domingo, 1 de agosto de 2010

Caminhos de Deus?

O homem pobre

Um homem pobre, muito pobre, conseguiu um empréstimo bancário para pagar despesas médicas de uma pessoa de sua família. Nem imaginava como pagaria aquele compromisso. Conseguir o dinheiro fora um milagre. Seria o primeiro e talvez o último. Não teria condições de pagá-lo e seu nome faria parte das listas de restrições de crédito.

Quando se dirigia para casa, com o dinheiro, ele foi assaltado por um bandido que o espreitava desde que saira do banco. Desesperou-se. Estava endividado, sem o dinheiro do empréstimo e não teria como bancar as despesas médicas.

O assaltante

Alguém viu o assalto e chamou a polícia. Os policiais perseguiram o ladrão. Para escapar do flagrante o bandido jogou o envelope com o dinheiro no mato. Foi pego pela polícia, mas conseguiu mostrar que era inocente. E o produto do crime? Foi fácil ser liberado. Bastou contratar um advogado.

O sortudo

Um outro homem, de classe média, queria trocar de carro. Possuía um carro do ano anterior. Queria trocar, por um do ano. Andando pela estrada viu um pacote numa moita. Pegou, abriu e achou dinheiro. Suficiente para trocar de carro.

Moral da história

O homem pobre buscou consolo na fé. Disse para si mesmo: "deus sabe o que faz. Quem ficou com o dinheiro precisa mais do que eu..."

O assaltante rendeu graças a deus: "deus me iluminou. Joguei o dinheiro fora. Foi o anel, ficou o dedo. Estou livre..."

O homem de sorte deu um testemunho na igreja, contou sua história, falou de seu carro novo. Resumiu: "deus quer que sejamos a cabeça, nunca a cauda..."

Como podem ver cada um tem um deus conforme a sua necessidade, não é? Há um adágio polular que diz "deus manda o frio conforme o cobertor..." Para quem quer acreditar sempre haverá uma "justa" razão...

Enéias Teles Borges

2 comentários:

Pr. MIRANDA disse...

Enéias.
Estou começando a rever muitas coisas em minha vida principalmente do lado igreja, o chamado povo de Deus. Muitas contradições e erros gritantes que nos fazem pensar e repensar do que viria a ser esta instituição.
Isso foi o que você escreveu. Estou começando a ver a igreja desta forma. Cada um puxa o deus que quer para as suas necessidades primordiais.
Creio que esse seu texto é muito bem colocado.
Agora, essa minha posição não está em textos ateístas que tenho lido, mas nas entrelinhas da história da igreja e da atualidade do que vejo.
Vergonha, é o que posso dizer.Vergonha.

Ykhro disse...

Para quem já creu, um dia, mas está “querendo” descrer, pergunte-se: “custa crer?”...
Para quem já descreu e acha que perdeu substancialmente (sem pensar somente nos custos financeiros), pergunte-se: “custou crer?” (perdeu moralmente, piorou emocionalmente...etc.?)...
Pergunte-se: quanto ao “crer”, se isso traz perda -- a ponto de se traduzir em desilusão total (ou apenas de forma relativa, por exemplo, quanto às pessoas, etc.)...? Se for este último raciocínio a causa, então está empate porque assim também dirão os que permaneceram na descrença por muito tempo e migraram para a crença (afirmam que quando descriam perderam moralmente, pioraram emocionalmente, desiludiram-se quanto às pessoas...).
É tudo um jogo do ego.

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