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Convites permanentes à reflexão. Fomento de ponderações racionais construtivas. Textos de Filosofia, Teologia e Direito. Tentativas constantes de análise do mundo sob as perspectivas filosófica e teológica.
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quarta-feira, 20 de novembro de 2013
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
O ateísmo e o freio social
Um argumento forte, utilizado pelos religiosos, é que a prática da religião funciona, no mínimo, como freio social. Em resumidas palavras: não fosse a crença o mundo seria caótico.
É assim mesmo?
Caso concordemos com a afirmativa, o que poderíamos inferir de uma sociedade com forte influência do ateísmo? Que seria a imagem da desordem social?
Obviedade é ver que a religião, servindo-se da promessa do paraíso e da ameaça do inferno, consegue segurar a massa. Claro que nem todos praticam o bem tão somente em razão da esperança e do medo.
O que podemos afirmar, sem qualquer sombra de dúvidas, é que a moral e a ética, presentes entre teístas e ateístas promovem o bem estar social em sua plenitude.
Enéias Teles Borges
domingo, 8 de julho de 2012
O ateu e o pecado
No mundo cristão pecado é transgressão da lei ou de preceito religioso. Neste mesmo mundo, o ateu é aquele que crê na inexistência de deus. A partir destas duas premissas emergem conclusões e quase todas falaciosas.
A principal delas decorre de um raciocínio torpe: o ateu não crê na existência de deus e, por esta razão, não enxerga motivo para cumprir uma lei religiosa. Concluem, portanto, que o ateu é um transgressor por natureza (ou escolha), pois não está sob a lei divina.
Esta forma de raciocinar impregnou o mundo cristão de tal modo que as pessoas sempre veem num ateu a cumplicidade com o erro. Erro, diga-se de passagem, somente enxergado pelo cristão e, segundo ele, ignorado pelo ateu. É razoável supor, dentro deste mesquinho pensamento, que todo ateu é ruim por convicção. Não é de se estranhar a maneira como os menos esclarecidos e os bitolados da fé cega e da faca amolada insurgem-se contra os ateus como se eles conspirassem contra a ordem, a moral e a ética.
Crianças desde o início da vida são induzidas a pensar assim. Tornam-se adultas preconceituosas e colaboram para que esta violência ideológica passe de geração para geração. O ateísmo e o pecado se confundem na mente dos cristãos modernos (como se fossem palavras sinônimas), o que sempre ocorreu no passado...
Hoje eu compreendo isso com mais facilidade. Costumo formular perguntas escolhidas e as dirijo a muitas pessoas que conheço. As respostas são sempre eivadas de preconceitos. Atualmente o preconceito contra o ateu é imenso e absurdo. Os pais cristãos acostumam-se aos casamentos entre pessoas de "raças" e "cores" diferentes. Até mesmo entre pessoas de religiões cristãs diferentes, mas casamento de cristão com ateu? Nem pensar...
Alguém discorda? Faça, de forma bem discreta, umas perguntas bem formuladas para os amigos que conheça de forma amistosa. Verá que estou coberto de razão, infelizmente...
Enéias Teles Borges
Postagem original: 04/06/2010
Enéias Teles Borges
Postagem original: 04/06/2010
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Deus: amor e poder
Existe um argumento, utilizado pelos ateus, que deixa os criacionistas em situação complicada. Refiro-me aos criacionistas judeus, cristãos e muçulmanos. No cristianismo existem doutores da lei que preparam a cabeça dos alunos cristãos, ao longo do ensino médio, nas instituições confessionais, para que tais alunos não caiam nesta armadilha do ateísmo.
Na realidade os ateus se servem de argumentos criacionistas, notadamente dos criacionistas cristãos e basicamente consistem no seguinte:
Os ateus perguntam se Deus é amoroso e ao mesmo tempo onipotente. Aí montam o arrazoado: se Deus é onipotente, por que não evitou o sofrimento do homem? Se Deus podia ter evitado, e não o fez, como podemos dizer que ele é um Deus de amor? Notem que neste argumento ateu, um atributo divino anula o outro.
