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terça-feira, 3 de maio de 2011

Cobertor de anão...

O cobertor de anão, quando usado por pessoa de estatura normal, num dia de frio, pode trazer três tipos de transtornos: (1) quando se cobre a cabeça os pés ficam descobertos, (2) quando ele cobre os pés deixa a cabeça descoberta e (3) quando o usuário se contorce, para que o corpo fique sob o cobertor, emerge um problema grave, pois o indivíduo fica com o corpo dolorido - em razão de tentar dormir todo enrolado, como uma cobra, debaixo do minúsculo cobertor de anão.

O cobertor de anão é uma maneira figurativa, bem aplicada por pessoas de boa índole, para tentar mostrar, aos que são verdadeiramente compromissados com a verdade, que a falácia está espalhada nos centros habitados pelos criacionistas de meia tigela. Sim, aqueles plantonistas da fé cega e da faca amolada, que instam em disseminar a “teoria da terra nova”, numa tentativa insana de impor interpretação literal à Bíblia, notadamente no que tange ao livro de Gênesis.

Como muitos blogueiros têm observado, o conceito de terra nova é aquele que tenta “provar” que a vida no planeta terra originou-se há seis mil anos. Quem sabe um pouco mais do que isso – refiro-me aos literalistas bíblicos.

Os agentes complicadores para essa turma têm sido, efetivamente, as análises feitas nos sítios arqueológicos encontrados. Insurge-se, o grupelho da fé, contra os testes científicos que datam ossadas de animais para além do ponto inicial que advogam. Não aceitam os milhões de anos asseverados pelos cientistas e tentam mostrar que todo tipo de vida existente (ou que se extinguiu) na terra originou-se na semana da criação tal qual narram os capítulos iniciais do livro do Gênesis.

O dilúvio universal passa a ter papel importante nesse contexto de análise (terra nova) para solidificar o ponto de vista dos agentes da fé cega e da faca amolada.

Acontece que nos sítios arqueológicos estudados até hoje não foi possível provar que as ossadas de humanos, mamíferos e outros animais do nosso tempo, tenham a mesma idade das outras ossadas – dinossauros e afins.

A idade, de todos os ossos de todas as espécies de animais encontrados em valas comuns, não deveria ser a mesma? As ossadas não deveriam possuir o mesmo estado de conservação (ou deteriorização)? Não deveriam ser encontradas sobrepostas e/ou misturadas nas mesmas valas?

Eis um exemplo de cobertor de anão. Não cobre todos os pontos e quando é forçado a cobrir, arrebenta com o corpo de quem o utiliza...

Enéias Teles Borges
Postagem original:  16/10/2009

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Fé cega e faca amolada - V

Por que destinei os textos da semana para esse tema “fé cega e faca amolada”? Possivelmente para ratificar o que venho dizendo sempre: essa peleja entre criacionistas e ateus é muito chata! Num primeiro momento parece ser algo captador de conhecimento e difusão de idéias. Logo adiante fica claro que é um embate inócuo em que armas de calibres diferentes são usadas. Não é possível mensurar resultados! Não se mede o alcance de cada um! O criacionista não apenas defende essa teoria e sim vê nela, sobretudo, a possibilidade de eternização da vida humana. Busca não apenas um criador. Busca, depois disso e principalmente, um ser pessoal, carinhoso, preocupado... O ateu não nutre esperança similar. Quer apenas o que chama de verdade, não se preocupando com vida eterna, simplesmente porque não crê nisso. É como se batalhasse contra uma alienação humana implementada pelos “preenchedores de lacunas”, via “fé cega e faca amolada”.

Não tenho a pretensão de sugerir o fim do debate. Mesmo porque essa voz, tão ínfima que é, jamais seria ouvida e, se fosse ouvida, seria desconsiderada. Ressalto que a defesa criacionista que abomino é essa dos “criacionistas cristãos”. Parecem “xiitas da fé”. Querem de todo modo que o mundo inteiro se curve diante dessa mistura que chamam de ciência criacionista.

Por hora paro, não sem antes sugerir a você que separou esse tempo para essa leitura: façamos parte de um grupo mais respeitador! Criacionistas, ateus ou agnósticos - não importa! Precisamos aceitar pontos de vista divergentes e analisá-los sempre! A verdade está lá, no lugar de costume. Tal verdade não mudará em função das análises humanas!

Pensemos nisso...

