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quinta-feira, 8 de março de 2012

Saída à francesa, qual a origem da expressão?

Qual é a origem da expressão "saída à francesa"? 

(Cristina Ferraz de Souza, Diadema, SP)

Ninguém sabe. O certo é que não existe melhor exemplo para ilustrar a velha rivalidade entre França e Inglaterra do que essa expressão, equivalente ao popular sair de fininho, muito usada em festas e reuniões quando alguém se retira sem se despedir nem dos anfitriões. Isso porque ela possui, na verdade, duas versões, uma em resposta à outra. A mais conhecida sair à francesa (take french leave, no original) foi criada pelos ingleses. A outra sair à inglesa (filer à l'anglaise) é exclusividade dos franceses.

Com toda a incerteza que cerca sua origem, acredita-se, porém, que ela tenha nascido como uma gíria militar, para se referir a soldados que deixavam seu posto sem avisar ninguém. É provável que tenha sido dita pela primeira vez durante a Guerra dos Sete Anos (1756-1763), quando as principais potências européias se enfrentaram, encabeçadas de um lado pela França e do outro pela Inglaterra, afirma o historiador e professor de francês Alexandre Roche, de Porto Alegre. Mas a rixa entre os dois países é tão antiga que fica difícil saber qual das duas expressões surgiu primeiro, diz a tradutora e também professora de francês Rosa Freire d'Aguiar, do Rio de Janeiro.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Dois animais preciosos: Duque e Doly

Hoje eu recebi uma mensagem eletrônica de minha cunhada Cristiane Lisboa Maia (Dinha). É uma pessoa muito especial. Amada ao extremo pelos sobrinhos, desenvolveu uma capacidade imensa de sempre se manter calma e paciente. Ultimamente vinha sofrendo bastante. Apegada que é aos cães que estiveram com ela nos últimos doze anos, viu de forma quase simultânea, os dois partirem deste miserável mundo dos vivos. O primeiro foi Duque, que era o mais novo. Precisou ser sacrificado. Agora Doly...

Segue abaixo o comovente texto. Não é fácil perder animais queridos, especialmente os cães que são amigos de verdade.

O que leva um cachorro a ter câncer, ainda mais de uma maneira tão sofrida? Algumas pessoas me falaram pra sacrificar, mas não consegui. Optei em cuidar dela até o fim.

Ontem a tarde, quando cheguei pra almoçar, ao ver aquela situação, desabei. Até então achei que estava forte, mas desabei de tal maneira que nem imaginava. Conversei com a veterinária, o que poderia ser feito, pois não estava aguentando mais o sofrimento dela. Internei pra tomar alguma medicação e aliviar um pouco o seu sofrimento. Amanhecendo o dia ela se foi, descansou.

Há mais ou menos um ano começou um nódulo na mama. Passados alguns meses, apareceram outros em outras mamas. Mais ou menos em setembro, começaram uns engasgos. Apareceu um caroço no pescoço. E se não bastasse, as patas começaram a inchar. Na minha ignorância estavam inchadas. Segundo a veterinária, inchadas coisa nenhuma. Os nódulos das mamas tinham entrado em metástase e já tinha atingido os ossos. Nada mais poderia ser feito, a não ser melhorar a condição de vida dela até o fim. Como Doly tinha perdido muito peso, se operasse ela não ia resistir e de nada ia adiantar, já que o corpo já estava todo contaminado.

Hoje, mais calma, analisando friamente toda esta situação, fico me perguntando se não fui egoísta. Egoísta ao ponto de querer ficar com um animal querido, com todo esse sofrimento ou de ter acabado com parte desse sofrimento.

No seus quase 12 anos a Negona se foi, deixando saudades e amor pela sua passagem em nossas vidas.

Abraços,

Dinha.

Seguem algumas fotos de Duque e Doly, são de 2005, feitas em Vitória da Conquista, Bahia (para ampliar as imagens, basta teclar nelas).







terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Solidariedade...

"Está se sentindo vazio? Preencha esse espaço com solidariedade. Saia desse buraco. Há muita gente precisando de você." (Gabriel Chalita)

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Coisas de menino...


