segunda-feira, 23 de maio de 2011

Deus e a coincidência...

Coincidência é a maneira que Deus encontrou para permanecer no anonimato. (Einstein)

Nota: Às vezes eu me pergunto: o que ele realmente queria dizer com isso?

Enéias Teles Borges

Universo: a Matéria Escura

Todas as estrelas, planetas e galáxias que podem ser vistos hoje representam apenas quatro por cento do Universo. Os outros 96 por cento referem-se a um material que os astrônomos não podem ver, detectar ou mesmo compreender.

Estas misteriosas substâncias são chamadas de energia escura e matéria escura. Astrônomos afirmam a sua existência com base em sua influência gravitacional sobre o que pode ser visto em pequenos pedaços do universo, mas a matéria escura e a energia continuam a iludir todos quanto a sua detecção.

Todo texto em (Astrofísicos). 

Nota: Cada dia surgem mais novidades. Alguns tentam enxergar nas novidades a sustentação de teorias tradicionais ligadas à religiosidade. Outros enxergam fatores que derrubam os conceitos dos nossos pais. Na minha maneira de ver os mitos serão quebrados, para desespero de muitos. Quem viver verá...

Enéias Teles Borges

sábado, 21 de maio de 2011

Quando o irreal parece real

Eu sempre gostei de história em quadrinhos. Principalmente dos gibis de Walt Disney. Meu personagem favorito sempre foi o Pato Donald. Às vezes eu tinha a sensação que ele de fato existia. Era um pato humano, nervoso, que se sentia injustiçado, que era sincero e que também tinha seus momentos que conspiravam contra a ética.

Incrível como as histórias em quadrinhos me fascinavam e fascinam até hoje. No último feriado, em Ubatuba, eu comprei (para reler) o gibi "Superpato - 40 anos". O Superpato era (ou é) o Pato Donald exercendo um poder e inteligência incomuns. Reli as histórias e essa não foi a primeira vez que reli. Foram muitas, muitas mesmo!

Creio que eu sinto saudades do tempo em que eu tinha a sensação de que o Pato Donald era um ser quase humano... Tudo meio parecido com as crenças que eu tinha, com a fé que eu exercia. Assim como sei que o Pato Donald é agradável ficção eu me dobro diante da realidade de minhas crenças de outros tempos...

Enéias Teles Borges

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Marcha da maconha

Após a Justiça proibir a realização da Marcha da Maconha em São Paulo, os organizadores decidiram substituir o protesto por um ato em defesa da liberdade de expressão. O horário e local do ato --no sábado, a partir de 14h, no vão do Masp-- foram mantidos, mas em vez de pedirem a legalização da droga, os manifestantes vão usar colocar mordaças, narizes de palhaço e roupa preta para criticar a decisão judicial.

A divulgação da mudança no teor do ato está sendo feita por Facebook, Twitter e outras redes sociais, além da distribuição de panfletos. A alteração na proposta será apreciada amanhã, antes do protesto, pelos ativistas que estiverem na avenida Paulista. “Vamos estar no Masp para mostrar o nosso completo desacordo com a decisão da Justiça de São Paulo. Mas nossa decisão [de mudar a proposta do ato] precisa ser submetida às pessoas que vão estar lá amanhã”, afirmou Júlio Delmanto, 25, organizador do evento.


Nota: Passeata gay, marcha por Jesus, marcha da Maconha... O que mais está faltando? 

Enéias Teles Borges

Efeitos da omissão


Às vezes me perguntam o motivo, quando trato da omissão, da postura tão aguda, do linguajar tão forte e da maneira tão vibrante. A resposta é simples: fui vitimado pela omissão!

Trabalhei numa instituição que sempre alardeou para os cantos do mundo que os seus joelhos jamais deveriam se “curvar perante Baal”. Acreditei e acredito assim e agi dentro da esfera deste postulado. Resultado: quando me vi emparedado pelas circunstâncias e à mercê de carniceiros olhei para os lados e só enxerguei omissos...

Preciso dizer mais?

Imaginem chegar a São Paulo com 17 anos de idade, fazer uma faculdade, casar-se crendo e vivendo num ideário religioso e de repente sentir sob os pés o chão desaparecer! Foi assim que me senti, em 1989, minha esposa grávida... Eu, de repente, só (sozinho mesmo!), pois os omissos se afastaram...

Paro por aqui. Apenas para justificar “suavemente”. Voltar a este assunto me causa mal, muito mal, podem acreditar...

Sinto-me como um leão, tendo que tapar os olhos, para conter minha vontade de “devorar” os muitos omissos que ainda existem por láe em outros cantos...

Enéias Teles Borges
Postagem original: 10/07/2009

As mulheres são mais deprimidas que os homens

Existe uma matemática cruel que rege os diagnósticos de depressão no mundo inteiro: para cada homem abatido pela doença, há duas mulheres na mesma situação. Os dados são da Organização Mundial da Saúde e evidenciam aquilo que os médicos observam há décadas nos consultórios: a depressão afeta homens e mulheres em proporção e de maneiras diferentes.

Recomendo a leitura do texto completo em Boas Práticas Famacêuticas.

