Mostrando postagens com marcador Saúde. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Saúde. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 20 de maio de 2011

As mulheres são mais deprimidas que os homens

Existe uma matemática cruel que rege os diagnósticos de depressão no mundo inteiro: para cada homem abatido pela doença, há duas mulheres na mesma situação. Os dados são da Organização Mundial da Saúde e evidenciam aquilo que os médicos observam há décadas nos consultórios: a depressão afeta homens e mulheres em proporção e de maneiras diferentes.

Recomendo a leitura do texto completo em Boas Práticas Famacêuticas.

Enéias Teles Borges

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

As mulheres e o derrame cerebral

Falta de esperança aumenta risco de derrame em mulheres
Desilusão com a conquista de metas ajuda a elevar a pressão sanguínea, diz estudo!

Uma recente pesquisa publicada na revista Stroke sugere que mulheres consideradas saudáveis podem apresentar um aumento no risco de derrame, quando apresentam falta de esperança nas metas que querem atingir, seja no ramo profissional, pessoal ou familiar.

O estudo aconteceu com mais de 500 mulheres, com idade média de 50 anos de idade, e que não estavam no grupo de risco para doenças coronarianas. Para descobrir se a esperança estava presente na vida dessas voluntárias, os pesquisadores fizeram perguntas com base no futuro e nos objetivos pessoais de cada uma, além de medir os sintomas de depressão. Para verificar o risco de derrame, foram realizados exames de ultras-som com o objetivo de medir a espessura das artérias do pescoço de todas as participantes. Artérias mais estreitas representam uma maior elevação da pressão sanguinea, tornando muito maior o risco de ocorrer doenças cardiovasculares.

De acordo com os pesquisadores, mulheres sem esperança tinham as artérias do pescoço 0,02 milímetro mais espessas do que as esperançosas. Eles afirmam que a diferença foi significativa mesmo levando em conta outros fatores de risco coronariano, como idade, raça, renda, fatores de risco para doenças cardíacas e até a depressão.

Fonte: [Universo Online].

Nota do Editor: Pesquisa surpreendente! Mais uma faceta na vida das mulhres que aflora de forma espantosa. Claro que seria interessante uma pesquisa mais ampla e comparativa com pesquisas similares em homens. De qualquer maneira é algo a ser considerado.

Enéias Teles Borges
Postagem original: 25/09/2009
-

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Mulher sem medo

Rara doença cerebral faz mulher não sentir medo...

Cientistas americanos detectaram em uma mulher uma rara doença cerebral que faz com que não tema nada - nem uma serpente que se aproxima de seus filhos nem uma faca em seu pescoço.

A mulher não experimenta a sensação de medo porque tem destruída a parte de seu cérebro em que os cientistas acreditam que esse sentimento seja gerado.

Nas últimas duas décadas, os cientistas acompanharam a mulher, identificada como SM, em busca de dados sobre sua condição que podem fornecer pistas para o tratamento do estresse pós-traumático, particularmente em soldados que retornam da guerra.

"É bastante surpreendente que ainda esteja viva", disse Justin Feinstein, cujo estude é publicado no jornal Current Biology. "A natureza do medo é a sobrevivência e a amídala cerebral nos ajuda a evitar as situações, as pessoas ou os objetos que colocam nossa vida em perigo", assegurou.

"Ao perder sua amídala, SM perdeu também a sua capacidade de detectar e evitar o perigo".

Em lugar de medo, SM, cuja rara condição é conhecida como doença de Urbach-Wiethe, mostra um incontível sentimento de curiosidade". Para estudar suas reações, os pesquisadores a levaram a uma loja de animais exóticos cheia de aranhas e cobras, animais dos que havia dito repetidamente que "odeia" e tenta evitar.

"Assim que entrou no local, SM se dirigiu ao serpentário e ficou fascinada com a grande coleção de cobras", indicou o estudo. Consultada sobre se queria segurar uma cobra, SM respondeu afirmativamente e brincou com uma durante três minutos.

Os cientistas ressaltaram que a mulher "nunca foi condenada por um delito, mas que foi vítimas de vários".

Feinstein disse que espera que a experiência de SM possa ajudar a tratar pessoas com estresse pós-traumático, um problema comum entre soldados que retornaram do Iraque e do Afeganistão.

"Suas vidas estão marcadas pelo medo, muitas vezes são incapazes inclusive de sair de suas casas devido à sempre presente sensação de perigo", disse.

"Se entendermos como o cérebro processa o medo, talvez algum dia sejamos capazes de conceber tratamentos voltados para áreas selecionadas do cérebro que permitem que o medo se apodere de nossas vidas".

(Uol)
 
Nota: Imaginem se essa "doença" pega?
 
Enéias Teles Borges

sábado, 20 de novembro de 2010

O Papa e o uso da camisinha

Papa Bento 16 defende uso da camisinha em casos de prostituição

Num livro de entrevistas que será lançado na terça-feira (23), o papa Bento 16 afirma que o uso de preservativos por prostitutas pode ser aceito para evitar a disseminação do vírus da Aids, marcando assim o primeiro sinal de abertura ao tema na história do Vaticano.

Na série de entrevistas que será publicada na Alemanha, país natal do pontífice de 83 anos, Bento 16 é questionado quando a Igreja Católica não é fundamentalmente contrária ao uso da camisinha.

"Com certeza (a Igreja) não vê (o preservativo) como uma solução real e moral", respondeu o papa, que celebrou neste sábado uma cerimônia para oficializar 24 novos cardeais no Vaticano.

"Em certos casos, quando a intenção é reduzir o risco de infecção, pode ser, no entanto, um primeiro passo para abrir o caminho a uma sexualidade mais humana", completou o líder de 1,1 bilhão de católicos do planeta.

O livro, que tem como título "Luz do Mundo: O Papa, a Igreja e os Sinais do Tempo", é baseado em 20 horas de entrevistas conduzidas pelo jornalista alemão "Peter Seewald". Trechos da obra foram publicados na edição deste sábado do "Observatório Romano", o jornal da Santa Sé.

Até o momento, o Vaticano tinha como orientação padrão a proibição ao uso de qualquer forma de contracepção, mesmo como forma de evitar doenças sexualmente transmissíveis, posição que vinha atraindo fortes críticas da comunidade internacional, em vista da situação alarmante de contágio por HIV no mundo.

