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domingo, 26 de junho de 2011

O futebol e a fé

Na noite de quarta-feira, 05/05/2010, eu assisti ao jogo entre Corinthians e Flamengo. Sou botafoguense e a despeito de não gostar do Corinthians, torci pelo time mosqueteiro. Não sei bem se torci pelo Timão ou se torci contra o Flamengo. Fato é que fiquei ali, como de costume, de olho na TV. Confesso que fiquei com pena da torcida corintiana. Muita expectativa, ano do Centenário... A diretoria fez os torcedores acreditarem que seria possível realizar o sonho. Não foi dessa vez. Que os corintianos tenham paciência e sigam esperando ( faz parte do mundo do futebol). Como botafoguense eu também espero. É título que ainda não temos.

O objetivo da minha postagem não é falar do jogo e sim atentar para o comportamento dos torcedores durante a partida. A televisão mostrava a reação das pessoas que torciam pelas duas equipes. Os semblantes eram semelhantes. O que mudava era a cor da camisa. Os flamenguistas de vermelho e preto e os corintianos de preto e branco. Os semblantes eram de sofrimento, de tensão. Muitos rezavam. Pediam a deus para que ajudasse seu time do coração. Acredito que, ao final da partida, os torcedores da equipe carioca tenham agradecido pela bênção. A torcida do Flamengo é maior que a torcida do Corinthians. Será que a quantidade de orações, da torcida maior, pesou na balança divina? Seria a única razão plausível, certo? Afinal as orações partiram das duas torcidas. Mais oração, feita por mais torcedores, gerou a bênção para um e não para o outro. Caso assim seja o meu Botafogo haverá de sofrer. As orações botafoguenses serão, em quantidade, menos eficientes do que aquelas elevadas aos céus por times com torcidas maiores...

Sabemos, sendo racionais, que nada disso é verdade. O que deus teria que ver com futebol e torcida? Dizem que deus é brasileiro e logo: seremos campões na África do Sul. É assim mesmo? Claro que não! O que me chama especial atenção é justamente isso: o que o futebol tem a ver com a fé? Penso que nada. Mas quero ver alguém convencer um devoto torcedor do contrário. Quem ganha agradece a deus e quem perde certamente pedirá forças à divindade. Forças para continuar torcendo e rezando, até que a vitória venha. Quando a vitória vier, certamente se dirá: “graças a deus...”

E assim o futebol estende suas mãos e se apega à fé. É mais um tentáculo desse imenso polvo. Sim, aquele polvo FCFA (Fé cega e Faca Amolada).

Enéias Teles Borges
Postagem original: 06/05/2010

quinta-feira, 2 de junho de 2011

O futebol e a religião


Há quem diga que futebol e religião se confundem. Torcer por um time é como praticar atos religiosos. Para muitos, no futebol, há mais abnegação. Enquanto o religioso espera a salvação eterna o torcedor espera o sucesso eterno do seu clube do coração.

Como muitos sabem torço para o Botafogo FR, o Glorioso de General Severiano. Mesmo ligado ao time carioca não deixei de prestar atenção ao que ocorria na série B do Campeonato Brasileiro. Vi a luta do Corinthians para retornar à elite do futebol e alegria incontida quando o time conseguiu a almejada classificação. No Pacaembu foi possível ouvir um só coro da música de Roberto Carlos (O Portão) e a frase: “Eu voltei, agora pra ficar, porque aqui é o meu lugar...”

Futebol e religião. Fanatismo em ambos é o que mais se vê! A irracionalidade impera nos dois. A alegria e a tristeza podem vir de ambos. Decepção e desventura, também...

Há quem diga que religião e paixão por futebol não devem ser discutidos. Está muito além da racionalidade. O torcedor fanático nada ganha, em bens materiais, por torcer para um time. E quem disse que ele quer algo a não ser o sucesso do seu time?

Na religião acontece disputa parecida. São vários times correndo em direção ao céu e o vencedor será aquele que tiver o “corpo doutrinário” mais condizente com o propósito divino. Todas as agremiações da fé se arvoram à condição de melhor time!

Num campeonato de futebol o que se espera é a vitória do time mais aguerrido, técnico e perseverante. Na religião não é assim?

