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domingo, 12 de agosto de 2012

Dia dos pais do ano de 2012. Triste?


O dia dos pais de 2012 está sendo um dos mais tristes em minha vida. No dia 09/07/2012 meu pai sofreu um AVC e segue se recuperando com muitas dificuldades. Não é fácil para um senhor com 83 anos de idade sair de circunstância tão desfavorável. Ele está sofrendo e os filhos sofrem também.

Em toda a minha vida eu nunca vi meu pai chorar. Nem mesmo quando a mãe dele faleceu. Ontem (sábado) ele recebeu a visita de amigos da igreja. Ficou feliz e mesclou sorriso com choro. Primeira vez que o vi chorando. Disse que chorava de felicidade.

Ele alterna momento de extrema lucidez com confusão mental. É possível conversar com ele, ouvir histórias engraçadas do passado. Mais tarde ele muda. Parece viajar no tempo. Comporta-se como se estivesse em algum lugar do passado. Parece ser outra pessoa. Não essa de 83 anos. Conforme o que lhe vem à mente ele parece ter 60, 50, 40, anos ou menos. Fala de pessoas e locais do seu passado distante...

Não é fácil para um filho ver o pai desse jeito...

Razão pela qual eu, na condição de filho, estou enfrentando um dia dos pais diferente. Ruim mesmo!

Desejo que ele se recupere e que fique mais um pouco conosco. Há coisas boas que ainda poderemos fazer juntos.


Enéias Teles Borges

sábado, 26 de novembro de 2011

O céu e o esquecimento

E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas (Apocalipse 21:4).

Já ouvi muitos sermões tendo esse verso como base. A despeito da beleza de seu conteúdo um mal-estar sempre me cercava e hoje eu consigo entender o motivo de tanta angústia que me acometia. É que hoje eu sou pai.

Imaginem a seguinte situação:

Uma mãe está vendo a casa pegar fogo. Tenta entrar para salvar seu filho entre as chamas. Os bombeiros não deixam e dizem que não há como salvar mais a criança. Nem eles podem. Mesmo assim a mãe insiste em tentar, mas não consegue. As pessoas a seguram. Ela diz que não poderá viver sem o filho, prefere morrer com ele. Uma pessoa lhe diz: “não se preocupe, depois que tudo acabar nós lhe daremos um remédio e você nem sofrerá com isso; poderá até se lembrar, mas não terá mais sofrimento”. Qual a mãe, de coração puro, que aceitará esse argumento? Qual mãe quererá um remédio que a faça esquecer da dor e da sua prole?

Você conhece alguma?

Essa passagem do livro do apocalipse muitas vezes foi apresentada assim. Os pais devem “ensinar” o caminho aos filhos e a missão paterna estará concluída. E se os filhos não forem para o céu?

O pregador sempre dizia que um remédio seria ministrado. Não haveria mais dor para os que fossem para o céu. Até se lembrariam dos queridos que se perderam, mas tudo não passaria de uma simples lembrança sem dor...

Eu sempre me perguntei se o céu seria interessante nessas condições. Quem disse que eu quero me esquecer de certas coisas? Não me empolgo com essa anestesia da mente que seria aplicada em mim. Eu me preocupo com minhas filhas até no que se refere às pequenas coisas, como não me preocuparia com conseqüências eternas?

Prefiro pensar que esse verso sempre foi mal interpretado. Sempre vi essa interpretação como uma expressão de egoísmo...

Enéias Teles Borges
Publicação Original 03/04/2008

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Um casal exemplar

Um casal do estado americano do Iowa que ficou casado durante 72 anos morreu de mãos dadas no hospital na semana passada, segundo a família. Gordon e Norma Yeager morreram com uma diferença de uma hora um do outro. A história deles começou na escola secundária. No dia da formatura, Norma Stock aceitou a proposta de casamento de Gordon. Eles se casaram em 26 de maio de 1939. Tiveram uma vida realizada e quatro filhos.

"Ficar juntos por 72 anos é bom, eu diria que é excepcional", disse a filha Donna Sheets à TV local KCCI. 

Acidente 

Outro filho, Dennis Yeager, disse que o casal saiu de casa na quarta-feira passada, de carro, para ir ao centro da cidade de Marshalltown. Mas, em uma esquina, o carro deles se chocou com outro que vinha em sentido contrário. Eles foram hospitalizados na unidade de tratamento intensivo do hospital Marshalltown, no mesmo quarto, lado a lado, e ficaram de mãos dadas.

Gordon morreu às 15h38, de mãos dadas com Norma. Ela ficou segurando a mão dele até também morrer, uma hora depois. Eles estavam cercados pela família.

"Nenhum deles gostaria de ter sobrevivido ao outro", disse a filha Donna. "Eu não conseguia imaginar como isso ia ser. Nós fomos muito abençoados, honestamente, por eles terem morrido assim." "Eles amavam estar juntos", completou Dennis.