Obviamente os membros da FCFA (Fe Cega, Faca Amolada), que querem acreditar a todo custo, usam o único argumento que possuem: Deus é onipotente e amoroso ao mesmo tempo, mas decidiu preservar a livre escolha do homem. Convenhamos que tal argumento é fraco, de fato bem pueril. Em resumidas palavras a defesa é a seguinte: Deus poderia ter evitado tal sofrimento, amoroso que é, e gostaria de tê-lo feito, mas como respeita o livre arbítrio humano ele, Deus, permitiu tudo isso de ruim que está em nossa volta.
Quer dizer que amar é isso? Permitir o suicídio da humanidade, sob o argumento do livre arbítrio? Essa é a "fórmula" para conciliar amor e poder?
Quem quiser acreditar desta forma que acredite, mas que não se insurja contra os ateus, alegando fragilidade na armadilha.
Fato: usando a nossa capacidade de racionalizar e de fazer justiça, nós temos que admitir que o argumento criacionista em tela, é vergonhosamente fraco.
Espero que os atuantes membros da FCFA estejam dispostos a me poupar de mais constragimentos decorrentes de argumentos fraquíssimos e que são oriundos do medo da verdade...
Enéias Teles Borges
Teólogo e Advogado
Agnóstico Teísta
sábado, 10 de dezembro de 2011
O ateu, a fé e a obra
O ateu estava observando o religioso que orava diariamente pedindo a deus uma bênção. O que ele queria? Dinheiro! O religioso fervoroso orou durante, dias, semanas, meses e anos e deus não lhe concedeu a bênção: dinheiro! O que fez o religioso? Entrou num banco e promoveu um grande assalto. Agora ele tinha dinheiro, mas não tinha paz. O que fez? Orou a deus pedindo perdão e por fim disse: "deus não me deu dinheiro, mas me deu o perdão. Afinal o que seria da fé (oração) sem as obras (assalto ao banco)?"O ateu continuou observando o religioso e aprendeu que nos contextos da fé cega e da faca amolada é mais fácil perdoar o pecado do que conceder a bênção...
Enéias Teles Borges
Postagem original: 24/08/2009
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
A onisciência e o livre-arbítrio
Rafael Alberto S. d'Aversa
Universidade Federal de Ouro Preto
Universidade Federal de Ouro Preto
Neste ensaio discute-se o problema de saber como pode Deus ser onisciente e os seres humanos terem livre-arbítrio. A posição defendida é a de que se Deus existe, então não sabe nem influencia previamente que escolhas faremos e que, portanto, a sua onisciência não é incompatível com o livre-arbítrio (que neste trabalho é usado como sinônimo de liberdade de escolha). Após esclarecer os conceitos de Deus, presciência, livre-arbítrio e eternidade, apresentarei duas concepções mais fracas de onisciência a fim de mostrar que o fato de Deus saber tudo não afeta nossa liberdade de escolha.
Leia o texto completo em [crítica].
Enéias Teles Borges
Postagem original: 17/07/2009
Leia o texto completo em [crítica].
Enéias Teles Borges
Postagem original: 17/07/2009
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Deus no coração?
Há momentos em que perguntamos: os ateus, que não têm Deus no coração, são mais altruístas que aqueles que dizem ter Deus no centro de suas vidas?
Veja a imagem acima (tecle nela para ampliar) e responda para a sua consciência...
Enéias Teles Borges
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
Religiosos com imensa vantagem...
Os religiosos sempre levam e levarão vantagem. Dizem que há um céu a ser usufruído por toda a eternidade. Os ateus discordam disso. Caso os religiosos tenham razão poderão dizer: "viu só? Eu não disse que seria assim?" Caso os ateus tenham razão, nada poderão dizer (mortos). Até porque não existirá quem possa ouvir. Eis por que a "aposta de Pascal" faz sucesso até hoje.
Enéias Teles Borges
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
O ateísmo, a ilusão e a magia...