Bento 16 provocou revolta internacional em março de 2009 durante uma visita à África, continente devastado pela Aids, ao afirmar à imprensa que a doença era uma tragédia que não podia ser combatida com a distribuição de preservativos, que na opinião dele até agravava o problema.

A declaração foi fortemente criticada por países como a Alemanha e a França, além da agência da ONU (Organização das Nações Unidas) encarregada de lutar contra a propagação da Aids no mundo.

Leia mais teclando no (Universo Online).

Nota: Menos mal. Quando não se pode obter o bem maior, melhor optar pelo mal menor - num caso como esse. A Igreja Católica está tentando se atualizar. Ela não está estimulando o uso da camisinha e sim tentando prevenir um mal maior. A prostituição jamais deixará de existir. Que pelo menos não colabore para a disseminação de doenças. A camisinha entra justamente nesse ponto. É certo que muitos apoiarão, mas os fiéis partidários da Fé Cega, Faca Amolada (FCFA) certamente se manifestarão contra, como se fossem o último reduto da moralidade...

Enéias Teles Borges
-

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Antibióticos: venda somente com receita...

O uso indiscriminado de antibióticos tem preocupado as autoridades ligadas à saúde. Recentemente foi tomada uma medida drástica e necessária, para adquirir antibióticos só com receita médica e a receita fica retida na farmácia. Sobre esse assunto o médico e escritor Moacyr Scliar escreveu o artigo abaixo que foi publicado no caderno Vida do jornal Zero Hora.

As notícias sobre a rápida disseminação da superbactéria Klebsiella Pneumoniae Carbapenemase (KPC) teve pelo menos um mérito: trouxe à baila a questão do mau uso de antibióticos. O que não é um problema novo, e apareceu já com o lançamento dos primeiros antibióticos, à época da II Guerra. Assim, a penicilina, que ao surgir era 100% eficaz contra o estafilococo, teve essa eficácia reduzida em algumas décadas para 10%.

Nos anos 90, um levantamento mostrou que, em apenas quatro anos, a porcentagem de enterococos (bactéria intestinal) resistentes à vancomicina aumentou 20 vezes. A cefalexina, que, quando apareceu, era eficaz contra todas as infecções urinárias, agora só pode ser usada em 30% dos casos. Também a ampicilina perdeu muito de sua utilidade. Um estudo publicado no New England Journal of Medicine mostrou que, em três anos, dobrou a resistência dos estreptococos causadores de pneumonia. Assim como compromete o ambiente, o ser humano está comprometendo os recursos que poderiam ser usados contra doenças.

Isto resulta, antes de mais nada, de um uso excessivo desse tipo de medicamento. Nos Estados Unidos, cerca de 25 mil toneladas de antibióticos são administradas anualmente. E de forma equivocada: em 75% dos casos, trata-se de infecções respiratórias. Destas, a maioria resulta de vírus, contra os quais os antibióticos não têm efeito.

Ao problema da prescrição equivocada, temos de associar a automedicação. As pessoas se veem rodeadas por inimigos invisíveis, que é preciso combater; e aí, dê-lhe antibiótico. Uma verdadeira mania. Mais um fato: 70% dos antibióticos vendidos nos Estados Unidos e provavelmente em outros países são dados a animais, também em caráter “preventivo”. Com isso, aumenta a quantidade de germes resistentes.

Resolver esse problema vai nos melhorar como sociedade. Precisamos tomar consciência de que nosso ato imprudente, ainda que no curto prazo não nos prejudique, resultará num risco geral: atualmente as infecções por germes resistentes matam mais de 70 mil pessoas por ano nos Estados Unidos. A ilusão dos antibióticos custa caro. Perguntem à superbactéria.


Nota: A questão da venda de medicamentos sem receita médica é prática costumeira e nefasta no Brasil. É certo que a necessidade de receita para compra de antibióticos fomentará visitas aos consultórios médicos das redes pública e privada. Antes assim. Melhor do que cada um se comportar como se médico fosse...

Enéias Teles Borges
-

sábado, 13 de novembro de 2010

Gravidez e malformação de meninos

Estudo liga uso de analgésicos na gravidez a malformações em meninos

O uso prolongado de paracetamol e outros analgésicos durante a gravidez pode trazer riscos à saúde de bebês meninos, segundo especialistas. Um estudo feito por cientistas da Dinamarca, Finlândia e França vinculou a ingestão desses medicamentos a um maior número de nascimentos de bebês com criptorquidia. Bebês que nascem com esse distúrbio - também conhecido como testículo ectópico - apresentam o testículo escondido ou fora do lugar.

A criptorquidia está associada à infertilidade e ao câncer no final da vida.

De maneira geral, a orientação médica para mulheres grávidas é que, quando possível, evitem tomar analgésicos. O novo estudo, publicado na revista científica Human Reproduction, levou especialistas a pedir que mais pesquisas sobre o assunto sejam feitas o quanto antes. Eles recomendaram às mulheres grávidas, no entanto, que o uso de analgésicos para uma dor de cabeça ocasional não deve causar mal ao bebê.

O serviço nacional de saúde britânico, o NHS, aconselha que mulheres evitem tomar remédios durante a gravidez, mas permite o uso do paracetamol em doses pequenas e durante períodos curtos para aliviar a dor. Mais de a metade das mulheres grávidas na Europa e nos Estados Unidos admitiram tomar analgésicos moderados.

Estudo

Mais de duas mil mulheres grávidas e seus filhos participaram do novo estudo.

Os pesquisadores concluíram que as mulheres que usaram mais de um analgésico simultaneamente, como por exemplo o paracetamol e o ibuprofeno, apresentaram sete vezes mais riscos de ter filhos com algum tipo de criptorquidia do que as mulheres que não tomaram nenhum analgésico.

O segundo trimestre, de 14 semanas a 27 semanas de gestação, pareceu ser um período particularmente sensível.

Riscos Maiores

O uso de qualquer analgésico nessa fase da gravidez foi associado a um risco dobrado de nascimentos com criptorquidia. Outros tipos de analgésicos, como o ibuprofeno e a aspirina, foram vinculados a riscos quatro vezes maiores.

