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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Sobre a União Homossexual

A União Civil entre pessoas do mesmo sexo é uma realidade no Brasil. Impossível mudar o rumo tomado, inclusive sob o ponto de vista jurídico. Não me insurjo contra isso. Vivemos numa República Democrática de Direito. Não posso, todavia, deixar de externar minha insatisfação contra o uso da expressão "casamento entre pessoas do mesmo sexo". O termo "casamento", ao meu ver, refere-se à união entre pessoas de sexos opostos.
Alguns me perguntam se eu, como advogado e teólogo, alinho-me contra as pretensões dos homossexuais, no que tange ao avanço do direitos que eles pleiteiam. Não, nada tenho contra! Creio que qualquer tipo de orientação sexual, que não invada direito alheio, não deve ser questionada. Apenas tenho fixado posição no que diz respeito ao uso da palavra "casamento", que na minha maneira de entender deve ser utilizada apenas para a união entre pessoas de sexos opostos.
Enéias Teles Borges

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

A Ordem dos Advogados do Brasil e o Homossexualismo

OAB discute casamento e adoção para casais gays
*Casamento e divórcio, proteção contra a violência doméstica, acesso à adoção e à herança, além de punição a atos discriminatórios. Esses são alguns dos direitos que a Ordem dos Advogados do Brasil pretende estender a homossexuais, bissexuais, transexuais, travestis, transgêneros e intersexuais.
*Um anteprojeto de lei e uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) foram elaborados pela comissão de diversidade sexual do Conselho Federal da ordem e serão apresentados na terça-feira (23). O anteprojeto cria o Estatuto da Diversidade Sexual, que prevê, por exemplo, o oferecimento de iguais oportunidades de trabalho e a criminalização da homofobia.
*Os direitos do estatuto não poderão ser ignorados pelos legisladores, diz Maria Berenice Dias, presidente da comissão. "Um dia vão ter que aprovar", disse em evento. O estatuto aborda um tema controverso: quando operar intersexuais --pessoas cujo sexo não é identificado como padrão masculino ou feminino, tratadas no passado por "hermafroditas". O anteprojeto proíbe cirurgias irreversíveis em crianças intersexuais se não há risco de morte.
Leia mais na Folha Online.
*Nota:
Não há como fugir desta realidade. Os homossexuais estão se organizando em todos os setores da sociedade. A sociedade clama? Leis devem surgir para atender ao clamor. A aceitação e/ou tolerância ao movimento homossexual é algo que deve ser exercitado. Não importam a orientação sexual, religião e cor da pele. Os seres humanos devem ser tratados sob a tutela da Lei.
Enéias Teles Borges

sábado, 20 de agosto de 2011

Homossexualismo atacado por seita cristã

As mensagens bíblicas que geraram críticas do movimento gay, em Ribeirão Preto (313 km de SP), foram apagadas do outdoor. Na noite de ontem (19), a 6ª Vara Cível concedeu liminar a uma ação proposta pela Defensoria Pública, determinando a retirada imediata. Na manhã deste sábado, o outdoor, colocado ao lado da Câmara da cidade, já estava em branco.

A obrigação da retirada foi dirigida à Casa de Oração, igreja evangélica autora das mensagens, e à empresa Nobile Publicidade Visual, sob pena de multa de R$ 10 mil. Nenhum representante da empresa foi encontrado para falar sobre a retirada.
O pastor Antônio Hernandez Lopes, da Casa de Oração, disse que ficou surpreso com a retirada das mensagens porque ele ainda não havia sido notificado."Dormi em um país democrático e acordei em um país ditatorial. Estou assustado", afirmou. Lopes disse que assinou um termo de responsabilidade com a empresa por conta da mensagem e que analisa a possibilidade de pedir ressarcimento.

O outdoor foi colocado na última quarta-feira (17) e trazia três citações bíblicas. Entre elas, uma do livro de Levítico: "Se também um homem se deitar com outro homem, como se fosse mulher, ambos praticaram coisa abominável...".

Outra, da Carta de São Paulo aos Romanos, diz que "até as mulheres trocam as relações naturais pelas que são contra a natureza. E também os homens deixam as relações naturais com as mulheres e se queimam de paixão uns pelos outros".

(Folha Online)

Nota: Um grupinho partidário da Fé Cega e da Faca Amolada (FCFA) resolveu "acordar" o mundo. Que cada um faça o que lhe convém, desde que  respeitados os direitos alheios. Ninguém outorgou a qualquer grupo religioso a autoridade para usar a Bíblia como ferramenta de ataque contra qualquer tipo de linha de pensamento e/ou comportamento. Que a religião seja guardada para cada um. Ainda que eu veja o comportamento atual dos homossexuais com ressalvas, não me imiscuo em lições de moral para um lado ou para o outro...