Quando eu era menino pensava como menino e acreditava nas coisas de menino. Acreditava em Papai Noel e em duendes. Na existência do Bem e do Mal.


Quando deixei de ser menino eu parei de pensar e acreditar como menino. Não acredito mais na existência de Papai Noel, não creio mais na existência de duendes.


Será que existem mais coisas de menino nas quais ainda acredito? Será que não existem mais coisas de menino e tudo no que acredito é coisa de adulto?


Será que apesar de não ser mais menino eu insisto em não crescer e continuo acreditando em coisas de menino, mesmo sendo adulto?


Será que continuo com a esperança típica de menino?


Será que continuo com o mesmo medo que sente (...) um menino?

Enéias Teles Borges
Postagem original: 24/04/2008

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

O ânimo em São Paulo ou a falta dele...


Andando pelo Centro de São Paulo, hoje pela manhã, pude notar, mais uma vez, como a multidão guarda dentro de si outra multidão de pessoas solitárias. Sozinhos em meio à multidão as pessoas andam, olham e voltam a andar. São pessoas de diferentes cores e aspectos. Pobre e ricas. A solidão acompanha a todos os viventes.

Aproximam-se os dias de festa. Natal e Ano Novo. Tudo de velho nos momentos novos que vão chegando. Desejar Boas Festas é apenas algo rotineiro. Costume que se tem de desejar a quem quer que seja um Feliz Natal e um próspero Ano Novo. Frases velhas em momentos que vão chegando.

Algum problema em usar frases velhas? É certo que não. O ânimo de quem se serve de tais frases é que precisa estar renovado. Como então fazer reviver um ânimo que insta em se aprofundar no abismo?

São tantas as dificuldades enfrentadas pelos valentes paulistanos, que fica difícil fazer uma lista. Trânsito, frio, calor, enchentes, poluição, metrô lotado, ônibus que achatam como se fossem latas de sardinha...

A despeito de tudo isso, devemos tentar levantar nosso ânimo e dizer, sem a  preocupação com a idade das frases: “Feliz Natal!” e “Próspero Ano Novo!”...

Enéias Teles Borges

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Pois a vida continua...

Alguém poderia cantar, junto com o Zeca Pagodinho “... deixa a vida me levar...” e tentar esquecer as múltiplas mazelas. É certo que antes, durante e depois da tempestade, a vida segue em frente no compasso do tempo.


Passadas as agruras ou ainda continuando os medos, precisamos remar a vida. Nossa luta é como naquela da canção poética “rema, rema o remador...” O que somos senão pessoas num imenso rio deixando que as águas simplesmente nos levem ou remando para tentar implementar nossas escolhas remando, ainda que contra a correnteza?


Temos que, mais uma vez como numa música poética, “levantar a cabeça, sacudir a poeira e dar a volta por cima”, pois, em conformidade com um adágio popular: “a vida é dura para quem é mole!”


“Vamos em frente porque atrás vem gente”, pois a vida continua...

Enéias Teles Borges
Postagem original: 12/02/2009

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Eu acreditava em papai Noel

Houve um tempo em que eu acreditava:
Nos meus professores,
No que ensinavam.
Eu acreditava em papai Noel.


Houve um tempo em que eu acreditava:
Nos meus pastores,
No que doutrinavam.
Eu acreditava em papai Noel.


Houve um tempo em que eu acreditava:
Nos líderes religiosos,
No que incentivavam.
Eu acreditava em papai Noel.


Houve um tempo em que eu acreditava:
Nas interpretações dos religiosos,
No que era sutilmente elaborado.
Eu acreditava em papai Noel.


Houve um tempo em que eu acreditava:
Nas manifestações de fé dos amigos,
No que diziam fazer coerentemente.
Eu acreditava em papai Noel.


Houve um tempo em que eu acreditava:
Nas convicções denotadas pelas pessoas,
No que parecia ser ausência de alienação.
Eu acreditava em papai Noel.


Houve um tempo em que eu acreditava:
Nas demonstrações de coragem de muitos,
No que mostravam dispostos a fazer.
Eu acreditava em papai Noel.


Houve um tempo em que eu acreditava:
Na possibilidade de compromisso com a verdade,
No que diziam os ditos compromissados.
Eu acreditava em papai Noel.