O que algumas pessoas precisam entender acerca do ateísmo é que nele não
se acredita na existência de divindade. Não se acredita, também, na
existência de poder espiritual antagônico. Para o ateu não existe deus,
nem existe o diabo. Quando um ateu produz obra boa não é, segundo ele
(ateu), resultado de ação divina. Quando produz algo que é considerado
deletério, o ateu não atribui isso a algum poder oriundo das trevas.
Entender essas premissas não é difícil. Difícil é aceitar. Muitos,
quando muito, apenas toleram. O ateu tem uma vantagem que salta aos
olhos: não sai por aí chamando as pessoas de "filhas do diabo" (nem
filhas de deus). Os ateus não vendem ilusão, ainda que não condenem a
magia que alguns praticam. Magia (crença) que minora a dor neste mundo
hostil. Podem dar valor ao que digo. Não sou ateu. Sou agnóstico teísta...
Enéias Teles Borges
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Pastor evangélico ofende ateus
O Ministério Público Federal entrou com uma ação contra a RedeTV! e a Igreja Internacional da Graça de Deus sob acusação de terem ofendido os ateus. Na ação, a Procuradoria reclama de frase dita pelo pastor João Batista no programa "O Profeta da Nação", exibido no dia 10 de março.
"Quem não acredita em Deus pode ir para bem longe de mim, porque a pessoa chega para esse lado, a pessoa que não acredita em Deus, ela é perigosa. Ela mata, rouba e destrói. O ser humano que não acredita em Deus atrapalha qualquer um", disse o pastor.
Para o procurador Jefferson Aparecido Dias, as declarações ferem a Constituição, que prevê a liberdade de pensamento e de religião. Ele lembra ainda que, apesar de a maioria da população ser cristã, o Estado brasileiro é laico. O Ministério Público pede na Justiça que a emissora e a igreja exibam uma retratação durante o programa e uma explicação sobre a diversidade religiosa. As mensagens devem ter, no mínimo, o dobro do tempo da crítica do pastor
A Procuradoria também quer que o Ministério das Comunicações fiscalize o programa.
A RedeTV! afirmou que não irá se manifestar porque o programa é uma produção independente de responsabilidade da igreja. A emissora ainda diz que não foi comunicada oficialmente da ação.
A Igreja da Graça foi procurada pela reportagem, mas ainda não se pronunciou.
Nota: Concordo com a atitude do Ministério Público. Vale para os dois lados. Ofensas não devem ser toleradas. Algumas entidades religiosas vinculam, de forma equivocada, ética e moralidade com religião, como se fossem dependentes. Erro gravíssimo!
Enéias Teles Borges
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Um ateu praticante...
Do Blogue DEUSILUSÃO
Eu sou ateu. Praticante.
O ateu não é, como muito estupidamente se pensa, aquela pessoa que ‘não acredita em nada’. Eu acredito, sim, em muitas coisas. Uma delas é que um mundo sem religião seria um lugar bem melhor para se viver. As pessoas poderiam muito bem inventar quantos deuses quisessem para adorar, pelos quais estragassem as suas vidas e desperdiçassem o seu tempo. Isso seria problema delas, desde que mantivessem esses hábitos na sua privacidade. Entretanto, a religião é o que faz com que essas ilusões se tornem prejudiciais não só para quem nelas acredita, mas para todos nós.
Você pode querer argumentar que a “sua” religião é uma religião “do bem”, “boazinha”, “não faz mal a ninguém”, isso querendo comparar com, digamos, a religião muçulmana. Mas como você, obviamente, não consegue entender, se a sua religião não é uma das três grandes monoteístas — cristã, judaica e islâmica –, nem a dos mórmons, nem a hindu, nem uma das outras menores, se a “sua” não é uma dessas, é com absoluta certeza uma ramificação de uma delas, ou uma ramificação de uma ramificação, dentre as inúmeras outras que pipocam todo dia no “mercado”, e que você “a escolheu” porque ela serviu em você — como um sapato. Mas, assim como o sapato, a “sua” religião também foi fabricada para suprir uma necessidade sua e gerar renda para o seu fabricante. Você obviamente não tem interesse em enxergar a quantidade de gente que está enriquecendo com isso; mas outras pessoas enxergaram: daí o motivo de tantas “novas” igrejas. A indústria da fé.