Enéias Teles Borges

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

A globalização da tirania e mentira homossexualista

Nem sempre gay era homossexual. Há muito tempo atrás, a palavra inglesa “gay” significava predominantemente “feliz”. Depois, passou a ter também a conotação de “embriagado” e “depravado”, conforme definição do Dicionário Webster, edição de 1828. Em nossos dias refere-se somente a homens que fazem sexo com outros homens. Mas a definição poderia também sem injustiça nenhuma incluir “depravado, drogado”, etc.
O sentido homossexual se apoderou tanto da palavra “gay” que ninguém nos EUA a usa para classificar alguém de “feliz”. Se você chegar a um americano normal e disser que ele está “gay”, ele não vai ficar feliz. Ele vai se sentir insultado. Afinal, o que a palavra “gay” hoje tem a ver com feliz? O que o homossexualismo tem a ver com felicidade?
Para nós brasileiros, o que a palavra inglesa “gay” tem em comum com nossa cultura? Absolutamente nada. Mas é aí que entra o papel da influência. Um império tem a capacidade de modificar as culturas e sociedades que estão sob seu controle. É o mais forte prevalecendo sobre o mais fraco.
Não só a palavra “gay”, mas também o modo de atuação dos grupos gays do Brasil espelha fielmente os grupos homossexuais do país que os marxistas brasileiros sempre acusavam de “império americano”. E não é que eles estavam certos? Tudo o que os marxistas brasileiros estão impondo hoje no Brasil vem do império. Sejam leis e políticas pró-homossexualismo. Sejam leis e políticas pró-aborto. Sejam leis e políticas de cotas raciais e absurdos semelhantes — tudo vem do império.

Recomendo a leitura do texto inteiro em Julio Severo.

Nota: Temos que dar atenção a todo forma de abordagem. O tema homossexualidade é atual e tomou conta do mundo.

Enéias Teles Borges

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Os evangélicos e o homossexualismo

Brasileiros que se declaram protestantes ou evangélicos são o setor mais resistente na sociedade à união de casais do mesmo sexo, aponta pesquisa inédita divulgada nesta quinta-feira (28) pelo Ibope Inteligência. O segmento apresentou o maior percentual de pessoas contrárias à união --77% contra 23% de favoráveis --, que, em junho, foi aprovada pelos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).

A pesquisa nacional, realizada entre os dias 14 e 18 de julho, apontou que 55% dos brasileiros são contrários ao casamento entre pessoas do mesmo sexo, e 45% são favoráveis. Na segmentação por religiões, além dos protestantes, católicos e ateus ou sem religião se mostram bastante divididos em relação ao tema: 50% de católicos se disseram a favor da união, e 50% contra, enquanto, entre os ateus, esses índices ficaram em, respectivamente, 51% e 49%. Entre os entrevistados que se definiram adeptos de “outras religiões”, o índice de favoráveis à união homoafetiva foi maior: 60%, diante dos 40% de quem é contra.

Leia mais no Universo Online.

Nota: É evidente, também, que os evangélicos são mais ligados à tradição familiar "normal". Como poderiam concordar com uma união condenada explicitamente pela Bíblia? Precisamos tomar cuidado com este tipo de notícia. Pode gerar intolerância e confrontos...

Enéias Teles Borges

terça-feira, 19 de julho de 2011

Fim da primavera gay

Durou pouco a chamada "primavera gay" na TV aberta, que culminou no primeiro beijo lésbico numa novela brasileira, em maio, no SBT. Tanto a emissora de Silvio Santos como a Globo deram nos últimos 60 dias uma guinada nos rumos da dramaturgia, e passaram a dar ordens implícitas ou explícitas a seus autores, para que baixem a bola de cenas gays nas histórias. Oficialmente, a decisão se deve a uma suposta "overdose" do tema.

Leia todo texto no Universo Online.

Nota: Finalmente um basta nesse famigerado exagero!

Enéias Teles Borges

terça-feira, 5 de julho de 2011

Homossexualismo é antinatural?

O ministro da Saúde da Índia, Ghulam Nabi Azad, gerou uma polêmica no país após ter dito, em uma conferência sobre a Aids, que o homossexualismo é uma "doença" que atinge cada vez mais pessoas. Ativistas disseram que as declarações são um atraso e prejudicam o debate no país.