Houve um tempo em que eu acreditava:
Nas pessoas que acreditavam no que diziam,
No que afirmavam professar.
Eu acreditava em papai Noel.


Houve um tempo em que eu acreditava:
Nas pessoas, igreja, fé, vida futura melhor,
No tudo que isso representava.
Eu acreditava em papai Noel.

Enéias Teles Borges (autor)
Reflexões de quem não acredita mais em papai Noel.
Postagem original em 17/06/2008

domingo, 11 de dezembro de 2011

O que é Globalização?

Qual é a mais correta definição de Globalização? 
A Morte da Princesa Diana. 
Por quê? 

Uma princesa inglesa com um namorado egípcio, tem um acidente de carro dentro de um túnel francês, num carro alemão com motor holandês, conduzido por um belga, bêbado de whisky escocês, que era seguido por paparazzis italianos, em motos japonesas. A princesa foi tratada por um médico canadense, que usou medicamentos americanos. E isto é enviado a você por um brasileiro, usando tecnologia americana (Bill Gates) e provavelmente, você está lendo isso em um computador genérico que usa chips feitos em Taiwan e um monitor coreano montado por trabalhadores de Bangladesh, numa fábrica de Singapura, transportado em caminhões conduzidos por indianos, roubados por indonésios, descarregados por pescadores sicilianos, novamente empacotados por mexicanos e, finalmente, vendido a você por chineses, através de uma conexão paraguaia.

Isto é Globalização.

Mensagem recebida por e-mail.

Enéias Teles Borges

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Existe vida longa?

Vida saudável é a expressão que tem feito parte do cotidiano de muitas pessoas. Comer bem, beber bem, fugir de vícios, praticar esportes. Objetivo: vida longa. O que seria vida longa? Viver mil anos? Claro que não é assim. A vida longa, tão difundida e almejada é quase a mesma coisa da vida curta. Quem vive pouco chega aos sessenta anos. Quem vive muito chega aos oitenta anos. Cerca de vinte anos a mais. Como se vinte anos fossem vinte séculos! O ser humano vive pouco. Morre cedo e isso sempre! Essa diferença de alguns anos a mais não representa grande coisa. Às vezes, para poder viver esse tempo a mais, as pessoas abdicam de prazeres que valem alguns anos de vida. Outras tornam-se escravas do corpo. Evitam quase tudo para manter o corpo malhado e em ordem. Gostam disso? Tudo bem. Mas fazer sacrifícios para viver alguns míseros anos a mais é escolha certa? Respeito as opiniões de todos, mas tenho minhas dúvidas se a tal vida saudável faz aumentar a expectativa de vida. Há que se considerar os infortúnios, tais como acidentes, assaltos à mão armada e tantos outros impeditivos para a tal vida longa...

Enéias Teles Borges

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Cuidando da vida alheia...

Cuidando da vida alheia: ei você que gosta de vigiar e cuidar da vida que não é sua! Adote um gato. Ele tem sete vidas. Quem sabe cuidando das vidas dele e também da sua, você não se esquece da minha?
Enéias Teles Borges

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Sobre a maldade humana...

Terminei de ver os quatro DVDs que tratam do Nazismo. Seu nascimento e sua morte. Sua difusão do ódio. A pergunta que não cala: seria possível acontecer de novo?

Eu creio que se houver condição, para algo parecido, o ser humano haverá de trazer à baila toda a maldade, preconceito e o exclusivismo, daquele poder absurdo que assolou o mundo.

Por que creio assim? Quero dar dois exemplos de como o homem, quando tem chance, faz renascer em si o irracional (?) maléfico.

Eu recebi dois comentários em postagens neste blogue que mostram como a intolerância existe e segue violenta. Basta que sejam postadas mensagens que contrariem o pensamento dos fanáticos.

Exemplos:

"Sorte de vocês que não sou Deus. Se eu fosse mataria todos!"

"Odeio este blog. Trabalho no Blogger Brasil e farei de tudo para tirar esta página da rede mundial de computadores."