No velório, nesta terça-feira (18), Norma e Gordon continuavam de mãos dadas no caixão. Eles seriam cremados e teriam suas cinzas misturadas, segundo a família.

(G1)

Nota: Podem acreditar. É raro, mas ainda acontece assim.

Enéias Teles Borges

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

A família, sempre ela...

Se você passar por uma guerra no trabalho, mas tiver paz quando chegar em casa, será um ser humano feliz. Mas, se você tiver alegria fora de casa e viver uma guerra na sua família, a infelicidade será sua amiga (Augusto Cury)

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Ato de coragem: trazer filho ao mundo...

O mundo de hoje é mais difícil, para nossos filhos, do que quando éramos adolescentes. A despeito da velocidade, conforto e aparente comodidade, tudo se tornou mais complexo – quando se sai da teoria para a prática. Uma das maiores dificuldades para a atual geração é a criação dos filhos. Trazer filho ao mundo hoje é, antes de ato de amor, um ato de coragem. Não será fácil oferecer ao filho nos dias vindouros, as condições que o mundo exige para uma sobrevivência digna. A densidade demográfica impressiona, o desemprego no mundo impressiona e a concentração de riqueza de um lado e a miséria de outro, também impressionam. É neste mundo que emerge que nossos filhos estão situados. Razão pela qual há que se ter coragem para trazer mais um vivente ao mundo.

Enéias Teles Borges

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Primeiro casamento civil gay do Brasil

Após decisão judicial que converteu a união estável de Luiz André Rezende Moresi e José Sérgio Sousa em casamento civil, os dois decidiram realizar nesta terça-feira (28), às 10h30, em Jacareí (SP), a cerimônia na qual irão oficializar o casamento. O recebimento da certidão será feita no cartório de Registro Civil, que fica na Praça dos Três Poderes. Será o primeiro casamento civil gay da história do Brasil.

Segundo Luiz André, ambos irão incorporar o sobrenome do cônjuge em seus nomes. “Como um dos preceitos do casamento é a união de duas famílias para se constituir uma nova, amanhã estaremos oficialmente constituindo a família Sousa Moresi, onde eu irei incorporar o sobrenome do Sérgio, o Sousa, e ele irá incorporar o meu, o Moresi”, disse.

A decisão que converteu a união estável em casamento foi do juiz Fernando Henrique Pinto, da 2ª Vara da Família e das Sucessões, levou em conta o artigo 226 da Constituição Federal e foi apresentada hoje. Luiz André e José Sérgio vivem juntos há oito anos e entraram com o pedido de conversão no dia 6 de junho, após o Supremo Tribunal Federal (STF) reconhecer a união estável homoafetiva.

Leia mais no Universo Online.

Nota: Precisamos repensar algumas coisas. Entre elas o sentido da palavra casamento, que segundo se sabe é, pelo menos até o momento, o seguinte: “casamento: (casar+mento) (1) União legítima de homem e mulher. (2) União legal entre homem e mulher, para constituir família. (3) Cerimônia ou festa nupcial.” O que mais virá depois de tudo isso?

Enéias Teles Borges

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

O valor da vida...

“A vida só vale a pena ser vivida quando se tem na vida algo, tão importante, pelo qual se possa dar a própria vida.”

Esta frase esteve presente em minha vida durante vários anos. Ela chegou aos meus ouvidos, pela primeira vez, quando eu ainda cursava a faculdade de teologia (SALT/IAE - 1985). Esse “algo”, críamos, era a própria religião. Algo vago, difícil de mensurar. O que afinal seria isso?

Hoje eu concordo com essa frase quando a escrevo da seguinte forma: “A vida só vale a pena ser vivida quando se tem na vida uma família pela qual se possa dar a própria vida”. Eis a essência do que poderíamos chamar de religião. Penso assim e cada dia mais renovo essa crença.

Durante este ano de 2008 venho madrugando de segunda à sexta, para deixar minha filha “primogênita” no cursinho preparatório para o vestibular. Sempre acordando por volta das cinco horas da manhã, enfrentando o trânsito e chegando cedo no trabalho, voltando tarde para casa...

Ao longo desse ano pude conversar mais com um dos quatro elos de minha família e foi gratificante.

Estou achando, por fim, um real sentido para a frase que me acompanha desde 1984, terceiro ano de teologia...

Enéias Teles Borges
Postagem original: 11/12/2008

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Qual a essência do casamento?

Estaríamos errados ao afirmar que na essência do casamento estão contidos: a promessa de amar o outro para sempre? Continuar junto do cônjuge até que a morte promova a separação? Viver para fazer o outro feliz?

