Na noite de quarta-feira, 05/05/2010, eu assisti ao jogo entre Corinthians e Flamengo. Sou botafoguense e a despeito de não gostar do Corinthians, torci pelo time mosqueteiro. Não sei bem se torci pelo Timão ou se torci contra o Flamengo. Fato é que fiquei ali, como de costume, de olho na TV. Confesso que fiquei com pena da torcida corintiana. Muita expectativa, ano do Centenário... A diretoria fez os torcedores acreditarem que seria possível realizar o sonho. Não foi dessa vez. Que os corintianos tenham paciência e sigam esperando ( faz parte do mundo do futebol). Como botafoguense eu também espero. É título que ainda não temos.
O objetivo da minha postagem não é falar do jogo e sim atentar para o comportamento dos torcedores durante a partida. A televisão mostrava a reação das pessoas que torciam pelas duas equipes. Os semblantes eram semelhantes. O que mudava era a cor da camisa. Os flamenguistas de vermelho e preto e os corintianos de preto e branco. Os semblantes eram de sofrimento, de tensão. Muitos rezavam. Pediam a deus para que ajudasse seu time do coração. Acredito que, ao final da partida, os torcedores da equipe carioca tenham agradecido pela bênção. A torcida do Flamengo é maior que a torcida do Corinthians. Será que a quantidade de orações, da torcida maior, pesou na balança divina? Seria a única razão plausível, certo? Afinal as orações partiram das duas torcidas. Mais oração, feita por mais torcedores, gerou a bênção para um e não para o outro. Caso assim seja o meu Botafogo haverá de sofrer. As orações botafoguenses serão, em quantidade, menos eficientes do que aquelas elevadas aos céus por times com torcidas maiores...
Sabemos, sendo racionais, que nada disso é verdade. O que deus teria que ver com futebol e torcida? Dizem que deus é brasileiro e logo: seremos campões na África do Sul. É assim mesmo? Claro que não! O que me chama especial atenção é justamente isso: o que o futebol tem a ver com a fé? Penso que nada. Mas quero ver alguém convencer um devoto torcedor do contrário. Quem ganha agradece a deus e quem perde certamente pedirá forças à divindade. Forças para continuar torcendo e rezando, até que a vitória venha. Quando a vitória vier, certamente se dirá: “graças a deus...”
E assim o futebol estende suas mãos e se apega à fé. É mais um tentáculo desse imenso polvo. Sim, aquele polvo FCFA (Fé cega e Faca Amolada).
Enéias Teles Borges
Postagem original: 06/05/2010



Vanderlei Luxemburgo é o atual técnico do Palmeiras. É um dos melhores treinadores de futebol do Brasil. Alguns o consideram o melhor. Não importa muito isso agora. Fato é que, volta e meia, ele vem com uma frase, que muitos detestam, mas que tem lá o seu sentido: “o medo de perder tira a vontade de ganhar”. É assim que ele cativa seus jogadores sugerindo que a melhor defesa é o ataque.

Quando tive noção dos fatos eu já era botafoguense. Lembro-me que logo após a Copa do Mundo de 1970 no México, comecei a me interessar por Futebol. Em 1971, na cidade de Vitória da Conquista – Bahia (não é minha terra natal), eu me lembro de vizinhos que torciam pelo Flamengo, Fluminense e Vasco. Os botafoguenses me conquistaram. Eram mais simpáticos! Com nove anos de idade eu já torcia e sofria pelo Botafogo.