sábado, 25 de julho de 2009

Só Deus poderia provar a sua existência

Acho interessante a maneira como os teístas se debatem na ânsia por estabelecer provas (evidências, argumentos) que consubstanciem a existência de um Deus pessoal (um Deus que se preocupa com cada um de nós em particular).

Porém, a Bíblia apresenta uma argumentação que eu considero bem interessante. No livro de Juízes existe um relato da forma como o pai de Gideão, Joás, argumentou com aqueles que queriam matar seu filho por este ter derrubado o altar de Baal:

"Vocês estão defendendo Baal? Quem o defender será morto antes do amanhecer. Se Baal é Deus, que ele mesmo se defenda. O altar dele é que foi derrubado. Daquele dia em diante, Gideão passou a ser chamado de Jerubaal, pois Joás havia dito: Que Baal mesmo se defenda. O altar dele é que foi derrubado." (Juízes 6:31-32).
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Leia o texto completo em [saber, saúde e virtude].
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sexta-feira, 24 de julho de 2009

QUEM VERDADEIRAMENTE MORREU NA CRUZ?

Grécia, 1939. Um trem de carga parte de Salônica em direção aos Alpes italianos. Em um dos seus vagões viaja um precioso cofre, contendo documentos que divulgados despedaçariam o mundo cristão, lançando religião contra religião numa cruel guerra santa. Dias depois, membros da poderosa família Fontini-Cristi são brutalmente assassinados em Lago de Como, Itália, exceto Vitório, que ao escutar do pai maribundo as enigmáticas palavras "Champoluc...Zurique é Champoluc...Zurique é o Rio..." torna-se o alvo mortal de Hitler, Churchill, Mussolini e do próprio Vaticano.

Acabei de ler este livro e alguns pontos são realmente reflexivos. Entre eles algo sugerido: o de que aquele homem crucificado na cruz não era Jesus e sim um criminoso que teria sido colocado na prisão em substituição ao verdadeiro Cristo. Tudo por iniciativa de três discípulos que não concordaram com o objetivo de Jesus de morrer pela humanidade. Outro ponto: a trama gira em torno de uma "negativa" de Pedro que, na véspera de sua morte, teria deixado um pergaminho contando a "verdadeira versão dos fatos ocorridos naquele passado que deu origem ao cristianismo".

Recomendo a leitura.
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quinta-feira, 23 de julho de 2009

Homossexualimo é doença?

O Conselho Federal de Psicologia está estudando se cassa ou não o registro profissional de Rozângela Alves Justino, psicóloga que encara a homossexualidade como doença e oferece terapias de conversão a clientes que buscam esse tipo de tratamento. A decisão do Conselho Federal de Psicologia será dada no dia 31 próximo. Se o resgistro da psicóloga for cassado, será a primeira decisão do tipo no Brasil.

O Conselho proíbe há 10 anos que psicólogos tratem a homossexualidade como doença passível de cura.

A referida psicóloga que agora será julgada afirma que ter "atendido e curado centenas" de pacientes gays em 21 anos de atividades. Para ela, a homossexualidade é doença e causada "porque (os homossexuais) foram abusados na infância e na adolescência e sentiram prazer nisso". Rozangela é evangélica e orienta seus pacientes a buscarem orientação na igreja. A cassação de Rozângela foi pedida por associações gays e endossada por 71 psicólogos.

Fonte: [suporte 25horas].
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quarta-feira, 22 de julho de 2009

A GRIPE SUÍNA

A gripe suína refere-se à gripe causada pelas estirpes de vírus da gripe, chamadas vírus da gripe suína, que habitualmente infectam porcos, onde são endêmicas. Em 2009 todas estas estirpes são encontradas no vírus da gripe C e nos subtipos do vírus da gripe A conhecidos como H1N1, H1N2, H3N1 H3N2 e H2N3 (wikipédia).

Não quero me ater à questão técnica, mas à preocupação que invade o Brasil diante das muitas notícias dando conta de que pessoas estão infectadas, pessoas estão morrendo e que a população está ficando cada dia mais preocupada. Vacina? Promessa para o inverno de 2010.

Ninguém deve, neste momento, postar-se como profeta apocalíptico, mas é importante prestar atenção ao que acontece em volta. Será possível manter um controle sobre este vírus? Prendê-lo sem permitir que aumente o seu percentual de ofensividade?

Sabemos que o Brasil é referência neste tipo de controle de doenças. Podem dizer o que quiserem, mas neste campo o Brasil é referência. Mesmo assim: estamos preparados? Venho colocando postagens no Twitter, atualizando as mortes... Cada instante venho notando o aumento e a proximidade do dela, a famigerada gripe suína...

Faz pouco tempo conversei com uma médica e ela me disse que sua irmã, que também é médica, trabalha diretamente com pessoas suspeitas de estarem com a doença. Está sendo muito difícil atender a todas. Não importa se é ou não um alarme falso. É necessário verificar e não está sendo fácil obter os resultados dos exames em tempo hábil.

Até que ponto irá esta situação? Aguardemos...
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terça-feira, 21 de julho de 2009

Crítica ao Design Inteligente - hiena malhada

A sociedade da hiena malhada é matriarcal, ou seja, a alcatéia é liderada por uma fêmea alfa, coisa incomum entre mamíferos. E nessa espécie, obviamente, as fêmeas são maiores e mais agressivas do que os machos.