Neste mês de maio eu tive o privilégio de fazer a apresentação de um casal. Em outras palavras: fazer a cerimônia de casamento de duas pessoas cristãs, mas que não são da mesma agremiação religiosa. Não é a primeira vez que exerço esse maravilhoso ofício e certamente não será a última. Acontece que as organizações cristãs têm a característica de só oficiar casamento quando os pretendentes são da mesma “fé”, isto é: do mesmo ente proselitista.

No caso em voga não importa o amor entre os noivos, o caráter de cada um, do histórico irrepreensível dos futuros esposos ao longo da vida. Mais importante para as igrejas e seitas é que se esteja sob a mesma praxe doutrinária. E a essência do casamento é menos importante?

Tenho ouvido de algumas pessoas, ao longo dos meus 45 anos de vida, frases mais ou menos assim: “prefiro que meu (minha) filho (filha) fique solteiro (solteira) a casar com alguém que não seja da minha igreja...” Notem que a preferência principal não é pela felicidade, pela consolidação do amor, mas pela junção de pessoas que pertençam ao mesmo ente dogmático.

Não condeno tal atitude, mas faço ressalvas. Até ouso perguntar: o que você prefere para um querido seu, um casamento com alguém da sua igreja, num primeiro plano, ou que esse seu amado se case com alguém de boa índole? É lógico que a resposta não pode ser: “prefiro as duas coisas”! E quem não prefere?

Ocorre, meus amigos, que a estatística está aí para comprovar que nas igrejas cristãs o número de mulheres está superando ao de homens. De sorte que será impossível que todas as excelentes donzelas se casem com pessoas da mesma profissão de fé.

É hora de preparar instrutores para curso de “descasados” (solteirões, viúvos e similares). Curso para casados (nesse contexto) é moleza!

Outro curso fundamental: “como ser solteirona no século XXI”?

Adianta essa conversa de que Deus proverá? Proverá forças para que a donzela consiga viver só? Convém esperar que o mesmo Deus que multiplicou os pães e peixes multiplique homens bons para todas as mulheres solteiras?

Outro detalhe que tem sido deixado ao largo: como uma mãe que está casada, teve lua-de-mel e uma boa vida conjugal, terá experiência (e coerência) para dizer para a filha: “é melhor ficar solteira do que casar com alguém de outra igreja?”

E se a filha perguntar: “mãe, como é ser solteirona?”. É fácil preferir algo para uma filha sem se colocar no lugar dela...

Faço um convite à reflexão: qual a essência do casamento para você? O casamento com pessoas da mesma instituição é garantia de sucesso? Casamento entre pessoas cristãs, mas de grupos diferentes, é certeza de infelicidade?

Tenho a convicção de que o casal que apresentei, numa linda cerimônia de casamento, tem todos os ingredientes para ser feliz. Especialmente porque o amor foi colocado acima do “instituto proselitista da fé ortodoxa”.

Quando o amor mútuo se põe em evidência, coisas de menor importância saem de cena. Pessoas que se amam com certeza caminharão juntas rumo à convergência, inclusive a da fé. Essa convergência não significa que um passará a adotar a fé do outro. Poderá ser que essa convergência seja a aceitação e respeito às concepções religiosas que cada um tenha...

Por hora eu continuarei exercendo esse privilégio, caso seja convidado, de fazer outros cerimoniais. É fundamental que os noivos tenham em mente a essência do casamento e estejam dispostos a amar um ao outro, a despeito das diferentes formas de exercer o livre arbítrio religioso.

Nota: importante que não pairem dúvidas! Notem que o texto está preso a casamento de cristão com cristão. Exemplificando: batista com metodista, adventista com presbiteriano, etc. As igrejas, em geral, só fazem o casamento se os dois forem rigorosamente da mesma denominação.

Enéias Teles Borges
Postagem original: 26/05/2008
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segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Reavaliando conceitos

O homem estava acostumado a viajar pelo Brasil e já tinha percorrido quase todo território nacional. Resolveu visitar lugares que tinha conhecido há muitos anos. Dirigiu-se ao baú e pegou alguns mapas antigos, usados em viagens anteriores e programou o seu roteiro.

Ao longo da viagem observou que o caminho era diferente daquele que percorrera e olhando o mapa antigo não se sentiu seguro. Parou na beira da estrada e comprou um mapa atual. Logo notou que quase tudo tinha mudado e para chegar ao local pretendido deveria mudar de roteiro.

Fez uma análise para ver o quanto se desviara do objetivo e concluiu que deveria pegar a primeira estrada à direita. Assim, pensava, chegaria à rodovia correta.

Fez dessa forma e ainda assim não se sentiu tranqüilo. Será que agora estava no caminho certo? Deveria ter entrado naquela pista? Deveria ter retornado para entrar na anterior? Quem sabe avançado mais um pouco e entrado na posterior?

