
Enéias Teles Borges
A crise, aquela que o presidente insinuou que chegaria ao Brasil como uma marola, parece estar apenas no começo. Os esforços têm sido insuficientes para conter a onda de furor na economia mundial. A situação das empresas (nos Estados Unidos) quando exposta trás calafrios ao mercado derrubando as bolsas mundiais. As novidades ruins são diárias e sem fim. O que mais incomoda é a oscilação. As notícias desagradáveis deveriam vir de uma só vez, acabando com a angústia.
Está difícil fazer um prognóstico para 2009. Não há definição da base. Sabe-se que existem ruínas, mas não foi possível dimensionar a quantidade de destroços. Sem esse parecer fica impossível traçar metas e cumprir planos.
A classe média brasileira experimentará maiores dificuldades em 2009. A recessão está tomando o rumo dos empregos, da saúde e ao que tudo indica chegará à educação pública. O que dizer das escolas e hospitais particulares? Como será possível manter planos de saúde e mensalidades escolares?
A pergunta que precisamos nos fazer é simples: estamos atentos e nos preparando para a “onda de choque” que virá? Continua aparentando, para o Brasil, que aqui, de fato, não chegará um tsunami, mas é cristalino que não será uma marola.
É momento de repensar orçamentos domésticos e reelaborar momentos de lazer. Dinheiro bom é aquele que fica disponível e longe de especulações. Investimento bom é o antecipar de pagamentos e compromissos evitando endividamento. A receita é simples e precisa ser utilizada.
Entrementes é importante que nos conscientizemos: é muita gente e pouco solo. Muita boca e pouco pão. Muita tristeza e pouco sorriso. Não é pessimismo, trata-se de realismo.
A análise objetiva da realidade nos prepara sempre: para o sorriso na vitória e para a tristeza na derrota. A realidade pode nos privar da alegre surpresa positiva e também nos alertará com muita antecedência da horrenda surpresa negativa.
Acerca das as coisas ruins é melhor saber antes, não é?
Bom dia!
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Um comentário:
Boas dicas de finanças domésticas.
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