quarta-feira, 4 de junho de 2008

Filosofia e Sociologia - mais...

O tema está repercutindo em suas variadas formas. Não posso deixar de indicar dois comentários para ponderações dos amigos leitores:

1. Comentário de João Carlos Salles: "Um brinde à filosofia".


2. Ponto de vista de José Arthur Giannotti: "triste bobagem".


Fonte: >>Terra Magazine<<

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2 comentários:

Alain François disse...

Triste bobagem é o senhor Gianotti mostrar um desconhecimento tão profundo da realidade. Ele ignora o fato de que, pelo menos nas grandes cidades do Estado de São Paulo, professor bem preparado não tem chance em escola ou colégio público. Mesmo se, espero, esse comentário visa muito mais os formadores do que os professores, os "muito mal formados" poderiam entender essa linda frase como uma ofensa. Aliás, já que os professores não estão à altura, o Sr. J. Serra quer reduzir o piso salarial deles. Quem quer uma educação desta? Os alunos não querem. Os governos concernidos não querem (custa mais do que uma obra pomnposa e forma gente que vai tender a não votar neles). OS diretores de escolas ou colégios não querem. Apenas alguns professores que "foram muito mal formados" e uns idealistas. Ah sim, estava esquecendo, o setor privado também quer. Não, não os professores mal preparados nem os idealistas, mas sim a estrutura pronta, etc., etc., e eventuais subsídios que os atuais governos não dariam as esciloas públicas. Chama-se sucateamento. E o Sr. Gianotti dá corda para isto...
Qual é mesmo o fundamental que se deve enxergar?
Boa noite

Lauro Mesquita disse...

O governo FHC fez algumas poucas coisas boas, mas é desastroso o legado desse focalismo mecânico com o qual os tucanos costumam pensar a educação. Trataram a universidade com tremendo descaso durante oito anos, sob o argumento de que a prioridade era o ensino fundamental -- só para que nos deparemos, agora, com a falta de preparação dos professores do ensino médio, como se biólogos, matemáticos, físicos, geógrafos e historiadores fossem formados em naves espaciais, e não em universidades. É evidente que o problema vem de antes, mas faltou ali uma compreensão dialética da relação entre investimento em ensino básico e investimento em ensino superior; aqui, a diferença entre Fernando Haddad e Paulo Renato é abismal. Por tudo isso, acho lamentável a intervenção de José Arthur Gianotti neste debate. Age como se os garotos não fossem dignos da filosofia. Comporta-se como quem não ama o conhecimento, em profunda traição à própria etimologia da palavra "filosofia".

Esse texto do Idelber Avelar (http://www.idelberavelar.com/archives/2008/06/filosofia_e_sociologia_de_volta_como_materias_obrigatorias_no_ensino_medio.php) diz tudo sobre a bobagem falaa pelo Gianotti.

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