Mas o seu argumento continua de pé: sua religião é do bem. Você pode querer dizer que a sua religião não quer dominar o mundo, matar infiéis, impor à força o seu Deus, governar o país, etc. Você pode dizer, por exemplo, que não pertence à fé cristã, que ceifou milhões — milhões — de vidas humanas ao longo da História pela fogueira, pela tortura, pela espada, pelas guerras e por aí afora. Mas o que você também não entende, e talvez mesmo não queira entender, é que ela só não fez isso tudo porque nunca teve o poder para isso. Nunca teve, ou não tem “ainda”.
Esse blog foi concebido não só para expressar algumas das minhas opiniões sobre Deus, religião, fé, ateísmo e tal. Eu pretendo convidar pessoas religiosas para lerem os meus textos e darem suas opiniões. Não farei isso na intenção de que se tornem ateias, de que aceitem a minha visão do mundo, mas, sim, com o tentador convite para que me convençam de suas crenças e derrubem as minhas, e que possam, com isso (quem sabe?), “salvar a minha alma”.
Um outro motivo para a criação do blog é a minha própria proteção. É mais seguro defender minhas opiniões daqui. Um ateu dificilmente conservaria todos os dentes na boca caso se atrevesse a usar o mesmo expediente de pregar em praça pública as suas convicções, tal como o crente faz. Não é nada fácil imaginar que um grupo de ateus seria capaz de se reunir e agredir um pregador que estivesse divulgando as suas crenças num local público. Entretanto, seria exatamente isso o que se poderia esperar dos religiosos se fosse um ateu o orador. Por isso eu prefiro a relativa segurança da web à insegurança do púlpito. Eu considero as pessoas religiosas tão inofensivas quanto um bêbado dirigindo uma escavadeira. Ou segurando um revólver. Um ateu covarde, vivo e “praticante” é infinitamente mais útil do que um ateu valente e morto. Nós, ateus, não precisamos de mártires.
Eu “criei” esse blog em 3 passos. Levou apenas 6 minutos. No 7º eu descansei.
Autor: Valmidênio Barros do Blogue DEUSILUSÃO.
Nota: Um dos melhores blogues da internet brasileira. Impossível ler os textos e deixar de imaginar uma mente inteligente por trás.
Enéias Teles Borges
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
O ateu não é bom?
O pai, homem religioso, em conversa com o filho, ainda criança, disse:
- O que faz o homem ser bom é a presença de Deus no coração. O ateu não crê na existência de Deus, logo não o tem no coração. O ateu não é bom...
O tempo passou a criança cresceu e, na condição de adolescente, conheceu muitas pessoas. Inclusive ateias. Notou que os ateus não diferiam muito dos religiosos. Um dia disse isso ao pai e ouviu como resposta:
- Quando o ateu faz algo bom é porque Deus o está usando como objeto. Nem mesmo o ateu se dá conta disso. O ateu definitivamente não é bom. As boas obras que ele pratica não vêm dele, mas da ação de Deus, sem a sua consciência.
O filho resolveu não discutir com o pai. Não adiantava muito dar murro em ponta de faca.
Enéias Teles Borges
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
A inteligência e a fidelidade sexual
Um estudo, no mínimo curioso, sugere que os homens mais inteligentes tendem à fidelidade, isto é: quanto mais baixo o QI, maior a tendência para a infidelidade. O mesmo estudo concluiu que o liberalismo político e o ateísmo são características dos mais capacitados. Mais: o estudo sugere que tudo isso é sinal da evolução da espécie.
Esse estudo será, obviamente, recusado (em parte) pelos criacionistas radicais. Os cristãos certamente concordarão com a conclusão inteligência x fidelidade. Aceitar que o ateu é mais inteligente? Jamais!
Reportagem completa no Universo Online.
Enéias Teles Borges
Postagem original: 01/03/2010
Deus está morto?