Enéias Teles Borges

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Planeta sem órbita

Planetas sem órbita foram descobertos no centro da Via Láctea. Este novo tipo de planeta vaga livre pelo espaço, sem estar no campo gravitacional de nenhuma estrela ou astro. Os astrônomos acreditam que este tipo de planeta seja mais comum que estrelas na galáxia


Nota: Quanto mais longe o homem enxerga, mais novidades chegam até nossos olhos e ouvidos. Impossível seguir dentro da forma convencional de ver a origem do Universo e das demais coisas. A fé segue como fé e nada mais do que isso. Daí a necessidade de aceitar as novidades e interpretar de forma racional a história da  raça humana.


Enéias Teles Borges

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Padre Marcelo Rossi, um campeão de vendas

Ágape, lançado há apenas nove meses pelo Padre Marcelo Rossi chegou aos 4 milhoes de exemplares vendidos. Isso significa que o padre já faturou cerca de 7,6 milhões de reais em direitos autorais com o seu bestseller. Mal comparando, o mesmo que Antonio Palocci amealhou com sua agora notória consultoria.

Em entrevista recente a VEJA, o padre explicou o que faz com o dinheiro dos seus CDs e livros. Disse Marcelo:

- Doo a comunidades carentes, mas, hoje em dia, a maior parte é destinada ao novo santuário que estou ajudando a erguer desde 2002.


Nota: Esquecendo a questão do proselitismo entendo que se deva tirar o chapéu para a obra feita pelo padre. Muitos autores, especialmente protestantes, jamais chegam a esse número e a destinação dos recursos nem passa perto do que tem sido feito no caso em tela.

Enéias Teles Borges

A dúvida, a ignorância, a verdade...

Que seja doce a dúvida a quem a verdade pode fazer mal. (Michelangelo Buonarroti)

Nota: Lembra-me uma outra frase famosa (deve ser adágio popular): a ignorância, muitas vezes, proporciona felicidade...

Enéias Teles Borges

Hawking: o homem tem medo do escuro?

Utilizando de sua grande popularidade e reputação, o físico britânico Stephen Hawking conseguiu novamente chamar a atenção. Em polêmica entrevista concedida ao jornal The Guardian, Hawking afirmou que a ideia de que há uma espécie de paraíso após a morte não passa de um "conto de fadas de gente que tem medo do escuro"

Texto completo em APOLO11. 

Nota: Logo mais os membros fundamentalistas, da Fé Cega e da Faca Amolada (FCFA), partirão para o ataque contra o grande gênio, que apenas exerce sua imensa capacidade para pensar e sua liberdade para se expressar...

Enéias Teles Borges

Homofobia: só se fala nisso...

A razão pela qual intolerância, sexismo, racismo, homofobia existem é o medo. As pessoas têm medo de seus próprios sentimentos, medo do desconhecido. (Madonna)

Nota: Não sei até que ponto a cantora Madonna tem autoridade suficiente para sustentar a frase acima. Até porque ela coloca diferentes assuntos "num mesmo saco", como se a luta fosse a mesma. A sensação que nos fica é que existe um estado de guerra entre os heterossexuais e os homossexuais. Não é guerra, mas os homossexuais, pelos motivos que lhe são peculiares, estão tentando dar esse tom aos seus postulados. São pretensões legítimas, mas que estão sendo alcançadas por um viés que nos parece incoveniente.

Enéias Teles Borges

terça-feira, 17 de maio de 2011

David e Golias


Nota de Editor: O texto David e Golias é outra contribuição do amigo Paulo Vasconcelos, publicitário e expert em relógios antigos. Mais uma reflexão para os amigos leitores. Agradeço ao Paulo pela gentileza de nos permitir a publicação.

Por: Paulo Vasconcelos

Enquanto sós, idealizamos um grande amor. Quando ele nos arrebata, apaziguamos. Depois de um tempo chegamos a sentir falta da praticidade da solidão.

Um grande amor não sobrevive ao cotidiano, apenas um pequeno amor resiste às agruras do individualismo.

O grande amor busca a perfeição. Para tanto exige, cobra e até sufoca. Nos consome e nos inebria. Não há espaço para um grande amor no dia-a-dia dos nossos tempos.

O pequeno amor convive com a falta, com a falha e até com a farsa. O grande amor não admite distância, dissabor e desinteresse. Talvez, ou apenas, a redenção. O pequeno amor se abastece da saudade, no contraponto da presença constante.

Ao grande amor reconhecemos como a última peça de um quebra-cabeça. O encaixe perfeito na figura completa das almas entrelaçadas. O pequeno amor deixa sempre o quadro incompleto, mesmo que haja peças sobrando, pois essas simplesmente não encontram o seu lugar na paisagem.

O grande amor faz do sexo uma brincadeira de criança e nos faz dormir como bebês. No pequeno amor a trepada é providencial e nos revigora.

Grandes são as discussões durante o grande amor. Conceitos são propostos na tentativa de fazer com que as idéias se fundam numa só unidade. O pequeno amor não padece desta utopia, nele só se discute as coisas pequenas, tais como o ciúme. O grande amor nem conhece essa palavra, pois, neste sentido, nada e nem ninguém existe a dois passos de distância.

E pequeno é o amor perfumado, limpo e penteado. O contrário do suado, sangrado e maravilhosamente desarrumado grande amor. O grande amor não aceita desaforo, simplesmente por ele ser o próprio desaforo que provoca a incompreensão dos que amam pequeno.

Amar grande é estar condenado ao fracasso, à tristeza e à desilusão. Só depois de se viver um grande amor é que nos obrigamos a amar pequeno, pois este é mais útil, funcional e substituível.

Assim, deixamos para trás o sonho impossível da felicidade completa, para nos atrelar à pequenez da mera sobrevivência dos nossos eternos corações solitários.