Enéias Teles Borges
Postagem original: 20/02/2009

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Fé cega e faca amolada - IV

Vencida a etapa do convencimento de que existe um criador vem, indubitavelmente, aquela que traz alento ao criacionista cristão: um deus pessoal e, portanto, cuidadoso e atento ao extremo. O criacionista cristão não defende o criacionismo simplesmente porque ele é o espelho da verdade. Defende porque quer vida em abundância. As teses criacionistas cristãs seriam ardorosamente defendidas sem essa bendita esperança? É possível enxergar um criacionista cristão que defenda suas teses apenas pelo compromisso com a verdade?

É bom considerar que a defesa do criacionismo sem objetivar qualquer recompensa seria ato de extraordinário altruísmo. Por outro lado a defesa de uma tese e em seguida o almejar constante pela “vida eterna” não seria expressão máxima de egocentrismo conjugado com egoísmo?

Sempre fico com uma dúvida imensa: a defesa do criacionismo é feita pelos comprometidos com a verdade ou por aqueles que não admitem a possibilidade do fim dessa miserável vida? Chamo a atenção para os criacionistas cristãos que se irmanam em torno dessa “verdade” e que fazem de sua vida uma rotina de supostas boas ações. Há algo de errado em tentar ser bom? Evidentemente que não! Mas qual é o objetivo primordial na busca incessante pelas boas maneiras? A recompensa que vem do cristianismo - uma das vias do criacionismo.

O problema que surge: no afã de desejar defender a própria pele muitos criacionistas cristãos se entregam numa luta insana contra aqueles que são ateus e os chamam de tolos e loucos! Os ateus instam em chamar, em contrapartida, tais criacionistas de medrosos, egoístas, egocêntricos e superficiais. Sim, superficiais! As teses criacionistas não descartam a fé como complemento das muitas lacunas. O uso da fé nessas lacunas causa incômodo imenso nos pensadores descompromissados com eternidade da vida pessoal. O confronto dos que têm fé com os que se escudam permanentemente e exclusivamente na ciência é embate sem nexo e com uso de “armas” diferentes e explosivamente desproporcionais...

Por outro lado os criacionistas cristãos não podem dispensar a fé. Tal fé preenche as muitas lacunas. Sem esse preenchimento não existirá um deus pessoal. E a existência desse ser cuidadoso é, sem dúvida, o grande agente motivador das teses das centenas de agremiações que se servem da “fé cega e da faca amolada”.

Continua...

Enéias Teles Borges
Postagem anterior: 19/02/2009

terça-feira, 5 de abril de 2011

Fé cega e faca amolada - III

Uma pergunta precisa ser feita: quem tem autoridade para defender o criacionismo? Parece uma pergunta óbvia, mas há que se notar os diferentes tipos de defesa dessa teoria. Aqui no Brasil tal postulação é feita pelos “criacionistas cristãos”. Para o cristão o criacionismo é conforme a Bíblia. O sagrado livro cristão tem dois testamentos: o velho e o novo. Aqui, por exemplo, já existe divergência com outro militante criacionista que é o Judaísmo. Os problemas, como podem notar são imensos! Os cristãos, que são ortodoxos por natureza, não advogam simplesmente o criacionismo. Protestam por uma adequação à interpretação de um livro que eles consideram sagrado e único. E os demais livros de outros criacionistas igualmente ortodoxos?

O que dizer de outros criacionistas atuais e do passado? É justo atribuir, aos criacionistas cristãos, o martelo do julgamento? Há respeito às demais interpretações? A defesa feita por aqui não é “bairrista”?

Quero exemplificar o efeito do meu arrazoado. É claro que os criacionistas cristãos, num exercício de honestidade, deveriam ser claros em dizer que defendem o criacionismo à luz dos dois testamentos bíblicos. Não podem deixar de transparecer que essa forma de teorizar o criacionismo é exclusiva e não coaduna em cem por cento com as outras correntes.

Isso tem acontecido? Essa honestidade tem ficado clara?

Quero deixar aqui três links de textos criacionistas publicados no sítio Observatório da Imprensa. Atentem para a forma de defesa de cada texto e os comentários em cada um. Eu diria que ler os textos sem os comentários seria um exercício incompleto.

Os textos são: "Rivalidade ou mal entendido?" - "A Darwin o que é de Deus" - "Endeusando Darwin em clima de guerra".

Sugiro a leitura dos bons artigos e dos comentários. Tirem suas conclusões e perguntem a si mesmos: quem tem autoridade para defender o “criacionismo único”?

