sexta-feira, 16 de março de 2012

Estelionato da fé

A Revista Exame em sua última edição, de novembro de 2009, traz na capa a chamada “Até onde ele vai”, trata da expansão do Grupo Pão de Açúcar, tendo a frente do conselho de administração Abílio Diniz. Em 1959, há aproximadamente 50 anos, Valentim Diniz, com a ajuda de seu filho mais velho, Abílio então com 19 anos, inaugura o Supermercado Pão de Açúcar; primeira das diversas lojas que estariam por vir. No fim do ano passado, após seis meses da aquisição do Ponto Frio, o grupo anunciou a compra das Casas Bahia, com o negócio, passará a contar com 1.807 lojas, em 14 estados e no Distrito Federal, e faturamento de cerca de R$ 40 bi. Segundo a consultoria Economática, com o novo faturamento, o Pão de Açúcar saltará de 13º para a terceira maior empresa privada de capital aberto do país, atrás somente da Vale e Gerdau.

Fundado em 1977, um empreendimento religioso se tornou o terceiro maior grupo pentecostal do Brasil e está presente em mais de 170 países. Com apenas oito anos de fundação, a igreja dispunha de 195 templos em 14 estados brasileiros e no Distrito Federal. Em 2009, trinta anos após sua fundação, a instituição possuía no Brasil mais de quatro mil templos e oito milhões de fiéis.

Embora não seja considerada, pelas demais denominações como Igreja Evangélica, diz-se evangélica, e, segundo a Receita Federal, a igreja arrecada aproximadamente R$ 1,4 bilhão por ano de dízimos.

Se comparado ao Grupo Pão de Açúcar o empreendimento religioso parece dar um show de versatilidade e “competência”, além de ter tido um crescimento vertiginoso em quase a metade do tempo do Pão de Açúcar, oferta um único produto, “A Teoria da Prosperidade”, com uma destreza impressionante. Porém deve-se perceber que não há a menor condição de comparar a sagacidade e habilidade de um dos maiores empresários do Brasil, Abílio Diniz, com quem se utiliza de estratégias de mercado nefastas, segundo alguns, um verdadeiro 'estelionato da fé'.

A instituição religiosa possui na mídia escrita, dois jornais e uma revista de tiragem mensal. No Brasil, possui, ainda, uma rede nacional de rádios, em FM, e, várias emissoras locais, em AM e FM, e o controle da segunda maior associação brasileira de emissoras de rádios e TVs. A instituição é dona de uma gravadora, uma editora e gráfica, dentre outras empresas dos mais variados segmentos, fundou até mesmo, seu próprio partido político. Também possui redes de rádio e TV pelo mundo.

O Código Penal define estelionato, no artigo 171, com o seguinte texto: “Obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento”. Pena que tais práticas, na maioria das vezes, lesam cidadãos com pouca instrução, órfãos do Estado.

A fé remove montanhas, a falta de fé constrói palácios!

quinta-feira, 8 de março de 2012

Saída à francesa, qual a origem da expressão?

Qual é a origem da expressão "saída à francesa"? 

(Cristina Ferraz de Souza, Diadema, SP)

Ninguém sabe. O certo é que não existe melhor exemplo para ilustrar a velha rivalidade entre França e Inglaterra do que essa expressão, equivalente ao popular sair de fininho, muito usada em festas e reuniões quando alguém se retira sem se despedir nem dos anfitriões. Isso porque ela possui, na verdade, duas versões, uma em resposta à outra. A mais conhecida sair à francesa (take french leave, no original) foi criada pelos ingleses. A outra sair à inglesa (filer à l'anglaise) é exclusividade dos franceses.

Com toda a incerteza que cerca sua origem, acredita-se, porém, que ela tenha nascido como uma gíria militar, para se referir a soldados que deixavam seu posto sem avisar ninguém. É provável que tenha sido dita pela primeira vez durante a Guerra dos Sete Anos (1756-1763), quando as principais potências européias se enfrentaram, encabeçadas de um lado pela França e do outro pela Inglaterra, afirma o historiador e professor de francês Alexandre Roche, de Porto Alegre. Mas a rixa entre os dois países é tão antiga que fica difícil saber qual das duas expressões surgiu primeiro, diz a tradutora e também professora de francês Rosa Freire d'Aguiar, do Rio de Janeiro.

terça-feira, 6 de março de 2012

Vida que segue, até que se acabe...


É interessante observar o que acontece em nosso contexto, na medida em que vamos envelhecendo. Envelhecer é algo que não acontece somente com alguns (parece óbvio?). Todos envelhecem e enfrentam problemas. Problemas diferentes e até iguais, mas as dificuldades vão aumentando na mesma proporção em que vamos rumando para o fim da vida. Curiosamente muitos não enxergam tamanha obviedade. Estranham as mudanças no corpo, a ausência de energia e de disposição. Muitos se esquecem de que a velhice não é uma doença que possa ser tratada com medicação. O incômodo pode vez ou outra, ser minorado. Nada mais que isso.

