quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Existe a bissexualidade?

Eu não sabia. Agora sei. Os bissexuais não são aceitos de "peito aberto" pelos heterossexuais e homossexuais. Veja na reportagem abaixo.

No dia de sua celebração, bissexualidade continua sendo vista com desconfiança

O termo bissexual continua sendo motivo de chacota tanto para a maioria dos héteros como dos homossexuais. Para ambos, a bissexualidade não passa de um disfarce, um simulacro de um pessoa que não teve coragem suficiente para se assumir gay. Puro preconceitro contra uma sexualidade que é difícil de explicar-se e de localizar, basta olhar a complexidade da grade de orientação sexual de Klein que é expansão da escala de Kinsey que categoriza a história sexual de 0 (indivíduo exclusivamente heterossexual) a 6 (exclusivamente homossexual). Mesmo com tantas tonalidades envolvidas, nesta quinta-feira (23), comemora-se o Dia da Celebração Bissexual.

A data foi criada em 1999 por três ativistas americanos dos direitos bissexuais: Wendy Curry, Michael Page, e Gigi Raven Wilbur. Eles querem chamar a atenção para a chamada de bifobia, ou o seja, a marginalização dos bi tanto por héteros e gays que difundem e acreditam que aqueles que preferem tanto homens como mulheres são pessoas fracas, inseguras e indecisas.

"Depois da rebelião de Stonewall, a comunidade gay e lésbica cresceu em força e visibilidade. A comunidade bissexual também cresceu na força mas de muitos modos somos ainda invisíveis. Também fui condicionado pela sociedade para taxar automaticamente um casal que anda de mãos dadas como hétero ou gay, dependendo do gênero percebido de cada pessoa", diz Wilbur.

Para tanto, até uma bandeira foi feita por Michael Paige, em 1998, nas cores rosa (que significa atração por pessoa do mesmo sexo), azul (atração pelo sexo oposto) e lavanda (atração por ambos os sexos).

Se o estigma de ser bissexual ainda é grande, podemos dizer que muitos artistas famosos têm declarado sua preferência em não ter preferência na mídia. Se esse fato não ajuda a acabar com o preconceito com os bissexuais, pois acabam vistos como homossexuais enrustidos, pelo menos gera visibilidade para aqueles que acreditam que toda forma de amor vale a pena.


Nota: E agora? Mais uma linha de comportamento? Já que não se fala em opção, existe "orientação" sexual que se dirija aos bissexuais?
 
Enéias Teles Borges

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