Um grande amor é raro, e se descobre onírico.

O pequeno é o que podemos ter, na medida do ordinário.

Enéias Teles Borges - Editor 
Postagem original: 02/12/2008

A ordem, desígnio celeste ou a criação do inconsciente coletivo?

Nota do Editor: O texto abaixo é de autoria de PAULO ROBERTO DA CUNHA VASCONCELOS, amigo intelectual de longa data. Trata-se de um indivíduo ligado ao ramo de propaganda e publicidade e um especialista em antiguidades, notadamente relógios antigos de pulso. Como muitos sabem sou apreciador dessas pequenas e engenhosas maravilhas humanas e o Paulo, posso dizer, é mestre nesse assunto. Segundo ele me disse esse texto abaixo é resultante de uma reflexão, após conversa com outro colecionador de relógios antigos – reflexão acerca da vida. Ele sentou-se diante do micro e saiu (de uma “sentada”) essa “meditação” que muito me agradou e que certamente será motivo de longo e suave pensar do amigo leitor. Agradeço ao amigo Paulo, por me permitir a postagem neste humilde, porém democrático espaço.

A Ordem - Desígnio celeste ou criação do inconsciente coletivo?

Com o surgimento da arqueologia, mesmo bem antes dessa atividade possuir este nome, o homem encontrou indícios de que nossa espécie, desde sempre, concebeu deuses os quais ditavam regras e exigiam oferendas.

Tais regras decupadas em mandamentos ou dogmas, em cada religião, época, cultura ou povo, sempre tiveram como objetivo estabelecer certa ordem no mundo. Fossem no cerne do núcleo familiar, ou da porta pra fora com os demais da tribo, vilarejo ou megalópole.

A pergunta chave seria o porque das regras ou mandamentos.

A resposta é óbvia: para evitar o caos, personificado na figura lendária e universal do demônio. Aquele anjo das trevas com cara de poucos amigos, sempre disposto a provocar e rir da desgraça alheia.

Parece evidente e claro que, também desde sempre, houve uma necessidade cabal de personificar o bem e o justo (leia-se deuses), e o mal (demônios), para focar o que seria aproveitável, ou não, para a melhor convivência entre nós seres humanos.

Partindo desse princípio, o de regras a serem seguidas segundo os ensinamentos dos deuses, fica muito óbvio também a natureza ambígua do ser humano no que tange suas próprias inclinações para o "bem", e para o "mal".

Para pontuar alguns dos extremos de nossa natureza, tomemos como exemplo o alegórico conjunto denominado "Os Sete Pecados Capitais": a gula, a avareza, a preguiça, a soberba, a luxúria, a ira, e a..., putz, eu esqueci o sétimo.

Muito bem, todos nós reconhecemos na nossa personalidade esboços desses "pecados", sejam eles em menor ou maior grau e intensidade.

Herdamos de nossos antepassados temperamentos e inclinações para certas atitudes, posturas e até manias. Posteriormente, as transmitimos para nossa prole, e nos condenamos, por assim dizer, a convivermos um bom tempo de nossas vidas com os "monstros da nossa própria criação".

O grande mistério, a grande dúvida, até maior que a da divina criação, é por que a maioria de nós combate, repele e critica essas tendências, tentando sufocá-las?

Uma resposta simplista diria que é porque atrapalham o velho e bom andamento das coisas. O excesso dos tais pecados consolidaria o caos. E isso não interessa à preservação da espécie. Em tese, iria mesmo é radicalmente na contramão dessa manutenção ordinária.

Acontece que, sem sombra de dúvida, há ainda muito espaço para detalhar todas as nuances da psique humana, e sua relação direta com o inexorável instinto de preservação. Se este instinto é inerente aos insetos, répteis e microorganismos, por que seria diferente com a espécie humana?

O que parece confuso, e porque não dizer assombroso, é a necessidade de se terceirizar para uma dimensão mitológica as regras práticas da boa convivência. E ainda pior e mais tenebroso é que esse esforço pela ordem, embasado nas religiões, sempre corroborou para que essas mesmas instituições religiosas conduzissem seus seguidores à barbárie e até mesmo ao temido caos.

Depois de refletirmos sob essa ótica, não seria mais do que lógico admitir que os desígnios divinos fossem criações de nossas próprias mentes, objetivando estabelecer e colocar em prática a mais simples regra da natureza, a sobrevivência?

Sim, faz mesmo sentido. Os intentos religiosos seriam criações do inconsciente coletivo que agem com o simples propósito de tentar apaziguar nosso caos e mazelas particulares.

Agora, o que eu quero saber a partir disso é: qual a razão desta, não raro insana, tentativa de perpetuação de uma espécie tão incoerente e autodestrutiva?

Acontece que a razão (no ambivalente sentido da palavra) é um conceito meramente humano.

A essa altura, uma formiguinha qualquer, ocupada com seus ininterruptos afazeres lá no meu jardim, nem se dá ao trabalho de "pensar" porque este humanóide aqui estaria tão intrigado com essas questões de pseudofilosofia.

Não seria mais coerente eu apenas seguir em frente?

Seria. Entretanto, não posso omitir minha inveja da formiga para "quem" foi ofertada, na sua criação, a isenção de todos os pecados do mundo.

Por ironia, o pecado capital que havia esquecido de citar no contexto foi justamente a inveja. A qual eu faço saber que, de alma completamente lavada, sinto da indefesa, porém feliz formiguinha.