Continua...

Enéias Teles Borges
Postagem original: 18/02/2009

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Fé cega e faca amolada - II

Os que desejam ardorosamente o criacionismo como teoria viável precisam estar conscientes de que esse é apenas o primeiro passo. Em geral os que creem na “pujança” do criacionismo sentem a necessidade do segundo passo, que para eles é ainda mais importante: ter a convicção, pela fé, claro, que esse criador é um ser pessoal, que tenha criado tudo com um propósito, que veja o ser humano como sua obra prima e que tenha como objetivo precípuo resgatar os homens desse mundo vil, em decadência moral e natural. Claro que essa forma de ter fé é oriunda dos criacionistas cristãos. Nem vou considerar outros milhares de criacionistas com suas teorias vagas e igualmente sem fundamentação científica.

Aliás a questão científica está num segundo plano. O primeiro é o da fé. Quem assim age merece certo respeito. O problema, a meu ver, se atém aos que querem sedimentar sua crença criacionista via “ciências” de improviso e entre elas está o obtuso (como tem sido proposto) “design inteligente”. A tentativa de substantivar a teoria criacionista cristã com outras teorias de outras procedências tem sido o “calcanhar de Aquiles” dos hoje tidos como “xiitas da fé”.

Os fundamentalistas e/ou “pseudo-cientistas cristãos criacionistas” estão fabricando um monstrengo ao melhor estilo Dr. Frankenstein. Buscam o que consideram ser de melhor na teoria criacionista e fazem uma mistura explosiva com o que entendem de especialíssimo nas demais teorias. No final comportam-se como se tivessem descoberto a pólvora! Na realidade estão fabricando um monstro!

Por esse motivo eles têm deixado, de forma merecida, o posto de pensadores confiáveis. Estão se tornando insípidos, inodoros e incolores. Nem por isso devem ser tratados como se águas fossem. A não ser que possamos considerá-los como águas apodrecidas.

O grande problema é que a membresia de muitas agremiações religiosas é superficial e acredita em muita coisa, inclusive em duendes e em papai Noel. Acredita tanto nesses famigerados e falsos baluartes que outorga, ainda que tacitamente, o poder de representação.

As bobagens que são publicadas acabam ficando como opiniões oficiais de denominações seculares e sérias, mas que estão sendo apodrecidas sistematicamente pelos fundamentalistas malucos: alquimistas da ciência distorcida.

Continua...

Enéias Teles Borges
Postagem original: 17/02/2009

sábado, 2 de abril de 2011

Fé cega e faca amolada - I

Devo confessar que ando meio constrangido com a ação dos criacionistas em defesa de suas teses. Por que estou constrangido? Porque faço parte deste grupo que vê mais sentido na existência de um ser criador do que nas teorias contrárias a essa existência. De certa forma o criacionismo cego acaba empurrando as pessoas sérias na direção contrária ou no mínimo para as rédeas do agnosticismo.

A defesa do criacionismo tem sido feita por pessoas que não conseguem o revestimento da coerência em suas teses. No afã de defender seus pontos de vista acabam se escudando em fontes dúbias. Além disso é notório o uso de autores e textos longe dos propósitos originais. É lamentável!

Algumas instituições confessionais não têm “defensores” oficiais e uns e outros se postam como se fossem os baluartes da “sã doutrina”. Fazem a defesa em forma de “fé cega” e se servem de argumentos como se esses fossem “faca amolada”. As contradições soam gritantes! É possível ver uma pessoa defendendo o criacionismo cristão e ao mesmo tempo sendo admiradora do (DI) design inteligente.

O criacionista cristão é somente isso: criacionista cristão! Ele não pode se arvorar a fazer misturas como se um químico fosse! As correntes interpretativas não se misturam! São diferentes por natureza!

Tentar pinçar pontos de diferentes teorias para fundamentar a que foi eleita é, no mínimo, um ato leviano. Eis porque eu me sinto envergonhado de estar, ainda, nas fileiras do criacionismo. Cada ato insano afasta mais um, pois a insegurança quanto a uma teoria força o cidadão sério à busca da verdade. Não a achando só lhe resta o amplo manto agnóstico.

Será que esses de “fé cega e faca amolada” não percebem o quanto estão sendo inócuos, inúteis e blasfemos? Acreditam mesmo estar prestando algum bem ao advogar o criacionismo dessa maneira torpe?

Continua...

Nota: Minha postura hoje é a de agnósitco teísta.

