domingo, 24 de outubro de 2010

Mudança climática no Amazonas

Rio Negro atinge o nível mais baixo desde 1902

Por um centímetro o rio Negro, em Manaus (AM), bateu neste domingo o recorde de vazante (descida das águas) desde que a estação de monitoramento do Porto de Manaus foi fundada, em 1902. A menor marca anterior foi registrada em 1963, quando atingiu 13,64 m. A medição realizada na manhã de hoje marcou 13,63 m.

Para o técnico de monitoramento Valderino Pereira da Silva, um novo recorde não é descartado até o fim do mês já que as águas do rio Negro continuam baixando. O nível do rio desceu seis centímetros entre ontem e hoje.

A reportagem da Folha acompanhou o trabalho do técnico. Com a baixa das águas, o rio Negro revela alto grau de poluição. Acúmulo de lixo é visto nas margens do rio.

A falta de água potável e o isolamento são os maiores problemas para as populações ribeirinhas. Lagos e igarapés, antes navegáveis, estão completamente secos.

No Amazonas, 37 dos 62 municípios decretaram situação de emergência. Uma cidade decretou a calamidade pública. São 66 mil famílias afetadas pela vazante no Estado.

A baixa inédita do rio Negro é consequência de uma estiagem extrema na região central da Amazônia. No oeste do Estado, o rio Solimões atingiu sua maior baixa no dia 11, marcando -86 cm, a mais baixa desde 1982, quando foi criada a estação de monitoramento do Serviço Geológico do Brasil.


Nota: A mudança climática é algo que me prende a atenção. Não da forma alarmista como muitos querem que se veja. Creio que a terra está passando por "mais uma" transformação. O que virá?

Enéias Teles Borges - Editor
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Um comentário:

Carlos H. disse...

A questão de muitos é saber se viverão a tempo de serem afetados por estas mudanças, não importando quais forem suas origens. Resta-nos apenhas acompanhar...

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