A agressividade natural das hienas e a masculinização das fêmeas se deve ao alto nível de androgênios (hormônios responsáveis pelas características masculinas). Acontece que o alto nível desses hormônios faz com que o clitóris nas fêmeas seja tão grande quanto o pênis dos machos, e é por aí, pela via clitoridiana, que nascem as crias. Mas essa anatomia clitoridiana dificulta grandemente o nascimento dos filhotes, aumentando consideravelmente a dor e a mortandade de mães e filhos durante o parto.


Que tipo de Projetista Inteligente idealizaria isso? Um sádico?


Assim, a anatomia do órgão reprodutor da fêmea da hiena malhada é mais uma evidência a favor da teoria evolucionista, que remete ao acaso e a seleção natural as características que mais contribuem para a sobrevivência de uma espécie.


O leitor pode estar pensando que essa afirmação é uma contradição, já que a reprodução desse animal é prejudicada pelas características anatômicas da fêmea, contudo, na natureza existem compensações – a força bruta e a organização social são algumas delas no caso da hiena malhada – que de alguma forma propiciam sua sobrevivência no ambiente da savana africana.

Fonte: [a arte de ter razão].

Nota: Recomendo a leitura do texto, no blogue indicado. Recomendo, ainda, a leitura constante dos textos publicados no blogue, por seu editor, Ricardo Cluk.

Enéias Teles Borges
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segunda-feira, 20 de julho de 2009

PARABÉNS PARA NÓS!

Enéias Teles Borges


Data importante na vida do casal Graciane e Enéias. Em 20 de julho de 1986 nós fizemos votos numa cerimônia religiosa e selamos nosso casamento. São 23 anos de vida: juntos, com lutas e perseverança. Nada temos no passado que gostaríamos de mudar. Tudo contribuiu de uma forma ou de outra. Destacamos as duas filhas que temos: uma com 19 e a outra com 16 anos. São a nossa herança!


Num mundo tão conturbado é maravilhoso poder comemorar mais de duas décadas de união.


Parabéns para nós! Salve 20 de julho!
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sábado, 18 de julho de 2009

COMO PODE UM PEIXE VIVO VIVER FORA DA ÁGUA FRIA?

Um dia desses ouvi um criacionista, que procurava avacalhar o evolucionismo, dizer que segundo a teoria da evolução os seres unicelulares surgiram primeiro. Depois esses seres unicelulares evoluíram para seres invertebrados marinhos, que por sua vez se transformaram em peixes, que posteriormente vieram para a terra seca, e ao invés de morrerem asfixiados como todo peixe fora d'água, deram origem aos répteis...
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Leia o texto completo teclando em [a arte de ter razão].
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quinta-feira, 16 de julho de 2009

O QUE FAZER COM ESSE MEU EGOÍSMO?

A vida tem que fazer sentido. Não posso ser produto do acaso. Meu cérebro – tão complexo e poderoso – não pode ter sido elaborado por combinações aleatórias ao longo de milhões de anos. Definitivamente, não! Tem que existir um artífice que agiu, movido por um belo propósito. Logo, a descoberta desse propósito e o entendimento, ainda que parcial, das intenções desse ser criador pode e deve dar sentido à minha vida. Então, devo buscar por esse criador. Ele existe sim e, em sendo inteligente, deve ser também inteligível. Talvez até me tenha criado exatamente para isso: para procurá-lo, encontrá-lo e, quiçá, estabelecer com ele uma relação familiar na qual lhe serei como filho e ele me será como pai... Não sei por que esse suposto ser criador desejaria estabelecer comigo tal relação, mas não quero e nem posso pensar nisso agora. Tenho outra questão mais importante e já priorizada a ser tratada: encontrar-me com ele o quanto antes e conhecê-lo bem. Não reside nessa busca e nesse encontro o sentido de minha existência?
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Leia o texto completo em [de texto em texto].
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quarta-feira, 15 de julho de 2009

POR QUE DEUS NÃO VAI EMBORA? - MAIS...

Um caçador, não muito experiente, mas já com alguma história para contar, encontra-se perdido selva adentro. Enquanto caminha em busca de uma saída, ele ouve um barulho não causado por seus passos, mas também semelhantes ao que ele mesmo produz quando pisa em folhas secas. Ele pára imediatamente e sua mente focaliza uma única questão: Qual seria a origem do ruído?

Dúvida em momentos como esse pode ser fatal. Por saber disso, o cérebro do caçador põe-se a especular acerca das possibilidades, e a matéria prima deste ato é a memória do próprio caçador, que tem sua situação atual comparada à inúmeras outras experiências passadas. Experiências estas que demostram o fato de que, muitas vezes, um barulho como este em plena selva, representa perigo oriundo do mais temido predador local: a onça.
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Texto completo: [leite com manga faz mal!].
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segunda-feira, 13 de julho de 2009

Por que Deus não vai embora?

A neurocientista Jill Bolte Taylor tem uma história que é, no mínimo, peculiar. Sobrevivente de um derrame cerebral que afetou seriamente seu hemisfério esquerdo, relata o decorrer dessa experiência no livro "A cientista que curou seu próprio cérebro".

Quando do derrame, Jill foi afetada justamente nas áreas cerebrais responsáveis pela delimitação física do corpo. As mesmas áreas monitoradas pelo SPECT nos monges tibetanos e nas freiras franciscanas (veja a parte 1 desta série) ganhando uma sensação quase indescritível de unidade e conexão com um Todo maior, um Infinito, uma espécie de Nirvana, ou ainda, uma conexão direta com Deus. Tanto que, afirma ela em determinadas partes do livro, para que ela pudesse ser curada, o primeiro desafio foi querer ser curada, tal era a paz experimentada por ela naquele estado, com seu ego e percepção de si parcialmente destruídos.
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Leia o texto completo em [leite com manga faz mal!].
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domingo, 12 de julho de 2009

MAS... QUEM CUIDARÁ DAS LAGARTAS?