"A doença dos homens que praticam sexo com outros homens é antinatural e não é boa para a Índia. Não somos capazes de identificar onde está ocorrendo", disse Azad nesta segunda-feira (4).

"É fácil encontrar as trabalhadoras do sexo e conscientizá-las sobre o sexo seguro, mas é um desafio encontrar os homossexuais", acrescentou Azad, em declarações publicadas nesta terça-feira pela agência indiana Ians.

Leia mais no Portal G1.

Nota: Assunto muito complicado. Seria correto criticar o ministro? Ele não pode ter opinião divergente das demais? Isso deve ser encarado como atitude preconceituosa? Por que implicar com os que consideram o homossexualismo "antinatural"? Todos devem respeitar os pontos de vista divergentes, inclusive os pontos apresentados, pacificamente, pelos heterossexuais.


Enéias Teles Borges

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Homossexualismo: visita íntima nos presídios


A partir de hoje (04/07/2011), os detentos homossexuais poderão ter visita íntima nos presídios de todo o país. A resolução do CNPCP (Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária), do Ministério da Justiça, foi publicada nesta segunda-feira no "Diário Oficial da União".

Leia todo o texto em Universo Online.

Nota: Igualdade é bem assim mesmo: igualdade em tudo. Chegará um momento em que a igualdade pesará em desfavor. Qual e como será a reação?

Enéias Teles Borges

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Primeiro casamento civil gay do Brasil

Após decisão judicial que converteu a união estável de Luiz André Rezende Moresi e José Sérgio Sousa em casamento civil, os dois decidiram realizar nesta terça-feira (28), às 10h30, em Jacareí (SP), a cerimônia na qual irão oficializar o casamento. O recebimento da certidão será feita no cartório de Registro Civil, que fica na Praça dos Três Poderes. Será o primeiro casamento civil gay da história do Brasil.

Segundo Luiz André, ambos irão incorporar o sobrenome do cônjuge em seus nomes. “Como um dos preceitos do casamento é a união de duas famílias para se constituir uma nova, amanhã estaremos oficialmente constituindo a família Sousa Moresi, onde eu irei incorporar o sobrenome do Sérgio, o Sousa, e ele irá incorporar o meu, o Moresi”, disse.

A decisão que converteu a união estável em casamento foi do juiz Fernando Henrique Pinto, da 2ª Vara da Família e das Sucessões, levou em conta o artigo 226 da Constituição Federal e foi apresentada hoje. Luiz André e José Sérgio vivem juntos há oito anos e entraram com o pedido de conversão no dia 6 de junho, após o Supremo Tribunal Federal (STF) reconhecer a união estável homoafetiva.

Leia mais no Universo Online.

Nota: Precisamos repensar algumas coisas. Entre elas o sentido da palavra casamento, que segundo se sabe é, pelo menos até o momento, o seguinte: “casamento: (casar+mento) (1) União legítima de homem e mulher. (2) União legal entre homem e mulher, para constituir família. (3) Cerimônia ou festa nupcial.” O que mais virá depois de tudo isso?

Enéias Teles Borges

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Dia do Orgulho Heterossexual

Às vésperas da Parada Gay, marcada para domingo (26), a  Câmara Municipal de São Paulo discute nesta quarta feira  (22) a aprovação, em segunda discussão, do projeto de lei 294/ 2005, do vereador Carlos Apolinário (DEM), ligado a uma igreja evangélica, que institui, no Município de São Paulo, o Dia do Orgulho Heterossexual.

A lei determina que a data deverá ser comemorada todo terceiro domingo do mês de dezembro. O PT e o PPS buscam evitar a aprovação do texto, chamado pelo vereador Ítalo Cardoso (PT) de "provocação".


Nota: Não sei se é provocação. Sei que comportamento assim pode ser interpretado de diferentes formas, aí começa, efetivamente, o problema. Quem está propondo o Dia do Orgulho Heterossexual o faz simplesmente por isso ou por se opor ao Dia do Orgulho Homossexual?

Enéias Teles Borges

terça-feira, 21 de junho de 2011

Juiz anula casamento gay

O juiz da 1º Vara da Fazenda Pública de Goiânia (GO), Jeronymo Pedro Villas Boas, determinou a anulação do primeiro contrato de união estável entre homossexuais firmado em Goiás, após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de reconhecer a união entre casais do mesmo sexo como entidade familiar.

Leia mais no Dia Online.