A revista Galileu, num texto de Cássio Starling, chama a atenção do leitor para o surgimento de um novo “kit” ateu, que vem sob o título de neoateísmo. A argumentação é escudada numa lógica simples e de difícil refutação. Os ataques são fulminantes (isso não quer dizer que estão repletos de razão), conforme texto exemplificativo:
"Sugiro que 1 bilhão de cristãos se juntem para rezar por um, apenas um, amputado. Peçam para que o membro perdido volte a crescer. Impossível? Isso ocorre diariamente com as salamandras, sem que, presumivelmente, nenhum pastor reze para que aconteça." Essa ideia é uma amostra do terreno lógico sobre o qual se alicerça o mais recente ataque a Deus. Seu autor, o ensaísta norte-americano Sam Harris, estudou filosofia em Stanford e conclui um doutorado em neurociência sobre como o cérebro lida com a crença. Isso deu a ele a base necessária para que escrevesse A Morte da Fé - Religião, Terror e o Futuro da Razão, livro que chega agora ao Brasil pela Companhia das Letras (Revista Galileu).
Nota: É mais uma batalha que leva na direção do nada! Os argumentos utilizados pelos neoateus têm o mesmo efeito dos argumentos dos criacionistas, pois são argumentos surrados contra argumentos igualmente surrados. Os ateus divertem-se sugerindo que os criacionistas são bobos e os criacionistas cristãos, citando a Bíblia, repetem o milenar discurso que afirma: “disse o louco no seu coração, não há Deus”. Neste embate, cujo troféu será o nada, todos perdem. O que emerge? A intolerância, que antes era exclusividade quase total dos criacionistas, conseguiu novo aliado: os neoateus! É lamentável!
Quem ganha mais com isso? Aquele que investe neste tipo de aventura! Imaginem quantos livros e revistas são comprados por partidários dos dois lados! Aquele que escreve ganha! Aquele que refuta, não o faz de graça! Na guerra entre teístas e ateístas a massa perde, mas sempre existe a minoria que aufere resultados: a que vê em tudo isso uma fonte de comércio eterno! Querem ter uma idéia do que acabei de digitar? Basta seguir o link abaixo. Convém ler todo o conteúdo. Depois eu sugiro que você, leitor amigo, pare e pense: quem ganha? Quem perde? Vale mesmo seguir por essa trilha?
Enéias Teles Borges
Postagem original: 17/11/2009
domingo, 7 de agosto de 2011
O leproso e o ateu
Nos antigos tempos bíblicos os leprosos eram mantidos fora do arraial. Todos deles. Medo de contrair a temida doença.
Nos tempos atuais os ateus são tratados como leprosos. Todos se afastam deles, como se fossem doentes.
Nos tempos antigos era importante evitar o leproso porque havia real possibilidade de contrair a doença. O povo temia a doença, mas não odiava os leprosos.
Nos tempos atuais o criacionista se afasta do ateu por medo e por preconceito. O povo religioso teme o ateísmo e odeia os ateus.
Importante saber que ateísmo não é doença. E mais: fica muito feio para o povo que se diz de fé e paz odiar quem pensa de forma divergente.
O sonho do criacionista, em sua maioria, é o de pisar no ateu, como se este fosse um pequeno ser humano...
Enéias Teles Borges
domingo, 31 de julho de 2011
O homem e o sentido da vida
Existe um sentido para a vida humana ou tal sentido é uma busca desesperada feita pelo homem? A grande questão é: existe um propósito para a humanidade ou a humanidade busca um propósito por não aceitar a ausência de sentido (propósito)?O ateu entende, de forma pura e simples, que a vida tem começo, meio e fim. (lembram-se daquela definição pueril de árvore: “a árvore é um ser vivo que nasce, cresce e morre...”?) Simplesmente assim! Como a vida surgiu? Ele acredita que não é resultante de um propósito, afinal divindades não existem. Não há que se falar em criador e criatura. Para o ateu a vida tem algum sentido? O que seria sentido neste caso?
É confusão permanente acreditar que a vida só tem sentido quando ligada ao dueto criador e criatura. Sentido só existiria (para muitos) no caso de haver algo para além do túmulo. É claro que existem criacionistas que acalentam convicção de que o criador parou por aí mesmo: apenas criou...