A última quinta-feira, feriado em São Paulo, assisti a um documentário na TV sobre as belezas e encantos naturais do Parque do Iguaçu. Água em abundância, cachoeiras exuberantes, floresta majestosa, fauna riquíssima e turistas boquiabertos. E não é pra menos. O cenário é grandioso, imponente, paradisíaco, de tirar o fôlego e despertar em qualquer um suspiros de admiração.
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Leia o texto completo teclando em [de texto em texto].
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A lei da selva

Certa vez, durante uma viagem de carro a Foz do Iguaçu, minha esposa resolveu me provocar dizendo que a floresta à margem da estrada era uma linda obra das mãos de Deus. Uma amostra do seu bom gosto. Retruquei dizendo que uma floresta é como um restaurante self service, onde o mais forte escolhe qual dos mais fracos vai ser o prato principal.

Leia o texto completo teclando em [a arte de ter razão].

Enéias Teles Borges

domingo, 5 de julho de 2009

Gays nascem gays?


No mundo gay há a defesa da ideia de que pessoas nascem homossexuais. Isso é comprovado pela ciência? É o homossexualismo determinado geneticamente? Ou será uma escolha de comportamento decidida ao longo dos anos, especialmente na infância e adolescência? Existe um "gen gay"?
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Texto completo em [criacionismo]
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quarta-feira, 24 de junho de 2009

CIÊNCIA E RELIGIÃO - FACETA

Cientistas descobrem vestígios da mais jovem supernova

Da Agência Estado
Em São Paulo

Pesquisadores americanos e britânicos ligados ao Observatório Chandra de Raios-X, da Nasa, e ao Observatório Nacional de Radioastronomia dos EUA anunciaram, ontem, a descoberta de vestígios da mais jovem supernova já encontrada na Via-Láctea.

Supernovas são explosões de estrelas de massa muito maior que a do Sol. Quando ocorrem, podem brilhar mais que uma galáxia inteira, e deixam para trás nuvens de destroços que continuam a emitir radiação, os chamados remanescentes de supernova. São as supernovas que lançam ao espaço os elementos químicos mais pesados, como ferro e cálcio, que depois poderão entrar na composição de novas estrelas, de planetas e de seres vivos.

Chamado G1.9+0.3 e localizado a 2.600 anos-luz da Terra, perto do núcleo da galáxia, esse remanescente de 140 anos representa a primeira das supernovas "perdidas" da Via-Láctea a ser encontrada. "Normalmente, quando se observam outras galáxias, vemos que galáxias espirais, como a nossa, deveriam ter uma supernova a cada 50 ou 100 anos", explica o astrofísico do Observatório Nacional Ramiro De La Reza, ao comentar a descoberta. "Mas as últimas supernovas ocorridas na Via-Láctea e vistas da Terra foram a de Kepler, em 1604, e a de Tycho, em 1572". Já o remanescente de supernova mais jovem conhecido dentro da Via-Láctea, antes da descoberta de G1.9+0.3, era Cassiopéia A, que tem 330 anos.

"Se a taxa de supernovas estiver correta, deveria haver remanescentes de cerca de dez explosões mais jovens que Cassiopéia A", disse um dos descobridores de G1.9+0.3, David Green, da Universidade de Cambridge. "É ótimo finalmente achar uma delas." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: [UOL]


Nota do Editor: sempre que um assunto desse vem à baila surge uma discussão de caráter religioso. A questão do pecado na terra e a sua origem no Céu. A obra do Criador antes e depois do pecado adentrar no Universo. Deus continuou a sua obra de criação? Caso contrário o que é isso? Degradação? Notícia como essa nos faz repensar as explicações teológicas ouvidas de nossos pais. Há uma necessidade premente de conciliação do pensamento religioso conservador com a realidade demonstrada permanentemente pela Ciência.
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Postagem original: 16/05/2008.
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quinta-feira, 18 de junho de 2009

Eterna insatisfação...

A insatisfação do ser humano pode ser mensurada e de forma individualizada? Cada pessoa pode verificar se é ou não realizada com o que efetivamente é ou deixa de ser? É comum ouvir um indivíduo analisar um outro e sentir vontade de estar no lugar daquele. O rico que vê na riqueza um fardo pode, muito bem, almejar o sossego do pobre. Sossego? É isso mesmo. A tendência normal de cada um é dimensionar em alto grau o seu problema e minimizar o dos outros. O que temos? Eternos insatisfeitos, que se esquecendo das virtudes do viver, concentram-se nas vicissitudes da vida e ficam sempre desejando ter a vida de outra pessoa.

Há que se entender bem: como os defeitos dos outros são minimizados e as virtudes aumentadas a impressão que fica, numa observação turva, é que os outros sempre têm uma vida melhor que a nossa. Afinal tendemos a quantificar as coisas e projetar, em nossa vida, o que é ruim para cima e o que é bom para baixo.

