segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Esperando pelo homem perfeito...

É uma espera longa, sem fim. Ingrata por natureza. Existem aquelas que acreditam nessa possibilidade. Estão prontas para acreditar em muito mais, incluindo Papai Noel. Enquanto esperam pelo homem perfeito os imperfeitos disponíveis vão se juntando às menos exigentes. Esperar pelo homem perfeito significa morrer solteira...

Enéias Teles Borges

A inteligência e a fidelidade sexual

Um estudo, no mínimo curioso, sugere que os homens mais inteligentes tendem à fidelidade, isto é: quanto mais baixo o QI, maior a tendência para a infidelidade. O mesmo estudo concluiu que o liberalismo político e o ateísmo são características dos mais capacitados. Mais: o estudo sugere que tudo isso é sinal da evolução da espécie.

Esse estudo será, obviamente, recusado (em parte) pelos criacionistas radicais. Os cristãos certamente concordarão com a conclusão inteligência x fidelidade. Aceitar que o ateu é mais inteligente? Jamais!

Reportagem completa no Universo Online.

Enéias Teles Borges
Postagem original:  01/03/2010

Deus está morto?


A revista Galileu, num texto de Cássio Starling, chama a atenção do leitor para o surgimento de um novo “kit” ateu, que vem sob o título de neoateísmo. A argumentação é escudada numa lógica simples e de difícil refutação. Os ataques são fulminantes (isso não quer dizer que estão repletos de razão), conforme texto exemplificativo:

"Sugiro que 1 bilhão de cristãos se juntem para rezar por um, apenas um, amputado. Peçam para que o membro perdido volte a crescer. Impossível? Isso ocorre diariamente com as salamandras, sem que, presumivelmente, nenhum pastor reze para que aconteça." Essa ideia é uma amostra do terreno lógico sobre o qual se alicerça o mais recente ataque a Deus. Seu autor, o ensaísta norte-americano Sam Harris, estudou filosofia em Stanford e conclui um doutorado em neurociência sobre como o cérebro lida com a crença. Isso deu a ele a base necessária para que escrevesse A Morte da Fé - Religião, Terror e o Futuro da Razão, livro que chega agora ao Brasil pela Companhia das Letras (Revista Galileu).

Nota: É mais uma batalha que leva na direção do nada! Os argumentos utilizados pelos neoateus têm o mesmo efeito dos argumentos dos criacionistas, pois são argumentos surrados contra argumentos igualmente surrados. Os ateus divertem-se sugerindo que os criacionistas são bobos e os criacionistas cristãos, citando a Bíblia, repetem o milenar discurso que afirma: “disse o louco no seu coração, não há Deus”. Neste embate, cujo troféu será o nada, todos perdem. O que emerge? A intolerância, que antes era exclusividade quase total dos criacionistas, conseguiu novo aliado: os neoateus! É lamentável!

Quem ganha mais com isso? Aquele que investe neste tipo de aventura! Imaginem quantos livros e revistas são comprados por partidários dos dois lados! Aquele que escreve ganha! Aquele que refuta, não o faz de graça! Na guerra entre teístas e ateístas a massa perde, mas sempre existe a minoria que aufere resultados: a que vê em tudo isso uma fonte de comércio eterno! Querem ter uma idéia do que acabei de digitar? Basta seguir o link abaixo. Convém ler todo o conteúdo. Depois eu sugiro que você, leitor amigo, pare e pense: quem ganha? Quem perde? Vale mesmo seguir por essa trilha?



Enéias Teles Borges
Postagem original: 17/11/2009

domingo, 7 de agosto de 2011

O leproso e o ateu

Nos antigos tempos bíblicos os leprosos eram mantidos fora do arraial. Todos deles. Medo de contrair a temida doença.

Nos tempos atuais os ateus são tratados como leprosos. Todos se afastam deles, como se fossem doentes.

Nos tempos antigos era importante evitar o leproso porque havia real possibilidade de contrair a doença. O povo temia a doença, mas não odiava os leprosos.

Nos tempos atuais o criacionista se afasta do ateu por medo e por preconceito. O povo religioso teme o ateísmo e odeia os ateus.

Importante saber que ateísmo não é doença. E mais: fica muito feio para o povo que se diz de fé e paz odiar quem pensa de forma divergente.

O sonho do criacionista, em sua maioria, é o de pisar no ateu, como se este fosse um pequeno ser humano...
 
Enéias Teles Borges

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Transmitindo a esperança...

