sábado, 7 de maio de 2011

O medo e a esperança...

"O medo dos poderes invisíveis, inventados ou imaginados a partir de relatos, chama-se religião." (Thomas Hobbes)

Nota: Não restam muitas dúvidas. O medo da morte (eterna) e a esperança (céu), oriundos de poderes invisíveis e que por tradição foram esculpidos na mente humana, ao longo dos séculos, conspiraram para que o homem vivesse, religiosamente, como vive hoje. Tiremos do homem o medo e a esperença e a religião simplesmente deixará de existir...

Enéias Teles Borges

2 comentários:

Patrícia_search disse...

Um professor manifestou dias atrás a sua total falta de fé e de esperança, comentando que não passamos de animais que disputam o mesmo espaço na luta diária. Logo a seguir, perdeu uma parente próxima e ficou tão abalado que nem saía do lugar, em estado de choque.
Pergunto-me o que o confortará nessa hora, a mais difícil de todas.
È importante cre, pois há uma falta de sentido nesse vazio que se instala quando se perde a fe que se chega a beira da loucura.
Se cremos, mal não faremos.

Carlos H. disse...

"Se cremos, mal não faremos".

Depende de como encaramos nossas crenças. Se, com nossas crenças, nos aproximarmos do fanatismo (confundirmos nossas crenças com a Verdade Absoluta) podemos acabar fazendo sim, muito mal, aos demais e a nós mesmos.

Justamente por lidar com nossos medos e esperanças, as crenças religiosas não aceitam ser debatidas ou questionadas. Estamos, no fundo, defendendo aquilo a que nos agarramos quando mais precisamos: "É verdade porque PRECISO que seja verdade".

Ora, querer muito que algo seja verdadeiro não torna aquele algo verdadeiro. Uma visita a um hospício nos lembra isso. A Verdade não se submete ao desejo.

A ausência de valores (niilismo) de fato nos deixa paralizados. Precisamos de valores. Para os religiosos, Deus é a fonte de todos os valores. Para mim, Deus é também um valor. Assim como o humanismo, assim como a bondade, assim como o amor ao próximo. Precisamos de valores. Se Deus é um dos valores que adotamos, seja. Alguns podem adotá-lo, outros não, e a isso só cabe respeitar.

Mas pretender que Deus é a única fonte de todo valor é o tipo de crença que, se nela crermos a ponto de julgarmos quem pensa diferente como alguém desprovido de quaisquer valores (niilista) nossa crença pode fazer sim, muito mal, aos demais e a nós mesmos.

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