Na verdade, as formigas cagam e andam para a felicidade.

Aliás, mais andam do que cagam.

Deveríamos é imitá-las.

Publicação Original: 20/10/2008

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Alienação crescente...

Quanto mais o mundo se torna complicado e as mazelas humanas mais expostas, menos o ser humano insta em não pensar. Aceita, de forma constante, as vociferações do alienadores profissionais que habitam e engordam nos seios cada vez mais abundantes. São os centros de difusão da fé cega e da faca amolada que mais crescem nos momentos de tormento. Oferecem alento? Não. O que oferecem? Paliativos em doses pequenas, que alienam muitos, ao mesmo tempo em que crescem em influência e em riqueza.

Impossível lutar contra os alienantes. Aqueles que permitem a alienação se julgam felizes assim.

Que alienadores e alienados sigam pelo caminho que escolheram... 

Enéias Teles Borges

sábado, 14 de maio de 2011

Dica de filme: Thor

Serve de dica para aqueles que apreciavam os gibis antigos. O Poderoso Thor sempre fez parte de minhas leituras de infância. Eu sempre gostei dos gibis que traziam quadrinhos do Homem Aranha, Homem de Ferro e do Poderoso Thor.

Minha esposa e eu fomos ver o filme hoje. Não assistimos a ele em 3D, nossa sessão foi a das 19:50 horas. Acredito que deva ser muito bom em 3D, tendo em vista que na forma convencional foi muito legal.

É claro que não podemos esperar que um filme baseado em quadrinhos tenho o intuito de concorrer ao Oscar de melhor roteiro, certo?

Fica a dica!

Enéias Teles Borges

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Outra pessoa dentro de mim...


Um amigo meu, advogado com bom tempo de militância, procura colocar o bom humor no que faz. Outro dia, ele que não abre mão de muita cerveja, foi questionado: "por que você bebe tanto?"

Ele respondeu com o bom humor de sempre: "eu bebo pouco, mas o pouco que bebo desperta uma outra pessoa dentro de mim. Essa outra pessoa é quem bebe muito..."

Enéias Teles Borges

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Uma escolha: ligado ou desligado?

Algumas pessoas são muito simples. As circunstâncias da vida, em suas múltiplas facetas, impediram que os indivíduos menos favorecidos tivessem capacidade para escolher. Digo escolher mesmo, sabendo rigorosamente o que se está escolhendo. Escolher, sabe-se, não é tão simples assim. É necessário conhecer amplamente as opções e a partir de tal conhecimento exercer a escolha.

Muitas pessoas, entretanto, possuem tais condições e podem escolher. As escolhas, quase sempre, são escudadas no emocional, quando deveriam, principalmente, ter como sustentáculo o raciocínio. A opção por permitir que o emocional dirija ou não as suas escolhas conduz o ser humano, em relação à realidade, à seguinte questão: no que tange ao mundo real o que esolher? Ser ligado ou desligado?

Fica claro que as as pessoas que possuem capacidade de escolha muitas vezes optam pelo "desligado". Estar "ligado", costuma, quase sempre fazer acordar do doce sonho decorrente de anos e anos de crença numa suposta realidade.

Quem não gostaria que a suposta realidade fosse a realidade de fato? Gostar não faz a realidade mudar. Apenas impede muitas vezes o "estar ligado"...

Enéias Teles Borges

terça-feira, 10 de maio de 2011

A divindade que nos interessa

Não basta apenas ter convicção da existência de um ser criador. O que realmente alivia a alma é saber que além de criador trata-se de um ser pessoal. Pessoal e que queira ter as suas criaturas vivas, felizes e para sempre ao seu lado.

O primeiro embate é ter certeza da sua existência. O segundo é ter a certeza do seu cuidado. Não adianta muito o aconchego nos braços alienantes da fé cega e da faca amolada. Acreditar é acreditar. Torcer é torcer. Não adianta torcer para que seja verdade o que se quer.

O caminho é longo e oferece como companhia a realidade. Não é apenas longo. É tortuoso, repleto de nuances de insegurança. É real, não é ideal.

Por isso que considero chata a guerrinha à moda brasileira em torno do criacionismo e do ateísmo.

Sem falso altruísmo: a divindade que nos interessa é uma que seja pessoal, amorosa, cuidadosa e que nos outorgue a eternidade repleta de felicidade.

Não sendo assim que diferença faz ser criacionista ou ateu? Quem sabe o ateu até sofra menos por não alimentar uma eventual ilusão...

Enéias Teles Borges
Postagem original: 05/02/2009

Sistema Solar: Planeta Gigante ou Anã Marrom?

Fico impressionado com o avanço da Astronomia. As novidades que nos chegam derrubam mitos. Enquanto alguns tentam adaptar os fatos que só agora chegam a nós, dando-lhes cunho religioso, outros assistem à queda dos mitos da antiguidade.

Tyche: Cientistas tentam provar planeta gigante no Sistema Solar


Em 1999, uma dupla de pesquisadores constatou que diversos cometas observados apresentavam fortes desvios em relação às órbitas calculadas. Segundo eles, isso seria provocado pela atração gravitacional de um planeta quatro vezes maior que Júpiter, escondido dentro do Sistema Solar. Eles batizaram esse grande objeto de Tyche. 

Na ocasião, John Matese e Daniel Whitmire, ligados à Universidade de Lousiana-Lafayette, publicaram um artigo propondo que somente a presença de um objeto de grande massa no interior da nuvem de Oort - uma hipotética região circular localizada a quase um ano-luz do Sol - poderia explicar as anomalias observadas no caminho dos cometas provenientes daquele local.

