"O pior analfabeto que podemos encontrar é o analfabeto político. Ele
não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Não sabe
que o custo de vida, o preço do feijão, do pão, da farinha, do aluguel,
do sapato e dos remédios dependem das decisões políticas. O analfabeto
político é tão babaca que se orgulha e bate no peito dizendo que odeia a
política. O imbecil não sabe que de sua ignorância política nasce a
prostituta, o menor abandonado e o pior de todos os bandidos que é o
político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e
multinacionais." (Bertolt Brecht)
Convites permanentes à reflexão. Fomento de ponderações racionais construtivas. Textos de Filosofia, Teologia e Direito. Tentativas constantes de análise do mundo sob as perspectivas filosófica e teológica.
terça-feira, 20 de setembro de 2011
A escalada da violência
A escalada da violência é assustadora. No trânsito, nem se fala. Assaltos de diferentes formas são manchetes em todo o Brasil. Não sei se fazendo um cálculo proporcional, levando em consideração o tamanho da população mundial, houve aumento ou diminuição da violência, em especial a urbana. A realidade é assustadora. Eu pensei que a truculência estivesse adstrita a grandes centros como São Paulo e Rio de Janeiro. Não é bem assim. Informações de amigos espalhados pelo País dão conta de que em todo lugar é dessa forma. Levando em consideração, por exemplo, a população paulistana, é bem capaz de que o índice de criminalidade e de violência no trânsito seja mais ou menos igual em nosso Brasil. Não quero dar uma de pessimista, mas a tendência é piorar. A disparidade de padrão de vida entre ricos e pobres, o desejo de consumo a todo custo e outras caracterísitcas da civilização atual, com a adição do aumento populacional, levam-nos a crer que a humanidade seguirá de mal a pior até que tudo termine em caos. O futuro confirmará a assertiva, que é óbvia...
Enéias Teles Borges
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Católico perseguindo três adventistas...
Mudei-me
para São Paulo no dia 11 de dezembro de 1979. Vim para um colégio interno e
tinha como objetivos a conclusão do II Grau e cursar a faculdade de Teologia.
Lembro-me que chegando a São Paulo eu estava interessado em comprovar a veracidade
de uma profecia que ouvi na Igreja Adventista da cidade da qual vim. Era mais
ou menos o seguinte: no final dos tempos os adventistas seriam perseguidos
pelos católicos. Em São Paulo, na Catedral da Sé, existiam masmorras prontas
para que os adventistas fossem presos e torturados a fim de que negassem a fé e
profanassem o sábado.
Aqui
chegando juntei-me com dois colegas e num domingo fomos até o centro de São
Paulo para tentar conhecer tais masmorras. Lá chegando fomos gentilmente
convidados a conhecer os pontos importantes da Catedral, incluindo os
corredores subterrâneos. Não vimos masmorras, mas havia uma série de outras
vias, cujo acesso era privativo. Cismamos que ali, naqueles locais de acesso
privativo, estavam as malditas masmorras. Insistimos com a senhora, que nos
guiava, para que nos deixasse entrar ali, pois sabíamos da existência de calabouços
e afins. Ela, meio desconfiada, pensando que éramos trombadinhas bem vestidos,
chamou o segurança que ao ouvir nossa reinvindicação ameaçou chamar a polícia. Diante
disso nós começamos a correr e o segurança saiu, também correndo, atrás de nós
três pelas escadas acima até que, em desabalada carreira, invadimos Praça da Sé
e fugimos...
Outro dia
lembrei-me deste episódio e entrei sozinho na Catedral da Sé e pensei: estou em
2011 e aquele episódio ocorreu no final de 1979. Lá eu reconheci o segurança, à
época bem jovem e hoje um senhor de idade avançada. Pensei mais: quanta bobagem
os adultos, partidários da FCFA (Fé Cega, Faca Amolada) nos fizeram acreditar.
De certa forma a profecia se cumpriu,
pois um católico saiu em perseguição a três “destemidos” jovens adventistas...
Hoje, indo
ao Fórum João Mendes, que fica atrás da Catedral, parei na Praça da Sé, num
ponto que fica de frente para a Igreja e fiz uma foto, que ilustra esta
postagem. Enchi-me de algo que mais parece nostalgia...
Enéias Teles Borges
domingo, 18 de setembro de 2011
Meu novo celular, novo brinquedo...