Nota: Nada contra o proceder "moralista" do magistrado. Nós precisamos de "moralistas". O que não entendo é a postura dele, como Operador do Direito. De que adianta insurgir-se contra interpretação do Supremo Tribunal Federal (STF)? Todos sabemos o produto final desta decisão. Imaginem se virar moda os juízes singulares, que precisam ter plena liberdade de ação, começarem a dizer o que o STF pode ou não decidir? Algo mais está em jogo, não apenas a questão homossexual, mas o respeito a hierarquia - no Judicário do Brasil.

Mais: Tribunal de Justiça de Goiás cassou a decisão singular. 

Enéias Teles Borges

terça-feira, 7 de junho de 2011

Sobre a Parada Gay 2011

"Amai-vos uns aos outros". Esta frase, que será utilizada como lema na Parada Gay, está causando furor nos meios da fé. Seria uma provocação?

A luta contra a homofobia está chegando a um extremo perigoso. Seria bom evitar frases tipicamente cristãs, pelo menos neste momento...


A frase "amai-vos uns aos outros", no contexto que está proposta, trará mais mal que bem. Por que não evitá-la na Parada Gay?


A melhor maneira de ser aceito socialmente não é pelo confronto e sim pelo procedimento inteligente. Deste jeito parece algo forçado...

Nota
: Frases extraídas do meu twitter (eneiastb).

Enéias Teles Borges

quinta-feira, 26 de maio de 2011

A bancada da fé e o kit anti-homofobia

Dizem, alguns, que os fins justificam os meios. Dizem, outros, que não é bem assim. Fato é que a bancada da fé deixou bem claro: apoiaria eventual CPI para derrubar Palocci caso o governo insistisse no kit anti-homogobia, vulgo kit gay. O governo, é claro, recuou no assunto homofobia sob o argumento de que a sociedade precisa se aprofundar no tema de proteção à minoria homossexual.

Acredito que a bancada da fé deve se servir da sua força para conseguir seus objetivos, mas não dessa maneira. Os fins, na maioria das vezes, não justificam os meios. Não se deve buscar algo considerado para o bem, usando artifícios despidos de ética e moralidade. Não me insurjo contra o objetivo (sem entrar no mérito), mas deixo claro que a maneira adotada foi péssima.

O conceito dos religiosos está se aproximando, perigosamente, do zero...

Enéias Teles Borges

terça-feira, 24 de maio de 2011

Os presbiterianos e o homossexualismo

Duas denominações presbiterianas acabam de decidir no plenário de suas Assembléias Gerais que homossexuais praticantes podem ser pastores nas igrejas delas.

A primeira foi a Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos da América (PCUSA). Veja a notícia aqui:

Igreja Presbiteriana dos EUA  permite
ministros homossexuais


E ontem, foi a vez da Igreja Presbiteriana da Escócia. Veja a notícia aqui:

Church of Scotland votes on gay ministers


Estas resoluções foram tomadas depois de muitos anos de conflitos internos e discussões teológicas. E em ambas as igrejas, o voto passou com uma maioria apertada. Os pastores, presbíteros, diáconos e membros destas denominações que discordam da decisão, e que por muito tempo lutaram para que ela não fosse aprovada, enfrentam agora o dilema de saber qual é a coisa correta a fazer. Com certeza, muitos sairão para outras denominações ou para formar novas igrejas; outros, ainda, permanecerão na esperança de que um dia as coisas mudem.

A pergunta que não quer calar é como igrejas de origem reformada, que um dia aceitaram as confissões de fé históricas e adotaram os lemas da Reforma, especialmente o Sola Scriptura, chegaram a este ponto? Em minha opinião, o que está acontecendo hoje é o resultado lógico e final da conjunção de três fatores: a teologia liberal que foi aceita por estas igrejas, a conseqüente rejeição da autoridade infalível da Bíblia e a adoção dos rumos da sociedade moderna como norma.

Leia o texto completo em O Tempora, O Mores.

Nota: A questão da Cultura Religiosa e do Homossexualismo ainda dará muito o que falar. Estamos apenas no começo. O mundo gira e tudo vai mudando, inclusive as referências tradicionais. Nem entro no mérito, se está certo ou não. Apenas afirmo que adentramos por uma estrada sem saída e sem retorno...

Enéias Teles Borges

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Homofobia: só se fala nisso...

A razão pela qual intolerância, sexismo, racismo, homofobia existem é o medo. As pessoas têm medo de seus próprios sentimentos, medo do desconhecido. (Madonna)

Nota: Não sei até que ponto a cantora Madonna tem autoridade suficiente para sustentar a frase acima. Até porque ela coloca diferentes assuntos "num mesmo saco", como se a luta fosse a mesma. A sensação que nos fica é que existe um estado de guerra entre os heterossexuais e os homossexuais. Não é guerra, mas os homossexuais, pelos motivos que lhe são peculiares, estão tentando dar esse tom aos seus postulados. São pretensões legítimas, mas que estão sendo alcançadas por um viés que nos parece incoveniente.