Segundo os cientistas, devido ao brilho muito tênue e temperatura muito baixa, a existência de Tyche só poderia ser comprovada através de imagens no espectro infravermelho que registrassem aquela região específica e apostaram suas fichas nas imagens que seriam geradas pelo telescópio espacial WISE, a ser lançado em 2009.

Recentemente, devido à divulgação de parte de dados do telescópio WISE, a teoria de Matese e Whitmire voltou a ser alvo de especulações, já que a agência espacial americana, NASA, confirmou que a primeira parte dos dados coletados será divulgada em abril de 2011 e a segunda etapa em março de 2012.

"Existem fortes evidências de que existe um grande objeto naquela região", disse Mantese. "O padrão de desvio na órbita de alguns cometas persiste. É possível que seja apenas uma casualidade estatística, mas essa probabilidade diminuiu à medida que temos mais dados acumulados nos últimos 10 anos", disse o cientista.

Mantese explica que a quantidade de dados gerados pelo telescópio é imensa e que "garimpar" o banco de dados pode levar bastante tempo. "Não temos uma previsão ao certo. Talvez dois ou três anos até encontrarmos alguma coisa, mas se o objeto realmente estiver ali, vamos achá-lo."
Caso Tyche realmente exista, de acordo com a dupla de astrofísicos ele se localizaria a 2.25 trilhões de quilômetros de distância. Seria um objeto gasoso e teria um período de translação ao redor de 1.7 milhão de anos. 

Corrente Contrária

Apesar de Matese e Whitmire estarem bastante confiantes na localização do hipotético planeta, nem todos os astrofísicos concordam com a teoria.

"Entendo que o novo trabalho esteja sustentado em muito mais dados que antigamente, mas baseado no trabalho anterior acredito que as estatísticas estão incorretas", disse Hal Levison, cientista planetário ligado ao Instituto de Pesquisas do Sudoeste, no Colorado e autor de recente estudo publicado sobre a nuvem de Oort.

No entender de Levison, o que Matese e Whitmire estão vendo é um sinal muito sutil. "Não tenho certeza que esse desvio nas estatísticas seja significativo e provocado por um planeta com quatro vezes a massa de Júpiter. Não tenho nada contra a ideia, mas acredito que as estatísticas não estão sendo feitas corretamente", disse o astrofísico.

Outro cientista que se contrapõe aos argumentos a favor da existência de Tyche é Matthew Holman, pesquisador do Instituo Harvard Smithsonian de Astrofísica, que estuda há muitos anos os cometas vindos da nuvem de Oort.
"Já encontrei várias assinaturas de perturbações orbitais naquela região, mas isso não é suficiente para afirmar que existe um objeto de grandes dimensões capaz de afetar a órbita dos cometas na nuvem de Oort", disse Holman. 

Nêmesis

Em 1980, pesquisadores estadunidenses passaram a especular sobre a possibilidade do Sol ter uma companheira, o que tornaria o Sistema Solar um sistema binário de estrelas. Essa hipotética companheira foi batizada de Nêmesis.

De acordo com a hipótese, Nêmesis seria uma estrela anã marrom, pequena e escura, com órbita centenas ou milhares de vezes mais distante que a de Plutão e levaria pelo menos 26 milhões de anos para completar uma revolução ao redor do Sol. No entanto, a ausência de um campo gravitacional que marcasse sua presença fez com que sua possibilidade permanecesse apenas teórica.

Em novembro de 2003, a descoberta do planeta-anão Sedna fez a hipótese da existência de Nêmesis ganhar fôlego. Segundo Mike Brown, descobridor do planeta-anão, Sedna está onde não deveria e não há como explicar sua órbita. No entender de Brown, Sedna nunca está próximo o suficiente para ser afetado pelo Sol e também nunca está longe o bastante para ser influenciado por outras estrelas.

Esses fatos reforçaram ainda mais a hipótese da existência de Nêmesis, que teria entre 3 e 5 massas jupterianas. Com esse tamanho, Nêmesis também não seria observável no espectro visível, mas brilharia intensamente no comprimento de onda do infravermelho e seria possivelmente detectável pelo telescópio espacial Wise.

Lançado em dezembro de 2009 com o objetivo de mapear 99% do céu no espectro infravermelho, o telescópio já fez inúmeras descobertas de objetos celestes, entre eles 20 novos cometas.

Durante a missão, o telescópio produziu nada menos que 1.5 milhões de imagens que agora serão estudadas minuciosamente. Se a hipótese de Matese e Whitmire estiver correta, Júpiter perderá seu posto de maior planeta do Sistema Solar e o Sol poderá não será mais uma estrela solitária.

Fonte: (APOLO11) 


Enéias Teles Borges

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Quem não erra é promovido...

Quem trabalha muito, erra muito. Quem trabalha pouco, erra pouco. Quem não trabalha não erra. E quem não erra é promovido. (adágio popular)

Nota: Parece piada, brincadeira de quem tomou umas e outras, mas é bem o espelho da verdade, num contexto em que a avaliação dos atos humanos é feita de maneira obtusa, bem tapadinha mesmo...

Enéias Teles Borges

sábado, 7 de maio de 2011

O medo e a esperança...