O paracetamol usado sozinho também pareceu aumentar os riscos, mas o resultado foi pouco significativo em termos estatísticos. O uso simultâneo de mais de um analgésico, incluindo o paracetamol, durante o segundo trimestre da gravidez, aumentou os riscos 16 vezes. Tomar analgésicos por mais de duas semanas também pareceu aumentar os riscos significativamente.

Os pesquisadores suspeitam de que analgéscos interferem na atividade natural dos hormônios masculinos em fetos de meninos, atrapalhando seu desenvolvimento normal. Estudos feitos em ratos parecem reforçar essa teoria.

O cientista Henrik Leffers, do Rigshospitalet, em Copenhague, liderou o estudo.

"A exposição a perturbadores endócrinos é o mecanismo por trás de um aumento em problemas reprodutivos entre jovens do sexo masculino no mundo ocidental", disse Leffers.

"Esse estudo sugere que atenção particular deve ser dada ao uso de analgésicos suaves durante a gravidez, já que isso pode ser uma razão importante desses problemas".

Apesar de algumas limitações do estudo - por exemplo, algumas mulheres podem não ter lembrado com precisão o número de vezes que tomaram analgésicos - os pesquisadores dizem que suas descobertas indicam que o tipo de aconselhamento dado a mulheres grávidas quanto ao uso de analgésicos deve ser reconsiderado.

Eles solicitaram que sejam feitas mais pesquisas sobre o assunto.

Repercussão

Allan Pacey, especialista em andrologia da Universidade de Sheffield, no norte da Inglaterra, disse: "Há algum tempo os cientistas se preocupam com a possibilidade de que a exposição da mãe a substâncias químicas durante a gravidez cause problemas de reprodução em bebês meninos".

"Entretanto, há relativamente poucos exemplos concretos e muito do trabalho feito até hoje é de fundo teórico".

"Isto torna esses estudos um tanto quanto alarmantes, já que eu divido que alguém suspeitasse de que analgésicos comuns pudessem ter esses efeitos", disse Pacey.

"Claramente, é prioritário que mais pesquisas sejam feitas".

O médico Basky Thilaganathan, da Faculdade Real de Obstetrícia e Ginecologia da Grã-Bretanha, disse que as revelações precisam ser interpretadas com cuidado. Ele explicou: "o estudo mostra uma associação em vez de uma relação causal. É possível as mães tenham tomado esses analgésicos por causa de alguma doença, por exemplo, uma infecção viral, durante a gravidez. Essa (infecção viral) pode ter sido a causa real dos problemas."

A criptorquidia afeta um em cada 20 meninos na Grã-Bretanha.

 
Nota: Isso me lembra o cobertor de anão: quando se cobre a cabeça, os pés ficam descobertos. Analgésico resolve um problema, mas cria outro...
 
Enéias Teles Borges - Editor
-

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Alimentação: mitos e verdades

Muito se fala acerca de uma boa alimentação e de uma má forma de se alimentar. Surgem, portanto, mitos e verdades. O sítio Universo Online traz excelente matéria que versa sobre esse assunto. Alimentar-se bem não é veitude apenas dos que dizem que assim o fazem, mas de todos os que querem e buscam. Sem vinculação com misticismos e afins. Recomendo a leitura.

Oito grandes mitos e verdades sobre a alimentação

Alimentação é um tema que sempre gera muita controvérsia. Há muitas correntes com conceitos e ideias mais díspares possíveis, e que espalham esses conceitos na sociedade. A gama de reações individuais é muito extensa, e cada pessoa tem um perfil quase próprio de preferências e intolerâncias. Assim cada pessoa acaba elegendo um conceito e alguns mitos, que se encaixam no seu perfil alimentar. Reações alérgicas a alimentos são relativamente comuns e geram um ambiente ainda mais complexo para avaliação do que é bom e ruim para cada pessoa. Assim, é muito difícil traçar diretrizes, que sejam verdade absoluta para todas as pessoas. É como se cada indivíduo tivesse um perfil específico de alimentos ideal para si.

Nada como um ambiente complexo, como esse, para gerar histórias e mitos. Comida e alimentação mexem com um instinto de sobrevivência do ser humano. Isso ajuda as pessoas a projetarem suas fantasias na comida. As pessoas falam, sonham, criam histórias com isso. O que é verdade e o que não é? Dentro do possível vamos avaliar vários desses mitos e controvérsias, mostrando o que tem suporte na ciência e nos estudos feitos pela medicina e nutrição até o momento.

1º) Carne de porco é menos saudável que carne de vaca?

Carne de porco é uma carne mais gordurosa que a de vaca, e como toda carne, possui principalmente as gorduras saturadas, aquelas que não são as melhores para saúde. Assim é uma carne que não pode ser consumida em muita quantidade ou com muita frequência. Os judeus consideram a carne de porco não “kosher”, ou seja, imprópria para o uso humano, o que ajuda a criar um conceito de pouco saudável. Acredita-se que isso deva ter sido por ela transmitir um tipo de verme (Taenia solium) que pode causar uma doença mais séria, a cisticercose. Essa doença pode ser evitada com um cozimento adequado da carne.

Entretanto, a carne de porco também tem algumas características boas. As proteínas do porco são mais parecidas com as humanas, que as da vaca, por isso é uma carne que pode ser usada em pessoas com alergia a outras carnes. Os chineses associam o porco ao rim, por isso acreditam que sua carne ajuda as pessoas que têm doença renal.

2º) Beber água durante a refeição causa barriga?

Beber água na refeição, em especial água em excesso (mais que meio copo), não é bom, porque dilui os sucos digestivos que são produzidos no estômago e nos intestinos. Isso faz a digestão se tornar mais lenta e laboriosa, e muitas vezes o bolo alimentar aumenta de volume com a água, levando a uma distenção abdominal – ou seja, a barriga fica dilatada. Mas esse efeito é reversível, ou seja, assim que acaba aquela digestão, a barriga volta ao normal. O que causa aumento mantido da barriga é o aumento da gordura abdominal. O principal fator que aumenta a gordura abdominal é uma alimentação excessivamente rica em carboidratos simples (açúcar), em especial combinado com bebidas alcoólicas. Isso aumenta a síntese de triglicerídeos (gorduras) no fígado, que se acumulam mais na cavidade abdominal, fazendo a barriga crescer. Há também um fator genético, que faz que algumas pessoas tenham mais tendência a acumular gordura na barriga.

3º) Chocolate faz bem ou mal para a saúde?

