quarta-feira, 24 de novembro de 2010

O ateísmo e a injustiça

Muitos criacionistas dizem que a vida terrena é injusta e que a vida eterna corrigirá a injustiça desse existir limitado. Refiro-me aos teístas, que tendem para religiões como o cristianismo (e similares) e que acreditam em outra vida que virá depois dessa. Num caso assim é possível contrapor teísmo e ateísmo? Acredito que não...

Ainda assim existem pessoas que asseveram enxergar injustiça no ateísmo. Motivo? Simples: no ateísmo não há perspectiva para depois dessa vida e, logo, as injustiças desse mundo terrível jamais serão compensadas...

Pensando assim muitos dizem "preferir" o teísmo. Só que há um detalhe: preferir não significa que "assim será". Não adianta muito o acreditar humano, importa, sim, a verdade real e imutável. Qual seria essa verdade?

Enéias Teles Borges

Postagem original: 23/12/2009
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2 comentários:

Carlos H. Barth disse...

A verdade é como água: Não cheira, não tem cor e não tem gosto. Mas dá um banho em qualquer um que tente tê-la toda pra si.

Eduardo Medeiros disse...

A crença pós-morte tanto pode ser terapêutica quanto alienante. Alienante por que faz do aqui e agora somente uma "passagem"; logo, pode haver a tendência de seguir a filosofia de que o mundo "não tem jeito mesmo" então deixa como está. E terapêutica quando se tem a esperança de que apesar do mundo aqui ser como é, o paraíso perdido enfim, será encontrado novamente.

A melhor posição para quem tem fé é mesclar a esperança do porvir com o enganjamento solidário para a costrução de um mundo melhor, apesar de tudo.

E para quem não tem a fé no Porvir, esses mais do que todos, têm que buscar melhorar o mundo, já que este é o único lugar que temos para viver.

um abraço

A alienação já foi bem criticada por Nietzsche e Marx.

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