Eu tenho duas linhas mais o rádio (nextel). Como possuo um plano familiar antigo (1998) e com muitos minutos, débito automático e afins, sempre tenho direito, a cada nove meses, a um novo aparelho para cada linha da rede familiar (quatro aparelhos). Eis que no último dia 15 de setembro em acabei recebendo meu novo aparelho. Um Nokia N8 (basta buscar no Google o modelo e seus atrativos).
Na realidade eu nunca dei muita importância para aparelhos sofisticados. Resolvi mudar. GPS, Câmera diginal com mais de 10 MP, teclado sensível ao toque e além de tudo ainda serve como aparelho celular - o famoso dispositivo móvel celular.
Para quem achava que eu estava na idade da pedra, no que diz respeito a aparelhos celulares, é hora de começar a mudar de opinião.
Para quem achava que eu estava na idade da pedra, no que diz respeito a aparelhos celulares, é hora de começar a mudar de opinião.
Nokia N8, meu novo brinquedo...
Enéias Teles Borges
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Deus é real?
Encontrei um texto na internet, que está colado logo abaixo, com indicação da fonte. É curioso como esse tipo de artigo, que já me encantou um dia, parece uma forma simplória de reducionismo das coisas. Como seria bom se fosse assim tão simples e aparentmente óbvio. Para aquele que quer crer, segue um prato cheio e com aparente bom sabor.
Deus é real?
Quais são alguns sinais que identificam uma Criação Inteligente?
Por Andy Wineman
Deus é real? Essa é a grande pergunta. Se Deus não é real então você pode jogar de acordo com quaisquer regras que você queira. Mas se Deus é real então a conversa é outra. É interessante notar que a grande maioria das pessoas acredita que há um Deus. George Barna, que ganha a vida fazendo perguntas como essa às pessoas, descobriu que três de cada quatro adultos acham que há um Deus. Pergunte a quatro amigos e confira você mesmo. É claro que a realidade de Deus não pode ser determinada pela maioria de votos.
Como podemos saber se Deus é real? Não seria legal de pudéssemos pegar um telefone e dar uma ligadinha para ele? Ou passar do lado da casa dele para ver se seu carro está na garagem? Felizmente, há maneiras melhores de tratarmos essa questão. Considere esta perspectiva: uma vez que Deus é infinito e nós somos finitos, se Deus quisesse se fazer conhecido ele teria de fazer sua presença clara. Há afinal sinais que apontem a realidade de Deus? Winfried Corduan colocou a questão da seguinte maneira:"...nós podemos olhar para o mundo e ver se o mundo é construído de tal maneira que seja razoável acreditar que deve existir um Deus". Assim como o caçador segue a trilha de um animal que ainda vai ver - pegadas, tufos de pêlo, galhos quebrados - estamos procurando impressões digitais de Deus no mundo físico.
Vários sinais (linhas de raciocínio) têm sido sugeridos ao longo dos últimos séculos. Vamos resumidamente considerar três deles. Primeiro, o mundo parece funcionar de acordo com uma lei universal de causa e efeito, isto é, todo efeito observável deve ter um "empurrão" inicial de algum agente ou causa. Todas as "coisas" (um termo altamente científico) que observamos são dependentes de outras "coisas" para sua existência. Se pensarmos sobre lá atrás, voltando ao primeiro evento, poderia ser perguntado: Quem foi a causa? É ai que parece existir um ser que não foi "causado". Filósofos gostam de chamar isso de um ser necessário. Isso poderia ser Deus?
Um segundo sinal que deve ser considerado é o que os cientistas hoje chamam de indícios de uma "Criação Inteligente". A sugestão é que o universo exibe propósito, projeto e intenção. Essa não é uma idéia nova. William Paley sugeriu que se você estivesse andando por um campo e achasse um relógio no chão reconheceria que ele é uma máquina que tinha um propósito e que não cresceu na floresta como plantas e árvores. Uma conclusão racional seria a de que alguém intencionalmente construiu um relógio. O universo é infinitamente mais complexo que um relógio e como resultado, aponta muito mais para um criador inteligente.
Um terceiro indício tem a ver com o fundamento moral do universo. C. S. Lewis se referiu a isso como a "lei da natureza humana". Isso não quer dizer que pessoas em todos os lugares concordem em todos os valores morais, mas todo mundo tende a viver de acordo com certos princípios morais comuns. Por exemplo, pessoas e culturas têm idéias diferentes sobre quando é apropriado tirar a vida de outra pessoa, mas ninguém (que fosse considerado são) sustentaria que assassinar indiscriminadamente a sangue frio sem razão alguma seria apropriado. Parece que a humanidade foi intencionalmente criada com um compasso moral interno.