Enéias Teles Borges
Postagem original: 16/02/2009

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

O sujo e o mal lavado


É fato: as pessoas realçam o que é conveniente e jogam sob o tapete o lixo da vergonha e do constrangimento. Quero ressaltar uma notícia que colocou em histérica alegria alguns criacionistas. Sim, aqueles porta-vozes de deus na terra. Os famosos paladinos da fé ou, quem sabe, profetas de plantão.

Serviram-se de um escorregão dos evolucionistas (que de fato se precipitaram) para alardear vitória. É que o "elo perdido" está sob forte suspeita, conforme reportagem da Folha Online (link aqui).

Concordo que os evolucionistas têm dado muitos tiros no próprio pé, mas tal "viruosidade" não é apenas deles. O que se dizer, por exemplo, do escorregão secular dos criacionistas cristãos que afirmavam que o Universo girava em torno da terra? Pelo menos os ateus e evolucionistas expõem suas mazelas mais rápido, sem uso da força. Nada de ameaçar os contrários. Nada de mandar para a fogueira...

Hum... Pelo jeito a briga está nivelada por baixo. Não existe busca por acertos e correção de rumo. Os lados digladiam expondo erros bizarros de ambos.

Eu suma podemos dizer, sem medo, que o sujo está criticando o mal lavado. O que precisam é de um bom banho e renovação permanente da humildade. Vale para evolucionistas, ateus e criacionistas.

Enéias Teles Borges
Postagem original: 23/10/2009
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sábado, 2 de outubro de 2010

Livre arbítrio, maldade, incompetência ou acaso?

O blogueiro pergunta:

A situação em vigor no Universo, notadamente no Sistema Solar e mais: na Terra, é decorrente de qual das proposições abaixo?

1. Livre arbítrio: um ser poderoso cheio de amor e justiça cria seres pensantes e permite a esolha entre o bem existente e o mal em potencial. Nos céus um ser opta por se afastar do bem e leva muitos com ele. Posteriormente a raça humana também o segue. O Universo ficou maculado pelo pecado. A situação chegou a esse ponto em razão da concessão do livre arbítrio e o seu pleno exercício...

2. Maldade: um ser poderoso que poderia perpetuar o bem, cria seres pensantes, mesmo sabendo que no futuro eles fariam a opção pelo mal. Sabedor do sofrimento que haveria de vir, criou e assiste ao espetáculo tenebroso...

3. Incompetência: criou mas não consegue suster. Deu errado, muito errado. Morte e mais morte. Decrepitude e mais decrepitude. O caos se instalou e o projetista não consegue corrigir o rumo...

4. Acaso: tudo o que está por aqui não veio de um ser inteligente. Veio, sabe-se lá de onde ou quem sabe do nada! Está aqui é palpável e é obra do acaso...

Você arriscaria mais alternativas? Escolheria alguma das que estão acima?

Enéias Teles Borges
Postagem original: 15/10/2009

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Boca fechada...

A frase é antiga: “em boca fechada não entra mosquito”. Eu iria mais longe: calado o tolo passa por inteligente. Falando o tolo parece mais tolo do que é. Muitas vezes é bom não se servir de pronunciamentos próprios para não desnudar o desconhecimento sem fim...

Ando lendo muito sobre evolucionismo e criacionismo tradicional. Os darwinistas têm incomodado tais criacionistas e vice-versa. Os dois lados começam a discursar (alguns) e a destilar veneno (muitos). Mas o pior é a defesa cega e eivada de falácia.

Os lados se digladiam como se houvesse um troféu a ser conquistado e exibido. Não importam os arrazoados e sim a verdade! Quem está com verdade? Existe a possibilidade (enorme) que ambos estejam equivocados (e se o ateísmo for a razão?). O embate mais parece uma dança em torno da fogueira da vaidade.

Os defensores do Darwinismo não abrem mão de conceitos velhos e ultrapassados e os criacionistas não se entendem. Os criacionistas cristãos batem cabeça dia após dia. A Igreja Católica Romana vem, sistematicamente, revendo conceitos no que tange ao evolucionismo. Igrejas protestantes se rebelam contra a ICAR... Entre os protestantes existem “n” variantes. Uma “doideira” só!

O melhor, por enquanto, é não emitir conceitos. Não sem antes analisar os efeitos sobre as bases já assentadas. Afinal a incoerência é algo que não combina com estudos sérios.

Vale a frase centenária: “em boca fechada não entra mosquito”.