Um líder de igreja local resolveu visitar seu superior para lhe pedir conselhos. Seu comandante era um homem escolado, idoso e com muita experiência no trato dos fiéis. Lá chegando abriu o coração.

- Está muito difícil cuidar da igreja. Sou procurado todos os dias para dar conselhos, efetuar casamentos, funerais e muitas outras atividades afins. Tenho consolado as pessoas, mas preciso ser franco: não consigo acreditar mais naquilo que doutrino.

O ancião olhou para aquele jovem líder de igreja local e lhe disse:

- Quanto eu tinha a sua idade tive que enfrentar as mesmas situações e depois, como você está fazendo agora, aconselhei-me com um ancião. Vou lhe transmitir o mesmo que ele me ensinou e aquilo que faço até hoje.

- Ele me ensinou (prosseguiu o ancião) que nós temos uma missão especial, pois somos mais fortes que a maioria das pessoas. Ensinou-me que os fiéis, assim como nós, vivem num mundo cão. Vivem e sofrem, tendo como consolo a esperança da fé que professam. Percorrem o vale da sombra da morte cultivando uma convicção que nós transmitimos: a de que depois desta vida miserável haverá uma vida melhor.

- Imagine se nós (disse mais o ancião), que não cremos no que pregamos, começássemos a mostrar para eles a realidade da vida e da morte. Imagine se mostrássemos que depois desta vida horrível e curta não existe mais nada além do nada eterno...

- Siga o meu conselho (concluiu o ancião), o mesmo que recebi com a sua idade. Continue transmitindo a esperança. Mesmo sabendo que ela está escudada em ficção, continue até que você fique velho como eu. Transmita um pouco de alegria aos membros da sua igreja. Eles não possuem nada além da fé! Imagine se também deixassem de possuir a esperança...

Foi assim que aquele jovem pastor de igreja local, seguiu cumprindo a sua missão. A de oferecer fantasia, para combater a dura realidade da vida e da morte.

Por que tirar a esperança de um povo, quando não se tem nada melhor para colocar no lugar? No mundo religioso a ignorância quanto à verdade da vida e da morte é importante fator de esperança. A esperança não precisa coadunar com a verdade...
 
Enéias Teles Borges

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Os verdadeiros analfabetos...

"Os verdadeiros analfabetos são os que aprenderam a ler e não leem." (Mário Quintana)

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Orgulho Heterossexual

A Câmara de São Paulo aprovou nesta terça-feira projeto de lei do vereador Carlos Apolinario (DEM) que cria o Dia do Orgulho Heterossexual, a ser comemorado no terceiro domingo de dezembro. 

Leia mais na Folha Online.

Nota: Isso é bom? Será que promoverá algum tipo de atrito? Sou contra essa conversa de orgulho homo ou orgulho hetero. Sou a favor da ausência total de discriminação, não importanto a orientação sexual de qualquer pessoa. Tudo sem alarde, tudo sem ruído...

Enéias Teles Borges

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

A realidade e a ficção


É incrível como o ser humano mistura a ficção com a realidade. É impressionante como é possível misturar o que se deseja com o que existe e extrair de tal mistura um mundo de esperanças. O mundo é feio, o sonho é bonito. Daí surge uma fantástica mistura. A fantasia de que a feiura deste mundo será compensada pela beleza da vida noutro mundo. Eis a mistura da realidade com a ficção. A realidade é esta vida passageira, a fantasia é a esperança de que haverá uma vida eterna e sem dor (sempre no futuro - anos, décadas, séculos e milênios adiante...).

Assim vai caminhando a humanidade, ao sabor da ficção e da realidade, sonhando com a concretização da esperança...

Enéias Teles Borges

domingo, 31 de julho de 2011

O homem e o sentido da vida

Existe um sentido para a vida humana ou tal sentido é uma busca desesperada feita pelo homem? A grande questão é: existe um propósito para a humanidade ou a humanidade busca um propósito por não aceitar a ausência de sentido (propósito)?

O ateu entende, de forma pura e simples, que a vida tem começo, meio e fim. (lembram-se daquela definição pueril de árvore: “a árvore é um ser vivo que nasce, cresce e morre...”?) Simplesmente assim! Como a vida surgiu? Ele acredita que não é resultante de um propósito, afinal divindades não existem. Não há que se falar em criador e criatura. Para o ateu a vida tem algum sentido? O que seria sentido neste caso?