Todas os três sinais apelam para o nosso senso comum e se encaixam em observações que podem ser feitas sobre o mundo. Nem todo mundo pode ser convencido por esse raciocínio, mas parece fazer mais sentido acreditar que Deus é real do que afirmar que não. Se isso é verdade, então talvez existam outras coisas que se pode saber sobre Deus. Por que não seguir a trilha e ver onde ela vai dar?
Nota: Viu como é fácil? Basta querer acreditar dessa forma. Alguém poderá dizer: "é assim mesmo, bem simples e de graça". Ótimo! Quem quiser que beba da fonte. Parece ser pura e parece fazer bem. Crer é um remédio. Resta saber se é remédio eficaz para sanar as dificuldades reais...
Enéias Teles Borges
Postagem original: 05/07/2010
Postagem original: 05/07/2010
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
E a tal crise da meia-idade?
As pessoas são otimistas ou fogem da verdade? Digo isso porque há um
papo por aí chamado meia-idade. Dizem que no Brasil a crise da
meia-idade chega aos 48-50 anos de vida. Por que chamam de meia-idade?
As pessoas chegam dos 96 aos 100 anos aqui? Eu preferiria chamar a tal
crise de forma diferente: a crise de quem já viveu, pelo menos, dois
terços da vida. Fui buscar no dicionário e a história se repete. No que
consultei a meia-idade é variável. Entre 30 e 50 anos. Que coisa
estranha. Outro dia ouvi alguém dizer que a vida começa aos 50 anos.
Mudou? Não era nos 30 anos, que depois mudou para os 40? Penso
que essas conversas, que agora ouço, são destinadas aos que já estão
avançados em dias. Algo meio parecido com consolo para os que começam a
ver a idade em contagem regressiva...
Enéias Teles Borges
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Advogar não é fácil...
A
vida do advogado não é mesmo fácil. Quando ele se envolve com o
problema do cliente acaba sofrendo tal qual sofre o cliente. Caso não se
envolva, sente-se mal, como se fosse um ser indiferente às dificuldades
das pessoas. O que fazer? Não existe receita. Cada caso é um caso. Cada
cliente é um cliente...
Enéias Teles Borges
A vida como ela é...
No mundo nosso de cada dia as coisas nunca ocorrem como desejamos. Nunca
mesmo! Creio que nunca será conforme queremos. São milhares de
circustâncias. Sonhar é apenas sonhar. Viver bem é tentar colocar um
pouco de magia nisso tudo, afinal ninguém é de ferro. O segredo é
aceitar o inevitável e mexer no que é possível, dando cores vivas à
rotina. Viver um sonho é impossível, mas podemos sonhar, na vida,
tornando-a agradável, quando possível, menos dolorosa quando assim for
necessário. Esperar vida perfeita num mundo de imperfeição é o mesmo que
vender a alma para o deus da alienação. Deus esse que se manifesta de
diversas formas, ao gosto do freguês, mas que nunca coaduna com a
realidade da vida...
Enéias Teles Borges
terça-feira, 13 de setembro de 2011
A queda da mentira...
No fim, quem mais sofre é o fiel. Sua religiosidade acaba envolvida,
marginal e injustamente, em questões pouco sagradas. Os evangélicos têm
todo o direito de pagar o dízimo e as igrejas de recolhê-lo. O problema é
quando o dinheiro desaparece dos templos para reaparecer em forma de
ternos, sapatos, brincos e anéis de lideranças pouco comprometidas com a
fé. “Estamos nos trâmites finais do processo, em primeira instância,
que acusa tanto Estevam quanto Sônia por dissimulação de patrimônio,
também conhecida como lavagem de dinheiro”, diz o promotor de Justiça do
Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado do Ministério
Público de São Paulo (Gaeco-SP), Arthur Lemos Júnior. O casal costuma
atribuir as acusações à perseguição ou à ação de forças malignas. Até
meados dos anos 2000 esse discurso tinha algum efeito. Hoje, porém, as
coisas mudaram.
Leia toda a reportagem na revista Isto É.
Nota: A igreja Renascer em Cristo é prova viva de que existem pessoas com vestes de cordeiro, mas que não passam de lobos. Lamentavelmente existem milhares de vítimas - os eternos membros da Fé Cega e da Faca Amolada (FCFA).