Em meio às dúvidas ele tinha uma certeza: o caminho anterior, baseado no mapa velho, estava errado. A cidade, objeto do seu destino continuava no mesmo lugar, mas as pistas que conduziam a ela tinham sido transformadas no correr dos muitos anos.

Não seria assim, muitas vezes, na vida?

Quantas vezes no nosso viver temos tentado alcançar um alvo utilizando um roteiro que se tornou inadequado na atualidade? Como temos nos postado em relação à família, sociedade e religião? Como temos educado nossos filhos, convivido com as pessoas?

Não sugiro uma mudança de objetivo, mas uma adequação à realidade. Quem sabe não é o momento de reavaliar conceitos?

Dúvidas: existirão sempre. Certeza: a de que o caminho adotado anteriormente não é mais o ideal para conseguir chegar ao grande objetivo. Funcionou para nós e nossos pais, não quer dizer que sirva para nossos filhos.

O princípio deve ser sempre mantido. O mesmo não se aplica à forma como conduzir (ou chegar) a ele. Você pensa assim ou de forma diferente?

Enéias Teles Borges
Postagem original: 21/04/2008.
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A auto-estima e a pedofilia

“Aquele que não deseja a estima de seus contemporâneos é indigno dela”. (O Grande Frederico).

O que, efetivamente, nos leva a valorizar o que outras pessoas pensam, positivamente, a nosso respeito? Ser estimado ainda é anelo do cidadão do século XXI? O que, de fato, é estima? Seria a admiração e respeito que se sente por alguém, advindos do reconhecimento do seu valor moral, profissional etc.?

E quando a pessoa perde a auto-estima? Isso é possível? Acredito que sim. Quando o ser humano deixa de se respeitar ele é capaz de fazer “coisas que até mesmo Deus duvida”.

Seria a falta de estima a grande responsável pela onda de pedofilia que, pútrida, invade o seio da sociedade? O que tem levado pessoas de alto conceito moral (na sociedade) a externar tamanha bizarrice? Perda da auto-estima?

Confesso, amigo leitor, que ando abismado com as notícias que circulam, dando conta da forma como a lei (moral e legal) tem sido infringida, nessa escalada de maldade contra indefesas crianças. São barbaridades indescritíveis! Impossível aceitar! Impossível não vomitar! Não há que se cogitar da decepção, há que se falar da revolta que invade o peito!

A sociedade precisa reagir. Precisa vigiar! Precisa perseguir até prender pessoas que fazem da sensualidade extremada, podre e má o seu ápice do prazer.

Fica aqui o registro inicial sobre o tema. Voltaremos a ele, sempre que necessário.

Insurgir contra esse tipo de abuso é dar vazão ao pensamento do Grande Frederico. A nossa reação a isso tudo evidencia, de forma magistral, a estima e também a auto-estima.

Enéias Teles Borges
Postagem original: 06/06/2008
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quarta-feira, 10 de novembro de 2010

A concubina e a Lei do Divórcio

Concubina não pode cobrar do espólio alimentos não determinados em vida

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve a decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) de não conceder a mulher que viveu por 35 anos em concubinato com o falecido o pagamento de alimentos pelo espólio. Seguindo o voto do relator, ministro Aldir Passarinho Junior, a Quarta Turma entendeu que, como não havia a obrigação antes do óbito, esta não pode ser repassada aos herdeiros.

A concubina afirmou que não possui condições para se manter após o falecimento do companheiro, já que a filha mais velha, do primeiro casamento, deixou de prestar ajuda financeira à autora.

A primeira instância negou o pedido, alegando que a concubina não é parte legítima para reclamar alimentos do ex-companheiro. O tribunal de Justiça paulista também negou o pedido. Já o recurso especial foi provido, reconhecendo que a autora tinha o direito de pedir alimentos provisionais e determinando o prosseguimento da ação sem fixar valores.

De volta à primeira instância, a ação para a fixação de alimentos provisórios foi extinta sem julgamento de mérito. A juíza entendeu que o espólio não é parte legítima para figurar no polo passivo da ação, já que não havia, antes do falecimento, obrigação constituída. Seguindo o mesmo entendimento, o TJSP negou provimento ao recurso de apelação interposto pela autora.

No pedido enviado ao STJ, a defesa sustenta que as decisões não seguiram o artigo 23 da Lei do Divórcio, a qual obriga que a prestação de alimentos seja transmitida aos herdeiros do devedor.

O relator, ministro Aldir Passarinho Junior, disse que nessa situação não se pode considerar contestada a legislação, pois esta atende apenas obrigação já constituída, o que no caso não ocorre. “Ao tempo do óbito do alimentante, inexistia qualquer comando sentencial concedendo pensão provisória; apenas abriu-se, com o julgamento precede da própria Quarta Turma, a possibilidade para que o fosse”, afirmou.