Enéias Teles Borges
Postagem original: 05/03/2009
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quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Criacionismo e a ciência

MEC diz que criacionismo não é tema para aula de ciências

O Ministério da Educação tomou posição no debate relativo ao ensino do criacionismo nas escolas do país. Para o MEC, o modelo não deve ser apresentado em aulas de ciências, como fazem alguns colégios privados, em geral confessionais (ligados a uma crença religiosa).

“A nossa posição é objetiva: criacionismo pode e deve ser discutido nas aulas de religião, como visão teológica, nunca nas aulas de ciências”, afirmou à Folha a secretária da Educação Básica do Ministério da Educação, Maria do Pilar.

Apesar do posicionamento, o MEC diz não poder interferir no conteúdo ensinado pelas escolas, pois elas têm autonomia.

Conforme informou o colunista da Folha Marcelo Leite no último dia 30, o colégio Mackenzie (presbiteriano) adotou neste ano (2008) apostilas que apresentam o criacionismo nas aulas de ciências nos anos iniciais do ensino fundamental.

Outras escolas, como as adventistas, por exemplo, praticam opção semelhante.

Teorias

Os criacionistas dizem que o Universo foi criado por um ser superior, assim como os seres vivos. Para eles, a vida é muito complexa para ter surgido sem intervenção sobrenatural.

Essa crença se opõe à teoria da evolução desenvolvida por Charles Darwin, presente nas diretrizes curriculares nacionais, segundo a qual todas as espécies provêm de um ancestral único –e, a partir dele, se diferenciaram, chegando à diversidade atual de seres vivos.

O entendimento do MEC é semelhante ao dos pesquisadores contrários ao criacionismo: o modelo não pode ser considerado teoria científica por não estar baseado em evidências (preceito tido como básico para se definir o que é ciência).

“[O ensino do criacionismo como ciência] é uma posição que consideramos incoerente com o ambiente de uma escola em que se busca o conhecimento científico e se incentiva a pesquisa”, afirmou Pilar.

O presidente da Associação Brasileira de Pesquisa da Criação, Christiano da Silva Neto, tem entendimento diferente.

Para ele, como não há consenso sobre qual teoria está correta, “a maneira mais justa e honesta de lidar com a questão é apresentar ambos os modelos nas aulas de ciências, dando-se destaque aos pontos fortes e fracos de cada um”.

Escolas

O criacionismo é ensinado no Colégio Presbiteriano Mackenzie desde 1870, quando a instituição foi fundada.

O conteúdo é abordado no sexto ano do fundamental –para crianças com idade por volta dos 11 anos–, assim como a teoria evolucionista.

Neste ano, no entanto, o colégio passou a adotar um novo material nos três primeiros anos do ensino fundamental. São apostilas com conteúdos didáticos convencionais, onde há a explicação criacionista, mas sem a teoria evolucionista.

Segundo o colégio, nessa idade (por volta dos oito anos) os alunos não estão preparados para aprender o darwinismo. O colégio anunciou que alterará o conteúdo das apostilas, abrandando o caráter religioso, mas manterá o criacionismo.

O Pueri Domus Escolas Associadas, uma rede laica que reúne 160 escolas no Brasil inteiro, algumas com orientação católica ou protestante, também apresenta o criacionismo nas aulas de ciências.

O conteúdo é exposto com o evolucionismo no oitavo ano do ensino fundamental das escolas. Para Lilio Alonso Paoliel-lo Júnior, diretor de conteúdo da rede associada, o objetivo é promover o debate.

“Negativo seria não deixar que a discussão acontecesse. É uma questão de posição pedagógica. O conteúdo é aceito por pais das escolas laicas e das religiosas”, diz o diretor.

A visão também é defendida por Maria Lúcia Callegari, orientadora do colégio Santa Maria (zona sul de SP). “Quando falamos sobre o surgimento da vida, abordamos o criacionismo e o evolucionismo. Trabalhamos com pluralidade na ciência, para romper a idéia de uma verdade absoluta.”

Na escola, o conteúdo é ensinado para os alunos do quinto ano do ensino fundamental e, segundo ela, não há reclamação de pais por causa do conteúdo.

 
Nota de Editor: Creio que o equilíbrio é necessário. Eu sou a favor do ensino do Criacionismo, conjugado com o Evolucionismo e também a favor do ensino do ateísmo. Não apenas na rede pública. Mais: professor teísta para ministrar aula criacionista e professor ateísta para ministrar aula sobre Ateísmo. Falo por mim mesmo. Aprendi apenas o Criacionismo e lamento. Gostaria que tivesse sido diferente.
 