"O medo dos poderes invisíveis, inventados ou imaginados a partir de relatos, chama-se religião." (Thomas Hobbes)

Nota: Não restam muitas dúvidas. O medo da morte (eterna) e a esperança (céu), oriundos de poderes invisíveis e que por tradição foram esculpidos na mente humana, ao longo dos séculos, conspiraram para que o homem vivesse, religiosamente, como vive hoje. Tiremos do homem o medo e a esperença e a religião simplesmente deixará de existir...

Enéias Teles Borges

A vida é bela?

Alguns diriam que depende do ponto de vista. Eu costumo me perguntar a esse respeito. Vejo pessoas que parecem viver num permanente estado de felicidade, ao passo que outras parecem viver num perene estado de tristeza.

Quando eu era criança ouvi uma frase que deve ser conhecida de todos: “feliz não é aquele que tem tudo que gosta, mas do que gosta do que tem”.

Pois é: a vida é bela para quem é feliz! Isto mesmo. Para quem detém a felicidade.

O que é felicidade é como consegui-la? Leiam este lindo poema e sejam felizes:

VELHO TEMA
Vicente Augusto de Carvalho

Só a leve esperança em toda a vida
Disfarça a pena de viver, mais nada;
Nem é mais a existência, resumida,
Que uma breve esperança malograda.

O eterno sonho da alma desterrada,
Sonho que a traz ansiosa e embevecida,
É uma hora feliz, sempre adiada
E que não chega nunca em toda vida.

Essa felicidade que supomos,
Árvore milagrosa que sonhamos
Toda arreada de dourados pomos,

Existe, sim: mas nunca a alcançamos
Porque ela está sempre apenas onde a pomos
E nunca a pomos onde nós estamos.

Enéias Teles Borges
Postagem original: 24/01/2008

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Não tenho fé suficiente para ser ateu - II

Depois de ler e reler a obra de Norman Geisler e Frank Turek, resolvi, ainda que de forma esporádica, tecer comentários apresentando minhas reflexões. A questão que precisa ser respondida é: um livro como este poderia ter sido escrito por alguém cem por cento imparcial?

Leiamos o que está contido no primeiro parágrafo do prefácio dos autores (página 13 na edição brasileira):

"Os céticos à religião acreditam que livros como este não são confiáveis no que se refere à objetividade porque são escritos por pessoas religiosas que têm suas crenças. Na verdade, é desta maneira que os céticos veem a Bíblia: ela é um livro tendencioso, escrito por pessoas tendenciosas. A avaliação dessas pessoas pode ser verdadeira para alguns livros de religião, mas não é verdadeira para todos eles. Se fosse assim, não se poderia confiar em nada que se leia sobre religião, incluindo livros escritos por ateus ou céticos, porque todo escritor tem um ponto de vista sobre religião."

Sou sincero: não gosto deste tipo de abordagem utilizada na introdução. Parece conversa de vendedor que sugere: "por que não provar o meu produto? Sei que existem produtos ruins, mas isso não quer dizer que todos sejam. Experimente o meu..."

É óbvio que ateus e criacionistas são tendenciosos. Cada um defende como pode o objeto central de sua convicção. Livros escritos por pessoas, que já fizeram sua escolha, tendem a enaltecer o que convém e desdenhar do que não é interessante.

Os autores do livro perguntam: "De quanta fé você precisa para acreditar neste livro?"

Respondo: preciso da mesma quantidade de fé que eu precisaria para acreditar em qualquer livro que tenha a pretensão de ser "o livro diferenciado". É indiferente se tenha sido produzido por ateu, cético, criacionista e afins.

Lamentavelmente o livro em tela não fugiu do lugar comum. Quem o leu, de forma crítica, certamente enxergou o quanto ele é tendencioso e em razão disso não se sentiu afetado (logo, quem o leu, de maneira crítica, não mudou de opinião). Importante: o livro de Dawkins, "Deus, um Delírio" promoveu em mim a mesma mudança que este: nenhuma! Eles são autores que se opõem, que se digladiam e que destilam suas convicções de capa à capa nos seus escritos. Devo reconhecer, porém, que Dawkins foi mais objetivo e claro em seu propósito doutrinador.

Enéias Teles Borges
Postagem original: 03/02/2010

quinta-feira, 5 de maio de 2011

União Civil Homossexual

Supremo Tribunal Federal, de forma unânime, reconhece a União Civil Homossexual

Era aguardado, não é surpresa. Não havia dúvida de que o resultado seria este. Não há que se falar em outra coisa a não ser pensar que vivemos num país livre e que cada um, desde que respeite o espaço alheio, pode fazer o que lhe convier - incluindo aí a orientação sexual.

É justo, portanto, que esta decisão faça valer direitos adquiridos, especialmente no que tange ao patrimônio constituído pelos que se unem numa relação homossexual séria.

Entre as novas garantias que podem ser dadas após a decisão do Supremo estão pedidos de aposentadoria, pensão no caso de separação e uso de plano de saúde. Algumas decisões para estender direitos aos parceiros do mesmo sexo já foram tomadas por tribunais, mas a mais alta corte do país nunca se pronunciou sobre o assunto.

Respeito a decisão. Antes de pensar em homossexualismo e que tais, precisamos pensar no ser humano e o que ele representa no nosso mundo atual - dentro das diversidades proporcionadas pelas individualidades...

Vida que segue... 