Nota: A igreja Renascer em Cristo é prova viva de que existem pessoas com vestes de cordeiro, mas que não passam de lobos. Lamentavelmente existem milhares de vítimas - os eternos membros da Fé Cega e da Faca Amolada (FCFA).
Enéias Teles Borges
Mil postagens...
Esta é a
minha milésima postagem neste blog. Quando comecei a postar os textos, não
imaginava, nem sonhava que chegaria e este número. Também não imaginava que
teria uma quantidade considerável de pessoas distintas dispostas a ler e
comentar (são mais de mil e quinhentos comentários). Não imaginava que o
objetivo do blog fosse (como foi) alcançado.
Meu propósito sempre foi bem
simples que era e é perguntar primeiramente a mim e depois a quem viesse a ler. Algo mais ou menos assim: “eu tenho convicção no que creio ou aquilo em
que acredito foi posto em minha cabeça sem que eu questionasse?” Daí a
pergunta: “sou convicto ou sou um alienado?” Outra pergunta que sempre
acompanhou o blog foi a seguinte: “O que é mais fácil, acreditar ou pensar? Por
que tantas pessoas acreditam e tão poucas pensam?”.
Como podem
notar as minhas pretensões eram e são humildes. Primeiro porque, num exercício
de coerência, reitero, eu sempre perguntava primeiro a mim e só
num segundo momento ao leitor amigo.
Nesta milésima postagem eu
quero renovar o objetivo precípuo do blog, em sua pergunta chave: “somos convictos
ou alienados?”.
Abraços!
Enéias Teles Borges
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
A morte é trivial?
Um dia, assistindo a um documentário na TV a cabo eu me deparei com uma
cena desagradável: um leopardo atacando um filhote de Zebra. A mãe da
zebrinha ficou de longe olhando e depois, vendo que nada mais podia
fazer, foi embora, seguindo a manada de zebras e gnus. Na selva acontece
muito disso. Por que digito isso? O que mais me impressiona, nos dias
de hoje, é a semelhança que existe entre aquela floresta e a nossa selva
de pedras. Não vou dizer que pais e mães, quando veem um ente querido
partir, simplesmente viram as costas e passam a acompanhar a multidão.
Não é isso! Ocorre que a vida humana, uma entre quase sete bilhões,
parece ter pouquíssimo valor. Todo dia os jornais noticiam o falecimento
de alguém, conhecido nosso ou não. Acidentes de carros, de aviões,
assaltos, calamidades e afins. Vidas surgem e vidas se vão. Seria muito
bom se conseguíssemos não achar tudo isso tão trivial. A morte nos
assusta quando é próxima de nós, intimamente próxima. Fora isso o ser
humano, como que sem escolha, vira as costas e segue seu rumo...
Enéias Teles Borges
Religiosos e o estelionato
O bispo Edir Macedo Bezerra, líder religioso da Igreja Universal do
Reino de Deus (Iurd), e outras três pessoas foram denunciadas pelo
Ministério Público Federal (MPF) por lavagem dinheiro e evasão de
divisas, formação de quadrilha, falsidade ideológica e estelionato
contra fiéis para a obtenção de recursos para a Iurd.
Os três dirigentes da igreja denunciados são o ex-deputado federal João
Batista Ramos da Silva, o bispo Paulo Roberto Gomes da Conceição, e a
diretora financeira Alba Maria Silva da Costa. Eles são acusados de
pertencer a uma quadrilha usada para lavar dinheiro da Iurd, remetido
ilegalmente do Brasil para os Estados Unidos por meio de uma casa de
câmbio paulista, entre 1999 e 2005.
Segundo a denúncia, do procurador da República Sílvio Luís Martins de
Oliveira, o dinheiro era obtido por meio de estelionato contra fiéis da
Iurd, por meio do "oferecimento de falsas promessas e ameaças de que o
socorro espiritual e econômico somente alcançaria aqueles que se
sacrificassem economicamente pela Igreja".
Nota: Não é nosso objetivo julgar, ainda mais por antecipação. Todos têm direito ao devido processo legal. Precisamos, porém, destacar que o uso cada vez maior da Teologia da Prosperidade está começando a fazer água. Não é possível que os membros dessas igrejas e seitas aindam não se aperceberam que estão sendo conduzidos por lobos devoradores.
Enéias Teles Borges
Bem-vindo, 12 de setembro de 2011!