Um ponto fundamental em alimentação é que não existe necessariamente alimento totalmente ruim nem bom. Tudo depende da quantidade que a pessoa come. Até água que é a substância que temos em maior proporção no organismo, pode ser nociva em excesso. Com o chocolate não é diferente, é importante controlar a quantidade.

Sim, chocolate é um alimento que faz bem à saúde, pois possui procianidinas e outros antioxidantes que ajudam na proteção dos vasos sanguíneos e na prevenção da aterosclerose. Mas, como o chocolate é muito calórico, ele deve ser consumido em quantidades muito moderadas para evitar o aumento de peso. O ideal é uma barra pequena, de 30 a 50g, no máximo, por dia.

É verdade que o chocolate ajuda a melhorar o humor feminino, e às vezes a TPM, porque combina alimentos como triptofano, metilxantinas e outras substâncias que melhoram o estado de humor. Isso explica o desejo que muitas mulheres possuem por chocolate. Como o chocolate é muito gorduroso, ele pode causar intolerância e casos de dores de cabeça, em pessoas sensíveis.

4º) Leite causa aparecimento de muco?

O leite a que nos referimos, é o leite de vaca. A albumina (proteína do leite) da vaca é muito alergênica para a espécie humana. Por outro lado, os leites que são maternizados, ou seja preparados para uso em crianças, são feitos com leite de vaca. Crianças possuem um intestino mais imaturo que os adultos, principalmente até o segundo ano de vida. Isso facilita a entrada de proteínas inteiras da vaca no organismo da criança, e essas proteínas vão funcionar como um estímulo ainda maior para desencadear alergia. Como consequência, a alergia ao leite de vaca é muito comum em crianças e adultos.

Nessas pessoas, que possuem alergia ao leite de vaca, a ingestão de leite costuma causar sintomas alérgicos respiratórios, acompanhados do aumento da secreção de muco. Outro problema do leite de vaca é a quantidade de lactose, o açúcar do leite. Muitos adultos vão desenvolvendo uma deficiência da capacidade de digerir a lactose, e com isso têm gases, desconforto na barriga, diarreia, náuseas, dor abdominal e outros sintomas quando tomam leite de vaca ou comem seus derivados. Leite de cabra é bem mais saudável, pois sua proteína causa muito menos alergia, ele tem menos lactose e gorduras que o leite de vaca.

5º) Brócolis e repolho causam gases?

Sim brócolis, repolho, couve-flor, couve mineira, couve de bruxelas, e mostarda são vegetais do gênero brassica. As espécies desse gênero possuem uma proteína muito rica em aminoácidos sulfurados. No tubo digestivo esses aminoácidos são fermentados por bactérias intestinais a óxido de enxofre (SO2) um gás mau cheiroso. A produção de gases pode atrapalhar a digestão, além do problema do desconforto que a sua saída provoca. Por isso e recomendável evitar de comer quantidades excessivas desses vegetais, pois a digestão pode ficar afetada. Também é recomendável não combinar esses vegetais na alimentação, preferindo misturá-los com outros que não geram gases, e assim minimizar o problema.

6º) Ovo faz mal a saúde porque eleva o colesterol?

Ovos têm bastante colesterol, cerca de 200mg por unidade, mas os estudos recentes sugerem que uma boa parte não seja absorvido. A lecitina do ovo reduz a absorção do colesterol. Isso é mais ou menos a metade a quantidade de colesterol recomendável para ingestão máxima diária. Portanto a quantidade de colesterol do ovo não é um empecilho para seu uso – considerando a recomendação de ingestão de uma unidade ao dia.

Por outro lado, o ovo possui vários alimentos importantes como proteína, fosfatidil colina (uma substância importante para o cérebro), vitaminas A, D, E, B1, B2, B3, B6, B12, biotina, ácido fólico, fósforo, cálcio, magnésio, cobre, zinco, selênio, iodo e enxofre. Botando os prós e contras na balança, o ovo se mostra um excelente alimento.

7º) Café faz bem ou mal a saúde?

São essas contradições da ciência. Durante um bom tempo se dizia que a cafeína fazia mal à saúde. Agora se descobriu que a cafeína não é tão ruim assim, e tem vários efeitos positivos. Ela ajuda a combater a fadiga e gera algumas melhoras no desempenho cerebral, como memória e capacidade de concentração. Ela também tem efeito analgésico, ajuda a reduzir dores de cabeça e estimula a função renal. Mas seus efeitos problemáticos continuam a existir, em especial o aumento da secreção do estômago, que pode causar dor abdominal e gastrite. A cafeína ainda gera problemas em pessoas sensíveis com insônia ou naqueles que tem arritmias no coração – como as extrassístoles e tendência à taquicardia. O uso alimentar do café exige muito bom senso quanto a quantidade, como é fundamental para qualquer alimento – uma xícara de cafezinho no café e almoço é o recomendável para aproveitar os seus efeitos com um mínimo de risco sem ter os efeitos negativos.

8º) Suprimir o jantar ajuda mais a emagrecer?

Há um conceito proposto por algumas pessoas, que o jantar é a refeição onde os alimentos são mais utilizados para refazer os estoques de gordura, já que durante à noite o metabolismo diminui, e assim sobram mais calorias para o estoque. Por isso, essas pessoas recomendam suprimir o jantar como estratégia para emagrecer. Apesar do raciocínio acima fazer sentido, ninguém provou que isso acontece, e a maioria dos nutrólogos e nutricionistas acredita que esse conceito é lenda.

Suprimir completamente a alimentação da noite é ruim porque acaba levando a hipoglicemia durante a noite, o que pode atrapalhar o sono. Muitas pessoas, com o sono atrapalhado e hipoglicemia noturna vão acabar assaltando a geladeira e o tiro sai pela culatra. O que a maioria dos bons profissionais de saúde que trabalha com alimentação concorda, e é a proposta de mais bom senso, é fazer uma refeição bem mais leve à noite. É recomendável comer um prato de sopa de legumes, apenas.

Fonte: [Universo Online].

Enéias Teles Borges
Postagem original: 21/12/2009

Efeitos do estresse no homem e na mulher

Os efeitos do estresse no homem e na mulher são diferentes, pelo menos no aspectos que trata o assunto abaixo. É, de fato, bem interessante.