Enéias Teles Borges

Gravando no mármore

“Grava as injúrias no pó e os benefícios no mármore” (Benjamim Franklin)

A grosso modo nós poderíamos dizer que a injúria tem, entre vários sentidos, o de ser um ilícito penal praticado por quem ofende a honra e dignidade de outrem. Estamos nos referindo a um sentimento subjetivo, pois essa ofensa é sentida de forma diferente entre pessoas, ainda que do mesmo contexto social.

Vale dizer que algo trivial promovido por alguém poderá trazer constrangimentos a outro indivíduo, gerando sentimento desagradável. Cito como exemplo as pessoas obesas que sofrem brincadeiras praticadas por terceiros no dia-a-dia e que fingem ignorar a mágoa.

Muitos se sentem injuriados diariamente e de diferentes modos. Às vezes o ofensor sequer percebe que está tomando atitude deletéria a seu semelhante.

Às pessoas que se sentem ofendidas eu recomendo esse pensamento do Benjamim Franklin. A despeito do desconforto é de vital importância destacar na própria vida os benefícios auferidos em detrimento das mazelas.

No mundo atual precisamos, permanentemente, adicionar à vida o que há de bom. No mesmo rigor lutar contra as vicissitudes, ainda que as minimizando, o que equivale a “gravar no pó”.

Consolidar no mármore o que existe de bom não é um simplório exercício de otimismo. É, com certeza, a aplicação à realidade, do pouco que existe de bom neste nosso mundo. Isso nos capacita, sempre, para a labuta constante pelo sobreviver. Tentando vislumbrar, entre as dores, um horizonte azul...

Enéias Teles Borges
Postagem original: 30/05/2008.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Agnosticismo Teísta e o Deus Pessoal

Algumas pessoas se surpreendem quando afirmo que, em termos práticos, o agnosticismo teísta, ao qual me alinhei, oferece a mesma recompensa ao homem que é outorgada pelo ateísmo - a saber: nada!

A razão é bem simples e não será necessário qualquer tipo de malabarismo para se explicar e para se entender. O agnóstico teísta entende que mesmo não podendo provar, admite a possibilidade da existência de um ser (entidade, qualquer coisa que o valha) originador. Não entra no mérito se tal criador é também um sustentador do que existe. Acredita por "n" razões pessoais, que lhe parece mais razoável ser um agnóstico teísta do que ser um agnóstico ateísta. Simples assim mesmo. Sem contar outro detalhe: o agnóstico não é ortodoxo, como são muitos teístas e ateístas. Diante de prova contundente o agnóstico (meu caso) abraça a verdade - tal qual náufrago se agarra a qualquer material que lhe permita se manter na superfície. Não importa se tal verdade é oriunda do Criacionismo ou do Ateísmo.

Acontece que a surpresa de muitos é a seguinte: o fato de ter inclinação para o teísmo, via agnosticismo teísta, não se leva à crença de que tal ser é um deus pessoal. Aquele ser que não apenas sabe quantos fios de cabelo existem na cabeça de quem não é careca, mas também cuida do vivente, como uma mãe afetuosa cuida de sua prole...

Ser um agnóstico teísta não significa, necessariamente, acreditar na existência de um Deus redentor (um Deus Pessoal). Sou agnóstico teísta e admito que me afastei dos conceitos antes firmemente arraigados em meu pensar, no que tange à maneira pessoal de relacionamento de um ser superior e originador.

Muitos não conseguem entender as vertentes possíveis no contexto do agnosticismo e por essa razão dizem, num equívoco medonho, que o agnóstico fica em cima do muro, como se o agnosticismo fosse um meio-termo entre o teísmo e o ateísmo.


Há que se lamentar...

Enéias Teles Borges

terça-feira, 3 de maio de 2011

Cobertor de anão...

O cobertor de anão, quando usado por pessoa de estatura normal, num dia de frio, pode trazer três tipos de transtornos: (1) quando se cobre a cabeça os pés ficam descobertos, (2) quando ele cobre os pés deixa a cabeça descoberta e (3) quando o usuário se contorce, para que o corpo fique sob o cobertor, emerge um problema grave, pois o indivíduo fica com o corpo dolorido - em razão de tentar dormir todo enrolado, como uma cobra, debaixo do minúsculo cobertor de anão.

O cobertor de anão é uma maneira figurativa, bem aplicada por pessoas de boa índole, para tentar mostrar, aos que são verdadeiramente compromissados com a verdade, que a falácia está espalhada nos centros habitados pelos criacionistas de meia tigela. Sim, aqueles plantonistas da fé cega e da faca amolada, que instam em disseminar a “teoria da terra nova”, numa tentativa insana de impor interpretação literal à Bíblia, notadamente no que tange ao livro de Gênesis.

Como muitos blogueiros têm observado, o conceito de terra nova é aquele que tenta “provar” que a vida no planeta terra originou-se há seis mil anos. Quem sabe um pouco mais do que isso – refiro-me aos literalistas bíblicos.

Os agentes complicadores para essa turma têm sido, efetivamente, as análises feitas nos sítios arqueológicos encontrados. Insurge-se, o grupelho da fé, contra os testes científicos que datam ossadas de animais para além do ponto inicial que advogam. Não aceitam os milhões de anos asseverados pelos cientistas e tentam mostrar que todo tipo de vida existente (ou que se extinguiu) na terra originou-se na semana da criação tal qual narram os capítulos iniciais do livro do Gênesis.

O dilúvio universal passa a ter papel importante nesse contexto de análise (terra nova) para solidificar o ponto de vista dos agentes da fé cega e da faca amolada.