Finalmente chegamos ao dia 12 de setembro. Os dias que antecederam ao
dia 11 foram de comoção. Dez anos se passaram, desde os atentados
famosos, e o que muitos temiam e outros desejavam não aconteceu. Nenhum
incidente orquestrado. Finalmente, repito, chegamos ao dia 12. Reflexões
são necessárias, entre elas destaco uma: o terrorista, fanático
religioso, entende que seus atos são altruístas. Entende que jogando
bombas, sobre os humanos ocidentais e seus aliados, está resgatando a
humanidade da luxúria e demais mazelas que conspiram contra a fé
verdadeira (a fé dele, terrorista, óbvio). Entende mais: que na recusa
das pessoas em aceitarem o uso do seu "chicote sagrado", melhor mesmo é
matar todos os que são contrários às suas crenças. Isto porque para o
terrorista, caso não seja possível trazer o pecaminoso para a luz,
melhor para ele (o pecador) que morra. Antes morrer do que continuar em
pecado - tudo de acordo com a ótica interpretativa terrorista. Como
podemos concluir, com muita clareza e simplicidade, o terrorismo é mais
uma faceta da religião. Faceta de intolerância ao extremo. Nem por isso
deixa se ser ato promovido por suposta facção pró "guerra santa". Que o
dia 12 de setembro de 2012 seja mais um dia dedicado à valorização da
crença individualizada e sincera e, também, mais um dia de combate à
religião, enquanto cultura religiosa exclusivista e sectarista, como
estamos acustumados a ver por aqui.
Enéias Teles Borges
domingo, 11 de setembro de 2011
Mais, sobre o sectarismo...
O sectarismo e o exclusivismo surgem quando um grupo específico começa a
dizer que é o remanescente. Em vez de buscar a verdade na Bíblia, tenta
usar a Bíblia para "provar" as suas verdades. Os teólogos de todas as
denominações funcionam, muitas vezes, como serpentes que induzem o
membro de seu grupo a crer que somente tal grupo detém a verdade. É
contra isso que me insurjo, por experiência própria, por ser Bacharel em
Teologia e por ter sido usado para "doutrinar" em pontos específicos
que interessam tão somente a um grupo (filhos da luz) em detrimento de
todos os demais humanos (filhos das trevas). O sectarismo em larga escala produz seres intolerantes e muitas vezes
violentíssimos. Isso é inegável. Assim como é inegável que a crença
sincera e individualizada faz bem. A crença faz bem. A religião da forma
como conhecemos é deletéria. Nociva ao extremo.
Enéias Teles Borges
Sobre o proselitismo exclusivista e sectarista...
Em nome de Jesus muitas pessoas foram para a
fogueira. O problema não está em Jesus, não está em Maomé, não está em
Buda e afins. Está em pessoas que interpretam, de forma proselitista, as
suas mensagens. Os extremistas do Islã
interptretam que a melhor maneira de trazer a ordem e a moral ao mundo é
destruindo o Ocidente. Muitos entenderam que a melhor maneira de trazer
a luz de Cristo ao mundo era via Inquisição. Os proselitos
protestantes falam mal dos prosélitos católicos (vide conflitos na Irlanda do Norte na luta ideológica e física entre católicos e protetantes). A crença individualizada faz
bem ao homem, a religião, enquanto cultura religiosa e impositora, faz
mal. Não é possível lutar contra os fatos históricos. Os grandes
conflitos humanos se deram por conta de interpretações religosas, ainda
que de forma oculta. No dia 11 de setembro de 2011 só se fala em Deus. É como se
o Deus do Ocidente precisasse estar presente contra o Deus do Islã.
Ligar 11 de setembro com a religião não é generalizar. É nossa obrigação
perguntar: até quando conflitos religosos, envolvendo árabes, judeus e
ocidentais trarão horror ao mundo? Dizer não, ao proselitismo exclusivista e sectarista é nossa obrigação moral.
Enéias Teles Borges
Valorizando o crente verdadeiro...
O indivíduo acorda cedo e logo vai pensando: nasci na família certa, que
pertence a única religião verdadeira. Obrigado meu Deus! Tal cidadão
parece se esquecer que Deus é amor e justiça. Sendo justiça por que
permitir que tão poucos nasçam na família certa que pertence à única
religião verdadeira? Sendo amor por que não conceder a todos a mesma
oportunidade? Eis aqui a grande diferença que existe entre crença e
religião (cultura religiosa). O verdadeiro crente agradece pela oportunidade de poder buscar a verdade. O religioso agradece por já possuir a verdade.