Machado de Assis, gigante da literatura brasileira, chamou isso, poeticamente de circulo vicioso e concebeu um poema assim:

Circulo Vicioso

Bailando no ar, gemia inquieto vagalume:
- Quem me dera que eu fosse aquela loura estrela.
Que arde no eterno azul, como uma eterna vela!
Mas a estrela, fitando a lua, com ciúme:

- Pudesse eu copiar-te o transparente lume,
Que, da grega coluna à gótica janela,
Contemplou, suspirosa, a fronte amada e bela...
Mas a lua, fitando o sol com azedume:

- Mísera! Tivesse eu aquela enorme, aquela
Claridade imortal, que toda a luz resume!
Mas o sol, inclinando a rútila capela:

- Pesa-me esta brilhante auréola de nume...
Enfara-me esta azul e desmedida umbela...
Por que não nasci eu um simples vagalume?
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Postagem original: 20/05/2008.
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quarta-feira, 17 de junho de 2009

O dinheiro e o divertimento

Um conhecido meu tem uma explicação para o sucesso dos portugueses que no Brasil dedicam-se à padaria: “os portugueses padeiros são ricos porque trabalham demais e não têm tempo para gastar o dinheiro”.

Essa combinação de acumular e não gastar lembra um pouco o gibi “Tio Patinhas”, mas isso é expressão da verdade?

Uma vez fui assistir a um jogo de futebol no Morumbi, em 1998, quando o Botafogo venceu o São Paulo por 3X2 em partida válida pelo Torneio Rio - São Paulo. A torcida carioca era pequena e gostava de provocar. Cantava: “paulista tem dinheiro (trabalha muito) e carioca tem mulher (praia...)”. Verdade?

Poderíamos dizer que o motivo principal da acumulação de riqueza é o trabalho conjugado com a ausência de divertimento?

Eis aí algo a ser considerado. Existem pessoas que são ricas ou ficam ricas trabalhando pouco. Por que são geniais? Tiveram a sorte grande?

A experiência, no entanto, tem demonstrado que a chance de sobreviver aumenta, na proporção em que se trabalha cada vez mais. Refiro-me à rotina da maioria do povo. Não me refiro à acumulação de recursos e sim e tão somente à sobrevivência.

Hoje mesmo eu assisti a uma reportagem que tratava da luta diária de pessoas na capital paulista e em especial o sofrimento no trânsito - dentro de ônibus e do metrô.

Uma entrevistada levou duas horas e meia para chegar ao trabalho. Tudo isso depois de tomar uma lotação, metrô, outro ônibus e andar um bom trecho. No final ela diz: “temos que cumprir essa rotina sempre, para defender o pão de cada dia”.

Enquanto alguns acumulam dinheiro porque não têm tempo para gastar outros acumulam trabalho e cansaço e não têm dinheiro para gastar.

Uns poucos felizardos acumulam dinheiro e “curtem” a vida.

Injustiça da vida? Quem disse que a vida é justa?

Enéias Teles Borges
Publicação original: 15/05/2008

terça-feira, 16 de junho de 2009

VERGONHA DE TER MEDO?

De tanto conviver com as mazelas do mundo o ser humano vai se acostumando e chega ao ponto de não mais se assustar com a escalada do caos.

Hoje a manchete (que está se tornando comum) diz respeito a mais um acontecimento horrendo promovido por forças naturais. Refiro-me ao terremoto na China que ocasionou o falecimento de milhares de pessoas. Notem que falo de milhares de pessoas! Enfatizo: os corpos são contados aos milhares!

Qualquer explicação, vinda de evolucionistas ou de criacionistas, deveria causar pavor. O evolucionista poderia dizer muito, inclusive alegar que por mais bizarro que isso possa parecer é natural que ocorra. Quer seja por culpa do próprio homem, quer seja por qualquer outra razão. O criacionista poderia, igualmente, dizer muito, inclusive proclamar em alta voz que é chegada a hora do juízo. Não importa qual seja o motivo suscitado, o pior, em tese, ainda está por vir.

Mesmo assim e a despeito dos alarmistas de plantão, atuando a todo vapor, a humanidade vai se acostumando com o caos. Tsunamis? Vendavais? Furacões? Milhares de mortes? Tudo, absolutamente tudo, está entrando para a rotina e sendo olhado com absurda indiferença. Não se trata exatamente de descaso, mas de indiferença. Está acontecendo com tanta freqüência que o homem está se acostumando (ou adaptando).

Quando as pessoas estão acomodadas em berço esplêndido já é desagradável. E a acomodação no berço do caos?

Parafraseando Rui Barbosa eu até diria: de tanto ver a catástrofe cair sobre a terra o homem está perdendo o senso do perigo e até sentindo vergonha de ter medo.
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Postagem original: 12/05/2008.
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sexta-feira, 5 de junho de 2009

O martelo e o prego

Nesta última sexta feira, recebi um grande amigo em minha casa. Ele reparou no livro que estou lendo atualmente. Chama-se "O espírito da filosofia oriental", de Huberto Rohden, filósofo e educador brasileiro.

Ao passar os olhos rapidamente pela capa do livro, questionou-me:

- Você está lendo sobre espiritismo?

Recomendo a leitura completa do texto, teclando em [leite com manga faz mal!].
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terça-feira, 2 de junho de 2009

O dilúvio bíblico e a microevolução das espécies


De acordo com a cronologia bíblica um dilúvio universal desceu sobre a terra uns 1600 anos após a criação do mundo. E o nosso planeta, de acordo com essa mesma cronologia, tem aproximadamente 6000 anos de idade, portanto, o dilúvio bíblico ocorreu há uns 4400 anos, ou seja, por volta do ano 2400 a.C.