É confusão permanente acreditar que a vida só tem sentido quando ligada ao dueto criador e criatura. Sentido só existiria (para muitos) no caso de haver algo para além do túmulo. É claro que existem criacionistas que acalentam convicção de que o criador parou por aí mesmo: apenas criou...

Não é certo pensar que para o ateu não existe sentido para a vida humana. Existe um sentido diferente daquele advogado pelos criacionistas. A própria preservação da vida, até o ponto possível, é motivo para lhe dar um sentido (seria mesmo “sentido”?). O senso de fraternidade em favor da raça humana, por si só, é um nobre sentido. Mesmo o ateu acreditando que não houve criação específica como creem, em especial, os cristãos, ele (o ateu) não busca sentido para a vida. Bem diferente disso: ele, quem sabe, tenta dar sentido à vida...

Não estaria aí um esplêndido diferencial? Enquanto os criacionistas buscam sentido para a vida, o ateu não estaria tentando, simplesmente, outorgar sentido à vida que lhe veio, sabe-se lá de qual forma?

Deixarei o assunto, como sempre,  “em aberto”, pois pretendo (sempre) refletir mais um pouco. Concentrar-me-ei no parágrafo acima.

Enéias Teles Borges 
Postagem original: 19/10/2009

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Os evangélicos e o homossexualismo

Brasileiros que se declaram protestantes ou evangélicos são o setor mais resistente na sociedade à união de casais do mesmo sexo, aponta pesquisa inédita divulgada nesta quinta-feira (28) pelo Ibope Inteligência. O segmento apresentou o maior percentual de pessoas contrárias à união --77% contra 23% de favoráveis --, que, em junho, foi aprovada pelos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).

A pesquisa nacional, realizada entre os dias 14 e 18 de julho, apontou que 55% dos brasileiros são contrários ao casamento entre pessoas do mesmo sexo, e 45% são favoráveis. Na segmentação por religiões, além dos protestantes, católicos e ateus ou sem religião se mostram bastante divididos em relação ao tema: 50% de católicos se disseram a favor da união, e 50% contra, enquanto, entre os ateus, esses índices ficaram em, respectivamente, 51% e 49%. Entre os entrevistados que se definiram adeptos de “outras religiões”, o índice de favoráveis à união homoafetiva foi maior: 60%, diante dos 40% de quem é contra.

Leia mais no Universo Online.

Nota: É evidente, também, que os evangélicos são mais ligados à tradição familiar "normal". Como poderiam concordar com uma união condenada explicitamente pela Bíblia? Precisamos tomar cuidado com este tipo de notícia. Pode gerar intolerância e confrontos...

Enéias Teles Borges

terça-feira, 26 de julho de 2011

Ateísmo e teísmo: lucro ou prejuízo?

Existe uma diferença significativa entre “perder” e “deixar de ganhar”. Perdedor é aquele que, tendo a propriedade de algo, por qualquer motivo deixa de ser o dono. Deixar de ganhar é diferente pois ainda não existe a propriedade, que poderia ser conseguida ou não.

Partindo desta premissa volto ao assunto ateísmo e teísmo. O teísta que crê num deus pessoal entende que possui a salvação em mãos, pois o mérito foi alcançado pelo salvador pessoal que morreu por ele na cruz. O que pode ocorrer a este religioso? Perder aquilo que possui de forma graciosa.

E no que diz respeito ao ateu? Ele não acredita na possibilidade de existência de um deus pessoal e, logo, não acredita na possibilidade de salvação pelos méritos de um ser que deu a vida em seu lugar.

Quem perde e quem deixa de ganhar? Há mesmo o que perder? Existe o “deixar de ganhar”?

Mais uma vez a situação do ateu nos parece mais confortável. Vejamos: no caso da existência de um deus pessoal o que o ateu perde? Nada! Ele apenas deixaria de ganhar o que sequer acreditava existir. Ainda lhe restaria um consolo: sendo esse deus pessoal um ser de extrema justiça poderia, inclusive, levá-lo para o lar eterno. Afinal o ateu cresceu sob o julgo de uma lei moral que ele desconhecia ou cria não existir, correto?

O religioso, porém, vive uma situação complicada. Vejamos: existindo o deus pessoal ele, o religioso, teria que viver à altura da expectativa do deus pessoal, aceitando-o e permitindo que ele realize o “querer e o efetuar” na sua vida de crente. Por outro lado existe a possibilidade de tudo não passar de uma ficção, isto é, não existindo um deus pessoal, certo? O religioso teria imensa decepção ou, caso tenha morrido, jamais ressuscitaria...