Estresse reduz capacidade dos homens de interpretar emoções, diz estudo

Numa diferença bem marcada entre os sexos, mulheres estressadas mostraram o efeito oposto

Estudo realizado pela Universidade do Sul da Califórnia revela que homens estressados têm uma redução de atividade na área do cérebro responsável por compreender os sentimentos dos outros. Nas mulheres, o efeito do estresse é oposto. Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores apresentaram a voluntários estressados fotografias de rostos com expressão irritada e monitoraram a atividade cerebral.
 
"Esta é a primeira descoberta a indicar que diferenças sexuais nos efeitos do estresse estendem-se a uma das relações sociais mais básicas, o processamento da expressão facial dos outros", disse, em nota, Mara Mather, diretora do Laboratório de Emoção e Cognição da universidade.

No artigo, a equipe da pesquisadora apresentam uma série de testes indicando que homens estressados reduzem a atividade cerebral de resposta a expressões faciais, em particular medo e raiva.

Tanto em homens quanto em mulheres, a observação de fotografias de rostos causa atividade na parte do cérebro usada para o processamento visual e em partes do cérebro usadas na interpretação e compreensão de expressões faciais.

No entanto, homens submetidos a estresse agudo mostraram decréscimo de atividade não só na área visual mas também perda de coordenação entre partes do cérebro que ajudam a interpretar as emoções transmitidas pelo rosto visualizado.

Numa diferença bem marcada entre os sexos, mulheres estressadas mostraram o oposto - aumento de atividade na área visual e aumento na coordenação entre regiões do cérebro usadas para interpretar emoções.

Os níveis de cortisol, um indicador de estresse, foi manipulado nos voluntários.

"Sob estresse, homens tendem a se recolher socialmente, enquanto que as mulheres buscam apoio emocional", disse a pesquisadora.

 
Nota: Um estudo como esse ajuda muito. Ensina-nos a compreender melhor o sexo oposto. Muito do que se sabia vem sendo modificado gradativamente em razão do avanço da ciência. Acredito, até, que alguns conceitos, eminentemente teóricos, precisam ser revistos.
 
Enéias Teles Borges

domingo, 26 de setembro de 2010

Qual a chave para uma vida longa?

O ideal é viver muito e ao mesmo tempo viver bem. Os cientistas estão, no momento, procurando a chave para se viver muito, o que já é alguma coisa. É claro que viver demais aumentaria, de forma absurda, a população na terra. Como viver muito, viver bem e ter uma população no tamanho certo para a sobrevivência do planeta? São muitas questões. De momento existe apenas umobjetivo: viver muito.

Cientistas tentam encontrar chave para uma vida mais longa

Estudos com pessoas que chegaram aos 100 anos em boa forma ainda não desvendaram o mistério da longevidade saudável

Helen Faith Keane Reichert tem 108 anos. Detesta saladas e tudo que esteja associado a um estilo de vida saudável. Gosta de hambúrgueres, chocolate, coquetéis e da vida noturna de Nova York. Também gosta de fumar. "Fumo há mais de 80 anos, o dia todo, todos os dias. Foram muitos cigarros", admite ela, que tem o apelido de Feliz desde criança.

Depois de um derrame, há cinco anos, sua pronúncia se tornou levemente arrastada. Mas sua mente está alerta, a curiosidade, forte como sempre, e a memória muitas vezes se mostra melhor que a de sua acompanhante filipina de 37 anos.

Helen, nascida em 1901 em Manhattan e filha de imigrantes judeus da Polônia, é psicóloga, especialista em moda, ex-apresentadora de TV e professora emérita da Universidade de Nova York. Foi casada com um cardiologista e não teve filhos. Quando o marido morreu, há 25 anos, ela decidiu dar a volta ao mundo. Visitou Irlanda, Espanha, Itália, Turquia, Egito, China, Japão e Austrália. Foi sua forma de superar a perda.

Feliz, a mulher indestrutível, atraiu a atenção dos cientistas, junto com os irmãos Irving, 104, e Peter, 100, e a irmã Lee, que morreu em 2005 aos 102. Os quatro deram amostras de sangue e foram entrevistados por pesquisadores do envelhecimento de Boston e Nova York. Tais estudos querem descobrir como alguns indivíduos chegam aos 100 anos ou mais saudáveis e ativos.

O médico israelense Nir Barzilai, do Instituto de Pesquisas do Envelhecimento da Faculdade de Medicina Albert Einstein, de Nova York, que coordenou as entrevistas, afirma que "não há padrão" no comportamento que conduz à velhice saudável.

Mas ele não perde tempo em dizer que as pessoas não devem começar a questionar a importância de um estilo de vida saudável. "Mudanças no estilo de vida implementadas hoje podem determinar se a pessoa vai morrer aos 85 anos e não aos 75." Mas o pesquisador diz que, para chegar aos 100, é preciso ter uma composição genética especial.

"Essas pessoas envelhecem de outra forma. Mais lentamente. Morrem das doenças que vitimam a todos, só que 30 anos mais tarde que o esperado, num processo mais rápido, sem sofrer por período prolongado."

A obesidade, o tabagismo e a falta de exercício certamente prejudicam a saúde. Mas as entrevistas não revelaram uma fórmula mágica que determinasse nossa alimentação e comportamento para que cheguemos com boa saúde a uma idade avançada. "Nenhum dos centenários optou por se alimentar com uma dieta de algas", indica Stefan Schreiber, de 48 anos, chefe de um grupo de pesquisa sobre envelhecimento saudável da Universidade de Kiel, na Alemanha, que também estudou centenários. Schreiber reparou em algo que os centenários têm em comum: "Muitos só beijaram uma pessoa em toda a vida. Quem sabe não seja esse o segredo?"

 
Nota: Viver muito (para sempre) e viver bem (no céu) é o que espera o cristão convicto. Enquanto isso o mundo tenta viver muito e bem por aqui mesmo. É pouco, comparado com a expectativa do cristão, mas é muito, quando comparamos com o quadro atual.
 
Enéias Teles Borges - Editor
-

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

O FRIO E O INFARTO AGUDO

Gosto do frio. Não o frio polar. Digo o frio que se abate sobre São Paulo, no mês de inverno. Frio como o de hoje. Não gosto do calor. Sinto-me mal. Eu só não sabia que o frio é um agente complicador. Que aumenta o risco de infarto agudo do miocárdio.