Neste dia 11 de setembro de 2011 precisamos dar um basta à religião,
enquanto cultura religiosa proselitista e sectarista. Hora de valorizar o
crente genuino, altruísta e humilde. É momento de desvalorizar o
exclusivista, que se julga dentro e dono da verdade...
Enéias Teles Borges
sábado, 10 de setembro de 2011
11 de setembro de 2011
Neste domingo, 11 de setembro, o mundo se lembrará do aniversário do
nefasto episódio terrorista. Dez anos se passaram, Bin Laden está morto,
e o mundo relembra o dia 11 de setembro de 2001. Não apenas se lembra,
mas teme. Teme que algum fanático religioso tome o mesmo tipo de atitude
que apavorou o mundo. Quero chamar a especial atenção dos amigos para
uma realidade inquestionável. É notório que a religião não faz bem à
humanidade. Precisamos entender que o proselitismo, que está às escuras
nos centros de fé, não é bom. Crer não faz mal. O problema está em se
achar "o certo", "o único", "o remanescente", "o chicote de Deus". Todos
os que se julgam paradigma moral para a humanidade acabam, por fim,
praticando atos nocivos. O terrorismo é uma forma sinistra de impor a vontade de um ser soberano, a partir da interpretação de fanáticos religiosos.
Tal soberano é um ser que está no cerne do centro de difusão de fé
(cada um tem o seu, à sua forma e semelhança). Por isso precisamos,
neste 11 de setembro de 2011, enaltecer a crença e combater a religião -
da maneira exclusivista como ela se apresenta no mundo de hoje. Não
existe religião certa. Existe sim, a crença respeitosa, íntima, que pode
ser exercitada. Não, ao proselitismo religioso, deve ser a nossa
bandeira contra o terror.
Enéias Teles Borges
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Mente fértil, terra fértil...
Mente fértil, terra fértil. É bem por aí mesmo. A mente jovem ou menos
favorecida (por circunstâncias mil) é fértil. Tal qual uma terra boa
para o plantio, assim é a mente jovem ou desfavorecida. Os semeadores
sabendo que ali, em se plantando tudo dá, cultivam suas ideias. São os
emissários das divindades, que existem aos milhões e em bilhões de
formas, que semeiam nas indefesas mentes. O produto final nós
conhecemos: colheita eterna enquanto dure a vida dessa massa sofredora e
que se alegra por acreditar nas crendices promovidas pelos abutres da
"fé cega e da faca amolada".
Enéias Teles Borges
Racionalidade irracional?
Fases da vida humana que me causam pesar, no que diz respeito ao
discernimento: infância e velhice. A criança não tem noção da vida e da
morte. O idoso, senil, perde tal noção. Temos, então, dois períodos na
vida humana que nos fazem ser semelhantes aos irracionais, no que tange à
preocupação quanto ao futuro. Aí eu
me pergunto: tudo o que idealizamos para o futuro, depois desta vida,
existe mesmo ou é fruto do único momento em que possuimos a
racionalidade plena? Enquanto pensa o homem sente medo.
Por sentir medo idealiza uma vida que não está na mente da criança e do
velho caduco? Tiremos do homem sua capacidade para pensar e muita coisa
que se crê existir, virará pó. A religião sabe trabalhar isso muito bem,
mas, frisemos: mesmo os líderes religiosos, quando crianças ou quando
senis, não se preocupam com o que vem depois desta curta vida. O que
reforça a pergunta: o futuro maravilhoso existe ou é idealização
irracional da mente supostamente racional humana? Os "irracionais"
crianças e velhos, são mais racionais do que os "racionais" homens de
mente ainda pensante? Mais um motivo para se perguntar se a religião
trabalha com a realidade ou com o medo...
Enéias Teles Borges
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
O homem e a eternidade...
O futuro do homem será eterno. Esta frase, óbvia, tem sido usada pelos
centros de difusão de fé, como se tais centros fossem os inventores da
roda. Não é preciso ser gênio para saber que todo habitante da terra,
racional ou não, terá um futuro eterno. É notório que o futuro eterno,
que os abutres da fé vendem, é envolto numa perfumaria que faz a
membresia se sentir feliz e esperançosa. Que nosso futuro é eterno todos
nós sabemos. A diferença é que muitos têm convicção de que tal futuro
se dará em absoluto estado de inconsciência, pois será um futuro em
forma de morte eterna. É lógico que aquilo que é oferecido ao crente é
outro tipo de futuro: em formato de vida eterna, no paraíso, ao som de
música e em estado permanente de adoração ao ser supremo. Evidentemente
todos teremos futuro eterno. Que cada um exerça sua fé, acreditando num
futuro de vida eterna, caso ache que é correto ou conveniente. Que cada
um acredite da forma que lhe determine a consciência. Acreditar da forma
que quiser é direito inalienável do ser humano.