Enéias Teles Borges
(Texto de 2008)
 

segunda-feira, 29 de março de 2010

OUTRO ANCESTRAL HUMANO?

Outro ancestral humano?
Enéias Teles Borges


A roda da história insta em não parar. Eventos surgem. Análises são refeitas. Descobertas científicas são questionadas. Tudo por conta da roda da história. Quer mais? O que dizer da possibilidade da compravação de que existiu um hominídeo diferente de tudo que se imaginou, que analisou e que se concluiu? Pois parece que temos novidades e o título da reportagem é sugestivo: "Possível nova ancestral humana é encontrada em caverna na Sibéria".

Reparem num detalhe do título do texto: "possível nova... "  É a novidade. Nova ancestral... Sugiro a leitura completa do texto, teclando no link [Estadão].
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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Evolucionismo e religião - polêmica eterna - 1

Evolucionismo e religião - polêmica eterna - 1
Enéias Teles Borges

Evolucionistas e religiosos deveriam conviver de forma pacífica, mas digladiam-se sempre. Basta um erro dos evolucionistas para que religiosos apontem o dedo acusador. De igual forma os os evolucionistas consideram risível o pensamento conservador dos religiosos. É claro que estou me referindo aos religiosos ortodoxos - aqueles que são partidários da fé cega e da faca amolada.

O que diriam os militantes de ambos os lados, caso pudessem emitir opinião acerca do texto abaixo?

Descoberta de fóssil reforça parentesco entre aves e dinossauros

Dinossauro era parecido com um avestruz, mas tinha rabo comprido. Réptil da família dos alvarezsaurídeos foi encontrado na China.
 
A tese de que parte dos dinossauros não acabou, mas evoluiu e se transformou em aves, está se tornando cada vez mais comprovada. A descoberta de um pequeno fóssil na China reforça a teoria. Já batizado de Haplocheirus sollers, ele é um réptil parente próximo dos primeiros pássaros, e ajuda a esclarecer algumas lacunas do elo perdido entre dinossauros e pássaros.

O réptil descoberto é da família dos alvarezsaurídeos, um grupo semelhante às aves, mas que não se transformou nelas. A novidade é que o H. sollers é 63 milhões de anos mais velho que os seus familiares conhecidos. “É como encontrar um parente perdido há muito tempo”, compara o cientista Jonah Choiniere, da Universidade George Washington, nos EUA, em entrevista ao G1.

Com a descoberta, publicada na revista "Science", o fóssil se torna o ancião dos alvarezsaurídeos, e por consequência o bicho de sua família mais próximo do grupo maniraptora, o ramo evolutivo dos dinossauros que inclui as aves.

A reconstituição feita pelos cientistas mostra que o H. sollers era parecido com um avestruz, mas com um rabo comprido. O bicho viveu há cerca de 160 milhões de anos, no período jurássico superior, e tinha entre 190 e 230 centímetros de comprimento. No lugar do bico, levava pelo menos trinta pequenos dentes presos aos maxilares.


Parente argentino

A característica mais marcante da dos alvarezsaurídeos era a presença de uma garra única em cada mão, que era usada provavelmente para cavar. No H. sollers, é diferente. Ele tinha três dedos, com uma pequena garra na ponta de cada um. Os cientistas sugerem que, ao longo do tempo, esses dedos se fundiram em uma só garra gigante.

Parentes do dinossauro encontrado na China viveram próximos ao Brasil. “Conhecemos alguns alvarezsaurídeos na Argentina. O nome deles é ‘Patagonykus’ and ‘Alvarezsaurus’”, conta Choiniere. Assim como os outros parentes, os argentinos eram menores que o H. sollers, sugerindo que os animais foram diminuindo ao longo do tempo.

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terça-feira, 15 de dezembro de 2009

SINAL EVIDENTE DE EVOLUÇÃO?



Sinal evidente de evolução?
Enéias Teles Borges


Imagine um animal invertebrado, no caso um polvo, usando ferramentas para se abrigar ou quem sabe se proteger(...). Pois é algo assim mesmo que cientistas australianos detectaram no comportamento de um polvo que usou e usa casca de coco como ferramenta. Cientistas da Austrália se surpreenderam ao flagrar um polvo usando cascas de coco como abrigo.