Em resumo:

O ateu tem a chance de conviver com o lucro pois nada tem a perder e se ele, o ateu, não for detentor da verdade ainda poderá contar com a justiça e amor do deus que ele não conheceu ou reconheceu. Caso o deus de amor não lhe dê o paraíso o que mudaria para ele, que sempre acreditou na impossibilidade de salvação?

O mesmo não ocorre com o teísta que acredita na existência de um ser pessoal. Ele pode ser salvo ou se perder, junto com muitos, no caso da existência desse ser. E ainda conta com uma agravante: no caso da inexistência desse ser ele morreria e seria “fim” eterno, conforme hoje acredita o ateu.

O ateu está preparado para o fim e aceitará de bom grado o que lhe vier de graça. E o religioso? Está preparado para a decepção? Quem hoje pode dizer que convive com o lucro ou com o prejuízo? O ateu ou o teísta?

Enéias Teles Borges
Postagem original: 02/09/2009

sexta-feira, 22 de julho de 2011

O filósofo Pondé, o Ateísmo e o Teísmo

A revista Veja da semana passada (13/7) publicou entrevista interessante com o filósofo Luiz Felipe Pondé, de 52 anos. Responsável por uma coluna semanal na Folha de S. Paulo e autor de livros, Pondé costuma criticar certezas e lugares-comuns bem estabelecidos entre seus pares. Professor da Faap e da PUC, em São Paulo, o filósofo também é estudioso de teologia e considera o ateísmo filosoficamente raso, mas não é seguidor de nenhuma religião em particular. Pondé diz que “a esquerda é menos completa como ferramenta cultural para produzir uma visão de si mesma. A espiritualidade de esquerda é rasa. Aloca toda a responsabilidade do mal fora de você: o mal está na classe social, no capital, no estado, na elite. Isso infantiliza o ser humano. Ninguém sai de um jantar inteligente para se olhar no espelho e ver um demônio. Não: todos se veem como heróis que estão salvando o mundo por andar de bicicleta”. Sobre sexo, ele diz: “Eu considero a revolução sexual um dos maiores engodos da história recente. Criou uma dimensão de indústria, no sentido da quantidade, das relações sexuais – mas na maioria elas são muito ruins, porque as pessoas são complicadas.”

Recomendo a leitura de todo o texto em Criacionismo.

Nota: Como sabem eu sou agnóstico teísta. Fiz faculdade de Teologia e sou de tradição cristã conservadora. Migrei para o agnosticismo. Os argumentos contemporâneos do cristianismo colaboraram para isso. Eu precisaria fazer uma releitura do Criacionismo Cristão. Ocorre que isso é muito difícil. Nos tempos atuais existe o exercício permanente da má-fé. Como reestudar se tudo o que havia de original foi mexido por descuito, culpa ou dolo? A mudança de pensamento de Pondé me estimula a continuar tentando...

Enéias Teles Borges

Cuspindo fogo

O "cuspe" solar amedronta, mesmo quando sabemos que o sol está cumprindo o ciclo de onze anos - que lhe é peculiar. Basta uma rápida mudança no sol, para que a terra sofra horrores. Nossa limitação é microscópica. Não nos adianta apegar à ciência, que de nada nos servirá, no caso de uma atividade solar devastadora. Pouco sabemos sobre o astro rei, mas sabemos bastante acerca de nossa pequena significância.

"A Nasa divulgou neste domingo (8) foto que mostra erupções magnéticas no Sol na última semana (as cores foram tratadas para facilitar a identificação das erupções). Ele não ficava tão ativo desde 2001. " A foto acima ilustra e é da mesma fonte jornalística do texto.

"Erupções criam tempestades de partículas carregadas que atingem a Terra. Quando chegam, fazem brilhar o céu das regiões polares.  Elas devem aumentar até 2013 (a atividade solar segue um ciclo de cerca de 11 anos). O astro está acordando, após anos de calmaria. "


Nota: Os que acreditam numa terra que será renovada depois do "milênio" não temem. Acreditam, até, que o sol "queimará" para sempre e o fará de maneira a proporcionar, ao nosso planeta, um clima celestial. Quem não acredita nisso entende que o sol tem bilhões de anos pela frente e depois virá o fim ou sua transformação. Transformação ou fim do sol. Qualquer uma delas representará o fim da vida na terra. Isso se o sol (antes) não destruir a vida terrestre, cuspindo fogo que nos alcance...