No atual mundo das redes sociais é mais fácil observar as mudanças nas vidas de todos. Na nossa vida a diversão era entre jovens, depois entre jovens pais, depois entre pais maduros com filhos adolescentes, mais adiante com filhos quase criados e por fim os filhos saem de casa e os casais mudam radicalmente de hábito. É a tal da melhor idade.

Melhor idade? Só se ouve falar de sofrimento! Dores mil, doenças que deterioram o corpo. Câncer e afins. Diabetes, pressão alta e mais um monte de coisas...

Felizes são aqueles que aceitam o envelhecimento e suas dores, como sendo inerentes ao ser humano. Vida fácil e sem dores somente no Paraíso, caso ele efetivamente exista da maneira imaginada e desejada.

Enquanto isso, voltemos à realidade. Com pessoas idosas é bem assim mesmo: os velhos cada dia experimentam dores novas.

Vida que segue, até que se acabe...

Enéias Teles Borges

sexta-feira, 2 de março de 2012

Ao final da leitura...

Quando estou finalizando a leitura de um bom livro, sinto uma ponta de tristeza. É como se estivesse terminando um passeio fantástico. Sei que sempre será possível a releitura, assim como é possível visitar novamente os lugares antes visitados. No caso em testilha não é tão simples assim. Na releitura não existe o sabor da novidade. Não existe a surpresa. A primeira leitura de um livro é um caminho que jamais será percorrido da mesma forma. Daí a saudade...

Experimento e sei que experimentarei, muitas vezes, essa tristeza. Não pretendo parar de ler, nem  mesmo por isso. Prefiro a tristeza da despedida de um bom livro, ao final da leitura, a ausência de tristeza por não lê-lo.

Vida que segue, leituras que vêm e que virão...

Enéias Teles Borges

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Dois animais preciosos: Duque e Doly

Hoje eu recebi uma mensagem eletrônica de minha cunhada Cristiane Lisboa Maia (Dinha). É uma pessoa muito especial. Amada ao extremo pelos sobrinhos, desenvolveu uma capacidade imensa de sempre se manter calma e paciente. Ultimamente vinha sofrendo bastante. Apegada que é aos cães que estiveram com ela nos últimos doze anos, viu de forma quase simultânea, os dois partirem deste miserável mundo dos vivos. O primeiro foi Duque, que era o mais novo. Precisou ser sacrificado. Agora Doly...

Segue abaixo o comovente texto. Não é fácil perder animais queridos, especialmente os cães que são amigos de verdade.

O que leva um cachorro a ter câncer, ainda mais de uma maneira tão sofrida? Algumas pessoas me falaram pra sacrificar, mas não consegui. Optei em cuidar dela até o fim.

Ontem a tarde, quando cheguei pra almoçar, ao ver aquela situação, desabei. Até então achei que estava forte, mas desabei de tal maneira que nem imaginava. Conversei com a veterinária, o que poderia ser feito, pois não estava aguentando mais o sofrimento dela. Internei pra tomar alguma medicação e aliviar um pouco o seu sofrimento. Amanhecendo o dia ela se foi, descansou.

Há mais ou menos um ano começou um nódulo na mama. Passados alguns meses, apareceram outros em outras mamas. Mais ou menos em setembro, começaram uns engasgos. Apareceu um caroço no pescoço. E se não bastasse, as patas começaram a inchar. Na minha ignorância estavam inchadas. Segundo a veterinária, inchadas coisa nenhuma. Os nódulos das mamas tinham entrado em metástase e já tinha atingido os ossos. Nada mais poderia ser feito, a não ser melhorar a condição de vida dela até o fim. Como Doly tinha perdido muito peso, se operasse ela não ia resistir e de nada ia adiantar, já que o corpo já estava todo contaminado.

Hoje, mais calma, analisando friamente toda esta situação, fico me perguntando se não fui egoísta. Egoísta ao ponto de querer ficar com um animal querido, com todo esse sofrimento ou de ter acabado com parte desse sofrimento.

No seus quase 12 anos a Negona se foi, deixando saudades e amor pela sua passagem em nossas vidas.

Abraços,

Dinha.

Seguem algumas fotos de Duque e Doly, são de 2005, feitas em Vitória da Conquista, Bahia (para ampliar as imagens, basta teclar nelas).







sábado, 25 de fevereiro de 2012

A Igreja Católica e os tributos italianos

O governo italiano anunciou nesta sexta-feira medidas destinadas a acabar com as isenções tributárias para propriedades comerciais pertencentes à Igreja Católica, o que deve resultar numa arrecadação adicional de até 600 milhões de euros.

O primeiro-ministro italiano, Mario Monti, incluiu essa medida, que afeta também outras organizações não-lucrativas, em um pacote mais amplo de desregulamentação que atualmente tramita no Parlamento da Itália.

A Igreja é dona de muitos hospitais, hotéis e pensões, que gozam de isenção tributária por serem parcialmente ocupados por freiras e padres, ou por terem uma capela. A nova lei elimina essa brecha, que isentava de impostos muitos estabelecimentos predominantemente comerciais.

