quarta-feira, 14 de maio de 2014

A finitude assusta e cria mitos



O homem caminha por uma estrada e deseja que ela não tenha fim. Quando vai envelhecendo nota que a estrada vai se tornando íngreme e sinuosa. No final se dá conta que há um fim. Diante dela surge uma montanha inexpugnável. Tal elevação se chama morte. O medo do fim é tão grande e tão antigo que deu origem aos milhares de mitos existentes. Os mitos dizem que a estrada continua, mas em outro estágio. Na nova etapa haverá vida eterna. Vida em abundância. Medo gera o mito. Sempre foi assim. Assim será até que todos os racionais terrestres cheguem ao verdadeiro final da estrada.

Enéias Teles Borges

terça-feira, 13 de maio de 2014

Medo do Mundo Real?



Eis um medo que em nada ajuda. Não modifica o estado das coisas. Não altera o mundo para melhor ou para pior. Não transforma sonhos em realidades. Não torna o deserto num lago esplendoroso. Estamos no Mundo Real, que nos foi dado por Um Ser ou pelas Circunstâncias. Trata-se de um mundo real, duro e massacrante. Recusá-lo nada adianta. Ele é assim mesmo. Nu e cru. Ainda que nos pareça uma linda paisagem...

Enéias Teles Borges

Eu também sonho...




Sou um sonhador. Só que um sonhador que se confronta cada manhã com as circunstâncias amaras. Amargas porque são reais. Queria que meus desejos fossem reflexos da realidade. De qualquer sorte eu penso: viver já é muito. Diante das imensas possiblidades de inexistência, o existir é algo fabuloso! O que vem depois é lucro. Vivemos para notar quão complexa e efêmera é a vida humana. Observar o quanto o homem deseja viver para sempre e num mundo utópico. Como seria maravilhoso! Bastaria ser real.

Enéias Teles Borges

O caminho para o Paraíso...

Já me ocorreu que o caminho para o Paraíso é simplesmente o caminho para o fim. Sim, o fim da vida. Depois do jornadear por um mundo vil, tenebroso, repleto de armadilhas e frustrações. Precisamos ter consciência de que só damos o devido valor a alguma coisa quando podemos comparar com outra. O inexistir não seria paradisíaco quando comparado com esta efemeridade sofrível da nossa vida? Sair deste viver horripilante não seria o essencial caminho para o Paraíso?

Enéias Teles Borges

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Nosso caminho deserto. Nossa vida...

A sensação que temos é que caminhamos sozinhos na vida. Ninguém nasceu em nosso lugar e ninguém morrerá em nosso lugar. Bem ou mal nós vivemos nossa vida, entre o nascer e o morrer. Por mais que nos digam que não estamos sozinhos, não devemos acreditar nisso. Podemos partilhar uma coisa ou outra ou até muitas coisas com muitas pessoas. Partilhar não é o mesmo que substituir ou viver no nosso lugar.

Somos solitários. Exclusivos ao nascer, viver e morrer. Esse é o nosso caminho deserto.

(etb)

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Nada fomos, nada somos e nada seremos...



Nada do que se acredita é possível ser comprovado. Absolutamente nada! Nossa geração vai passar crendo numa coisa ou outra. Ambas sem provas. Ateísmo e Teísmo não possuem respostas. A ciência humana está no comecinho e a religião parou no tempo.

O ser humano, se depender de si, está perdido.

A não ser que os alienígenas (divinos ou não), se é que existem, venham nos dar uma mão.

O que sei é todos nós morreremos. De velhice ou não. Todos nós morreremos.

Sabem qual a diferença? Alguns morrerão com esperança e outros não. Nada mais do que a esperança como diferencial.

No fundo sabemos que voltaremos ao nada. Falta coragem, à humanidade como um todo, assumir que é nada.

Não condeno quem tem esperança. Eu já tive. Era bom. Hoje sei que não é real. Se existe um Ser Supremo ele não é um Ser Pessoal.

Olhemos em volta. A prova está ao nosso lado. Está em nós. Mal nascemos e iniciamos a contagem regressiva para a morte...

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