Enéias Teles Borges
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Sete de setembro de 2011
No dia sete de setembro o povo brasileiro, em especial nos anos de
chumbo, acostumou-se a render homenagens à mãe Pátria. Nada tenho contra
isso. Pelo contrário, no que diz respeito ao nacionalismo. Até me
lembro dos tempos de minha infância quando eu era estimulado pelos meus
professores a desenvolver o "senso patriótico". Ocorre que atualmente o
dia sete de setembro se mostra como apenas mais um dia de feriado, no
qual as pessoas separam o tempo para quebrar a rotina de atividades,
descansar ou festejar coisas que nada têm que ver com a data em si.
Aliás assim tem sido em quase todos os aspectos "devocionais" da vida. O
que se tem feito é servir-se do momento, fugindo do propósito
primordial. Vale para o dia da independência, vale, também paras
atividades espirituais e afins. O que o ser humano quer mesmo é viver a
seu gosto, ainda que domonstre, vez ou outra, algo que divirja disso. É
da nossa vida de hoje...
Enéias Teles Borges
terça-feira, 6 de setembro de 2011
O melhor e o menos pior
Buscamos o melhor e muitas vezes confundimos isso com o menos pior. A regra de ouro é buscar sempre o que for melhor ou o que vem logo em seguida. Existe uma confusão no ar. Há ocasiões em que precisamos escolher entre pior e o menos pior, ou "dos males o menor". Melhor é imensamente diferente de menos pior. Eis uma confusão que paira na mente de muitas pessoas sinceras e que são vítimas de engodos dos abutres que se dizem pastores, bispos e afins. Incutem na mente do fiel que não devem "ser cauda e sim a cabeça". Todos querem estar no topo. Quando observamos com calma, a tal cabeça não é algo bom. Não é o melhor. É, quando muito, o menos pior. Conseguem incutir na mente dos membros que aquela vida desgraçada que levam não é tão ruim assim. Dizem que muitos estão em situação horrorosa, porque não buscam a Deus. Os fiéis choram de pura emoção. Ficam radiantes diante de tal "revelação". A miséria na qual vivem é "menos miserável" que a de muitos. Ficam convencidos de que são a cabeça e os miseráveis ao extremo são a cauda. Enquanto isso os líderes carniceiros comem do bom e do melhor. Daquele melhor que não está ao alcance dos que creem...
Enéias Teles Borges
Que vivam a fé e a esperança...
Sem essa fé que se apresenta de diversas formas, difundida por
diferentes segmentos religiosos, a vida da maioria seria de pura
desesperança. Não importa muito, para as pessoas, a roupagem utilizada
pela fé. Os membros sempre terão certeza de que a fé que possuem é a fé
verdadeira. Deixemos que todos pensem que são detentores da "verdade
exclusiva". Desde que não queiram impor tal verdade, tudo bem. Essa fé, que se manifesta em formas tão diferentes no meio do
mundo crente, segura o povo dentro dos muros, fazendo-o acreditar e
projetar para o futuro, o mundo maravilhoso que não existe aqui e não
existe agora. Enquanto a massa crer que existe um mundo maravilhoso no
futuro, ela, a massa, haverá de se conter, freando seus impulsos,
suportando qualquer dor. A esperança
que se escuda na fé não é sinônimo da verdade, mas é sentimento que
mantém aceso o desejo de perseverar, abrindo o caminho para o suposto
viver eterno. Portanto: viva a fé! Que não se extinga a esperança!
Enéias Teles Borges
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
O ateísmo, a ilusão e a magia...
O que algumas pessoas precisam entender acerca do ateísmo é que nele não
se acredita na existência de divindade. Não se acredita, também, na
existência de poder espiritual antagônico. Para o ateu não existe deus,
nem existe o diabo. Quando um ateu produz obra boa não é, segundo ele
(ateu), resultado de ação divina. Quando produz algo que é considerado
deletério, o ateu não atribui isso a algum poder oriundo das trevas.
