
Com boa vontade poderemos dizer que esse substantivo feminino é um comentário divertido, feito a respeito de alguém ou de algo. Que sacanagem poderia ser um ato praticado contra alguém, podendo ser um gracejo e mesmo uma tentativa de ludibriar.
Sem boa vontade poderia ser dito que sacanagem é um ato de maldade, perversidade e deslealdade. Exagerando um pouco seria possível inferir que um sacana é aquele que tem procedimento próprio de um devasso, espertalhão ou trocista.
Para aqueles que vêem a perversão sexual em quase tudo que se fala e se ouve, a sacanagem pode ser retratada como um ato imoral (libidinoso), uma libertinagem; uma transgressão das regras elementares no campo das práticas sexuais. A sacanagem pode ser descrita (até) como a masturbação.
Os ingênuos ou aqueles que se insurgem contra a malícia generalizada empurrariam o assunto para a rubica da culinária e diriam que a sacanagem é apenas um acepipe de pedaços de salsicha, queijo, pimentão e outros aperitivos espetados num palito.
Como podem observar a palavra sacanagem tem variantes que podem ser usadas conforme o gosto de quem pratica, fala e ouve.
No caso do pronunciamento do Presidente, no dia 12 de maio de 2008, o que ele quis dizer? Certamente que providências precisam ser tomadas para impedir que pessoas usem o cartão corporativo de forma malandra, isto é, de forma sacana.
Simples de entender, difícil de aceitar. Mesmo sabendo que nosso Presidente não é um homem de “muitas letras” não ficou bem para a sua imagem. Mesmo admitindo que não houve intenção torpe em suas palavras, não ficou bem para o que se espera do representante máximo da Nação.
Que o uso do cartão corporativo tem sido mais uma vergonha nacional não há menor dúvida. Assim como ninguém duvida de que o nosso Presidente poderia e deveria escolher melhor as suas palavras.
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Um comentário:
Esperar que o nosso digníssimo Presidente da República seja polido é o mesmo que esperar colher uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos.
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