Enéias Teles Borges

quinta-feira, 5 de maio de 2011

União Civil Homossexual

Supremo Tribunal Federal, de forma unânime, reconhece a União Civil Homossexual

Era aguardado, não é surpresa. Não havia dúvida de que o resultado seria este. Não há que se falar em outra coisa a não ser pensar que vivemos num país livre e que cada um, desde que respeite o espaço alheio, pode fazer o que lhe convier - incluindo aí a orientação sexual.

É justo, portanto, que esta decisão faça valer direitos adquiridos, especialmente no que tange ao patrimônio constituído pelos que se unem numa relação homossexual séria.

Entre as novas garantias que podem ser dadas após a decisão do Supremo estão pedidos de aposentadoria, pensão no caso de separação e uso de plano de saúde. Algumas decisões para estender direitos aos parceiros do mesmo sexo já foram tomadas por tribunais, mas a mais alta corte do país nunca se pronunciou sobre o assunto.

Respeito a decisão. Antes de pensar em homossexualismo e que tais, precisamos pensar no ser humano e o que ele representa no nosso mundo atual - dentro das diversidades proporcionadas pelas individualidades...

Vida que segue... 

Enéias Teles Borges

terça-feira, 19 de abril de 2011

Comunhão Gay

A noite era de festa na Igreja Cristã Contemporânea. Kathyla chega esbaforida, sem tempo hábil para afinar o violão que daria o tom ao primeiro culto da nova sede, inaugurada no bairro de Madureira, subúrbio do Rio. “Kathyla tem uma história de vida muito interessante para contar, converse com ela”, entregou Cristiane Carvalho, a “intercessora” do movimento fundado por Marcos Gladstone, pastor, gay, dissidente da Igreja Evangélica Congregacional que desde 2006 arrebanhou mais de mil fiéis à sua instituição – onde prega os mesmos ensinamentos das pentecostais-padrão, com uma única exceção: não faz restrições a opções sexuais de seus seguidores.

Cristiane, a intercessora, isto é, responsável por toda a organização dos cultos, do sistema de som à acomodação do público, é casada há quatro anos com a “levitas” Silvia Guimarães, uma das vozes principais do coro. A cerimônia oficial––– aconteceu na igreja, com a bênção do pastor Marcos, que também batiza e prepara “diáconos”, sua versão para seminaristas, para assumir a função de pastores. Elas são mães de Vitória, 8 anos, adotada há três, que dançava e cantava na companhia de outras crianças, filhas biológicas ou não, ao lado dos pais, homossexuais ou não. Era, afinal, uma cerimônia normal, tal e qual se vê na TV, nos programas evangélicos que prometem recuperar alcoólatras, redirecionar prostitutas, ressuscitar criaturas apegadas ao vício do jogo e purificar traficantes. Por ali só não se promete curar gays, até porque a maioria deles já procurou “tratamento” nas outras igrejas – sem sucesso.

EX-EX-GAY

Marco Aurélio é um “ex-ex-gay”, desgarrado da Assembleia de Deus depois de ter sido desenganado pelo pastor, que, diante do quadro irreversível do “paciente”, recomendou que ficasse “na moita e casado com mulher”. Marco se trancou no armário por sete anos, casado. Mas não engoliu a chave. Abriu, saiu, se assumiu e há dois anos vive ao lado do homem de sua vida. “Meu pastor na época dizia que não existia gay na igreja”, lembra ele, que hoje é um dos diáconos que sonham em assumir o posto de pastor da Contemporânea. “Para ser pastor é preciso estar casado, é importante ver um casal no altar. Queremos ser referência de família”, explica Roberto Soares, pastor da filial de Belo Horizonte, casado há nove anos com Anderson Pereira. “Passamos aos fiéis nossos valores, orientamos sobre sexo, falamos de promiscuidade e traição”, conta Roberto. Ele é o cara da oratória. “É muito comum no meio gay o sexo sem compromisso e outros comportamentos que nos afastam do poder de Deus. Aceitamos o sexo antes do casamento, desde que feito com amor”, emenda Anderson, que também responde pelo louvor dos cultos na capital mineira. “Dividimos as funções no altar, é como funciona nossa igreja.” Mais ou menos assim: enquanto um canta e dança, o outro representa. “Costumamos ir à porta de boates e bares para evangelizar, vamos também às paradas gays. Mas não levantamos bandeira alguma, apenas discursamos em nome da boa conduta. E não praticamos leis condenatórias, como as outras igrejas”, diz Anderson.