Para ler o texto completo, gentilmente cedido pelo editor do blog, basta teclar em [a arte de ter razão].

Enéias Teles Borges

segunda-feira, 1 de junho de 2009

QUANDO CRISTO VOLTAR VOCÊ VAI PAGAR!

No princípio era assim: acima de tudo e de todos estava Deus. Com Sua barba longa, cabelos brancos, corpo roliço e barriga avantajada, lembrava-me o bom e velho Papai Noel. Passava a maior parte do tempo acomodado em Seu enorme trono, em divino e santo ócio. Às vezes bocejava. Eu imaginava que, quando lúcido, Suas atitudes se assemelhassem às de meu avô, um velhinho bonachão e divertido que gostava de contar histórias exageradas. E pouco abaixo dEle estavam seus dois filhos, Jesus e Cristo, aos quais Ele delegara a missão de cuidar do Universo.
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Para ler o texto, gentilmente cedido pelo editor do blog, basta teclar em [de texto em texto].
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quinta-feira, 28 de maio de 2009

CONSELHO AOS CONSELHEIROS


Uma das virtudes humanas que mais me gera admiração é a capacidade de ouvir. Ouvir com empatia. Ouvir pura e simples. Abrir mão de sua vida e de seus problemas para, por alguns momentos, ouvir o desabafo de outro. Infelizmente, essa capacidade me parece estar cada vez mais escassa. Em toda minha vida, não me lembro de ter encontrado mais do que quatro ou cinco pessoas detentoras dessa virtude que tanto admiro.
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Para ler o texto completo basta teclar em: [leite com manga faz mal].
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quarta-feira, 27 de maio de 2009

Por que as pessoas mentem?

A pergunta acima foi feita por minha filha, então com cinco anos. Naquele ano de 1989 em virtude de uma análise do calendário judaico, que segundo os alarmistas, apontava para seis mil anos (vida na terra) e imaginava-se que num determinado dia daquele ano o mundo, como conhecemos, teria seu fim. Até as emissoras de rádio e de televisão aconselharam os pais: deveriam ficar com os filhos naquele dia, para que eles não sentissem medo daquilo tudo. Era mais uma “profecia” louca!

Lembro-me que no dia fatídico eu fiquei com a minha filha mais nova. Dizendo que era tudo bobagem. À noite permaneci ao seu lado até que dormisse. Dormiu com medo. Tinha ouvido de muita gente essa “profecia” e com a idade que tinha viveu momentos de terror.

Na manhã seguinte, quando ela acordou, eu lhe disse: “viu? O mundo não acabou!”

Ela olhou para mim e perguntou: “pai, por que as pessoas mentem?”

Eu levei algum tempo para explicar a diferença entre profecia equivocada ou precipitada e a mentira.

Ela aceitou minha explicação, confiando na minha condição de pai. Mas ficou inconformada com o ocorrido. Tinha sofrido tanto por algo difundido por fanáticos irresponsáveis!

É importante atentar para as centenas de “profecias” à disposição no “mercado da fé”.

A visita de Bento XVI aos Estados Unidos já promoveu muitas análises especulativas. Seriam mentirosas? Verdadeiras? Profecias expostas precipitadamente?

Não sei.

Mas insisto: vamos ler, ouvir e só falar depois...

Nota atual do Editor: o papa esteve nos EUA e como devem notar "tudo continua como dantes na casa do Abrantes..."

Postagem anterior: 16/04/2008.
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terça-feira, 26 de maio de 2009

UM POR TODOS E TODOS POR UM

A família, mesmo aquela tida como tradicional, anda padecendo. É conseqüência dos males hodiernos. As redefinições dos procedimentos cotidianos têm contribuído para um novo tipo de relacionamento familiar. É necessário repensar a forma como a convivência entre os membros de uma família deve ser em face do quadro atual.

Continua sendo preponderante a máxima dos mosqueteiros do rei: “um por todos e todos por um”. A maneira como isso dever ser aplicado é bem singular. Cada membro da família ponderará acerca da causa e efeito dentro de casa. Antes de qualquer atitude pensar: “o que isso afetará a minha família”? É bem por aí mesmo! A família passa a ser esse “um”. A paráfrase é simples: “a família por todos e todos pela família”.

O egoísmo e o egocentrismo precisam ser erradicados do lar. A conscientização deverá ser centrada na família. No bem-estar coletivo familiar. Parece óbvio? Simples demais?

Observem os pequenos acontecimentos diários: lar da classe média, um carro com o pai e o outro com a mãe. Filhos que se deslocam para as escolas em lotação escolar ou ônibus de rotina. Compromissos que forçam membros da família a quebrar a rotina e com isso suprir essa mudança promovida por um.

Imaginem mais: isso acontecendo todo dia!

É na análise dos pequenos acontecimentos que a família vai criando a sua rotina. Essa rotina não será, necessariamente, parecida com a do vizinho ou com a do melhor amigo. Cada família tem a sua característica. Cada célula tem formas diferentes de tocar a vida. Cada dia é diferente na vida de uma família, comparado com a de outro núcleo.

O que não se pode exigir é resultado igual entre famílias quando as rotinas são diferentes.

Os membros de uma família precisam pensar primeiro no bem estar da sua casa. Nada de olhar sobre os muros do vizinho. Não é momento de criticar, pois cada “um é cada um” e também não é hora de ajudar. Como alguém pode ajudar se ainda não se colocou devidamente no novo contexto? Um cego guiando outro?