Não é certo pensar que para o ateu não existe sentido para a vida humana. Existe um sentido diferente daquele advogado pelos criacionistas. A própria preservação da vida, até o ponto possível, é motivo para lhe dar um sentido (seria mesmo “sentido”?). O senso de fraternidade em favor da raça humana, por si só, é um nobre sentido. Mesmo o ateu acreditando que não houve criação específica como creem, em especial, os cristãos, ele (o ateu) não busca sentido para a vida. Bem diferente disso: ele, quem sabe, tenta dar sentido à vida...
Não estaria aí um esplêndido diferencial? Enquanto os criacionistas buscam sentido para a vida, o ateu não estaria tentando, simplesmente, outorgar sentido à vida que lhe veio, sabe-se lá de qual forma?
Deixarei o assunto, como sempre, “em aberto”, pois pretendo (sempre) refletir mais um pouco. Concentrar-me-ei no parágrafo acima.
Enéias Teles Borges
Postagem original: 19/10/2009
terça-feira, 26 de julho de 2011
Ateísmo e teísmo: lucro ou prejuízo?
Existe uma diferença significativa entre “perder” e “deixar de ganhar”. Perdedor é aquele que, tendo a propriedade de algo, por qualquer motivo deixa de ser o dono. Deixar de ganhar é diferente pois ainda não existe a propriedade, que poderia ser conseguida ou não.Partindo desta premissa volto ao assunto ateísmo e teísmo. O teísta que crê num deus pessoal entende que possui a salvação em mãos, pois o mérito foi alcançado pelo salvador pessoal que morreu por ele na cruz. O que pode ocorrer a este religioso? Perder aquilo que possui de forma graciosa.
E no que diz respeito ao ateu? Ele não acredita na possibilidade de existência de um deus pessoal e, logo, não acredita na possibilidade de salvação pelos méritos de um ser que deu a vida em seu lugar.
Quem perde e quem deixa de ganhar? Há mesmo o que perder? Existe o “deixar de ganhar”?
Mais uma vez a situação do ateu nos parece mais confortável. Vejamos: no caso da existência de um deus pessoal o que o ateu perde? Nada! Ele apenas deixaria de ganhar o que sequer acreditava existir. Ainda lhe restaria um consolo: sendo esse deus pessoal um ser de extrema justiça poderia, inclusive, levá-lo para o lar eterno. Afinal o ateu cresceu sob o julgo de uma lei moral que ele desconhecia ou cria não existir, correto?
O religioso, porém, vive uma situação complicada. Vejamos: existindo o deus pessoal ele, o religioso, teria que viver à altura da expectativa do deus pessoal, aceitando-o e permitindo que ele realize o “querer e o efetuar” na sua vida de crente. Por outro lado existe a possibilidade de tudo não passar de uma ficção, isto é, não existindo um deus pessoal, certo? O religioso teria imensa decepção ou, caso tenha morrido, jamais ressuscitaria...
Em resumo:
O ateu tem a chance de conviver com o lucro pois nada tem a perder e se ele, o ateu, não for detentor da verdade ainda poderá contar com a justiça e amor do deus que ele não conheceu ou reconheceu. Caso o deus de amor não lhe dê o paraíso o que mudaria para ele, que sempre acreditou na impossibilidade de salvação?
O mesmo não ocorre com o teísta que acredita na existência de um ser pessoal. Ele pode ser salvo ou se perder, junto com muitos, no caso da existência desse ser. E ainda conta com uma agravante: no caso da inexistência desse ser ele morreria e seria “fim” eterno, conforme hoje acredita o ateu.
O ateu está preparado para o fim e aceitará de bom grado o que lhe vier de graça. E o religioso? Está preparado para a decepção? Quem hoje pode dizer que convive com o lucro ou com o prejuízo? O ateu ou o teísta?