Entender essas premissas não é difícil. Difícil é aceitar. Muitos,
quando muito, apenas toleram. O ateu tem uma vantagem que salta aos
olhos: não sai por aí chamando as pessoas de "filhas do diabo" (nem
filhas de deus). Os ateus não vendem ilusão, ainda que não condenem a
magia que alguns praticam. Magia (crença) que minora a dor neste mundo
hostil. Podem dar valor ao que digo. Não sou ateu. Sou agnóstico teísta...
Enéias Teles Borges
Filhos do diabo?
O pastor Silas Malafaia chamou os blogueiros que se insurgem contra sua
Teologia da Prosperidade de "filhos do diabo". Disse mais: que ele é
profeta e que tais blogueiros precisam se cuidar. Eu assisti às imagens.
Discurso inflamado! O público presente vibrou! Fiquei pensando: o poder
da alienação oriundo do púlpito é violento. Os discursos de certos
pastores e bispos lembram os estilos do nazismo e do facismo (refiro-me à
oratória). Moral: cada dia que passa uma reflexão sem preconceitos nos
leva à conclusão de que a crença faz bem e é inofensiva. A religião,
como se apresenta no Brasil, é perniciosa. Existe uma mistura cada vez
mais evidente de misticismo com dinheiro. Isso não é fé, é negócio. Os
blogueiros "filhos do diabo" não mexeram apenas na doutrina. Movimentaram-se
contra os bolsos. Não dos fiéis, mas os polpudos bolsos dos que se
dizem pastores e profetas. Filhos do diabo, quem são eles? Blogueiros ou pregadores?
Enéias Teles Borges
sábado, 3 de setembro de 2011
A verdade é única e absoluta
Há que se concluir que a verdade é única e absoluta. Não se pode aceitar a ideia que dissemine a verdade como sendo múltipla e relativa. Quando se tem convicção da existência da verdade única e absoluta, a prática da religião, como a conhecemos no Brasil, torna-se impossível. Existem muitas religiões e todas elas com a sua verdade. As verdades dos múltiplos centros de fé não coadunam entre si. Logo estamos diante de verdades múltiplas e relativas que espelham os credos de seus respectivos segmentos de crença. Havendo "verdades" a ideia de multiplicidade e relatividade da verdade se desnuda diante dos olhos do homem sincero - que foge da religião. Comungar com a verdade única e absoluta equivale a romper com os conceitos predominantes dessa religiosidade corruptora que enxergamos em nossa vida.
Enéias Teles Borges
Questionar é importante...
O que é questionar a religião? É simplesmente buscar nela a verdade.
Achando tal verdade ela, a verdade, deve ser abraçada. Não localizando a
verdade, a religião em tela deve ser rejeitada. Isso é questionar a
religião. Não se deve, porém, confundir religião com verdade. A verdade é
inquestionável, a religião é e deve ser questionada. O resumo da ópera é
que todas as religiões que questionei estão eivadas de erro. Os erros
se apresentam de diferentes formas e são tão sutis que enganam e
enganarão os homens e mulheres de boa vontade...
Enéias Teles Borges
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Não sou masoquista...
Não
sou masoquista. Não trocaria a eterna felicidade pelo nada absoluto.
Razão pela qual não adianta dizer que estou abrindo mão de algo
indescritível, de inefável formosura. Quem não quer o eterno, belo e
bom? Basta apenas que isso seja real. De contos de fadas não vivo. A
vida que tenho é esta. Unicamente esta. Real em sua plenitude. O que
equivale dizer que o real é uma coisa o sonho é outra...
Enéias Teles Borges
Jesus: qual deles?
Uma
das frases mais faladas no Brasil é: "Só Jesus Salva!" Aí eu paro e me
pergunto: "Qual Jesus? Qual deles, se as faces aparesentadas pelos
milhares de centros de difusão de fé são tantas e tão diferentes?" O
argumento de que o Jesus é o mesmo, em vestes diferentes, não cola. A
salvação é única e o Jesus em testilha também deveria ser. Único e sem
sofismas. Jamais essas caricaturas do Redentor, que são apresentadas
pelos "picaretas" da fé.
Enéias Teles Borges
Enéias Teles Borges
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
A natureza não é perfeita...
Ouvi alguém dizer: "A natureza é perfeita, Deus a fez perfeita, o homem estraga a perfeição divina". Perguntei de volta: "O homem faz parte da natureza? Foi Deus quem o criou? O homem estraga a natureza? Então a natureza não é perfeita, porque uma parte dela (homem) é imperfeita ao ponto de estragar as demais criações da divindade". Muitas afirmações são até bonitas, mas também são incoerentes...
Enéias Teles Borges
Enéias Teles Borges
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