Frisa-se que as alegrias e mazelas do dia-a-dia afetam a todos e em todos os contextos: do trabalho, social e religioso.

Eis porque as pessoas devem olhar com simpatia para os que estão do seu lado. Não se sabe a luta travada pelas famílias desse mundão afora.

Talvez aí esteja o grande testemunho que cada um pode dar: a família pelos membros e os membros pela família. Somente depois desse passo, que deve ser o primeiro e o fundamento, será possível contribuir como uma bênção social.

Vivemos num momento em que um bom exemplo dado pela família vale muito mais do que muitas ações tidas como meritórias.
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Postagem original: 18/04/2008.
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quinta-feira, 21 de maio de 2009

Azeitando o sapo

Para os que conhecem a capital paulista será fácil entender meu trajeto. Na quinta-feira, 03/04/2008, eu saí do Fórum Criminal Federal, na Alameda Ministro Rocha Azevedo e andei pela Avenida Paulista, passando na frente do vão do MASP e entrei no metrô. Fiz baldeação saindo dessa linha verde e passando para a azul na estação Paraíso. Eu tinha como destino a estação Sé.

Dentro do metrô, linha azul, eu vi. Era um garoto com cerca de seis anos. Estava numa cadeira de rodas. O metrô cheio. Ele usava roupa típica para a sua idade. Óculos “fundo de garrafa” e um olhar triste. Muito triste. Ele estava pensando, queixo sobre as mãos. Era desagradável vê-lo assim. Possivelmente pensava na rotina que vivia todo dia. Não podia viver como as demais crianças.

Eu não conseguia deixar de olhar para o garoto.

Vi mais: a mãe! Ela tinha uma aparência que transmitia cansaço. Que loucura deve ser a vida daquela mulher! O que ela precisava dizer sempre ao filho, motivando-o? Sabe-se lá o quê!

De repente ela olhou para o filho, e estendeu a mão. Os dedos entre os cabelos do garoto e um olhar cálido. Aquele mesmo de uma verdadeira mãe. Fiquei comovido e ao mesmo tempo tomado por um sentimento inexplicável de plena incapacidade.

Meu Deus e os excluídos?

Eles desceram na estação Sé. Seguiram na direção imutável da rotina que lhes é peculiar. Eu também desci e dei seqüência à minha vida. Vida?

Meus amigos, a vida é bela? É feia?

Ultimamente tenho me motivado por contraste ou algo assim. Contemplo o meu viver e sei que muitos estão em situação bem pior. Com isso eu me julgo proibido de lamentar da vida. Penso assim: “poderia ser pior...”

A que ponto chega o homem! Engolir um “sapo” e dizer algo mais ou menos dessa forma: “pelo menos o sapo que eu engoli estava azeitado e desceu com menos dificuldade; pior seria engolir o sapo seco, dilacerando a garganta”.

Meu Deus e os excluídos?

Talvez aí esteja o real enfoque dos promotores da alienação em massa. Sempre contrastar os momentos de uns com os de outros em situação pior, induzindo aqueles ao agradecimento. “Graças a Deus, poderia ser pior”. Seria uma motivação correta? Seria o azeite no sapo?

Não julgo, mas vejo. Não avalio, mas enxergo. A vida real é dura e não nos permite o uso permanente de paliativos. Como diriam alguns: “um dia a casa cairá”. O uso constante desses paliativos alienantes nos impede de lutar pela sobrevivência real.

A vida é dura, mas pelo menos estamos vivos. Que tal essa? É necessário lutar nesta vida, lembrando-se sempre que a vida é eterna. Eterna enquanto dure. Essa foi boa?

Para os que precisam “azeitar o sapo” eu informo que existem vários tipos de azeite. Mas aquele considerado como o mais eficaz é o famoso AZEITE RELIGIÃO.
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Postado anteriormente no dia 05/04/2008.
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segunda-feira, 18 de maio de 2009

A TAL LIBERDADE...

Estive em Tremembé, cidade que fica pertinho de Taubaté. Motivo: exercer parte amarga de minha profissão - visitar um preso. É atividade que devo desempenhar com galhardia, mas confesso que não é muito fácil. Procurei seguir a rotina básica, saindo de São Paulo logo cedo e encarando a estrada. Das nove às onze horas eu fiquei no parlatório ouvido e falando, ouvindo e instruindo, ouvindo e pensando. E pensando no valor da liberdade...

Ali no presídio tudo é precioso. Uma carta que é recebida, uma visita de parente e até mesmo a presença do advogado. Sim, do advogado!

Penso que só há algo que pode sobrepujar a prisão do corpo. Somente a prisão da mente pode suplantar essa impossibilidade para ir e vir.

Um diferencial marcante que me faz refletir: as pessoas num presídio só podem sair após cumprimento da pena, indulto ou qualquer ato jurídico similar.

As pessoas que têm as mentes presas até poderiam exercer a liberdade. Muitas não fazem porque não sabem. Não sabem que estão presas. Cativas da alienação. Outras, num permanente estado de fuga, usam a prisão da mente, num exercício espontâneo de venda do livre pensar.

Enquanto o presidiário é cercado de muros e telhado o alienado permite a existência de muros e tetos virtuais. O preso físico estima a liberdade. A mente enclausurada não tem idéia do que seja tal estima.