Enéias Teles Borges

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Você é um idiota da internet?

Li hoje no "The New York Times" uma reportagem que revela o custo de se comportar como um idiota na internet. Empresas estão ganhando dinheiro fazendo pesquisas em todas as redes sociais possíveis para ajudar na contratação de funcionários. Captam até frases colocadas num fórum. Essa pesquisa acaba ajudando na decisão de contratar ou não, com base, às vezes, de alguém bêbado numa festa, fumando um baseado ou escrevendo uma piada que pode ser interpretada como preconceito contra mulher, negro ou deficiente.

Como as redes sociais são muito novas, muita gente se comporta como um idiota, expondo sua vida privada ou situações comprometedoras. Pode-se até argumentar (e com certa razão) que a vida pessoal não deveria influenciar na contratação. Mas o fato é que o que se faz na rede social está virando critério de contratação e até chance de prosperar num emprego, mas as pessoas parecem nem se importar.

Fonte: (Universo Online - Gilberto Dimenstein)

Nota: Texto oportuno. Seria interessante se todos pensassem o quanto palavras, aparentemente lançadas ao vento, podem interferir no futuro...

Enéias Teles Borges

quarta-feira, 20 de julho de 2011

No dia 20 de julho de 2011: Bodas de Prata

O dia 20 de julho é especial em nossa casa. O dia 20 de julho de 1986 marca o início do nosso casamento. Minha esposa e eu estamos completando (hoje) 25 anos de união. Na realidade nosso casamento civil foi no dia 26 de junho de 1986. Para nós a data que marca é a do casamento na igreja. A fantástica cidade de Vitória da Conquista (BA), cidade natal de minha mulher, foi o palco de nossa união.

Hoje eu me aterei a esta postagem, para marcar data tão especial.

Muitos nos perguntam qual o segredo para que um casamento chegue aos 25 anos. A resposta é bem simples e falar de amor é dizer pouco. O que faz um casamento durar é a permanente manifestação deste amor, em suas múltiplas formas. Destaco a paciência, a compreensão, a coerência e a disposição para viver centrado na família.

Salve o dia 20 de julho de 2011!

Enéias Teles Borges

terça-feira, 19 de julho de 2011

Fim da primavera gay

Durou pouco a chamada "primavera gay" na TV aberta, que culminou no primeiro beijo lésbico numa novela brasileira, em maio, no SBT. Tanto a emissora de Silvio Santos como a Globo deram nos últimos 60 dias uma guinada nos rumos da dramaturgia, e passaram a dar ordens implícitas ou explícitas a seus autores, para que baixem a bola de cenas gays nas histórias. Oficialmente, a decisão se deve a uma suposta "overdose" do tema.

Leia todo texto no Universo Online.

Nota: Finalmente um basta nesse famigerado exagero!

Enéias Teles Borges

Tudo de Deus, para você...

"Tudo de Deus, será seu, quando tudo o que é seu for de Deus." (frase atribuída ao pastor R.R. Soares, da igreja Internacional da Graça).

Nota: Tudo que é seu, quando entregue a Deus, é via igreja? A frase é bonita, surte efeito, principalmente naqueles que foram picados pela "doença" chamada de teologia da prosperidade.

Enéias Teles Borges

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Qual a religião verdadeira?


Qual a religião verdadeira? A minha, a sua ou a dele? Todas são verdadeiras. Afinal o Deus da minha, da sua e o da dele, não permitiria que ficássemos na religião falsa, certo?

Não é maravilhoso viver com a verdade “exclusiva”?

Enéias Teles Borges

domingo, 17 de julho de 2011

Napoleão Bonaparte e a religião...

Religião é uma coisa excelente para manter as pessoas comuns quietas. (Napoleão Bonaparte)

Nota: Eis aí uma verdade inquestionável...

Enéias Teles Borges

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Realidade inventada

Eu não: quero é uma realidade inventada. (Clarice Lispector)

Nota: Melhor maneira de inventar uma realidade: "fé"...