Enéias Teles Borges
Postagem original: 02/09/2009
sexta-feira, 22 de julho de 2011
O filósofo Pondé, o Ateísmo e o Teísmo
A revista Veja da semana passada (13/7) publicou entrevista interessante com o filósofo Luiz Felipe Pondé, de 52 anos. Responsável por uma coluna semanal na Folha de S. Paulo e autor de livros, Pondé costuma criticar certezas e lugares-comuns bem estabelecidos entre seus pares. Professor da Faap e da PUC, em São Paulo, o filósofo também é estudioso de teologia e considera o ateísmo filosoficamente raso, mas não é seguidor de nenhuma religião em particular. Pondé diz que “a esquerda é menos completa como ferramenta cultural para produzir uma visão de si mesma. A espiritualidade de esquerda é rasa. Aloca toda a responsabilidade do mal fora de você: o mal está na classe social, no capital, no estado, na elite. Isso infantiliza o ser humano. Ninguém sai de um jantar inteligente para se olhar no espelho e ver um demônio. Não: todos se veem como heróis que estão salvando o mundo por andar de bicicleta”. Sobre sexo, ele diz: “Eu considero a revolução sexual um dos maiores engodos da história recente. Criou uma dimensão de indústria, no sentido da quantidade, das relações sexuais – mas na maioria elas são muito ruins, porque as pessoas são complicadas.”
Recomendo a leitura de todo o texto em Criacionismo.
Nota: Como sabem eu sou agnóstico teísta. Fiz faculdade de Teologia e sou de tradição cristã conservadora. Migrei para o agnosticismo. Os argumentos contemporâneos do cristianismo colaboraram para isso. Eu precisaria fazer uma releitura do Criacionismo Cristão. Ocorre que isso é muito difícil. Nos tempos atuais existe o exercício permanente da má-fé. Como reestudar se tudo o que havia de original foi mexido por descuito, culpa ou dolo? A mudança de pensamento de Pondé me estimula a continuar tentando...
Recomendo a leitura de todo o texto em Criacionismo.
Nota: Como sabem eu sou agnóstico teísta. Fiz faculdade de Teologia e sou de tradição cristã conservadora. Migrei para o agnosticismo. Os argumentos contemporâneos do cristianismo colaboraram para isso. Eu precisaria fazer uma releitura do Criacionismo Cristão. Ocorre que isso é muito difícil. Nos tempos atuais existe o exercício permanente da má-fé. Como reestudar se tudo o que havia de original foi mexido por descuito, culpa ou dolo? A mudança de pensamento de Pondé me estimula a continuar tentando...
Enéias Teles Borges
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Homem, um delirante?
Quando o livro "Deus, um delírio" explodiu no mercado, escandalizando uns e abrindo os olhos de outros, eu me perguntei: "deus é um delírio ou o homem é um ser delirante?" Pergunto porque penso de forma bem simples: deus será um delírio (ou não) se o homem, ser pensante, levá-lo em consideração. Fica sempre aquele eterno questionamento: deus criador ou é criatura? Desta questão surge outra: deus é um delírio humano ou o homem é um ser delirante e por delirar delira sobre divindade?
Não é uma pergunta que carece de resposta bem ponderada?
O homem pensa em divindade porque isso lhe é inerente ou, por necessidade de querer viver "eternamente" inventa deus?
O que me dizem?
Enéias Teles Borges
Postagem original: 17/12/2009domingo, 3 de julho de 2011
A Bíblia cumpre qualquer propósito...
"Lida propriamente, a Bíblia é a força mais potente para o ateísmo jamais concebida”. (Isaac Asimov)
Nota: Quando a Bíblia é lida com objetivo específico, ela cumpre o propósito almejado. Serve para aumentar a fé e serve também para promover o ateísmo. Quando lida de forma sem preconceitos ela é vista como um livro antigo, que veio de diversas fontes e merece respeito. Para o que estiver disposto a distorcer os fatos ali contidos será fácil provar ou negar a existência de Deus. A Bíblia sempre trará a mensagem que a pessoa quiser. Reitero: trará qualquer mensagem que a pessoa quiser. O que é errado: o “estudioso” afirmar que as suas conclusões a respeito da Bíblia são as únicas que podem ser consideradas verdadeiras...
Fonte: Ateísmo x Teísmo.
Fonte: Ateísmo x Teísmo.
Enéias Teles Borges
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