Voltei de Tremembé pensando nisso. Que podemos, sim, alçar vôo! Num céu de brigadeiro dar asas à imaginação. É a tal liberdade...
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Postado anteriormente no dia 01/04/2008.
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quarta-feira, 13 de maio de 2009

FORMANDO ESTEREÓTIPOS

Por que muitas vezes os evangélicos são ridicularizados? Será que existe uma disposição crescente para tal situação? Será que algumas pessoas, mesmo que sem tal propósito, têm colaborado para a formação dos estereótipos como aquele apresentado numa novela da TV Globo?

Às vezes eu tenho reparado no comportamento de alguns prosélitos que se sentem na obrigação de conduzir as pessoas “ao verdadeiro caminho”. Impressiona-me a convicção que todos eles têm de que estão na luz e que as demais pessoas precisam sair das trevas. Vale dizer que qualquer pessoa que não comungue da mesma fé deles está envolto na escuridão.

Quero exemplificar narrando um episódio ao qual presenciei, faz pouco tempo, no meu local de trabalho. Lá milita um senhor que está sempre “testemunhando”. E na maioria das vezes criticando o comportamento das demais pessoas.

Numa segunda feira estávamos falando de futebol. Comentando os resultados da rodada que tinha se encerrado no domingo. Alguém olhou para esse fiel e perguntou: “para qual time você torce?”. Eis que de forma firme, mostrando que falava em nome de Deus, respondeu: “torço para dois times que são Santos do Senhor e Botafogo no Capeta”.

E aí como é que fica? O que dizer depois de uma resposta dessa? Podem ter certeza de que ele se sentiu com a missão cumprida. Testemunhou perante várias pessoas...

Talvez aí resida parte do problema, o da criação dos estereótipos. O povo (incluindo a Globo) aumenta, mas não inventa.

Concluo chamando a sua atenção para isso. A mídia televisiva muitas vezes atua como um caricaturista, destacando aquilo que mais chama a atenção.

Convenhamos: a televisão exagera, mas a fonte de inspiração está bem aqui, do nosso lado...
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Publicado anteriormente no dia 24/03/2008.
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terça-feira, 12 de maio de 2009

Medo de mudar?

Vanderlei Luxemburgo é o atual técnico do Palmeiras. É um dos melhores treinadores de futebol do Brasil. Alguns o consideram o melhor. Não importa muito isso agora. Fato é que, volta e meia, ele vem com uma frase, que muitos detestam, mas que tem lá o seu sentido: “o medo de perder tira a vontade de ganhar”. É assim que ele cativa seus jogadores sugerindo que a melhor defesa é o ataque.

O que podemos aproveitar disso para refletir um pouco?

Vivemos num momento histórico em que é impossível ter certeza de que o caminho que percorremos é o correto. Na educação dos filhos, no trabalho, na escola (...). Parece-nos que os ensinamentos que recebemos estão obsoletos (não me refiro aos princípios fundamentais inerentes). As mensagens que ouvimos e os conselhos que são ministrados parecem subprodutos de um mundo virtual, parecido com aquele do filme MATRIX.

É aí que parafraseio a assertiva do Luxemburgo: “o medo da mudar tira a vontade de investir”.

É por aí mesmo! A mesmice tem incomodado, mas o medo da mudança de paradigma tem efetivado nas pessoas um comportamento estático. Basta uma observação atenta. Mesmo sentindo que o caminho trilhado no momento não parece ser o ideal as pessoas instam em permanecer nele. Vêem na dúvida um benefício. Na dúvida, não se muda. Isso é bom? Ruim?

Não tenho certeza de que é ruim ou bom. Mas na dúvida busco uma alternativa. Prefiro errar em busca de mudança a errar por não me mover.

Vale a pena pensar assim?
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Postagem original: 22/03/2008.
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segunda-feira, 11 de maio de 2009

Exploração do lenocínio?

Cresce no Brasil um clamor em torno da exploração do lenocínio. O termo lenocínio é entendido de forma bem objetiva: “ação de explorar, estimular ou favorecer o comércio carnal ilícito, ou induzir ou constranger alguém à sua prática” (dicionário Houaiss). Expressar "exploração do lenocínio" parece redundante, mas é como tem sido apreendido no cotidiano.

Sabemos que a prostituição no Brasil não é crime. Nada impede a pessoa de oferecer esse tipo de serviço personalizado e auferir recursos. O problema é que terceiros (não é de hoje) exploram essa atividade, tornando-a um comércio que não fica adstrito apenas às pessoas que se prostituem por dinheiro.

A questão que fica clara é simples. Inúmeros fatores impedem a ação da Justiça no combate ao lenocínio. É necessário, de certa forma, proteger quem optou por esse tipo de vida profissional. Pode até parecer imoral para muitos, mas é fato que essa atividade está aí, bem visível.

Com a falta de controle legal, as casas de prostituição funcionam de forma clandestina e longe do alcance da lei. A falta dessa vigilância impede a implementação de alguns controles fundamentais e entre eles o suporte da saúde pública.

A pergunta que emerge: permitir essa exploração seria uma forma de minorar o problema? Caso as casas sejam “legalizadas” não seria mais fácil fiscalizar? Não seria possível tributar essa atividade econômica gigantesca? Isso mesmo! Tributar! Parece absurdo, mas a atividade econômica pressupõe relação com o poder arrecadador.

Imagino que estejamos perto deste tipo de ação.

Observem que o argumento, de que a prostituição no Brasil é um caso de “saúde pública”, é passo inicial para a legalização dessa atividade e aí não veríamos mais o lenocínio como crime.

