quinta-feira, 2 de junho de 2011

O futebol e a religião


Há quem diga que futebol e religião se confundem. Torcer por um time é como praticar atos religiosos. Para muitos, no futebol, há mais abnegação. Enquanto o religioso espera a salvação eterna o torcedor espera o sucesso eterno do seu clube do coração.

Como muitos sabem torço para o Botafogo FR, o Glorioso de General Severiano. Mesmo ligado ao time carioca não deixei de prestar atenção ao que ocorria na série B do Campeonato Brasileiro. Vi a luta do Corinthians para retornar à elite do futebol e alegria incontida quando o time conseguiu a almejada classificação. No Pacaembu foi possível ouvir um só coro da música de Roberto Carlos (O Portão) e a frase: “Eu voltei, agora pra ficar, porque aqui é o meu lugar...”

Futebol e religião. Fanatismo em ambos é o que mais se vê! A irracionalidade impera nos dois. A alegria e a tristeza podem vir de ambos. Decepção e desventura, também...

Há quem diga que religião e paixão por futebol não devem ser discutidos. Está muito além da racionalidade. O torcedor fanático nada ganha, em bens materiais, por torcer para um time. E quem disse que ele quer algo a não ser o sucesso do seu time?

Na religião acontece disputa parecida. São vários times correndo em direção ao céu e o vencedor será aquele que tiver o “corpo doutrinário” mais condizente com o propósito divino. Todas as agremiações da fé se arvoram à condição de melhor time!

Num campeonato de futebol o que se espera é a vitória do time mais aguerrido, técnico e perseverante. Na religião não é assim?

Quem sabe a diferença existente não está no altruísmo? O torcedor de futebol nada mais espera para si. Almeja tão somente a glória do próprio time. Na corrida para o céu é cada um lutando por si mesmo e alegando que a salvação é individual. Nesse exercício de egocentrismo o fiel combate contra tudo e contra todos, como se existissem pouquíssimas vagas no céu...

Futebol e religião: vale à pena discutir?

Enéias Teles Borges
Postagem original: 24/11/2008

3 comentários:

Cleiton Heredia disse...

Neste interessante paralelo entre o futebol e a religião, o aspecto que mais me chama a atenção e me causa ojeriza é fanatismo que faz com que tanto os torcedores como os religiosos se agridam verbalmente, se espanquem fisicamente e até cheguem ao absurdo de tirar a vida uns dos outros só por causa de uma camisa de cor diferente ou uma igreja com uma placa diferente.

O fanatismo às vezes chega a ser tão absurdo ao ponto de provocar rivalidade e antagonismo entre facções diferentes dentro de uma mesma torcida e grupos diferentes dentro de uma mesma religião. Os exemplos são muitos: São os palmeirenses da “Mancha Verde” contra os palmeirenses da “TUP”; são os cristãos católicos contra os cristãos protestantes; são os adventistas trinitarianos e pré-lapsarianos contra os adventistas não trinitarianos e pós lapsarianos.

Porém, assim como no futebol vemos os torcedores se matando entre si enquanto os jogares, técnicos e cartolas enchem os bolsos de dinheiro, assim também nas religiões vemos os membros se agredindo enquanto os líderes enriquecem cada vez mais.

Leonardo Cunha disse...

Estou no último ano de Educação Física pela Universidade Federal do Rio Grande - FURG - e faço um estudo etnográfico para tentar entender a relação existente entre o futebol e a religião. Para isso tive acesso ao vestiário de um dos clubes profissionais da minha cidade, o S. C. São Paulo de Rio Grande, onde pude perceber como os jogadores se comportam no que diz respeito a fé. O estudo ainda está em andamento, mas é impressionante como o sagrado e o profano andam lado a lado na cultura brasileira.

Também possuo um blog para falar sobre futebol: http://futeboldeboteco.blogspot.com

Anônimo disse...

Com o advento da internet, pude conhecer a fundo como sao as coisas na realidade e o modo de pensar de muitas pessoas.
Conclui que FUTEBOL è um passatempo e quem achar que è algo mais è OTARIO. RELIGIAO è o fim da picada...
Enfim, como o povao è burro...

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