O frio e o risco do infarto

"Os brasileiros acostumados com dias ensolarados comemoram a passagem do inverno e do frio. E eles têm, pelo menos, mais um motivo para isso: períodos de temperaturas mais frias estão relacionados com um aumento no risco de infartos agudos do miocárdio. Esta é a conclusão de um estudo feito no Reino Unido, no qual os pesquisadores verificaram que uma redução em 1º C, na temperatura externa, em um dia esteve associada com cerca de 200 infartos a mais do que a média anual. "

"A pesquisa, publicada no British Medical Journal, foi feita a partir da análise de dados de 84 mil pacientes admitidos em hospitais com episódios de infarto, entre 2003 e 2006. Os dados foram comparados com temperaturas diárias das regiões em que eles moravam. Foram avaliadas 15 áreas na Inglaterra e no País de Gales. Os resultados foram ajustados para levar em conta fatores como poluição do ar, episódios de gripe, sazonalidade e tendências de longo prazo. O estudo identificou uma associação da redução em 1º C na temperatura média diária com um aumento cumulativo de 2% no risco de infartos, por um período de 28 dias, sendo o maior risco nas duas semanas subseqüentes à queda de temperatura."

"O maior risco foi observado em até duas semanas após a exposição a temperatura mais baixa. Embora o aumento no risco possa parecer pequeno, isso não é verdade, pois em uma região como o Reino Unido, onde ocorrem cerca de 146 mil infartos por ano, mesmo uma pequena elevação resulta em um impacto significativo. E o risco é maior em pessoas mais velhas, com idades entre 75 e 84 anos, e em indivíduos com histórico de doenças cardiovasculares. Um detalhe curioso é que embora os autores não tenham observado um aumento no número de infartos em temperaturas mais elevadas, eles sugerem que o risco aumenta com a queda de temperatura que, às vezes, ocorre no verão. "

"Mas antes que os brasileiros, incluindo as mulheres, se apavorem com a chegada do próximo inverno e com as quedas intensas de temperatura no verão ficam registradas aquelas velhas recomendações e cuidados maternos: em caso de frio aqueça-se. Um casaquinho ou blusinha não faz mal a ninguém."


Nota: Um dos meus sonhos para o futuro é morar em Campos do Jordão. Ficar entre essa cidade com clima frio e a outra maravilha paulista, que é a cidade de Ubatuba. Essa notícia não tirou meu sonho, mas colocou uma "pulga atrás de minha orelha"...

Enéias Teles borges - Editor
-

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

SEXO E SAÚDE

Que tal emagrecer praticando sexo sadio? Entrar em forma com a ajuda do(a) parceiro(a)? É um assunto interessante e há quem tenha feito teste para verificar veracidade ou não, conforme reportagem que segue abaixo.

Pratique sexo para entrar em forma

Sexo é bom e a grande maioria das pessoas gosta. Pensando nisso e pelo bem da ciência, resolvi fazer o teste na prática para apimentar a relação com a minha esposa e mostrar que o sexo realmente emagrece. Coloquei o frequêncimetro cardíaco para ver os batimentos na hora da relação e comparei os resultados com as atividades que normalmente pratico para ficar em forma como corrida, exercícios na academia e esportes.

Como faço cooper três vezes por semana durante 30 minutos, meus batimentos cardíacos variam entre 135 a 145 batidas por minuto. Durante os meus treinos de corrida, o gasto calórico fica em torno de 360 calorias.

Quando comecei a fazer meu "experimento", percebi que meus batimentos cardíacos na hora da relação sexual variavam entre 130 a 160 batidas por minuto, números mais altos do que o do cooper, sendo que o gasto calórico devido ao aumento da frequência cardíaca ficou em torno de 430 calorias nos 30 minutos de relação sexual. Ou seja, a relação sexual queimou quase 100 calorias a mais do que o a corrida.

Além de emagrecer a prática regular do sexo nos beneficia em muitos outros aspectos como:

- Melhora o sistema imunológico, a circulação sanguínea, o sono, o humor e a auto-estima
- Combate o estresse
- Previne gripes e resfriados
- Retarda o envelhecimento
- Alivia a enxaqueca
- Regula o ciclo menstrual
- Fortalece a musculatura pélvica
- Relaxa a musculatura do corpo
- Aumenta concentração para os estudos e o trabalho
- A pessoa se sente otimista para fazer mais planos futuros

Além disso, a ausência de sexo, assim como a falta de outros exercícios, pode causar doenças e complicações como irritabilidade, ansiedade, taquicardia, depressão, isolamento social e baixa auto-estima.

É importante deixar claro que não estou afirmando que o sexo é melhor que o exercício físico e que só ele basta para o emagrecimento, mas é uma forma muito prazerosa de queimar calorias. Aliado a prática de atividade física como corridas, academia, esportes, além de uma alimentação balanceada indicada por um nutricionista, o sexo potencializa ainda mais ainda o processo de emagrecimento.


Enéias Teles Borges
-

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Medicina: perigo na UTI

Para quem está numa situação clínica muito complicada o lugar mais seguro é a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), certo? Nem sempre...

Falta de conversa entre os médicos eleva o número de mortes em UTI

A falta de comunicação entre médicos de UTI pode aumentar a taxa de mortalidade, revela um estudo feito por grupo ligado ao Hospital Moinhos de Vento e à Universidade Federal de Ciências da Saúde, de Porto Alegre.

De tão grave, o problema é uma das prioridades da campanha lançada esta semana pela Amib (Associação de Medicina Intensiva Brasileira) com o objetivo de aumentar a segurança nas unidades de terapia intensiva.

"Certamente, a falta de comunicação é a primeira causa de eventos adversos em UTIs", diz Álvaro Réa-Neto, coordenador da campanha da entidade, que prevê reuniões em várias capitais. Um dos itens da cartilha é dedicado a essa questão.

O ambiente lotado de pacientes críticos, a correria dos profissionais e a falta de rotinas estabelecidas para disseminar as informações criam um terreno fértil para a comunicação truncada.

Leia o texto completo na Folha Online.
 
Nota: Recomendo a leitura atenta do inteiro teor da reportagem (veja os gráficos). Considero o tema assustador. É fundamental que a população esteja atenta e as autoridades atuando. A segurança, no âmbito da saúde, é um reduto do qual não podemos abrir mão.
 