Enéias Teles Borges

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Os cristãos e a arrogância

O cristianismo merece respeito. O mesmo não vale para todos os cristãos. Existe um grupo arrogante que se arvora à condição de representante de deus na terra. Em geral considera as demais pessoas como inferiores mentais. Subestima a capacidade de ateus e agnósticos como se esses fossem idiotas. Subestima até mesmo outros cristãos. Basta que alguém comece a ler e estudar qualquer coisa ligada ao ateísmo para que vocifere: "Esse estudo afastará você da verdade..." Será que alguém é tão medíocre ao ponto de se deixar levar por algum tipo de estudo? Que cristão seria esse que mudaria de rumo ao assoprar do vento? Isso é Lamentável!

Tenho recebido conselho de alguns cristãos. Sugerem que eu deva parar com a leitura de alguns livros. Acreditam que eu me tornarei ateu por esse motivo. Subestimam a minha capacidade de discernimento. Logo eles que são teóricos de uma única fonte.

Tais cristãos comem arroz e querem arrotar caviar. Olham-se no espelho e enxergam verdadeiros leões da fé e do discernimento. Tolos! Tapados! Nada mais são do que bitolados que só enxergam um rumo: o que é forçado pela bitola.

Por essa e outras é que insisto em afirmar: o que afasta o cristão do cristianismo não é o argumento divergente e sim a estupidez de cristãos medíocres que se julgam paradigmas da fé. O que eles de fato são? Membros da FCFA (Fé Cega e Faca Amolada).

Um absurdo!

Enéias Teles Borges
Postagem original: 04/05/2010

Líderes "crocodilos lacrimejantes"

A sabedoria dos crocodilos consiste em verter lágrimas quando querem devorar. (Francis Bacon)

Nota: Líderes crocodilos lacrimejantes, carcarás sanguinolentos: eles, tais líderes exploradores da fé alheia, conseguem ser tudo isso e muito mais...

Enéias Teles Borges

quarta-feira, 13 de julho de 2011

A morte é importante para quem está vivo...

No dia 31 de março de 2010 eu postei um texto com o título “a morte, a tristeza e o esquecimento”, que foi bem aceito pelos amigos leitores e é um dos mais visitados do meu blogue (link aqui). Foi feito um comentário, no dia 6 de abril de 2010, por um leitor, cuja identificação é Guedes. Andei relendo o comentário e considero que valha a pena disponibilizá-lo agora, em forma de nova postagem. São comentários, como este abaixo, que nos permitem enxergar, claramente, a postura de pessoa convicta.

“Já tive ao longo da vida (41 anos), várias experiências com a morte de entes queridos em tempos diferentes (tios, pai, mãe, sogra, amigos) e em cada época a percepção da morte foi se modificando, no inicio era medo e revolta com deus e a situação inesperada, nos outros, conforme fui ficando "menos religioso", a aceitação e conformação foi mais fácil, só ficava saudade das pessoas, nenhuma revolta e quase nenhum medo, pois ficou claro que não teria a quem reclamar sobre o ocorrido e também não haveria motivo para medo pelo o que a pessoa poderia estar sentindo estando morta, ou o que eu sentirei quando morrer, pois ficou tudo bem mais natural, acreditar que tudo termina e se por acaso não terminar, não deverá ser ruim, pois antes de nascermos não sentíamos nada, já que não existíamos e quando morremos, deixamos de existir novamente. Quem sabe nosso "eu", consciência não seja como um programa de computador (personalidade) mais os dados (experiências) e quando morremos, seria quando o computador fosse desligado ou trocado e ficamos inertes no HD. Mesmo que este HD nunca mais seja usado, ficamos lá, se o HD for definitivamente destruído, não fará a menor diferença para o estado que estamos (inertes), ou seja, a morte só é importante para quem está vivo, tão logo morremos ela é insignificante. Uma coisa eu tenho certeza: inventamos deus e a religião pelo temor da morte, se esta não existisse, nem o sofrimento, estes conceitos sobrenaturais não existiriam.”

Nota: Grifos acrescentados.

Enéias Teles Borges

terça-feira, 12 de julho de 2011

Carcarás sanguinolentos


O carcará é um gavião temido. No nordeste do Brasil é comum atribuir a alguém muito violento o apelido de “carcará sanguinolento”. Tal apelido também é atribuído ao diabo, o anjo caído.

Existem alguns tipos de líderes religiosos que podem, perfeitamente, ser apelidados de carcarás sanguinolentos. São esses malditos difusores da teologia da prosperidade. Os sanguinários pastores, bispos e afins, não sossegam enquanto não retiram das vítimas (fiéis) todo o sangue de que dispõem (dízimos e ofertas).

Eis uma descrição perfeita para eles: carcarás sanguinolentos!

Enéias Teles Borges

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