Em dezembro, Monti pediu aos italianos que fizessem sacrifícios para salvar o país da crise da dívida na zona do euro. Em 48 horas depois da aprovação do pacote, mais de 130 mil pessoas aderiram a uma petição pela Internet exigindo o fim dos privilégios tributários para a Igreja.

O pacote deve ser votado na semana que vem pelo Senado e deverá, depois, seguir para a Câmara.

(Blog do Saraiva) 

Nota: Enquanto isso, em outros pontos do mundo, as pessoas seguem morrendo de medo da dominação católica e imposição de malefícios ao povo escolhido. Sim, ao remanescente... 

Enéias Teles Borges

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Dica de leitura: dois livros

Indico as minhas aquisições recentes e que estão na fila de leitura. Darei atenção a eles tão logo eu termine um estudo sobre a "Arca da Aliança".

São os seguintes livros:

(1) Os Mistérios de Jerusalém, de Marek Halter. Chamada: "Jerusalém guarda muitos mistérios. Dentre todos, o enigma dos enigmas: por que esta foi a cidade escolhida por Deus para ali fazer construir a sua morada?"

(2) Marina, de Carlos Ruiz Zafon. Chamada: "Todos temos um segredo trancado a sete chaves no sótão da alma. Este é o meu."

Enéias Teles Borges

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Deus: amor e poder

Existe um argumento, utilizado pelos ateus, que deixa os criacionistas em situação complicada. Refiro-me aos criacionistas judeus, cristãos e muçulmanos. No cristianismo existem doutores da lei que preparam a cabeça dos alunos cristãos, ao longo do ensino médio, nas instituições confessionais, para que tais alunos não caiam nesta armadilha do ateísmo. 

Na realidade os ateus se servem de argumentos criacionistas, notadamente dos criacionistas cristãos e basicamente consistem no seguinte:

Os ateus perguntam se Deus é amoroso e ao mesmo tempo onipotente. Aí montam o arrazoado: se Deus é onipotente, por que não evitou o sofrimento do homem? Se Deus podia ter evitado, e não o fez, como podemos dizer que ele é um Deus de amor? Notem que neste argumento ateu, um atributo divino anula o outro.

Obviamente os membros da FCFA (Fe Cega, Faca Amolada), que querem acreditar a todo custo, usam o único argumento que possuem: Deus é onipotente e amoroso ao mesmo tempo, mas decidiu preservar a livre escolha do homem. Convenhamos que tal argumento é fraco, de fato bem pueril. Em resumidas palavras a defesa é a seguinte: Deus poderia ter evitado tal sofrimento, amoroso que é, e gostaria de tê-lo feito, mas como respeita o livre arbítrio humano ele, Deus, permitiu tudo isso de ruim que está em nossa volta. 

Quer dizer que amar é isso? Permitir o suicídio da humanidade, sob o argumento do livre arbítrio? Essa é a "fórmula" para conciliar amor e poder?

Quem quiser acreditar desta forma que acredite, mas que não se insurja contra os ateus, alegando fragilidade na armadilha. 

Fato: usando a nossa capacidade de racionalizar e de fazer justiça,  nós temos que admitir que o argumento criacionista em tela, é vergonhosamente fraco.

Espero que os atuantes membros da FCFA estejam dispostos a me poupar de mais constragimentos decorrentes de argumentos fraquíssimos e que são oriundos do medo da verdade...

Enéias Teles Borges
Teólogo e Advogado
Agnóstico Teísta

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Dica de leitura: O Último Templário

No meio da Exposição “Tesouros do Vaticano”, no museu Metropolitan, em Nova York, aparecem vestidos de antigos cavaleiros Templários quatro homens misteriosos. A multidão vibra pensando ser parte do espetáculo, até que um deles ergue sua espada e com um único movimento decapita um guarda e as pessoas assistem dramaticamente e em choque a cabeça do guarda rolar pelas escadas. A confusão se instala e os templários saqueiam os objetos valiosos expostos no museu. A arqueóloga Tess Chaykim e o agente do FBI Sean Reilly se envolvem na investigação sobre o passado da Ordem dos Templários, sobre o vaticano e um misterioso tesouro que pode mudar o cristianismo para sempre.

Nota: Indico a leitura, pois é leve e agradável. Bastam poucas horas para a leitura do livro. 

Enéias Teles Borges

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Existe ou não existe? Acreditar ou não acreditar?


Quando a pessoa quer acreditar acredita e até adapta a história ao seu gosto. O mesmo vale para quem não quer acreditar.

