícil vencer uma corrida tendo areia dentro do sapato. Digo, até, que não é impossível vencer uma maratona nessas circunstâncias, mas certamente será muito difícil.

O ano de 2011 nasce para nós brasileiros como um ano diferente. Na política teremos a primeira mulher na presidência, depois de oito anos sob a batuta de um presidente carismático. Será relevante a experiência, qualquer que seja o resultado. As mulheres poderão mostrar, via presidente Dilma, que elas quando querem podem e quando podem fazem bem feito.

E na vida? Precisamos percorrer o ano que surge. Haverá luta em nosso jornadear e certamente estamos aptos a vencer. Ainda que estejamos com areia no sapato haveremos de lutar. Temos família a cuidar, metas a superar e vida a viver. 2011 nos dá um novo diário em branco. Que sejamos corajosos e justos no seu preenchimento.

Desejo a todos um ano "sem areia no sapato".

Enéias Teles Borges

terça-feira, 21 de setembro de 2010

QUARENTA E OITO ANOS...

Pois é, meus amigos, faltam apenas dois anos. Sim, estou chegando perto dos cinquenta anos ou, como podem preferir, chegando ao meio século de vida. Quarenta e oito anos. Não são quarenta e oito meses, nem quarenta e oito dias. Junto com o meio século de vida chegam os amigos inseparáveis: a dor, a velhice, a cegueira, a canseira, o reumatismo e afins.

Chego a essa idade e me pergunto: estou satisfeito? Respondo que sim. Diante de todas as possibilidades que existem no mundo, eu me vi cercado pelas boas oportunidades e raramente pelas ruins. O que ocorre é que a nossa natureza nos faz lembrar das mazelas e elas parecem bem maiores e em maior quantidade do que efetivamente são ou foram.

Espero que ao me envelhecer fisicamente eu jamais veja esmorecer em mim o senso do otimismo. A leitura positiva da vida a torna menos densa e até suave. Há muita coisa boa aqui dentro e lá fora.

Estabeleçamos uma prioridade: buscar viver da melhor maneira possível.

Creio que assim está bom, não é?

Enéias Teles Borges - Autor
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