Por: Enéias Teles Borges
-

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

AIDS: SEGUNDO TIPO DE VIRUS

Estudo realizado pela Fundação Oswaldo Cruz confirmou a presença de um segundo tipo de vírus da Aids em 15 pacientes no Brasil, todos em situação de coinfecção com o vírus 1, que circula no país. Desde 1987, pesquisadores discutem a presença do HIV-2 no país, mas o novo estudo usou meios mais precisos de confirmação e encontrou o maior número de casos.

Para o Ministério da Saúde, responsável pelas políticas contra a doença, o estudo tem impacto principalmente sobre a prevenção. Reforça a necessidade de uso da camisinha, por provar o risco de uma pessoa ser infectada duas vezes no país, pelos dois vírus, via diferentes exposições - o que pode ocorrer, por exemplo, na existência de múltiplos parceiros sexuais.

"Mesmo infectada, uma pessoa tem de usar camisinha", afirmou o diretor do Departamento de Doenças Sexualmente Transmissíveis, Aids e Hepatites Virais da pasta, Dirceu Grecco. Ele destaca que o HIV-2, detectado pela primeira vez no Senegal, em 1985, tem evolução mais lenta e é menos transmissível. Porém, é resistente a uma das classes de medicamentos contra a Aids.

Segundo informações da fundação, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estimou, em 2008, que a epidemia por HIV-1 atingia 34 milhões de pessoas no mundo, enquanto o HIV-2 seria responsável pela infecção de 2 milhões.
 
 
Nota: Parece um pesadelo sem fim. Sonho horripilante que se manifesta de duas formas e que podem, também, ser contraídas de duas maneiras (HIV-1 E HIV-2). Não estou incentivando o uso de camisinha, mas sugerindo o menos pior, correto?
 
Enéias Teles Borges
-

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

O cigarro e as mulheres

Pesquisa mostra que mulheres começam a fumar antes que homens

Em pesquisa feita para marcar o Dia Nacional de Combate ao Fumo, o Instituto Nacional do Câncer (Inca) divulgou nesta segunda-feira (30) que no Brasil, entre os cerca de 25 milhões de fumantes, as mulheres começam a fumar mais cedo do que homens. No entanto, de acordo com o Inca, elas param de fumar numa proporção duas vezes maior do que a dos homens.

Segundo dados da Pesquisa Especial de Tabagismo, entre os jovens, os homens fumam 2,5 mais do que as mulheres. E entre as outras faixas etárias da população essa proporção é menor.

De acordo com a pesquisa, há no Brasil cerca de 25 milhões de fumantes com idade igual ou superior a 15 anos de idade. No entanto, de acordo com o Inca, houve queda no consumo de tabaco nas últimas décadas. De acordo com a pesquisa, 45,6% dos fumantes tentaram parar de fumar nos últimos 12 meses, o que correspondeu a cerca de 12 milhões de pessoas.

De acordo com o Inca, o estudo tem como objetivo fornecer informações para subsidiar a política nacional de controle do tabaco.


Nota: Quem diria? As mulheres são mais preocupadas com saúde do que os homens. Sabe-se que elas visitam mais clínicas e médicos do que fazem os homens. Por que, neste caso, há uma inversão? Seria o fato de se verem lançadas desde cedo no mundo do trabalho e da correria?

Enéias Teles Borges
-

Crianças gordas

Responsabilidade dos pais

Uma em cada três crianças está acima do peso. Situação alarmante. Seria possível uma solução caso houvesse coerência dentro de casa. Pais gordos, filhos gordos. Como responsabilizar? A tendência é piorar. O dia-a-dia corrido dos pais permite à criançada se alimentar também às pressas. O tipo de comida escolhido é sempre aquele que é bom aos olhos e ruim para o corpo. O que falar acerca da vida sedentária?

Uma em cada três crianças brasileiras está acima do peso, revela IBGE

Uma em cada três crianças brasileiras de 5 a 9 anos tem excesso de peso, revela o IBGE. A Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2008-2009 sobre o estado nutricional da população mostra que a frequência de sobrepeso e obesidade nessa faixa etária apresentou "aumento explosivo" nas duas últimas décadas. Entre os adolescentes, 20% estão com peso acima do padrão internacional estabelecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

O problema atinge pessoas de todos os grupos de renda, nas cinco regiões. "O que preocupa é a tendência de aceleração, principalmente entre os jovens. Ou seja, está aumentando mais nos últimos anos do que vinha aumentando antes. Fazendo uma projeção, no prazo de 10 a 15 anos, o padrão das crianças e adolescentes brasileiros será o americano", disse o professor de Saúde Pública da USP Carlos Monteiro, que atuou como consultor do IBGE. Nos EUA, dois terços da população e um terço dos adolescentes estão com excesso de peso.

A pesquisa, que ouviu e realizou medições em 188.461 pessoas de todas faixas etárias e de renda em todo o País, mostrou ainda que metade da população adulta está acima do peso (mais informações nesta página).

Monteiro defendeu a criação de uma política fiscal que torne produtos industrializados menos acessíveis do que os outros alimentos. "Obesidade não se trata, se previne." Existe hoje uma tendência crescente de substituição de alimentos tradicionais na dieta (como o feijão, cujo consumo caiu 8% nos últimos dois anos) por bebidas e produtos industrializados. Por isso o IBGE destacou a importância de medidas como o controle da publicidade de alimentos não saudáveis. Outro ponto é o sedentarismo. Dados de 2008 indicam que apenas 10% das pessoas com 14 anos ou mais praticavam exercício físico regularmente.

Alerta

Ao comentar os resultados, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, comemorou a manutenção da tendência de queda na desnutrição infantil, mas reconheceu que os dados sobre excesso de peso são "preocupantes" e "acendem um alerta vermelho". "Excesso de peso, obesidade e falta de atividade física projetam hipertensão arterial, diabetes, enfarte, acidente vascular cerebral, câncer e afetam profundamente a qualidade de vida", disse o ministro.

Ele citou a violência urbana como fator responsável pela queda das atividades físicas e esportivas. "A violência tirou as crianças das praças. Elas ficam vendo TV e jogando videogame." Temporão afirmou que na sua gestão foram gastos R$ 300 milhões em promoção da saúde.