Leia a reportagem completa no [Globo].

Nota: E se fosse possível observar comportamentos assim durante séculos? Será que finalmente muitos começariam a reconsiderar conceitos e dar crédito à teoria da Evolução? Seria esse caso um fato isolado e que deve ser desconsiderado? Como explicar tal comportamento?

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quinta-feira, 26 de novembro de 2009

REPENSANDO CHARLES DARWIN


Repensando Charles Darwin
Enéias Teles Borges


Da mesma maneira que precisamos, à luz da ciência, repensar a questão da religiosidade, de igual maneira precisamos, no contexto da ciência, ateísmo, criacionismo e evolucionismo repensar Charles Darwin. A evolução da ciência e a celeridade com a qual eventos se tornam mensuráveis e, em seguida, mensurados, força-nos a um exercício de sinceridade. A teoria da evolução carece ser repensada.

"Talvez a mudança mais conceitual proposta pelas novas pesquisas seja sobre o papel do ambiente no processo evolutivo. Em vez de atuar como mero filtro sobre as características, como proposto por Charles Darwin, o ambiente teria o poder de causá-las." (G1)

"Embora ninguém questione a grandiosidade do feito intelectual de Darwin – afinal, conceitos como adaptação, evolução e seleção são alguns dos fundamentos da biologia moderna –, são cada vez mais expressivas as vozes que defendem que "A Origem..." não é a última palavra na tentativa de explicar os mecanismos pelos quais a vida se reinventa e se diversifica. Observações feitas em novas áreas de investigação, como a genômica e a epigenética, não encontram paralelo no pensamento de Darwin. E há quem proponha que talvez seja necessária uma nova revolução conceitual na biologia." (G1)

"Foi somente no início do século 20 que biólogos do Ocidente tiveram contato com os estudos de Mendel sobre hereditariedade, o que levou ao conceito de gene e ao surgimento da genética. A fusão das ideias propostas pelos dois pensadores começou a ser elaborada na década de 1930 e recebeu o nome de Síntese Evolutiva ou neodarwinista. Em suas elaborações, os biólogos neodarwinistas reservaram para o gene um lugar central." (G1)

"Mutações na sua estrutura levariam ao aparecimento da grande diversidade de características dos seres vivos, sobre as quais atua a seleção natural. A maior ou menor vantagem adaptativa conferida ao organismo por uma mutação resultaria na variação da frequência da mutação em uma população. Traços como o comportamento social e cooperativo em insetos, animais e até em humanos seriam apenas esforços dos organismos para assegurar a transmissão de suas fitinhas de DNA, mantendo elevadas as frequências daqueles genes." (G1)

"Essa visão, que muitos taxaram de “genecêntrica”, foi radicalizada pelo inglês Richard Dawkins, que afirmou nos anos 1970 que a preservação das sequências de bases nitrogenadas “é a razão última de nossa existência”, e que todos os organismos são só grandes “máquinas de sobrevivência” do próprio material genético." (G1)
 
Talvez aí resida um instrumento de defesa em que poderiam se apegar os criacionistas ortodoxos. Afirmariam que a teoria darwiniana, à medida que a ciência prospera, tem conceitos derrubados. Lançariam uma dúvida: como ter certeza de que daqui a alguns anos a teoria ainda teria sustentação?
 
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sexta-feira, 2 de outubro de 2009

ANCESTRAL HUMANO...

Ancestral humano mais antigo mostra que homens e macacos evoluíram paralelamente

A descoberta do mais antigo ancestral dos humanos já conhecido contraria a ideia de que os homens teriam evoluído de chimpanzés primitivos, afirma um estudo publicado na edição dessa sexta-feira (2) da revista americana "Science". O trabalho aponta para uma evolução paralela de macacos e humanos após a separação das duas famílias, milhões de anos atrás. O pivô da discussão é o fóssil de uma fêmea da espécie Ardipithecus ramidus. Batizada de Ardi, ela tem 4,4 milhões de idade.

O esqueleto fossilizado de Ardi foi descoberto no início dos anos 90, na Etiópia, e recuperado entre 1992 e 1994. A equipe de pesquisadores, coordenada por Tim White, do Centro de Pesquisa sobre Evolução Humana da Universidade da Califórnia em Berkeley, analisou o crânio, os dentes, a pélvis, mãos, pés e outros ossos do fóssil e identificou características que não são nem humanas, nem dos macacos, até então desconhecidas.