Sabem por quê? Porque reproduzi pensamentos de ateus. Alguns "religiosos" não aceitam isso. Tem que ser do jeito deles. Deus de qualquer jeito, à força se necessário...

A maldade humana está aí. Intolerância sem fim. No Brasil a "esmagadora" maioria é composta por criacionistas, entre os quais me alinho como "agnóstico teísta", e sinto vergonha de dizer que a intolerância advém do fanatismo religioso. Pessoas que dizem defender o livre arbítrio, mas que querem impor sua maneira religiosa de pensar na marra!

O ser humano é mal. Hitler, o criacionista, não foi obra do acaso...

Enéias Teles Borges

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Sobre a discrição e a fofoca...

DA DISCRIÇÃO

Não te abras com teu amigo
Que ele um outro amigo tem.
E o amigo do teu amigo
Possui amigos também...
 
Mário Quintana

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Sociedade infeliz...

"Somos uma sociedade de pessoas com notória infelicidade: solidão, ansiedade, depressão, destruição, dependência; pessoas que ficam felizes quando matam o tempo que foi tão difícil conquistar." Erich Fromm

Tristeza prolongada...

A alma resiste muito mais facilmente às mais vivas dores do que à tristeza prolongada. (Jean Jacques Rousseau)

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Sobre o Nazismo...

Disco 1: A História Oculta Do Terceiro Reich

A fascinação de Hitler com a ascensão e queda da raça “ariana”, a sua obsessão com a ordem e a disciplina, e seus messiânicos planos de controle total do Mundo... Desde as origens ocultas do Nazismo, até a morte de seu mentor Adolf Hitler, a ascensão da doutrina do “Socialismo Nacional” foi construída tendo como base um mundo de sinistros acontecimentos e crenças, construído através da propaganda política e manipuladora. Agora, utilizando filmagens recentemente descobertas, os documentários Adolf Hitler, A SS Sangue e Terra e O Enigma da Suástica exploram este incrível fenômeno acontecido na Alemanha, durante as décadas de 30 e 40, e que deu origem à Segunda Guerra Mundial. Pela primeira vez os assustadores rituais e crenças do Nazismo, como a origem da cruz Suástica e a construção do Holocausto, são explorados e desvendados para o público em 3 documentários sobre os segredos do Terceiro Reich.

Disco 2: Minha Luta

Um documentário brilhante e imperdível. Cada segundo deste documentário é uma autêntica filmagem alemã, descoberta dos arquivos secretos da guarda de elite nazista e escondida pelo próprio Goebbels por serem muito fortes. “Minha Luta” criou um impacto internacional e foi aclamado como um dos mais incríveis documentários históricos. Criou turbilhões onde quer que tenha sido mostrado e arrancou entusiasmados aplausos e críticas. “Minha Luta” vai fundo na ascensão e queda do Terceiro Reich e do gênio do mau que o criou. Durante o filme sempre surge a pergunta que vem atormentando as mentes e corações de todo o mundo: “Como podem ter deixado isso acontecer?”.

Disco 3: Notícias Do Terceiro Reich

Este documentário foi compilado a partir dos originais do “Die Deutsche Wochenschau” (The German Newsreels) e de outros documentários da época. Uma amostra da força da propaganda nazista. Die Deutsche Wochenschau (The German Newsreels) foi uma série de notícias da Alemanha nazista produzida de junho 1940 até março de 1945, no final da Segunda Guerra Mundial. Entre os episódios, se encontram imagens raras da Batalha da Normandia, cenas do Wolfsschanze após o atentado de 20 de julho, além das últimas imagens da Batalha de Berlim.

Disco 4: O Triunfo Da Vontade

O Triunfo da Vontade, documentário e propaganda, foi requisitado por Hitler em 1934 e dirigido por Leni Riefenstahl. Cobre os acontecimentos ocorridos durante o Sexto Congresso de Nuremberg. A intenção original deste documentário era registrar os primeiros anos da NSDAP, para que as futuras gerações pudessem olhar para trás e ver como o Terceiro Reich começou. Na realidade, O Triunfo da Vontade mostra à História como o Terceiro Reich moveu massas em direção ao terror através da propaganda, e também como Adolph Hitler tinha uma incrível e única habilidade de comover multidões e fazê-las acreditar e realizar suas vontades através do poder de sua palavra.
Nota: Ganhei o box com três DVDs de presente de aniversário do meu irmão Ebenézer, do blogue "de texto em texto". Estou me deliciando. Minhas imaginações se confirmam mais e mais, na medida em que estudo sobre o Nazismo. Os nazistas não eram ateus, mas não eram cristãos.  O que eram? Pretendo postar mensagens sobre o tema, sob as óticas do teísmo e do ateísmo.

