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terça-feira, 23 de setembro de 2008

A polêmica do fumo

O governador de São Paulo encaminhou ao Legislativo um projeto de lei que proíbe o fumo (ato de fumar) em locais fechados e extingue os fumódromos. Pesquisas recentes feitas em São Paulo dão conta de que a maioria da população (cerca de 80%) é a favor da medida.

Emerge uma polêmica: os direitos individuais e coletivos estão sendo violados por tal proposta? Vejamos:

1. O fumante ao exercer o seu “direito de fumar” arcará com eventuais despesas médicas futuras ou o Estado bancará tais providências?

2. Quando fuma o faz sozinho ou obriga quem está nas proximidades a fumar consigo?

É claro que fumar longe dos “fumantes passivos” e arcar com despesas médicas futuras legitima o direito do fumante e no caso em tela o projeto de lei não se insurge. O que está sendo considerado é pelo ponto de vista da saúde pública e das despesas monstruosas que o povo tem arcado por conta do vício.

Como operador do direito fiz questão de levantar os dois pontos acima para mostrar que o exercício do bom direito implica em respeitar direitos alheios. No caso em voga são dois direitos coletivos que emergem: o direito de não ser fumante passivo e o direito de não ter que arcar com as despesas médicas de quem se mantém no vício.

Conclui-se, portanto, que o direito reclamado pelos fumantes no que concerne ao projeto de lei não existe e que, lógico, não merece prosperar a pretensão dos consumidores de cigarros e afins. Não há que se falar, no caso, em direito a não ser no respeito ao direito de terceiros.

Esse assunto haverá de fervilhar e o projeto será votado depois das eleições municipais. Enquanto isso não ocorre os bastidores estão funcionando dia e noite.

Uma falácia está lançada no ar: a lei seca e esse projeto de lei esvaziarão os bares e conduzirão estabelecimentos à bancarrota. Será? Ou quem não fuma e/ou consuma bebida alcoólica deixará de gastar nos bares e lanchonetes?

Fato incontestável está à baila e demonstra que alguns hábitos estão mudando motivados pelo combate ao fumo e álcool.

Em meio a tanto horror eis aí mais um ato político que merece aplausos!

Enéias Teles Borges

terça-feira, 29 de julho de 2008

Direito do consumidor e o call center

Você deve ser um dos muitos que sofrem na fila de espera dos chamados “call centers”. Quer cancelar um cartão de crédito ou quer reclamar de um mau atendimento da empresa de telefonia... e começa o sofrimento. A ligação vai sendo transferida de um atendente para outro e você repete tudo de novo. Haja paciência! Sem contar o maldito “gerundismo” do tipo “vou estar transferindo a sua ligação...”

Eis uma boa notícia: um Decreto do Governo Federal que minimizará esse atendimento perverso que nos tira o sono e nos provoca azia.

Link para a reportagem: “serviço de atendimento ao consumidor”.

Fonte: (uol)
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