Os ministros não conheceram do recurso e afirmaram que a solução deve ser buscada no âmbito do inventário. A decisão foi unânime.
 
(AASP)
 
Nota: O Direito no Brasil tem apresentado uma dinâmica interessante. A nova Lei do Divórcio merece ser apreciada à luz desse dinamismo. Decisões proferidas em Primeiro Grau têm se mostrado surpreendentes e muitas vezes as confirmações pelos Tribunais mostram uma "nova cara" do direito. Há que se prestar atenção...
 
Enéias Teles Borges
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segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Adão tinha umbigo?

As crianças são inteligentes. Precisam desenvolver a inteligência. Carecem ser acompanhadas nesse processo mágico. Os pais precisam ter cautela. Como permitir e favorecer o desenvolvimento da inteligência infantil sem confundir com “condicionamento”? Como canalizar a inteligência dos meninos e meninas sem incorrer na liberalidade ou na ortodoxia? Difícil não é?

Essa pergunta, tida como de origem infantil, é interessante: “pai, Adão teve umbigo?” Querem algo mais inteligente? A lógica, no mundo religioso, levaria um pai atento e corajoso a dizer: “filho, Adão não teve umbigo, ele foi criado adulto, não foi como você e eu...”. E o medo? E as perguntas que poderiam vir depois, do tipo: “pai, como foi então que eu nasci?”. Muitas vezes os pais têm medo das perguntas que virão em seqüência e fogem da primeira pergunta. Quanto medo! Que pena!

O grande auxílio que o pai deve dar ao filho é ensinar como se chegar ao caminho. Os pais querem definir o caminho. Os pais estão certos em dizer que conhecem e amam os filhos e que querem lhes oferecer o melhor. Uma coisa é oferecer outra é forçar! Há quem diga: “faço minha parte e vou junto”. Outros dizem: “vou junto, para confortar nos erros e parabenizar nos acertos, mas preciso deixar que assumam a individualidade com responsabilidade. Não posso enfiar neles a minha individualidade...” É difícil educar filhos, principalmente quando educar pressupõe exatamente isso: educar! Educação é uma coisa, condicionamento é outra. Educar é criar condições para que cada um localize o seu caminho, condicionar é impor um caminho, aquele que os pais entendem como certo. Educar é ensinar o endereço da biblioteca, mostrar como localizar os livros, e ajudar a entender os conteúdos práticos. Condicionar é indicar livros específicos e sugerir que os demais não servem...

A força da tradição tem contribuído, negativamente, para a atual situação dos jovens. Os movimentos liberalizantes também. Um não tem autoridade para mensurar o outro. Enquanto os liberais empurram os filhos para uma vida sem sustentação os ortodoxos conduzem os filhos para um comportamento pragmático.

Os resultados são ruins em ambos os casos. Filhos liberais transformam a vida num piquenique. Quando a festa acaba a anarquia ganha espaço. Filhos ortodoxos vivem numa repressão constante aos anseios naturais. Quando a repressão acaba o exagero toma conta. A pessoa reprimida tenta compensar o passado e fica mais voraz que o liberal.

Como chegar ao ponto de equilíbrio? Sugestão: não fugir da pergunta: “pai, Adão teve umbigo?” Responder perguntas assim educa os próprios educadores. A resposta a essa questão implicará em mais perguntas e mais respostas. A resposta honesta, dia após dia, é, de fato, “ensinar o moço no caminho que deve andar...”. Algo como ensinar a pescar e não entregar o peixe pronto. Algo como ensinar a procurar e não indicar o único caminho que conhece.

Somos resultados de uma educação capenga e estamos, por tradição, seqüenciando as mazelas conseguidas por herança.

As fontes das mazelas são, invariavelmente: as escolas despreparadas, os segmentos religiosos obtusos e alienantes e as famílias que não querem assumir responsabilidades.

A responsabilidade é muito grande. Implica em fazer muito. Inclusive romper com as tradições que visivelmente estão obsoletas. Os princípios são os mesmos, mas o mundo é outro. Não podemos ficar adstritos aos conceitos do século XIX nem ao liberalismo amalucado do século XX.

Precisamos responder, enquanto há tempo, à pergunta que não quer calar: “pai, Adão tinha umbigo”?

Enéias Teles Borges - Autor
Postagem original: 13/06/2008
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sexta-feira, 17 de setembro de 2010

O encolhimento da família

No Brasil a família está encolhendo. O número de pessoas por lar está diminuindo. Mais pessoas estão preferindo viver sozinhas. O modelo fe família (casal) também está mudando. Isso é bom? Analisando pelo ponto de vista da "família tradicional" não é. Vendo pelo ponto de vista da "família moderna" é um avanço. O que dizer, na essência, sobre tudo isso?