"Esta criatura é um mosaico interessante, não é nem chimpanzé nem humana", afirmou Tim White, observando que a mão de Ardi é "inclusive mais primitiva que a de um chimpanzé". As linhagens que evoluíram no Homo sapiens moderno e nos macacos atuais provavelmente descenderam de uma mesma espécie que viveu entre 6 milhões e 7 milhões de anos, segundo o pesquisador.

Desde a descoberta de "Lucy", um fóssil de Australopithecus de 3,2 milhões de anos encontrado em 1974 também na Etiópia, os cientistas procuram pelo último ancestral comum entre homens e macacos. No entanto, o novo estudo alimenta poucas esperanças.

"A única maneira de saber como era esse ancestral é o encontrando", disse White, citando uma frase de Charles Darwin.

Fonte: [Universo Online].

Nota do Editor: Se por um lado está cada dia mais difícil compactuar com o postulado criacionista da origem humana, por outro fica igualmente complicado aceitar as proposições evolucionistas como esta. Pelo menos existe um pouco mais de razoabilidade na proposta aqui apresentada do que naquilo apresentado pelos criacionistas que se servem da religiosidade fundamentalista. [ETB]
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quinta-feira, 6 de agosto de 2009

O PETRÓLEO E OS CRIACIONISTAS

Petróleo - mais um peteleco no pé do ouvido dos criacionistas

A teoria de que o petróleo é de origem fóssil, ou seja, formado a partir do soterramento de grandes florestas pré-históricas, está sendo questionada por diversos cientistas, e todo aquele que tenha se dado ao trabalho de pensar a respeito sabe que a maior probabilidade é de que realmente esse recurso natural não tenha nada haver com a decomposição de material orgânico.

Para ler todo o texto basta teclar aqui em [a arte de ter razão].
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domingo, 12 de julho de 2009

MAS... QUEM CUIDARÁ DAS LAGARTAS?

A última quinta-feira, feriado em São Paulo, assisti a um documentário na TV sobre as belezas e encantos naturais do Parque do Iguaçu. Água em abundância, cachoeiras exuberantes, floresta majestosa, fauna riquíssima e turistas boquiabertos. E não é pra menos. O cenário é grandioso, imponente, paradisíaco, de tirar o fôlego e despertar em qualquer um suspiros de admiração.
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Leia o texto completo teclando em [de texto em texto].
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A lei da selva

Certa vez, durante uma viagem de carro a Foz do Iguaçu, minha esposa resolveu me provocar dizendo que a floresta à margem da estrada era uma linda obra das mãos de Deus. Uma amostra do seu bom gosto. Retruquei dizendo que uma floresta é como um restaurante self service, onde o mais forte escolhe qual dos mais fracos vai ser o prato principal.

Leia o texto completo teclando em [a arte de ter razão].

Enéias Teles Borges

quarta-feira, 18 de março de 2009

A Igreja e o Darwinismo



Chamo de igreja, neste momento, apenas a Católica Romana. De certa forma, querendo ou não, os protestantes e afins, a ICAR é a representante oficial do cristianismo no mundo. Não discuto legitimidade e, talvez, esteja me atendo à tradição. Fato é que a ICAR sempre foi observada como a emissora da opinião cristã, ainda que num contexto eminentemente político.

A realidade é que ela, a ICAR, tem sido contundente em suas manifestações acerca do darwinismo e entre essas posturas destaca-se o pronunciamento do Arcebispo Gianfranco Ravasi e sua frase emblemática: “A igreja católica nunca condenou Darwin ou seus escritos”. Infere-se, portanto, que esse debate entre criacionistas tradicionais e evolucionistas está longe do fim.

Até que ponto a ICAR avança em suas concepções darwinistas? Como analisar a influência desta forma de entender? Quais os reflexos no criacionismo cristão?

Sugiro a leitura, na íntegra, da reportagem.

Basta seguir o link: “A igreja católica nunca condenou Darwin ou seus escritos”.

Fonte: [Estadão]

Não deixe de opinar.

Enéias Teles Borges

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

SOBRE O DESIGN INTELIGENTE...

Sobre o design inteligente...
Enéias Teles Borges



Ao que nos parece algo lúcido está prestes a acontecer. Ainda que partindo de uma única referência (Vaticano), será feito um estudo crítico sobre essa teoria. Eu diria que finalmente! Vamos ver o que “os misturadores” de teorias dirão sobre tudo isso.

Eis o link do INSTITUTO HUMANITAS UNISINOS.
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