Um conhecido meu disse ter a prova de que Deus existe e narrou a seguinte história:

“Um homem ateu rico e de bom coração andava por um lugar de muita miséria e avistou ao longe uma casa muito humilde. Lá chegando notou que uma pequena menina orava, pedindo que Deus lhes desse alimento. Seus irmãos, orava, estavam com fome e doentes. Sua mãe sem condições de trabalhar e seu pai tinha falecido. Ouvindo aquela oração o ateu se dirigiu à criança e disse que não adiantava continuar orando, Deus não existia e, portanto, não haveria ajuda. Disse que mais valia um dinheiro de quem não acreditava, mas que possuía bom coração. O homem rico e ateu meteu a mão no bolso e entregou na mão da criança uma grande quantidade de dinheiro. Suficiente para resolver os problemas imediatos e outros mais. Disse que no futuro daria mais dinheiro até que aquela família melhorasse de vida. Insistiu: não adianta orar, pois o que vale é a ajuda de alguém na hora que se precisa. Ele se retirou e retornou imediatamente, para se despedir de forma mais efusiva da pequena menina. Quando retornou à humilde casa lá ela estava a orar. Ele exclamou: não lhe disse que não adianta orar, pois Deus não existe? A criança respondeu: existe sim. Eu pedi ajuda e ele enviou o senhor que nos deu esse dinheiro..."

Como pode ser notado: o ateu não acreditava e por não acreditar resolveu agir, dando dinheiro à família. A criança, por acreditar, agradeceu a Deus, por ter enviado aquele ateu...

Para quem não quiser acreditar é fácil. Para quem quiser acreditar, também é fácil...

Enéias Teles Borges

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Prisão domiciliar de um morador de rua?

Pode parecer estranho, mas foi isso mesmo que aconteceu. Um morador de rua foi condenado à prisão domiciliar. Obviamente ele podera ser preso, por descumprimento da determinação judicial. Como um morador de rua poderia ter um domicílio para cumprir a sentença?

O fato 

O Tribunal de Justiça de São Paulo foi obrigado a tomar uma decisão incomum por falta de previsão legal: determinou prisão domiciliar a um morador de rua preso em flagrante acusado de furto.

A solução encontrada pelo Judiciário criou mais um problema para o morador de rua. Ele pode ser preso a qualquer momento por não cumprir a decisão judicial de ficar em casa.

Nelson Renato da Luz foi preso em flagrante em outubro do ano passado quando tentava furtar placas de zinco da estação República do metrô. Dois dias depois, a juíza da 14ª Vara Criminal da Capital converteu o flagrante em prisão preventiva.

Texto completo: Universo Online.

Nota: Observe, amigo(a)  leitor(a), a situação que nós advogados precisamos enfrentar. Analisando bem a situação é possível detectar que não existe uma previsão legal específica para uma situação incrível como essa. Resta à Justiça aplicar a Lei ao fato concreto em testilha.

Enéias Teles Borges

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Sobre a Lei Maria da Penha, bela mudança.

Decisão histórica (hoje) no Supremo Tribunal Federal. Não quero me referir à Lei em si, mas a maneira como ela passará a surtir efeito, a partir deste julgamento (na realidade foram dois julgamentos na sessão plenária).

Até antes da decisão de hoje a mulher, quando sofria violência doméstica, precisava entrar com representação contra o companheiro. Vale dizer que 90% das mulheres, que tomavam essa atitude, acabavam recuando na propositura, muitas vezes com medo de represálias. De maneira que elas voltavam a ser agredidas pois o agressor se sentia seguro, diante da possibilidade de desistência da companheira (por medo, pena e afins).

O que mudou? De agora em diante não haverá mais possibilidade de desistência e mais: qualquer pessoa do povo, que presenciar a violência, poderá noticiar o crime. Quem agora é responsável pela ação não é mais a mulher, que representava criminalmente. Agora o responsável é o Ministério Público. Em termos técnicos: passou a ser uma Ação Pública Incondicionada.

O agressor deve saber, a partir deste instante, que não haverá mais possibilidade de recuo da mulher. Uma vez ocorrendo a representação ou notícia crime, a ação seguirá até o fim.

Assim avança o Direito no Brasil, protegendo os menos favorecidos.

Enéias Teles Borges

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Sobre os anos dourados...


Quando éramos crianças acreditávamos no que queriam que acreditássemos. Papai Noel, Saci Pererê, Mula sem Cabeça, pote de ouro no fim do arco-íris e muito mais. Não é gostoso lembrar-se daquele tempo? Sim, é maravilhoso! Vivíamos anos dourados...

Mais adiante começamos a acreditar em ideologias mil. Acreditávamos na possibilidade da existência de governo do povo, pelo povo e para o povo. Viva a Democracia!  Como era maravilhoso acreditar naquilo tudo. Vivíamos anos dourados...

Contos de Fada, Políticos e Religiosos. Nossa cabeça ficou entupida disso tudo. Gostávamos, pois eram críveis em razão de nossa vontade e necessidade de acreditar em coisas bonitas. O tempo passou e não acreditamos mais em quase tudo (ou tudo mesmo!). Ocorre que muitas vezes não temos a coragem para admitir que não acreditamos mais. Assumir que não acreditamos em contos de fadas e políticos é muito fácil. Ninguém condena. Quero ver mesmo aquela coragem! Para dizer que levamos quase toda nossa vida acreditando em sonhos dos anos dourados...