Enéias Teles Borges

domingo, 25 de setembro de 2011

Curtindo a vida adoidado

Recentemente assisti (mais uma vez) ao filme “curtindo a vida adoidado”. É uma aventura que retrata momentos de dois adolescentes e mostra algumas rápidas aventuras num lapso de tempo relativamente curto. Uma seqüência do filme que me chamou especial atenção foi aquela em que os jovens pegam o carro do pai (guardado e protegido como jóia preciosa) e saem para curtir a vida. Deixam o carro num estacionamento e pedem especial cuidado com o veículo. Tão logo os dois se retiram os jovens responsáveis pelo estacionamento saem com o carro de forma super acelerada e sem qualquer preocupação com o bem.

Emergem três situações: um pai que possui um carro e o trata como bem precioso, um filho que sai com o veículo sem autorização e as pessoas que deveriam guarnecer o bem depositado o usam de forma irresponsável.

Uma espécie de escalada cada vez mais íngreme ou cada vez mais inconseqüente.

Refletindo:

Quando eu ainda cursava a faculdade de teologia eu tive um colega (muito inteligente) que gostava de elaborar sermões e palestras com base na evolução do erro. Um erro que provoca outro erro e crescendo sempre em gravidade. No final ele considerava a mentira como a última instância da escalada do erro. A mentira teria, no final, o fito de esconder os erros anteriores.

Amigos! Tem sido assim. É quase impossível ver na sociedade algo que não esteja afetado pela escalada do erro. Os erros estão infiltrados em quase todas as ações coletivas. Para encobrir um erro vem sempre outro em escalada alucinante e no final o que resta: a mentira – a grande prostituta das provas.


Enéias Teles Borges
Postagem original: 18/07/2008

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Mostrando o que não é...

Frase que rolou no Facebook (que adaptei) e que nos faz pensar: "De que adianta a pessoa comprar aquilo que não está dentro suas reais possbilidades, utilizando recursos que não lhe pertencem, para se exibir a pessoas com as quais não possui afinidade, denotando uma aparência de si mesma que não condiz com a realidade?" Não seria esse o retrato fiel daquele que come carne de pescoço e quer arrotar picanha?
Enéias Teles Borges

Meu aniversário: trauma de infância...


Muitas pessoas não entendem porque não gosto de festejar o meu aniversário. Lembra-se de alguma ocasião em que convidei alguém ou que minha família tenha feito algum convite para o meu aniversário? Não estranhem meus amigos. Sou assim mesmo. Mas existe um motivo para este meu comportamento introvertido, que declinarei logo adiante. Só para que façam ideia de como sou, no que tange ao meu aniversário, ontem cheguei à minha casa depois das 23 horas, após trazer minha filha mais nova da PUC (nas terças ela tem aula à noite, para fugir da aula de sábado pela manhã). Minha esposa e minha filha mais velha nos esperavam e cantaram parabéns. Um bolo com uma vela. E um presente infalível: duas gravatas (coisa boa para um advogado, não é?). Depois disso guardamos o bolo. Ninguém estava disposto, o cansaço era imenso. Mais foi do jeito que gosto: de coração e de forma bem discreta.

Por que não gosto de comemorações no meu aniversário?

No ano de 1971, quando completei nove anos, minha professora, Maria Célia Mascarenhas Ferraz, esposa do ex-prefeito e ex-deputado Raul Ferraz, fez uma festa surpresa na nossa escola “Centro Integrado de Educação Professor Luiz Navarro de Brito”, em Vitória da Conquista, Bahia. Foi algo muito especial para mim e para outra coleguinha aniversariante.