Quem sabe a diferença existente não está no altruísmo? O torcedor de futebol nada mais espera para si. Almeja tão somente a glória do próprio time. Na corrida para o céu é cada um lutando por si mesmo e alegando que a salvação é individual. Nesse exercício de egocentrismo o fiel combate contra tudo e contra todos, como se existissem pouquíssimas vagas no céu...

Futebol e religião: vale à pena discutir?

Enéias Teles Borges
Postagem original: 24/11/2008

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

O FUTEBOL, O PADRE E A CERVEJA


O futebol, o padre e a cerveja
Enéias Teles Borges


Os quatro principais times de futebol de São Paulo (Corinthians, São Paulo, Palmeiras e Santos) se reuniram. O conhecido grupo (G4) de futebol anunciou, no dia 09/12/2009, o primeiro patrocinador conjunto para as quatro equipes. Trata-se de uma cervejaria conhecida no Brasil.

Até aí nada demais. A cerveja e o futebol até podem andar de braços dados, a despeito de que cerveja e futebol nos estádios não formam um bom casal (opinião deste blogueiro). Ocorre que surgiu um novo aliado, que inclusive aparece na foto junto com os quatro representantes dos clubes paulistas: o padre Marcelo Rossi!

Creio que não ficou bem (...), afinal não me parece boa postura qualquer religioso, não importando a qual conglomerado da fé pertença, participar de manifestação que possa incutir, sugerir, apoiar o uso de bebidas num contexto que envolvem pessoas e entidades esportivas.

Parece postura de um ultrapassado e/ou moralista de meia pataca? Pode até ser, mas faço questão de externar meu ponto de vista no que tange a esse assunto e nesse momento específico.

Reportagem completa no [futepoca].
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terça-feira, 12 de maio de 2009

Medo de mudar?

Vanderlei Luxemburgo é o atual técnico do Palmeiras. É um dos melhores treinadores de futebol do Brasil. Alguns o consideram o melhor. Não importa muito isso agora. Fato é que, volta e meia, ele vem com uma frase, que muitos detestam, mas que tem lá o seu sentido: “o medo de perder tira a vontade de ganhar”. É assim que ele cativa seus jogadores sugerindo que a melhor defesa é o ataque.

O que podemos aproveitar disso para refletir um pouco?

Vivemos num momento histórico em que é impossível ter certeza de que o caminho que percorremos é o correto. Na educação dos filhos, no trabalho, na escola (...). Parece-nos que os ensinamentos que recebemos estão obsoletos (não me refiro aos princípios fundamentais inerentes). As mensagens que ouvimos e os conselhos que são ministrados parecem subprodutos de um mundo virtual, parecido com aquele do filme MATRIX.

É aí que parafraseio a assertiva do Luxemburgo: “o medo da mudar tira a vontade de investir”.

É por aí mesmo! A mesmice tem incomodado, mas o medo da mudança de paradigma tem efetivado nas pessoas um comportamento estático. Basta uma observação atenta. Mesmo sentindo que o caminho trilhado no momento não parece ser o ideal as pessoas instam em permanecer nele. Vêem na dúvida um benefício. Na dúvida, não se muda. Isso é bom? Ruim?

Não tenho certeza de que é ruim ou bom. Mas na dúvida busco uma alternativa. Prefiro errar em busca de mudança a errar por não me mover.

Vale a pena pensar assim?
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Postagem original: 22/03/2008.
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terça-feira, 9 de dezembro de 2008

QUEM NÃO TEM COMPETÊNCIA...

Quem não tem competência...
Enéias Teles Borges


“Quem não tem competência não se estabelece...” Frase lapidar que, a exemplo da frase da postagem de ontem, se encaixa até mesmo no futebol que é a grande paixão esportiva do brasileiro.

Para o Botafogo o Vasco sempre foi um terror. Levantamentos feitos dão conta que as vitórias do Vasco sobre o Botafogo são muitas e as derrotas são poucas. Dos times do Rio de Janeiro o Vasco sempre foi grande pedra em nosso sapato. De alguns anos para cá a situação se inverteu. O Botafogo cresceu? Nem tanto... O Vasco é que desceu a pirambeira!

Durante anos a direção do Vasco brincou com o Gigante da Colina e o resultado está aí. Sem competência não se estabelece.