Só não se promete curar gays, até porque a maioria deles já procurou "tratamento" em outras igrejas. Sem sucesso.

Entende-se por boa conduta tudo aquilo que se vê nos preparativos inaugurais da nova igreja, localizada numa esquina residencial e tranquila, agora animada por vozes e acordes de uma turma que se arrumou com o maior esmero (todos de terno e gravatas felizes, com impecável nó Windsor) para orar e comemorar, com cantoria a mil decibéis, a inauguração de mais um templo livre de preconceitos e com os mesmos conceitos cristãos rezados por Edir Macedo e companhia. “Foram eles que nos expulsaram da igreja, dizendo que somos a encarnação do demo, abomináveis, que vamos para o inferno”, lamenta Fábio Inácio, casado com o fundador, Marcos Gladstone e um dos líderes da igreja no Rio de Janeiro.

É ele quem dá início ao culto inaugural, com meia hora de atraso. Tempo suficiente para Kathyla se aquecer e ler a partitura do dia. Ela chama a atenção no palco, morena de mais de metro e 80, idade não revelada – assim como seu nome registrado em cartório. Musicista, toca, além de violão, baixo e cavaquinho. Professora de canto, transexual, uma filha de 18 anos no currículo e um casamento hétero nas costas. “Sou divorciada e solteira”, avisa. Convertida há dez anos, “era católica relaxante”, Kathyla Valverde conta, já sentada na plateia, que tem “uma trajetória na MPB”, tendo trabalhado com Roberto Menescal, Carlos Lyra e Wanda Sá. Não como música, mas como assistente de produção. Já como Kathyla? “Não, ainda não me chamava Kathyla.” A propósito, fala-se Quêitila.

TRANS EM CRISTO

Vai começar o ritual. Nossa personagem abre a bolsa e saca um livro cor-de-rosa, shocking. É a Bíblia, adaptada para mulheres. A Bíblia da mulher que ora, de Stormie Omartian, é um best-seller no meio gospel que ajuda as fiéis do sexo feminino a aprofundar seu relacionamento com Deus ao intensificar a vida de oração. “Sou uma mulher presa no corpo de homem, por isso sou transgênero e não travesti”, explica, baixinho, para não atrapalhar o andamento do culto. “Deus é perfeito, mas muitas pessoas nascem imperfeitas. Vou fazer a cirurgia de redesignação sexual no fim do ano, pelo SUS”, vibra. “Sou uma privilegiada.”

A conversa é interrompida por um número de dança, executado por uma fiel, heterossexual, loira e devidamente escondida sob mantos brancos que esvoaçavam no altar, tendo um adesivo de nuvens como pano de fundo. “Ela é do Ministério da Dança”, explica Kathyla. Fim da performance, é a hora de mais um, quer dizer, oito números musicais comandados por Fábio. Cantoria, palmas, coreografias, pulinhos e um grito de ordem “tira o pé do chão” embalam os fiéis, que levantam as mãos para o céu e, cada um à sua necessidade, fazem seus pedidos para o plano superior.

Jesus revelou que a orientação sexual é algo que jamais pode mudar. Foi construída por Deus

Descontração geral, louva-se a Deus em axé, samba e outros ritmos de rádio. O clima esquenta, literalmente. E o ar-condicionado já não dá vazão a tanta exaltação. Fábio, suado, encerra a apresentação e se dirige para os fundos do salão, onde uma mesa de som e vídeo registrava tudo para uso interno. “Muitas pessoas que estão aqui não podem aparecer, nem todo mundo é assumido”, diz Fábio, que nasceu e cresceu na Igreja Universal. Perdeu a fé aos 24 anos, “acreditava que Deus não me amava, passei a usar drogas, tomava ecstasy em boates”, e a reencontrou em 2006, quando conheceu Marcos. Juntos, fundaram a primeira sede, no terceiro andar de um sobrado no bairro da Lapa, no Rio, tradicional território de travestis e prostitutas da cidade.