Famílias brasileiras encolhem, e sobe a proporção de casais sem filhos

As famílias brasileiras estão cada vez menores. Nos últimos dez anos, o número médio de pessoas por domicílio caiu de 3,4 para 3,1. Enquanto a quantidade de casais sem filhos subiu de 13,3% para 17%, a proporção de casais com filhos caiu de 55% para 47% entre 1999 e 2009

Os núcleos familiares mais pobres, com renda mensal per capita de até meio salário mínimo, ainda puxam a média para cima e são formados por 4,2 pessoas em média. No Norte, este índice chega a 4,7. Já os mais ricos, que ganham mais de cinco salários mínimos, vivem com cerca de 2,3 pessoas por domicílio. No Sudeste, este índice cai para 2,2

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (17) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e constam da Síntese dos Indicadores Sociais 2010, que analisa as condições de vida da população brasileira.

Segundo o levantamento, o Brasil já assimilou os padrões modernos de formação, dissolução e reconstituição de família. O casamento já não é tão central e as realidades são cada vez mais heterogêneas. Aumentaram as uniões consensuais, inclusive as homossexuais, as famílias formadas após o divórcio e os casais que moram em casas diferentes.

A quantidade de núcleos familiares que seguem o modelo tradicional (pai, mãe e filhos) representa menos da metade (47%) do total, enquanto as unidades familiares constituídas por apenas uma pessoa de referência (chefe de família), sem cônjuge e com filho(s) já somam 19,5%. Além disso, na última década, as mulheres que cuidavam dos filhos sozinhas passaram de 17,1% para 17,4%.

Entre os que preferem o casamento, quase 44% são jovens que têm entre 25 e 34 anos. A proporção cai drasticamente com o avançar da idade: 19,2% têm entre 35 e 44 anos e 23,6% têm 45 anos ou mais. Os casais que têm até 24 anos somam 13,3%.

Sozinho

De acordo com o IBGE, o aumento da mobilidade espacial fez com que as pessoas prezassem pela liberdade e pela independência. Atualmente, 11% dos brasileiros moram sozinhos.

A maioria das chamadas famílias unipessoais é de mulheres (51%) e de pessoas com mais de 50 anos (60%). Os idosos (mais de 60 anos) respondem sozinhos por 41,8% das pessoas independentes.

Na região Sudeste, os domicílios com apenas uma pessoa sobem para 12,7%, enquanto que no Norte caem para 8,5%. Na divisão por sexo, as mulheres do Sul estão em 56% das casas com apenas uma pessoa. Já no Norte, são os homens que mais moram sozinhos (62,3%).


Nota: Sugiro a leitura do texto diretamente na fonte. Existem gráficos que precisam ser analisados, depois de apreciados. O mundo gira e a família gira junto.

Enéias Teles Borges - Editor
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segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Pais separados e uma nova união

Pais separados: algumas dicas para construir uma nova família

Um casamento que traz crianças de um relacionamento anterior é algo desafiador. Para que esse tipo de “família mista” seja um sucesso é bom ter em mente alguns pontos chave, que podem contribuir para um maior planejamento das novas famílias e ajudar a evitar atritos.

Planos para morar juntos e dividir as contas

Os casais devem decidir, inicialmente, onde viver e como dividir as contas. Normalmente os casais embarcam em um novo casamento e decidem em que casa vão morar e também é comum que um dos parceiros já esteja em uma casa e é o outro quem muda para um novo lar. Então é bom estar atento a qual a melhor opção – quem muda pra onde – e também não esquecer: as crianças (se houver) também vão ter que abrir mão do seu espaço para viver em outro.

Quanto ao dinheiro, pesquisas indicam que aqueles que optam por contas conjuntas mostram maior satisfação com o relacionamento. Conversar sobre uma conta conjunta pode ser bom para a saúde do relacionamento a longo prazo, afinal envolve confiança mútua, planos para o futuro e idéias afinadas quanto a economia doméstica.

Sentimentos mal resolvidos sobre os relacionamentos anteriores devem ser revistos e superados

Casar novamente pode fazer sentimentos velhos e mal resolvidos voltarem a tona. Isso vale para adultos e para as crianças. Para os filhos, saber que o pai, ou a mãe, vai se casar novamente, irá forçá-los a ter que admitir que os pais não irão mais se reconciliar, e esse sentimento não é necessariamente bom.

Ex-mulheres e ex-maridos também podem iniciar relações tempestuosas calcadas em ressentimento. Esteja atento e não fuja dos problemas, mas tente resolvê-los. Se um profissional de saúde mental for necessário, não exite: será bom para ambos os lados.

Antecipar as decisões para os filhos

Os novos casais devem discutir entre si como deverá ser a relação com os enteados (educação, hierarquia nas decisões, etc). Mesmo quando o casal já mora junto e os filhos convivem no mesmo espaço, o anúncio de um novo casamento pode ter respostas diferentes nas crianças, pois vira uma posição oficial, que deverá ser assumida publicamente.