Enéias Teles Borges

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Político: novo significado

O Dicionário Aurélio 2012 alterou o significado da palavra “político”, mas a mudança irritou por completo o Congresso Nacional. Parlamentares bastante enfurecidos criticaram a mudança no dicionário dizendo que o novo significado da palavra provoca desrespeito aos políticos brasileiros. 

Veja como ficou o novo significado da palavra político:

 

Político = Ladrão de dinheiro público; Agente público a serviço do roubo através do desvio de impostos; Pessoa que exerce cargo público com autoridade para roubar o povo.

Sinônimos: Ladrão, bandido, meliante, corrupto, roedor.

Astronomia: a Lua tem dono!

Brasileiro que registrou a Lua em cartório pede 1 mi a NASA para explorar satélite 

NASA comentou o caso dizendo que não dará importância ao registro da Lua e desafiou Elvis a impedir a exploração do satélite.

O brasileiro Elvis Emanuel, 41 anos, foi a primeira pessoa no mundo a registrar a Lua em cartório como sendo de sua propriedade. Agora, Elvis quer 1 milhão de dólares da NASA para poder explorar o satélite. 

Os advogados do brasileiro afirmam que qualquer empresa que queira explorar a Lua, de alguma forma, deve primeiro pedir autorização ao dono que registrou o satélite no cartório. O registro da Lua, em nome de Elvis Emanuel, foi feito no Cartório de Florianópolis (SC) em janeiro de 1997.

Emanuel pretende vender o registro da Lua, mas não citou valor. Em nota, a NASA disse que não dará importância ao caso, que continuará explorando a Lua, que ignorará o registro dela em cartório brasileiro e que, caso Elvis ache ruim que vá até a Agência Especial, pessoalmente, tentar impedir com sua própria força.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Golpe no rato

O buraco que parece de verdade é falso e enganou um rato direitinho. Em Curitiba (PR), o administrador de empresas, Pedro Pimenta, 42 anos, irritado com as constantes presença de ratos na sua casa, resolveu criar uma armadilha, e fez um buraco falso para enganar os roedores.

"Eu pensei que não daria certo, mas o rato tentou entrar tão rapidamente no buraco que bateu com a cabeça e morreu na hora de traumatismo craniano", disse Pedro Pimenta.

Pimenta disse que criar um buraco falso pode ser uma alternativa para acabar com os ratos, e explicou como se faz: "Você precisa cortar um pedaço de papel, na forma do buraco, de cor preta para confundir com o escuro, e colar na parede, simples assim", disse.

(G17)

Nota:
A vida anda meio salgada. Por que não adoçá-la com um pouco de humor?


Enéias Teles Borges

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Michel Teló e a música chata

Remédio para retirar musica de Michel Teló da cabeça só chega depois do carnaval 

Ministério da Saúde justificou o atraso dizendo que a Europa encomendou o remédio primeiro que o Brasil.

Os brasileiros que não conseguem retirar a música “ai se eu te pego” da cabeça – agora também na versão em inglês – terão que aguentar até o carnaval. Segundo o governo, o remédio encomendado pelo Ministério da Saúde só chega ao Brasil depois de fevereiro. "O brasileiro terá que fazer um esforço e aguentar a música de Michel Teló por mais um pouquinho", disse um assessor do ministério da saúde.  

A desculpa dada pelo governo, para o atraso na importação do medicamento, é que a Europa encomendou primeiro. "A Espanha foi o primeiro país a pedir ajuda aos laboratórios para desenvolver um remédio que remova o Ai Se Eu Te Pego da cabeça e o Brasil acabou ficando por último", disse o assessor do ministro. 

A presidente Dilma disse que o Ministério da Saúde vai fornecer o remédio "Ai se eu te esqueço" gratuitamente.

Fonte: G17

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Solidariedade...

"Está se sentindo vazio? Preencha esse espaço com solidariedade. Saia desse buraco. Há muita gente precisando de você." (Gabriel Chalita)

sábado, 21 de janeiro de 2012

A estupidez e a inteligência...

“A estupidez é infinitamente mais fascinante do que a inteligência; a inteligência tem seus limites, a estupidez não!” (Claude Chabrol)

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Previsivelmente Irracional

Sabe por que é tão comum prometermos a nós mesmos que vamos fazer dieta, mas essa idéia desaparece assim que chega a sobremesa? Sabe por que nos surpreendemos comprando coisas de que não precisamos? Sabe por que continuamos com dor de cabeça depois de tomar uma aspirina de cinco centavos, mas essa mesma dor de cabeça desaparece quando a aspirina custa 50 centavos? Ao concluir a leitura deste livro, você saberá responder a estas e a muitas outras perguntas que têm implicações na vida particular, na vida profissional e no modo como encaramos o mundo. O livro o ajudará a repensar a fundo a forma como você e as pessoas em sua volta agem. Por meio de uma série de experiências divertidas e surpreendentes, Dan Ariely demonstra que a nossa capacidade de raciocínio tem defeitos provocados por forças invisíveis - emoções, relatividade, expectativas, apego, normas sociais - que nos induzem a fazer escolhas "Previsivelmente Irracionais".