O que seria pior: ficar como está ou dar esse passo? Permitir a exploração e conseqüente vigilância da lei?

Não estamos falando de banimento do problema e sim da opção pelo mal menor.

Não faço juízo de valor, apenas me atenho a fatos concretos.

Teorizar sobre esse tema é fácil. Difícil é apresentar solução eficaz e sem demagogia.

Bom assunto para se pensar e fugir um pouco da alienação que insta em bater à porta...
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Postado originalmente no dia 11/03/2008.
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quinta-feira, 7 de maio de 2009

UMA PROFESSORA JUSTA

Imaginem uma dedicada professora que se encontrava observando seus alunos no intervalo das aulas.

De repente começou uma confusão. Os alunos falavam alto, cada um tentava se sobrepor aos demais. Uma confusão enorme.

A educadora notou que não havia discussão entre um grupo e outro (não eram duas facções). Eram todos contra todos. Cada um por si. Isso a surpreendeu.

Gritou e todos pararam. Perguntou: o que se passa? Quero ouvir as explicações!

Os alunos correram em sua direção e aqueles que estavam mais próximos chegaram primeiro. Foi organizada uma fila indiana.

Ela quis saber do primeiro o que sucedia. Observou que cada um dos alunos tinha uma versão diferente para o assunto em tela.

O primeiro falou com tanto brilhantismo que ela quase se convenceu de que ele estava certo, mas resolveu ouvir todos! Questão de justiça!

O segundo foi tão consistente no arrazoado que ela ficou com dúvida entre os pontos asseverados pelos dois primeiros.

Com o terceiro a situação se agravou. E foi ouvindo e se assustando. Todos pareciam estar corretos. Fez questão de colher o depoimento de cada um e no final não conseguiu saber quem estava certo ou errado. Cada cabeça possuía uma versão que parecia ser a correta.

Acalmou os alunos, expôs seu ponto de vista e disse que não reunia condições de fazer justiça. A seu modo cada aluno detinha certa razão ou todos (todos mesmo) estavam equivocados.

Voltando para casa ela se viu a refletir. Como aquilo era possível? Uma questão aparentemente simples e definitiva tinha muitas variantes interpretativas. Isso se passou entre pequenos alunos de uma humilde escola do interior.

Eis que ela se apavorou! Não seria assim na vida?

Quantas vezes ela, uma professora, tinha ouvido todas as versões a respeito de qualquer assunto? Como ela tinha chegado às suas conclusões políticas? E as filosóficas? O que dizer de suas convicções religiosas?

Sentiu-se uma pessoa injusta. Como seria possível afirmar que estava correta em suas convicções pessoais se não tinha ouvido todas as versões?

Lembrou-se que firmara seu pensamento político com base no que ouvira do seu pai e sem contestar. Filosofia? A mesma coisa. Teve ótimos professores, mas que só lhe mostraram um lado da moeda.

E a sua religião? Foi fácil concluir que o que professava era oriundo de uma tradição que lhe fora repassada por seus pais. Em outras palavras: aceitou a versão de quem chegou primeiro. Sem ouvir o segundo, o terceiro...

Que loucura!

Foi assim que a professora começou a fazer justiça no presente, corrigindo o passado. Despiu-se de preconceitos e foi ouvir as versões dos demais.

Questão de justiça! Honestidade! Coerência!

Será que essa ilustração serve para nós? Por que somos assim? Somos resultado de uma visão ampla da vida? Seríamos fruto da tradição que nos chegou em primeiro lugar?

Essas perguntas inquietantes sempre querem nos lembrar: somos convictos ou alienados?
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Publicação original: 07/03/2008.
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segunda-feira, 4 de maio de 2009

CLIMA DE MONTANHA - II

Clima de montanha - II
Enéias Teles Borges


Aproveitamos (minha esposa e eu) o feriado prolongado de primeiro de maio para retornar à montanha. Desta feita fomos ao Distrito de Monte Verde, Camanducaia, nas Minas Gerais. Ficamos hospedados numa pousada (chalés) que fica perto (cerca de 10 km) de Monte Verde. Green Moutains Hotel (http://www.greenhotel.com.br/). Mais uma vez pudemos comprovar: ainda existem lugares, nas proximidades dos grandes centros, que nos permitem apreciar a paisagem, o clima e o silêncio.

Recomendo aos amigos leitores. Trata-se de uma pousada simples e agradável. Chalés confortáveis com aquecimento a gás, café da manhã e preços honestos. A cidade, então, é um convite ao bem-estar. Ligeiramente mais fria que Campos do Jordão, Monte Verde é um paraíso para quem gosta de ecoturismo, alimentação salutar, clima de montanha e roupas de lã, malhas e casacos. É possível esquecer que existe um mundo caótico logo embaixo.

Fiquei me perguntando se conseguiria morar num lugar assim. Pesando na balança Campos do Jordão acaba sendo melhor. Está perto do litoral e de uma cidade com maior estrutura (Taubaté). Monte Verde serve mais para quem quer se isolar da agitação dos grandes centros. É um lugar que facilita a própria preservação.

Hoje, segunda-feira, eu estou de volta à labuta. O dia está curto para tudo o que será necessário fazer. Vencido o mês de abril com o famigerado imposto de renda, maio se apresenta pedindo compensação para o restante da rotina.

Estamos prontos? Acredito que sim e em especial depois do descanso no paraíso conhecido como Monte Verde.

Bom dia Brasil!
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