quarta-feira, 11 de novembro de 2009

FRAGILIDADE HUMANA


Fragilidade humana
Enéias Teles Borges


O apagão que ocorreu na noite de 10/11/2009 desnudou (ou confirmou) a realidade do universo humano. A nossa vida é frágil, a manutenção desse viver é complexa. Basta uma quebra de rotina para a instauração do caos. Quanto mais adentra a modernidade tecnológica, mais o homem se torna dependente. Exemplifico: quando a internet foi disponibilizada para a população? Sabemos que a tecnologia de comunicação, via internet, é nova; diríamos que, de força efetiva, a sua idade não chega aos vinte anos. Notaram como somos dependentes dela?

No que tange à eletricidade a situação chega a ser aterradora! Até mesmo para descobrir que faltava energia em outros lugares, além do nosso bairro, foi “um parto”. Quando recebi uma ligação de um colega da Zona Norte de São Paulo (moro na Zona Sul), perguntando-me se eu estava sem “luz” em casa é que se começou a desnudar o véu. Os celulares não funcionavam e não tínhamos radinho de pilha em casa. Os únicos veículos que estava noticiando eram as emissoras de rádio e de que nos adiantava isso, se tais veículos dependiam de aparelhos tidos como obsoletos?

O caos em São Paulo foi tremendo. Metrô e trens inoperantes, semáforos desligados, escuridão total! Um blecaute assim demonstra o quanto somos amarrados às circunstâncias e como somos lentos na implementação de soluções. Imaginem apagões sendo promovidos por catástrofes naturais ou guerras ao redor do mundo?

O descontrole, no contexto da civilização, reduz esta mesma civilização a um estado horroroso. Algo similar ao “estado de natureza” muitas vezes interpretado à luz do pensamento filosófico. Tal descontrole, que dá origem ao caos, faz cada um “se virar como pode”, reduzindo “ao nada” a civilização aclamada e proclamada nos ditos países modernos.

Surpreendo-me pensando num apagão energético em proporções mundiais. Como o homem se portaria em face duma “escuridão” global - afastado das facilidades (verdadeiras ou supostas?) do mundo hodierno?

Somos frágeis, muito frágeis!
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3 comentários:

Cleiton Heredia disse...

Olha que coincidência! (ultimamente elas tem acontecido comigo com muita frequencia - rs) Acabei de comentar no blog da Edleuza (Entrelinhas) exatamente isto que escreveu.

Quanto a falta do radinho de pilha, basta ir até o carro e ligar o rádio que lá está.

A arte de ter razão disse...

Eu lembrei do rádio de pilha, mas achei melhor continuar na internet, já que tenho Nobreak. Eu sou muito nojento, credo! (rs)

Ebenézer disse...

Já estava com sono, aproveitei para ir dormir (rs).

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