domingo, 10 de julho de 2011

A fé e os rebeldes sem causa


A fé, quando exercitada dentro dos seus parâmetros, deve ser enaltecida. Elogios podem ser direcionados para aqueles que comungam e respeitam opiniões divergentes. A tentativa do exercício da fé substanciada por ciências tortuosas e tendenciosas é feia, praticada por pessoas que não têm um lado definido neste encontro ideológico.

O que não suporta meio termo é isto: fé é fé e prova é prova. Escolhe-se uma ou outra. Amalgamar neste campo das idéias é típico de quem pensa ser tudo e na realidade é um nada, um zero à esquerda! Usar (digo, usar mesmo!) a ciência para solidificar idéias pré-concebidas é terreno devastado, usado por aqueles que não passam de rebeldes sem causa. Não possuem a causa da fé e não detêm a bandeira da ciência. Esses pulhas que vegetam pela sociedade conseguem desagradar a todos. Envergonham os fiéis e são motivos de chacota nos centros de ciência. Biltres desprezíveis no mais "alto" nível! Escudam-se em teorias vãs, que tendo finalidades em si mesmas, não servem, sob qualquer hipótese, para contextuar as idéias absurdas por eles enaltecidas. O pior é que esses energúmenos são bem conceituados nas membresias que frequentam! Associações compostas por seres superficiais que dizem amém a qualquer afirmação. Não contestam, apenas balançam a cabeça afirmativamente, num claro sinal de anuência.

Na humildade de meu estado agnóstico teísta fico assistindo e me envergonho por ter me alinhado (um dia) com alguns desses que ainda hoje labutam como rebeldes sem causa. Eles que defendem o jogo da conveniência e do bem-estar. Os mesmos que não se aprofundam, mas ousam criticar aqueles que tentam fugir das amarras da mesmice.

A internet tornou-se campo fértil e farto para esses abutres que exploram a fé dos desvalidos. Apresentam argumentos teóricos que são revestidos de perfumaria de procedência duvidosa. Infelizmente, por possuírem olhos de médio alcance, galgam altos postos entre os de visão curta e os cegos. Servem-se da cultura religiosa secular e nadam de braçada nos rios tortuosos da fé cega e faca amolada.

Não conseguem, contudo, um título. Não são cientistas, não são pessoas de fé. São uns monstros, uns nojentos que alardeiam ideias podres que brotam de suas mentes igualmente pútridas.

São os malditos rebeldes sem justa causa!

Enéias Teles Borges
Publicação original: 17/04/2009

3 comentários:

Ricardo disse...

Caramba!

Você está mais calmo agora? (rs)

Cleiton Heredia disse...

Caracas, brother!!!
Não sabia que este assunto te irritava tanto.
Agora, você realmente pegou pesado!

Carlos H. Barth disse...

Enéias,

O tom de desabafo não invalida nem enfraquece sua crítica, apenas torna notório o que somos obrigados a aguentar para que possamos continuar com o rótulo de tolerantes ou respeitosos apesar da reciprocidade quase nula.

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