Façamos uma comparação entre a forma de gestão do São Paulo com a do Vasco. O resultado não poderia ser diferente: um ganhou três campeonatos seguidos e o outro flertou com a segunda divisão nos últimos anos até que finalmente para lá se foi...

Os dois exemplos que dei nas postagens de ontem e de hoje são atuais e apaixonantes. Na vida é assim também.

Muitas vezes transformamos a vida numa espécie de jogo. Quem assim quer fazer deve lembrar que sem competência o destino é o brejo!

Tomemos como lição diária esses dois exemplos que estão diante de nós e reflitamos um pouco. A busca pela competência é a chave para a sobrevivência nos tempos atuais. Não há mais espaço para improvisação ou “jeitinho brasileiro” ou teorias que não estejam escudadas na realidade, nem mesmo orações sem fim...

Quem tem competência que se estabeleça! Os demais assistirão e baterão palmas ou arderão na panela da inveja, frustração, desespero...
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segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

QUEM TEM COMPETÊNCIA...

Quem tem competência...
Enéias Teles Borges

“Quem tem competência se estabelece...” Frase lapidar que se encaixa até mesmo no futebol que é a grande paixão esportiva do brasileiro.

Os que me conhecem sabem que meu time do coração é o Botafogo de Futebol e Regatas. Sou torcedor sofrido, sem muitas glórias recentes e que me contento, por hora, com a sétima colocação no campeonato brasileiro de 2008 – melhor campanha desde o título de 1995.

Não digito este texto para falar do Glorioso de General Severiano, mas para tecer comentários acerca do valor da competência.

O São Paulo é o time no Brasil (talvez único) com padrão de primeiro mundo. Excelente estrutura, diretoria eficiente, elenco fenomenal, técnico inteligente e trabalhador. Com esse tipo de competência é possível se estabelecer. Foram três campeonatos brasileiros seguidos: sempre chegando nas demais competições, sempre vendendo jogadores para o Exterior, sempre comprando os jogadores certos e sempre investindo na base, revelando valores com espírito de equipe.

A torcida deste time não pára de crescer. Minhas duas filhas, ainda crianças, aderiram. Acredito que pelo menos metade da geração que surge torce ou torcerá para o time do São Paulo. Por quê? Porque é fácil torcer pelo tricolor paulista...

Meus parabéns a esta “empresa” de primeira linha e aos seus torcedores!

Digo, para finalizar: os demais times que se cuidem. Caso contrário o futebol no Brasil será um tédio. Não terá graça ver o São Paulo ganhando tudo...
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quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

O Glorioso de General Severiano

Quando tive noção dos fatos eu já era botafoguense. Lembro-me que logo após a Copa do Mundo de 1970 no México, comecei a me interessar por Futebol. Em 1971, na cidade de Vitória da Conquista – Bahia (não é minha terra natal), eu me lembro de vizinhos que torciam pelo Flamengo, Fluminense e Vasco. Os botafoguenses me conquistaram. Eram mais simpáticos! Com nove anos de idade eu já torcia e sofria pelo Botafogo.

Somente em 1989, muito tempo depois, é que pude ver meu time ser campeão.

Um dia ainda farei uma crônica ou algo similar para contar minha história torcendo por este time maravilhoso. Por hora falo apenas deste momento novo e mágico. Desde que o Botafogo firmou contrato para administrar o Estádio João Avelelange, vulgo Engenhão, sinto-me renovado. Tínhamos o Caio Martins, treinos em Marechal Hermes e a ressurreição de General Severiano. Mas faltava o nosso lugar de espetáculo.

E mais: desde que o Emil Pinheiro e Montenegro passaram pelo fogão e agora sob a gestão do Bebeto, o Botafogo FR tem sido motivo de orgulho para todos nós.

Casa nova (Engenhão) espírito novo. Vamos Botafogo! Continue escrevendo a sua história. Continuaremos a sorrir, chorar (...) e sobretudo permanecer sempre ao seu lado.

Até faço questão de mudar o início do nosso hino: “... campeão desde 1907 (não é mais 1910)”.

Que 2008 resgate a nossa alegria e nos faça suportar o sofrimento tido em 2007. Vimos escapar o Campeonato Carioca e também a Copa do Brasil. E não foi por culpa nossa...

Ao Botafogo e sua torcida: Felicidades!
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Imagem: foto do estádio Engenhão. Do sítio Globo.com

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