Acontece que nos sítios arqueológicos estudados até hoje não foi possível provar que as ossadas de humanos, mamíferos e outros animais do nosso tempo, tenham a mesma idade das outras ossadas – dinossauros e afins.

A idade, de todos os ossos de todas as espécies de animais encontrados em valas comuns, não deveria ser a mesma? As ossadas não deveriam possuir o mesmo estado de conservação (ou deteriorização)? Não deveriam ser encontradas sobrepostas e/ou misturadas nas mesmas valas?

Eis um exemplo de cobertor de anão. Não cobre todos os pontos e quando é forçado a cobrir, arrebenta com o corpo de quem o utiliza...

Enéias Teles Borges
Postagem original:  16/10/2009

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Meu deus é o mais forte!

Dois deuses estão em guerra. O deus de Osama Bin Laden que o ajudou a horrorizar o mundo em 11 de setembro de 2001. Do outro lado o deus do Ocidente. O deus de Osama serve-se do terror absurdo. Ordena matar adultos, crianças e quem mais estiver perto do alvo. O deus do Ocidente possui recursos refinados, armas modernas. A luta tem começo, meio e não se sabe se terá fim. A primeira batalha teve a vitória do deus de Osama. O terror começou a guerra, vencendo a primeira batalha. O terror não parou por aí. A Europa passou a conviver com o medo...

Eis que o deus do Ocidente mostra seu poder. Fez sucumbir o líder escolhido pelo deus do mundo árabe. A segunda batalha teve a vitória do deus do Ocidente. A madrugada de 02 de maio de 2011 é momento de comemoração no mundo ocidental!

Eis que a partir de agora surge um impasse: haverá a terceita batalha? Tal batalha definirá o vencedor da guerra? Será que serão intermináveis batalhas sem final de guerra?

Enquanto isso os dois lados bradam, cada um ao seu modo: meu deus é o mais forte!

Nota: Atenção senhores ateus! Fiquem fora desta guerra. Não se metam aonde não são chamados. Em guerra santa ateus não podem opinar! Quem disse que os ateus têm autoridade para tentar impedir a matança que ocorre entre os que possuem cultura religiosa? Aqueles que não creem na existência de divindades (néscios) não podem se imiscuir no meio dos que possuem divindades poderosas. Não importando se é o deus de Osama ou o deus o ocidente (conselho de um agnóstico teísta).

Enéias Teles Borges

Morre um líder religioso...

Osama Bin Laden morreu. Os Estados Unidos da América (EUA) conseguiram seu intento e enviaram para a terra dos que não existem mais o famoso terrorista. O homem que fez o mundo tremer, ao promover os incidentes de 11 de setembro de 2001, não faz mais parte do mundo dos vivos.

Parece irônico, mas temos que afirmar: o mundo religioso perdeu um líder. Terrorista ou não ele fez o que fez em nome da sua fé.

Imaginem de Osama Bin Laden fosse ateu... O que estariam dizendo os membros fiéis da Fé Cega e da Faca Amolada (FCFA)?

Enéias Teles Borges

domingo, 1 de maio de 2011

O ateísmo e os milagres

Quero usar como ponto de partida para esta postagem, o poema que adiante seguirá, de Mário Quintana, grande poeta brasileiro, que por muitos foi amado e por outros nem tanto.

Dos Milagres

O milagre não é dar vida ao corpo extinto,
O
u luz ao cego, ou eloquência ao mudo...
Nem mudar água pura em vinho tinto...
Milagre é acreditarem nisso tudo!

No último final de semana pude me encontrar com amigos, numa festa de aniversário de duas pessoas as quais dedico imensa consideração. A aniversariante completou 80 anos e ele, genro dela, completou 50. Como sempre acontece quando encontramos a turma de sempre, das viagens a Caldas Novas e encontros na Igreja, conversamos sobre vários assuntos e entre eles discutimos a questão da fé. Mais especificamente um ponto chave: quando aqueles que possuem fé, consideram-na como se fosse algo concreto e querem que os demais, principalmente os ateus, aceitem o que creem como se verdade fosse.

Dilúvio, travessia do mar Vermelhocuras de Cristo (...), são acontecimentos aceitos por quem possui fé. Quem assim acredita que seja feliz com isso, mas daí impor aos demais a "obrigação" de acreditar é muito complicado. Chamar quem não acredita de louco é, no mínimo, desrespeito. Devemos nos lembrar que todo ato de fé humano passa, necessariamente, pela confiança depositada no ser humano. Acreditar nas "verdades" bíblicas pressupõe a aceitação de narrativas de homens, que se diziam inspirados ou nas narrativas de homens, que outros homens diziam ser decorrentes de inspiração. Para ter fé em qualquer divindade é necessário acreditar nos postulados apresentados pelo ser humano. Ou alguém que conhecemos recebeu orientação olho no olho de qualquer divindade? Ainda que isso fosse verdadeiro para ele, para os demais seria uma narrativa de um homem que disse ter visto Deus...

Não podemos, portanto, criticar os ateus por não terem essa fé. Como poderiam ter fé no sobrenatural se não acreditam nisso? O ateísmo e os supostos milagres são como água e óleo. Meio difícil (para não dizer impossível) de misturar...

Nota: Resta-me lembrar aos que deduzem, a partir da simples leitura, que sigo firme no agnosticismo teísta. Naquele mesmo, em sua essência, na forma como foi proposto pelos seus "fundadores".

Enéias Teles Borges
Postagem original: 25/05/2010

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