sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Coisas de menino...


Quando eu era menino pensava como menino e acreditava nas coisas de menino. Acreditava em Papai Noel e em duendes. Na existência do Bem e do Mal.


Quando deixei de ser menino eu parei de pensar e acreditar como menino. Não acredito mais na existência de Papai Noel, não creio mais na existência de duendes.


Será que existem mais coisas de menino nas quais ainda acredito? Será que não existem mais coisas de menino e tudo no que acredito é coisa de adulto?


Será que apesar de não ser mais menino eu insisto em não crescer e continuo acreditando em coisas de menino, mesmo sendo adulto?


Será que continuo com a esperança típica de menino?


Será que continuo com o mesmo medo que sente (...) um menino?

Enéias Teles Borges
Postagem original: 24/04/2008

6 comentários:

Cleiton Heredia disse...

Quando eu era criança me falaram que Deus existe.

Eu cresci, e após rever racionalmente esta minha crença infantil colocando-a na balança das evidências, decidi continuar acreditando (pela fé) que Ele existe.

Será que não cresci?

Ricardo Cluk disse...

Esse seu texto me fez lembrar a vez que eu coloquei a crença em Deus no mesmo pacote da crença no Papai Noel e no Coelinho da Páscoa e o Cleiton quase teve um ataque (rs)?

Sei lá! Temos coisas de menino que nunca vão morrer, ou pelo menos nunca deveriam morrer dentro de nós. Um menino saudável acredita nos seus pais e amigos, tem esperança quanto ao futuro, se alegra com coisas simples, sente o cheiro do natal no ar. Não tem nada melhor do que ser menino. Se te fizer bem, vale a pena cultivar o menino que ainda há dentro de você. Um tipico menino não é tão racional quanto um adulto tipico, mas com certeza é bem mais feliz.

Cleiton Heredia disse...

Ricardo, sua resposta foi genial!
Mas vê se não fica mais convencido do que ja é (hehehe).
Ops, esqueci que isto é impossível (hehehehehehehehehehehe).

Sabrina Noureddine disse...

Também concordo com o Ricardo, crescemos com princípios que nunca deveriam morrer dentro de nós, em mim, provavelmente é o que me estimula a acreditar que ainda faremos um mundo melhor para se viver.
Aproveito para convidá-los ao debate em meu blog desta semana, um tema mais prático do que filosófico: http://sabrinanoureddine.blogspot.com
Abs.

Carlos H. Barth disse...

Enéias,

Sempre concordei com a frase que diz: A diferença entre uma criança e um adulto, é o preço do brinquedo.

Carlos H.

Michelle Borges disse...

Hum...quando eu era criança achava que podia ser uma sereia, uma princesa, uma fada e todas essas coisas de histórias infantis. Acreditava em Papai Noel também, lembra? Hehehe

Acho que o importante é não deixar a criança que existe dentro de cada um de nós morrer...

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