Para que as crianças possam ter um tempo para se adaptar à notícia – ou seja, antes que parentes, amigos e vizinhos tornem o assunto rotineiro – encontre uma maneira de introduzir o assunto algum tempo antes de se ocupar o novo ambiente. Isso pode deixá-los mais confiantes e sentir que sua opinião é valorizada.

Qualidade do casamento

Após o novo casamento, casais sem filhos podem passar um tempo construindo um relacionamento a dois, mas aqueles que já possuem filhos muitas vezes estão com o foco mais nos sentimentos das crianças do quem em si mesmos.

Crianças pequenas podem querer mais atenção dos novos pais. Já os adolescentes, que estão se desenvolvendo – inclusive no tocante à sexualidade – podem ficar incomodados com um novo romance na família e começarem a se afastar ou ter respostas agressivas e negativas constantes.

Esses casais com filhos devem ter algum tempo somente para eles. Será bom, vez ou outra, se afastar dos problemas diários relacionados com os filhos. Agendar viagens regulares sem as crianças, para poder ficar a sós, é uma ótima opção. Mas desde que seja feito sem culpa. Nesses momentos a casa da avó ou do melhor amigo(a) da criança são boas opções.

Autoridade

A parte mais difícil em constituir uma nova família é a questão da autoridade parental frente aos filhos. No caso de crianças pequenas talvez seja mais fácil, mas quando envolve adolescentes em diferentes estágios de desenvolvimento, a coisa pode ficar complicada. Afinal é comum que os adolescentes ficarem mais isolados da família enquanto desenvolvem a própria identidade e questionar a autoridade de uma forma geral também faz parte do processo.

Pesquisas recentes mostram que adolescentes mais jovens (ou pré-adolescentes, entre 10 e 14 anos) podem ter maior dificuldade para se ajustar a uma nova família. Já os mais velhos (a partir dos 15 anos) precisam de menos atenção dos pais e portanto talvez aceitem mais facilmente a nova condição.

Abaixo dos 10 anos também é mais provável que as crianças não sintam grande impacto na relação, especialmente se o novo pai ou mãe forem tranquilos e não mudem muito a forma como as coisas são feitas dentro de casa.

Mais do que um disciplinador, os novos pais devem estar atentos ao papel de conselheiro. Os casais também devem se comprometer a fazer com que o responsável principal pela disciplina em casa seja o pai ou mãe biológicos, até que o padrasto ou madrasta tenha a confiança total da criança – enquanto isso é possível ajudar a monitorar as atividades dos enteados e servir para informar as mães e pais dos comportamentos positivos ou negativos das crianças.

Proximidade

Alguns casais acham que, ao assumirem um novo casamento, os filhos devem ser imediatamente aproximados da “nova parte da família”, mas deve-se levar em consideração o ajuste emocional necessário para que as crianças se acostumem com a nova condição.

Além disso, mais do que proximidade física – beijos e abraços – , filhos de casamentos diferentes que iniciam um convívio com novos pais preferem iniciar conversas e ouvir frases de apoio e motivação ou mesmo a demonstração de atenção, por parte dos padrastos e madastras, sobre suas atividades. Uma boa conversa, sem muito compromisso, pode ser o melhor caminho.

Pais que não moram juntos

Após uma separação as crianças se ajustam melhor a nova situação quando os pais que se mudaram os visitam constantemente e mantêm boas relações.

Mas quando há um novo casamento esse contato diminui. Os pais, em especial, costumam interromper imediatamente a visita aos filhos após o casamento da ex-mulher. E quanto menos os pais e mães visitam, mais essas crianças se sentirão abandonadas. Pensar em atividades de convívio com os pais e mães biológicos que não moram em casa é muito importante para a manutenção do desenvolvimento emocional das crianças.

Outra ponto importante é evitar discussões com ex-maridos ou ex-mulheres em frente aos filhos, pois isso diminuir a autoestima dessas crianças além de forçá-las a tomar partido entre um dos lados (sendo que elas amam incondicionalmente as duas partes), o que é péssimo para sua saúde mental dos pequenos.

Tempo de ajuste

Mesmo tentando controlar todos esses fatores, uma família precisa de algum tempo para ajustar todas as novas condições criadas por um novo casamento entre pais separados.

E não se engane. Na melhor das hipóteses, novos núcleos familiares que se formaram a partir de famílias diferentes levam em média até dois anos para se ajustarem a nova experiência de morarem juntos. Mas fique atento: se algo não está dando certo, é preciso consultar um psicólogo para que o processo seja o mais confortável possível para todos os envolvidos.