Sou de família humilde e aquilo foi demais! Ganhei de presente uma bola de marca “chutebol” que eu pouco usava, para que não estragasse. Foi o presente dos meus sonhos. Algo inimaginável no meu contexto de criança simples.

Ocorre que um dia, brincando no quintal de casa, chutei a bola e esta bateu num varal de roupa com pontas (coisa que não se usa mais hoje) e a bola foi furada. Entrei em desespero, não havia solução. Perdi a bola e tive a certeza, naquele instante, que eu tinha perdido algo preciosíssimo e que jamais se repetiria: festa de aniversário com um presente. O que de fato se confirmou, pois daquela data até hoje eu nunca mais tive festa de aniversário, a não ser uma, de surpresa, que minha esposa, na época minha namorada, fez para mim, no quarto do internato do Instituto Adventista de Ensino, São Paulo, quando eu estava no último ano da Faculdade de Teologia, no ano de 1985 (ela não sabia do meu trauma).

A realidade é bem assim! Fiquei traumatizado! Por isso nunca gostei de festas e surpresas no meu aniversário. Quem me conhece sabe disso e compreende. Nada de festas, apenas cumprimentos. Assim é melhor.

Portanto: feliz aniversário para mim, neste dia 21 de setembro de 2011, quando completei 49 anos de idade. Sirvo-me do especial momento para agradecer a todos vocês que me desejaram felicidades.

Enéias Teles Borges

terça-feira, 20 de setembro de 2011

A escalada da violência

A escalada da violência é assustadora. No trânsito, nem se fala. Assaltos de diferentes formas são manchetes em todo o Brasil. Não sei se fazendo um cálculo proporcional, levando em consideração o tamanho da população mundial, houve aumento ou diminuição da violência, em especial a urbana. A realidade é assustadora. Eu pensei que a truculência estivesse adstrita a grandes centros como São Paulo e Rio de Janeiro. Não é bem assim. Informações de amigos espalhados pelo País dão conta de que em todo lugar é dessa forma. Levando em consideração, por exemplo, a população paulistana, é bem capaz de que o índice de criminalidade e de violência no trânsito seja mais ou menos igual em nosso Brasil. Não quero dar uma de pessimista, mas a tendência é piorar. A disparidade de padrão de vida entre ricos e pobres, o desejo de consumo a todo custo e outras caracterísitcas da civilização atual, com a adição do aumento populacional, levam-nos a crer que a humanidade seguirá de mal a pior até que tudo termine em caos. O futuro confirmará a assertiva, que é óbvia...


Enéias Teles Borges

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Violência: legalizada e lucrativa


No último sábado, por puro acidente, vi um pedaço de uma luta livre num canal fechado. Fiquei horrorizado com o que vi. No ringue um lutador brasileiro batia no rosto do oponente que estava caído e lhe arrancava sangue do rosto. Isso se prolongou por um tempo até que o árbitro da peleja apontasse o vencedor.

Fiquei sabendo que tais lutas estão sendo transmitidas por um canal aberto de televisão. Uma barbaridade! Os embates nos remetem aos gladiadores, às lutas violentíssimas do passado.

Sem falso moralismo:

De que adianta combater a violência nos estádios de futebol e outras arenas de esportes? De que adianta combater a violência nas ruas, no trânsito e afins?

Estamos diante da violência legalizada e lucrativa.

Notei, vendo aquela luta no ringue, que os expectadores vociferavam por sangue e mais violência. Homens e mulheres unidos pelo desejo de ver a truculência avalizada pela mídia.

Alguns podem dizer que não é possível comparar a luta livre com outros esportes, pois a regra ali é esta: vence quem lutar melhor e machucar mais o oponente. Regra é regra. Pergunto: é possível estabelecer regra para a prática da violência?

Quem não concordar com o meu ponto de vista deve ser respeitado. Deve, também, deixar de reclamar dos efeitos de tal violência no cotidiano. Violência sempre haverá de gerar violência. Ainda que seja uma violência legalizada e lucrativa.

A violência virou negócio. Os violentos viraram ídolos. Tomara que os fãs não tentem trazer para o dia-a-dia o exemplo dos ricos e violentos ídolos.

Enéias Teles Borges

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