“A igreja nasceu e cresceu em torno do nosso amor”, diz Marcos, formado e pós-graduado em teologia pela Universidade Metodista Bennett do Rio de Janeiro. Como tantos outros líderes religiosos Brasil afora, também recebeu uma revelação divina. Em seu caso, na cidade de San Francisco, nos Estados Unidos, berço da militância gay. Lá, diz sua biografia, “o Senhor Jesus revelou que sua orientação sexual era algo que jamais poderia mudar ou fugir daquilo que foi constituído por Deus para ser”. Em 2002, de volta ao Brasil, onde havia deixado uma noiva a um pé do altar, se assume gay, rompe com sua igreja e conhece Fábio.

Casados desde 2009, estão às voltas com o processo de adoção de seu primeiro filho e com a inauguração de mais uma igreja, agora em Niterói, Estado do Rio. “Estamos crescendo e incomodando muita gente. Em nosso site, metade dos e-mails que recebemos é de pessoas xingando a gente de viado pra baixo”, reclama Fábio. Já são seis os templos liderados pela dupla. O céu é o limite. Passa das dez da noite, mais de três horas de culto. Kathyla entrega seu cartão de visitas, “para caso haver alguma dúvida”, guarda a viola na sacola, retoca o batom, “afinal, estou sendo fotografada”, e toma seu ônibus de volta para casa. “Tive um dia cheio, estou exausta. Não vejo a hora de descansar, afinal, sou filha de Deus.”

Todos nós somos, Kathyla.

Reportagem completa com imagens: Revista Trip.

Nota: É a cultura religosa em suas múltiplas faces. É momento, também, para que os que se julgam sem pecado lancem a primeira pedra. Momento oportuno para se perguntar, também, qual o deus que está sendo adorado em tantos centros de difusão de Fé Cega, Faca Amolada (FCFA).

Enéias Teles Borges

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Gays: nova novela da Globo

'Insensato coração' terá seis personagens gays e um homofóbico

Seis personagens homossexuais movimentarão a trama de "Insensato coração", novela que substituirá "Passione" no horário das 21h da TV Globo. A trama de Gilberto Braga e Ricardo Linhares vai ao ar a partir de 17 de janeiro.

A novela - que já pode ser considerada recordista em personagens com essa opção sexual - terá até um "point" gay: um quiosque na Praia de Copacabana.

O lugar se tornará sucesso quando sua dona, Sueli (Louise Cardoso), colocar uma bandeira do arco-íris para enfeitar a vendinha, sem saber que aquele é um dos símbolos da miltância homossexual.

No quiosque de Sueli, um dos vendedores, Xicão (Wendel Bendelack) será gay assumido enquanto o filho da proprietária, Eduardo (Rodrigo Andrade), se descubrirá homossexual. Antes disso, o jovem irá namorar uma mulher, Paula (Tainá Müller).

Outro gay promete agitar o núcleo de humor de "Insensato coração". Interpretado por Leonardo Miggiorin, Roni será o fiel escudeiro da Natalie Lamour (Deborah Secco), uma ex-participante de reality show, que sonha ter de volta sua fama e arranjar um marido rico.

Homofobia

Em contraponto ao time colorido de "Insensato coração", os autores Gilberto Braga e Ricardo Linhares também pretendem tratar da homofobia. O executivo Kleber (Cássio Gabus Mendes) manifestará preconceito contra seu próprio chefe, o advogado Álvaro (Edson Fieschi).

Completam o time de personagens homossexuais da novela o professor de Direito Hugo (Marcos Damigo) e uma agente penitenciária vivida pela atriz Cristiana Oliveira. Segundo a assessoria de imprensa da TV Globo, a personagem lésbica só deverá aparecer na trama a partir de março.

Com locações em Florianópolis e no Rio de Janeiro, "Insensato coração" terá como personagens centrais a mocinha Marina (Paola Oliveira), o herói Pedro (Eriberto Leão) e o vilão Léo (Gabriel Braga Nunes). Entre os destaques no elenco estão Gloria Pires, Antonio Fagundes, Nathalia do Valle, Fernanda Machado, Lázaro Ramos e Camila Pitanga.


Nota: Sempre ouvi uma frase de meus avós e pais: "tudo o que é demais, sobra". Sei que há uma luta em andamento, mas está tudo muito acelerado. Parece imposição. É certo que existe uma "nova ordem" em andamento, mas atropelar nunca fez bem e nunca o fará...

Enéias Teles Borges

Gays: exército americano

Senado dos EUA aprova fim de política contra gays nas forças armadas

O Senado dos Estados Unidos aprovou neste sábado (18/12) o fim da política de exclusão de homossexuais assumidos das forças armadas do país, confirmando a decisão tomada pela Câmara dos Representantes (deputados) na quinta-feira (16/12).