Nota: Minha dica de leitura. Agradável de ler, objetivo e reflexivo. 

Enéias Teles Borges

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

A alienação Social

Alienação é o fenômeno pelo qual os homens criam ou produzem alguma coisa, dão independência a esta criatura como se ela existisse por si mesma e em si mesma, deixam-se governar por ela como se ela tivesse poder em si e por si mesma, não se reconhecem na obra que criaram, fazendo-a em ser outro, separado dos homens, superior a eles e com poder sobre eles.

Na alienação social, os seres humanos não se reconhecem como produtores de instituições sociopolíticas (como, por exemplo, o Estado, a família, o casamento, a propriedade, o mercado, etc.) e oscilam entre duas atitudes: ou aceitam passivamente tudo que existe, por ser tido como natural, divino ou racional, ou se rebelam individualmente, julgando que, por sua própria vontade e inteligência, pode mais do que a realidade que os condiciona. Nos dois casos, a sociedade é o outro (alienus), algo externo a nós, separado de nós e com poder total ou nenhum poder sobre nós.


A alienação social se exprime numa "teoria" do conhecimento espontânea, formando o senso comum da sociedade. Por seu intermédio, são imaginadas explicações e justificativas para a realidade tal como é diretamente percebida e vivida.


Um exemplo desse senso comum aparece no caso da "explicação" da pobreza, em que o pobre é pobre por sua própria culpa (preguiça, ignorância) ou por vontade divina ou por inferioridade natural. Esse senso comum social, na verdade, é o resultado de uma elaboração intelectual sobre a realidade, feita pelos pensadores ou intelectuais da sociedade – sacerdotes, filósofos, cientistas, professores, escritores, escritores, jornalistas, artistas -, que descrevem e explicam o mundo a partir do ponto de vista da classe a que pertencem e que é a classe dominante da sua sociedade.


Essa elaboração intelectual incorporada pelo senso comum social é a ideologia. Por meio dela, o ponto de vista, as opiniões e as idéias de uma das classes sociais – a dominante e a dirigente – tornam-se o ponto de vista e a opinião de todas as classes e de toda a sociedade.


A função principal da ideologia é ocultar e dissimular as divisões sociais e políticas, dar-lhes a aparência de indivisão e de diferenças naturais entre os seres humanos. Indivisão: apesar da divisão social das classes, somos levados a crer que somos todos iguais porque participamos da idéia de "humanidade", ou da idéia de "nação" e "pátria", ou da idéia de "raça", etc. Diferenças naturais: somos levados a crer que as desigualdades sociais, econômicas e políticas não são produzidas pela divisão social de classes, mas por diferenças individuais de talentos e de capacidades, da inteligência, da força de vontade maior ou menor, etc.


A produção ideológica da ilusão social tem como finalidade fazer com que todas as classes sociais aceitem as condições em que vivem, julgando-as naturais, normais, corretas, justas, sem pretender transformá-las ou conhecê-las realmente, sem levar em conta que há uma contradição profunda entre as condições reais em que vivemos e as idéias.

(Marilena Chaui cita em seu livro O que é Ideologia)

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Alienação necessária?

Imaginemos, por um pequeno instante, que as pessoas humildes do mundo, que sofrem diariamente, que não possuem o pão necessário, que trabalham como se fossem escravos, que não usufruem de qualquer tipo de prazer, tais como passeios, bons restaurantes, boa residência, boas vestimentas, boa saúde, plano de saúde, plano de aposentadoria e afins, perdessem, como por encanto, a fé num ser superior, que haveria de compensar, na eternidade, todas as dificuldades encontradas neste mundo cão.

Será que essa massa sofredora, que renova seus esforços todo dia, crendo na proteção divina, separando um pouco do dinheiro que tem, para colaborar com a difusão da luz (dízimos e ofertas), estaria preparada para viver descrendo na existência de um ser superior?

Como se comportaria esse povo, que vive "sem eira nem beira", se de repente perdesse a fé num Deus poderoso e pessoal, que cuida de cada um? Será que tal povo manteria a disposição para continuar nessa vida miserável ou partiria para uma guerra compensatória? Uma coisa é viver de forma desgraçadamente dura, tendo um paraíso a herdar. Outra é viver essa mesma vida, sem qualquer tipo de esperança.

A grande questão é: diante da convicção da inexistência de um ser protetor, a massa deveria saber da verdade ou deveria ser mantida sob as rédeas de uma fé?

Existiria, neste caso, justificativa para uma alienação necessária?

Enéias Teles Borges

domingo, 15 de janeiro de 2012

Conhecer ou pensar que conhece?

Existe uma grande diferença entre “conhecer” e “pensar que conhece”. Espera-se do conhecedor o exercício pleno de sua capacidade racional. Conhece porque auferiu subsídios em ações individuais.

