
Enéias Teles Borges
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Durante o período em que cursei Direito tive um amigo muito religioso e que se congregava numa igreja pentecostal. Trata-se de um excelente ser humano que ao longo do curso portou-se de forma ilibada. Bom aluno, bom colega e atualmente sabe-se que é trabalhador e ótimo chefe de família.
Com o tempo ele tomou ciência de minha formação cristã tradicional. Poucas vezes falamos de religião. No quinto e último ano da faculdade ele “sentiu” que era chegada a hora de trazer a mim a “verdadeira mensagem”.
Disse que tinha me observado durante todo o período (elogiou-me) e afirmou que só algo me faltava: aceitar a verdadeira luz.
Devo confessar que sou escolado neste tipo de conversa. Já ouvi muito disso. Vi, inclusive, gente de minha agremiação religiosa dizer algo parecido (ou mais forte) para as pessoas de outras denominações cristãs.
Resolvi não polemizar e dizer-lhe simplesmente que nós tínhamos maturidade suficiente para entender que o proselitismo, no nosso caso, não se aplicava. Ele não deixaria a igreja dele e eu não deixaria a minha. Motivo: sempre é assim – cada um acha que a verdade é patrimônio exclusivo da instituição à qual é vinculado.
Ele me olhou fixamente e me disse uma frase: “só que tem um detalhe: muitos acham que têm a verdade, mas eu sei que somente nós (igreja dele) temos a verdade.”
Fantástico! Até nisto todos são iguais! Todos ouvem a conversa dos outros, dão atenção e, no final, pensam ou dizem: “só que eles estão enganados, a verdade está conosco”.
O que dizer? Arrogância conjugada com ingenuidade? Apenas arrogância? Ingenuidade?
Eu sempre pergunto aos religiosos que tentam travar discussão comigo: o que significa um só rebanho e um só pastor? É claro que já sei a resposta: eles fazem parte deste único rebanho (igreja deles) e aquele “um só pastor”, obviamente é o pastor interpretado por eles.
Que maravilha! Ou seria loucura?
O que você acha?
Com o tempo ele tomou ciência de minha formação cristã tradicional. Poucas vezes falamos de religião. No quinto e último ano da faculdade ele “sentiu” que era chegada a hora de trazer a mim a “verdadeira mensagem”.
Disse que tinha me observado durante todo o período (elogiou-me) e afirmou que só algo me faltava: aceitar a verdadeira luz.
Devo confessar que sou escolado neste tipo de conversa. Já ouvi muito disso. Vi, inclusive, gente de minha agremiação religiosa dizer algo parecido (ou mais forte) para as pessoas de outras denominações cristãs.
Resolvi não polemizar e dizer-lhe simplesmente que nós tínhamos maturidade suficiente para entender que o proselitismo, no nosso caso, não se aplicava. Ele não deixaria a igreja dele e eu não deixaria a minha. Motivo: sempre é assim – cada um acha que a verdade é patrimônio exclusivo da instituição à qual é vinculado.
Ele me olhou fixamente e me disse uma frase: “só que tem um detalhe: muitos acham que têm a verdade, mas eu sei que somente nós (igreja dele) temos a verdade.”
Fantástico! Até nisto todos são iguais! Todos ouvem a conversa dos outros, dão atenção e, no final, pensam ou dizem: “só que eles estão enganados, a verdade está conosco”.
O que dizer? Arrogância conjugada com ingenuidade? Apenas arrogância? Ingenuidade?
Eu sempre pergunto aos religiosos que tentam travar discussão comigo: o que significa um só rebanho e um só pastor? É claro que já sei a resposta: eles fazem parte deste único rebanho (igreja deles) e aquele “um só pastor”, obviamente é o pastor interpretado por eles.
Que maravilha! Ou seria loucura?
O que você acha?
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Originalmente postado em 14/02/2008.
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