A derrubada da norma conhecida como Don't Ask, Don't Tell, (não pergunte, não conte) teve o voto de 65 senadores a favor e 31 contrários. Em setembro, o mesmo senado tinha mantido a norma, por 56 votos a favor e 43 contra.

Com a decisão de hoje, os EUA dão início a um processo que deve suspender a proibição de que gays assumidos sejam militares, instituída em 1993 - sob o governo Bill Clinton, do mesmo partido do atual presidente, Barack Obama.

Segundo o jornal norte-americano The Washington Post, Obama deve sancionar o fim da norma já na próxima semana, embora a mudança não tenha efeito imediato. A legislação diz que o presidente e seus principais assessores militares devem certificar que o fim da proibição não prejudicará as tropas em combate. Depois disso, ainda há um prazo de 60 dias de espera para os militares.

"É hora de encerrar este capítulo da nossa história", disse Obama em um comunicado. "É hora de reconhecer que o sacrifício de valor e integridade não é definido pela orientação sexual, nem pela raça, sexo, religião ou credo".

O projeto de acabar com o Don't Ask, Don't Tell foi apresentado pelo senador independente (ex-democrata) Joe Lieberman. A aprovação na câmara, há dois dias, teve 250 votos favoráveis e 175 contrários.

Na ocasião, o presidente Obama parabenizou a decisão da câmara e assegurou que o processo "permitirá uma abolição responsável e sem problemas" da lei atual, de modo que "se mantenha a ordem e a disciplina em nossas fileiras".

Revés

Em outubro, a lei foi derrubada brevemente, e o Pentágono chegou a anunciar pela primeira vez que estava aceitando recrutas declaradamente homossexuais. O porta-voz do Pentágono, Geoff Morrell, disse que o secretário de Defesa, Robert Gates, está muito satisfeito com a decisão e encoraja o Senado a aprová-la antes do recesso do congresso.

A aprovação da medida permitirá que o Pentágono inicie um plano cuidadoso e "responsável" para a aplicação do que seria a nova política, "em vez de arriscar uma mudança abrupta como resultado de uma sentença dos tribunais", explicou Morrell.

A anulação dessa medida encontrava mais resistência entre os senadores do que entre os deputados. Na semana anterior, o Senado tinha optado por adiar a análise de um amplo projeto sobre verbas para o Pentágono que incluía a anulação dessa lei, pela segunda vez no ano. Para que haja discussão em plenário, são necessários pelo menos 60 votos prévios.

De acordo com o jornal, a mudança pode levar as forças armadas a reconhecer sua orientação sexual sem medo de ser expulsos. Mais de 13,5 mil militares já foram exonerados com base na lei de 1993.


Nota: Os homossexuais ganham força, imiscuem-se em todos os segmentos sociais. Vieram para ficar. As leis dos países do ocidente os protegem. A orientação sexual tem sido respeitada, em muitos casos, à força. A despeito de minha postura conservadora eu não concordo com qualquer tipo de atitude que tolha direitos à liberdade. Tudo que permita o exercício da liberdade, nos ditames legais, merece meu respeito. Eis porque não me insurjo contra o avanço dos homossexuais, incluindo o Exército Americano.

Enéias Teles Borges

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Gays: sugestão de um teólogo...

Teólogo propõe que evangélicos dêem sossego de cinco anos aos gays

Para teólogo, evangélicos precisam de um tempo para pensar melhor sobre gays
 
Atualmente vivendo na Costa Rica, América Central, o teólogo presbiteriano Juan Stam deu uma ideia bem original aos evangélicos de todo o mundo: deixem de discutir a homossexualidade por cinco anos. Segundo ele, seria um tipo de moratória para os fieis se concentrarem no que ele considera pontos mais urgentes a serem discutidos.

Seria um período para os evangélicos analisarem com calma a questão da homossexualidade. Isto porque o teólogo acredita que esta guerra homofóbica está causando dano à igreja, além de deixar os fieis obcecados. “Como se fossem os únicos problemas críticos de nosso tempo e como se deles dependesse o futuro da igreja e da civilização”, dispara Juan.

Para ele, as igrejas evangélicas “carecem de autoridade moral para que suas campanhas anti-homossexuais sejam convincentes. Suas arengas contra a homossexualidade caem no ridículo ante os setores pensantes e críticos da população e, às vezes, cheiram a oportunismo e hipocrisia”.

Fonte: Uol

Nota: De uma certa forma ele tem razão. Existem muitos temas que precisam e andam esquecidos nas prateleiras da fé. Mais: as igrejas andam carecendo de coerência para sugerir padrão de comportamento.

Enéias Teles Borges

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