Nota: O ideal seria não haver nova união (que os casamentos fossem "eternos"). Não sendo possível as dicas são válidas. Falo como advogado que tem atuado, de forma constante, no Direito de Família. Separações e novos casamentos estão em franco crescimento - inclusive em ambientes em que eram raros: as igrejas cristãs.

Enéias Teles Borges

(Postagem original: 21/01/2010)
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quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Harém e escravidão...


Policia de Israel invade harém de polígamo em Tel Aviv

A polícia de Tel Aviv invadiu o harém de um polígamo que tem 32 mulheres e 60 filhos e é suspeito de estuprar e escravizar as crianças e as mães.

A imprensa local revelou nesta quinta-feira que a polícia invadiu e desmontou o harém no sul de Tel Aviv, onde o israelense Goel Ratzon, de 60 anos, mantinha dezenas de mulheres e crianças em regime de escravidão e terror.

Durante a operação, que envolveu 150 policiais, as autoridades invadiram os prédios onde a "grande família" morava e prendeu o chefe do harém e duas das mulheres, suspeitas de não impedirem o abuso de crianças.

Todas as outras mulheres e seus filhos foram encaminhados a abrigos especiais, e segundo o Ministério do Bem-Estar Social, as autoridades não separaram as crianças de suas mães.

Choque

Os detalhes da vida no harém provocam choque no país.

De acordo com a repórter de assuntos criminais da radio estatal, Adi Meiri, "como é possível que tanto a policia como o Ministério do Bem-Estar Social ignoraram esses crimes durante tantos anos?".

Porém a policia e o ministério trocam acusações de negligência e cada lado afirma que fez "todo o necessário" para proteger as mulheres e crianças.

A policia declarou que realizou uma "investigação minuciosa" que durou sete meses, para colher evidências sólidas dos crimes cometidos por Ratzon e resolveu invadir o local depois que conseguiu obter as provas.

O vice-diretor do ministério do Bem-Estar Social, Menahem Vachshal, afirmou que o ministério vem tratando das mulheres e crianças desde 1997, dando um "atendimento pontual".

Vachshal também afirmou que as crianças frequentavam as escolas regularmente, se apresentavam "limpas e arrumadas" e "não demonstravam sinais de maus tratos".

Controle

As dezenas de mulheres que viviam no harém trabalhavam e entregavam todo o dinheiro que ganhavam para Ratzon, que controlava totalmente a vida delas e das crianças, em um regime autoritário que envolvia o pagamento de multas e violência física caso violassem as regras definidas por ele.

Por exemplo, mulheres que "falassem besteiras" ou trabalhassem na companhia de outros homens tinham que pagar multas a Ratzon.

Para Gabi Zohar, diretor do Centro Israelense para Vitimas de Seitas, o harém de Ratzon tinha todas as características de uma seita mística.

Zohar afirmou que "trata-se de um caso gravíssimo de exploração de mulheres e crianças, mantendo um regime de terror espiritual, psicológico e físico".

De acordo com Zohar, as mulheres acreditam nos "poderes místicos" de Ratzon e "morrem de medo" dele.

Zohar também comparou esse caso com a seita americana Children of God.

A advogada de Ratzon, Shlomtzion Gabai, disse que seu cliente afirma que "não fez nada de mal e que as mulheres escolheram viver com ele por sua própria vontade e nenhuma delas era mantida à força".

Segundo a advogada, Ratzon alega que uma mulher que deixou o harém deve ter contado "essas mentiras" à policia.

Quando se apresentou perante o tribunal de Tel Aviv, o suspeito negou todas as acusações contra ele.
 
 
Nota: Estamos no século XXI e ainda é possível deparar com esse tipo de situação. Causa espanto saber que tudo o que acima foi narrado ocorreu, de forma sistemática, durante tanto tempo. Parece-nos impossível concluir até que ponto de comportamento, tido como degradante, o ser humano consegue ir...[ETB]
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sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Semana do meu aniversário

No final desta semana destaco, entre o muito que ganhei, o cartão de aniversário com dedicatórias das minhas duas filhas. É um cartão que tem na capa o famoso gatinho Garfield e nele o seguinte texto:

"Pare!
Nada de depressão por causa da idade...
... Fique feliz que está vivo.
Parabéns!"

As dedicatórias:
"O ser feliz está sempre em nossas mãos. O surgir de cada dia vem sempre com nova mensagem de esperança. Você é o melhor pai do mundo! Parabéns! Te amo! (Aline)."

"Parabéns, pai. Desejo que esta data se repita muitas e muitas vezes! Te amo, melhor pai do mundo! Beijos. (Michelle)."

Pois é: são os detalhes que parecem pequenos que acabam se mostrando gigantescos e nos impulsionam, dia após dia, rumo às necessárias vitórias do cotidiano...
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Autor: Enéias Teles Borges.
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