Aquele que pensa que conhece é um cego que não enxerga a escuridão na qual se encontra. Na realidade assimilou os pensamentos que vagueavam e/ou vagueiam próximos ao seu contexto e os sugou. Confunde absorção do pensamento de terceiros com aquisição de conhecimentos personalizados.

É natural supor que tudo o que existe no mundo já é de conhecimento geral, não me concentro nisso. Chamo a atenção para a realidade: a ausência plena de questionamento impede a pessoa de chegar aos fatos usando a própria mente. Por usar o pensar de terceiros o indivíduo deixa de usufruir da maior capacidade humana: a racionalidade.

Quem contribui para isso? A educação que conduz ao condicionamento sem especulação. Não apenas a educação. O viés religioso é, quem sabe, o principal fator de obliteração da mente.

O que normalmente ocorre: os pais, que não questionam, repassam “seus conhecimentos” acrescidos da famigerada bitola que receberam dos seus ancestrais.

Esse direcionamento, recebido no seio da família, na escola e no contexto religioso, forma pessoas aptas para a atual sociedade de consumo. Consumo de tudo o que passar pela frente, tanto no campo material quanto no campo das ideias.

Hoje é praticamente impossível encontrar, na maioria das pessoas, um traço de escolha sem preconceitos ou sem direcionamentos. É um atentado à capacidade do homem para pensar e traçar seu caminho.

Quem hoje tem coragem suficiente para olhar para dentro de si e perguntar: conheço do que eu quis conhecer ou conheço daquilo que me fizeram conhecer? Posso dizer que conheço alguma coisa? Devo admitir que na realidade eu sou fruto do que fizeram à minha mente e das “escolhas” que me impuseram?

Sabemos que influências existem e que nos afetam. Sabemos também que existe muito a conhecer e que está à nossa disposição. À disposição e livre. Livre e à vontade. O exercício do livre pensar é sem limites para quem o queira. Queira e tenha coragem. Coragem suficiente para (até) romper com toda a tradição acumulada.

Enéias Teles Borges
Postagem original: 30/04/2008.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

O apóstolo e o prosélito

No meio religioso tem havido uma mistura conceitual que impede o entendimento das características do apostolado e do proselitismo.

Um bom dicionário certamente conceitua a atividade precípua do apóstolo como sendo a de um encarregado de difundir a palavra de Deus ou quem sabe, de forma alternativa, dizer que o apóstolo é um missionário abnegado.

Esse mesmo dicionário mostraria que o prosélito é um recém-convertido ou uma pessoa que se converteu a uma religião, seita, doutrina, etc.

Observando assim é bem fácil entender, mas o que tem causado confusão no meio evangélico?

Falando apenas do que se vê no Brasil: o movimento cristão é fruto de um sectarismo crescente. Entendo sectarismo como bem declinado na língua portuguesa, isto é, “espírito limitado, estreito, de seita” (dicionário Hauaiss).

Na prática o que isso significa? Que as religiões atuais, notadamente as mais agressivas, têm confundido apostolado com o proselitismo. 

Como assim? 

Notaram que muitas pessoas estão mais preocupadas em trazer pessoas para a sua agremiação religiosa do que simplesmente pregar o Evangelho?

Pregar o Evangelho sem bandeira é o apostolado. Aí a preocupação é mostrar às pessoas um Cristo crucificado e ressurrecto. Simplesmente fazer o mesmo que os discípulos fizeram: propagar as boas novas de salvação.

Fazer proselitismo é diferente. As igrejas e seitas entendem que depois do apostolado há algo mais esperando (necessariamente) o converso: sua adesão à comunidade instituída.

É comum ouvir de pessoas sinceras algo assim: “fulano já conhece toda a verdade, falta-lhe o batismo em nossa igreja”. Notem que a adesão é ponto importantíssimo na interpretação dos que promovem o proselitismo. É uma forma de doutrina “da porta fechada”, presente em quase todas as igrejas e seitas do Brasil. 

Isso é correto? 

Você acredita que a salvação das pessoas passa pela sua igreja? Caso pense diferente: por que esse desespero em levar os indivíduos ao batismo em seu grupo? Ou como dizem alguns: “das trevas para a luz”? Você crê no exclusivismo evangélico? Julga-se um ilustre felizardo por estar na única igreja verdadeira?

Enéias Teles Borges
Postagem original: 19/02/2008

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

O ano de 2012 está pegando fogo!

Não estou preocupado com o suposto fim do mundo em 21 de dezembro de 2012, mas devo admitir que no contexto da minha vida, 2012 começou pegando fogo.

No dia 06 de janeiro indo na direção de Bertioga, na Rio-Santos, numa reta com lombadas no asfalto, um veículo colidiu com o nosso. O infrator sequer tem seguro, de forma que estou arcando com franquia e afins.

A bruxa segue solta. Às 23 horas de ontem um dos meus sócios teve fratura exposta no joelho, está internado à espera da cirurgia e, ao que tudo indica, ficará meses no estaleiro. Precisa, inclusive, de uma prótese, que sequer existe no Brasil.

Espero que os horrores parem por aqui...

Enéias Teles Borges

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

A morte, a tristeza e o esquecimento

A morte é a maior e mais contundente certeza da vida. Quem está vivo haverá de morrer. É certo que muitos acreditam na possibilidade de nunca passar pela morte. É o caso dos que creem que Jesus Cristo retornará à Terra e levará para o Paraíso os justos vivos e ressuscitará os mortos igualmente corretos. Claro que somente os que estiverem vivos e forem considerados fiéis e justos serão levados em vida e, logo, jamais experimentarão a morte. Existem muitos (muitos mesmo!) que não acreditam dessa maneira. Quer sejam ateus, quer sejam criacionistas que imaginam a continuidade e fim da vida de forma divergente daquela, exposta logo acima. Para esses muitos a morte é a maior e mais contundente certeza da vida.

A tristeza, à qual quero me referir, é decorrente da morte. O sofrimento dos que ficam e assistem à partida dos seus queridos familiares e amigos. A morte tem como companheira a tristeza. Ela, a morte, vem e deixa um rastro de sofrimento e melancolia. Tal tristeza é mais uma certeza que essa vida nos outorga. Como não se entristecer, ainda que poucas vezes na vida? Quem não se consterna diante da morte que espreita a todos?

O esquecimento é o passo derradeiro. A morte vem trazendo a tristeza em seu bojo e a tristeza, massacrada pelo tempo, dá lugar ao esquecimento. O curioso é que podemos enxergar tristeza no esquecimento. Não é triste que nos esqueçamos da dor decorrente da partida dos nossos queridos? Não é fato irônico que o tempo, que minora a dor, por meio do esquecimento, nos traga a tristeza, justamente por nos esquecermos do vigor e da alegria resultante da presença dos que antes eram vivos?

Parece-nos que esse mundo nos deixa sem boas alternativas. A morte certamente virá, a tristeza estará em sua companhia e nos restará, quase ao fim, a ação do tempo, que nos fará esquecer da dor. Tudo isso até que chegue a nossa hora de sair da vida...

Enéias Teles Borges
Postagem original: 31/03/2010

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Ano novo, rotina velha

Estamos em 2012. Ano novo, sim, rotina velha, certamente. Já sabemos como será o início de ano, com chuvas torrenciais, notícias velhas (repetidas) e notícias novas. Europa em crise será o principal assunto econômico no início do ano e quem sabe ao longo dele. O Brasil enfrentará a crise mundial sem maiores dificuldades? O ano responderá.

O ano que se inicia será terrível para muitos que acreditam na "Profecia Maia". Não tenhamos dúvida: muitos acreditam nisso! Os sermões dos profetas de plantão, com roupas novas, divulgando e criando dificuldades e vendendo, a peso de ouro, as facilidades. Profecias receberão roupas novas.

O mundo seguirá seu rumo, como foi em 2011, 2010, 2009...

Enquanto isso o que devemos fazer? Seguir na luta pela sobrevivência.

Bom dia, 2012!


Enéias Teles Borges

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

O que é conversão?

O que é conversão? Basta ampliar a foto para "enxergar" uma interpretação bem prática, de acordo com o pensamento de alguns...

(Fonte: Genizah)

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

A fé e o dinheiro...

Se Deus é o Caminho, eu sou o Pedágio!
Templo é Dinheiro!
Pequenas Igrejas, Grandes Negócios!
Pneus Pentecostal, levando você direto para o Céu!
(Popular)

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

A morte pede carona

Não me refiro apenas aos filmes que disseminaram terror nas telas do cinema. Refiro-me a ela, que insiste o tempo todo em pegar carona na vida dos viventes. Ela, que muitas vezes pede carona de maneira forçada, andou atuando em demasia nos últimos dias. Nas estradas, nas calamidades oriundas do poder da natureza, nas demais mazelas da existência humana. A morte não desiste. Ela insiste em querer carona.

Serve-se da carona de forma violenta, ao encurtar a vida de muitos, pede carona aos enfermos, aos viciados e tenta conduzir os seres equilibrados ao desequilíbrio. Com sua foice arremete-se contra os vivos. Racionais e irracionais. Ataca o reino animal e também o vegetal. A morte não discrimina. Pede carona a todos!

Sinto falta das frases de efeito que tanto ouvi e que tanto falei. Entre elas uma que soa maravilhosamente bem: "tragada foi a morte pela vitória" (I Corintios 15:54).

Fato é que enquanto não for tragada (se é que algum dia será), a morte seguirá ao nosso lado. Pedindo carona de forma suave e de forma violenta. O mundo dos que não mais existem tem provado que ela conseguiu todas as caronas que tentou. Em alguns casos demorou muito em outros nem tanto, mas que ela conseguiu não há dúvida. É certo que ela um dia pegará carona ao nosso lado. É tudo questão de tempo...

Enéias Teles Borges

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