"Isso aumentou de R$ 8 milhões em 2002 para R$ 300 milhões agora. Quero destacar que o recente Congresso Mundial de Obesidade apontou dois países que estão na vanguarda de políticas para enfrentamento da situação, Inglaterra e Brasil." Ele também citou políticas para mudar a oferta de alimentos nas escolas e o controle da propaganda de alimentos infantis. "Temos de trabalhar de maneira mais radical."

Já a distribuição por classes de rendimento mostra que, entre os meninos, no grupo das famílias com maior renda, quase metade deles (46,2%) apresentava excesso de peso, ante 26,5% na faixa dos 20% mais pobres. A diferença também existia entre as meninas, embora com menor intensidade. A obesidade atingia quase um quarto (23,6%) dos meninos de famílias com maior renda. O estudo mostra que as curvas de evolução do peso mediano até 9 anos ultrapassam o padrão internacional - a distância aumenta de acordo com a evolução da idade.

Desnutrição

Apesar da queda da desnutrição infantil comemorada pelo ministro, o problema persiste no Norte e em famílias com rendimentos mais baixos. A POF já havia constatado aumento real dos rendimentos e das despesas médias das famílias no País, mas o estudo sobre os alimentos adquiridos só será divulgado em dezembro.


Nota: Até pouco tempo, no passado, as igrejas eram referências nesse ponto. Falavam de regime alimentar e bom condicionamento físico. O Brasil hoje é um país de "crentes" e a situação se agravou. Mesmo naqueles segmentos de fé, que eram referência, o número de crianças gordas aumentou. Os pais também são gordos. A coerência passa a quilômentros desse povo...

Enéias Teles Borges

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Vício ou prazer?

Pessoas que fumam, na maioria, não deixam o vício, mesmo sabendo que estão com câncer. O que motiva isso? Vício? O prazer de fumar? O prazer (ou vício) sobrepuja o flerte com a morte?

Maioria dos fumantes com câncer não larga vício mesmo após o diagnóstico

Levantamento realizado pelo Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira (Icesp), ligado à Faculdade de Medicina da USP, aponta que 60% dos fumantes diagnosticados com câncer não conseguem largar o cigarro mesmo após descobrirem a doença.

O levantamento apontou ainda que, de todos os atendimentos realizados este ano no Icesp, 35% dos pacientes, ou um em cada três, afirmam serem tabagistas no momento em que ingressam na unidade para realizar o tratamento.

"O tratamento é menos eficaz e mais tóxico quando a pessoa fuma", diz Daniel Saragiotto, oncologista clinico do Instituto. Ele conta que o tabagismo está relacionado, além do câncer de pulmão, com tumores de laringe e cavidade oral, esôfago, estomago pâncreas e bexiga.

Para quem luta contra o câncer, os efeitos nocivos que o cigarro provoca são extremamente prejudiciais. O tabagismo dificulta a cicatrização, prejudicando pacientes submetidos a cirurgia oncológica. Além disso, eleva a pressão arterial e o risco de doenças cardiovasculares e infecções respiratórias. A função pulmonar também é altamente afetada, o que pode aumentar o risco de complicações durante o período de radioterapia, por exemplo.

Outra séria dificuldade provocada pelo cigarro nos pacientes oncológicos é durante o período de quimioterapia. Para quem é tabagista, alguns quimioterápicos podem surtir efeito bem menor no organismo, o que prejudica o tratamento e, muitas vezes, a cura dessas pessoas. Os efeitos colaterais como náuseas, vômitos, perda de apetite e sintomas respiratórios, também são intensificados.

“Infelizmente a grande maioria relata dificuldades para abandonar o cigarro, mesmo após receberem o diagnóstico de câncer. Mas é fundamental que essa realidade mude, não só por melhorar a qualidade de vida das pessoas como para ajudar na luta contra a doença”, alerta Frederico Leon Arrabal Fernandes, médico pneumologista do Icesp.

Para incentivar os fumantes a largarem o vício e diminuir o desconforto da abstinência, o Instituto do Câncer oferece tratamento para os pacientes internados, como a distribuição de gomas de nicotina e adesivos, que são as duas formas mais indicadas durante o período de internação. Porém, ainda é perceptível a dificuldade para abandonar o cigarro, mesmo após descobrirem a doença e conhecerem todos os males provocados pelo tabagismo.

 
Nota: Algumas pessoas, que dizem preferir "viver melhor", não enxergam no cigarro um vício e sim um prazer ou, quem sabe, alívio momentâneo para alguma mazela. Alguns fazem por prazer mesmo. Para muitos é vício mortal, para outros, compensa fumar, ainda que a vida seja encurtada. Opções de vida...
 
Enéias Teles Borges
-

Desnutrição ou obesidade?

Passado e presente

O Brasil era um dos campeões no índice de desnutrição e agora atinge um topo: o da obesidade. Oito ou oitenta. Sem meio termo. É questão de ordem pública.

Número de brasileiros com excesso de peso dispara a cada ano, mostra IBGE

O brasileiro fica mais gordo a cada ano que passa, como mostra a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2008-2009, divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira (27). O aumento gradativo de peso é verificado em todas as faixas etárias, independente de sexo, região e renda.

A pesquisa, que contou com 188.461 pessoas, também mostrou que a desnutrição está diminuindo progressivamente no país. O número de pessoas com déficit de peso (Índice de Massa Corporal - IMC inferior a 18,5 kg/m2) caiu em todas as faixas etárias.

Crianças

O índice de crianças de 5 a 9 anos com excesso de peso é de 33,5%, o que representa um aumento de vinte pontos percentuais nos últimos 20 anos. Já o déficit de peso, nessa faixa etária, é de apenas 4,1%. Entre os meninos com sobrepeso, quase metade sofre de obesidade. Entre as meninas, um terço é obesa.

Adolescentes

Entre os adolescentes, apenas 3,4% têm déficit de peso, segundo a pesquisa. Já o excesso de peso em jovens de 10 a 19 anos foi contínuo nos últimos 34 anos. No sexo masculino, o índice saltou de 3,7% para 21,7%. No feminino, de 7,6% para 19,4%.

Adultos

Entre os adultos, apenas 2,7% sofrem de déficit de peso (1,8% dos homens e 3,6% das mulheres). Já o sobrepeso é comum a metade da população com 20 anos ou mais. No caso dos homens, o índice subiu de 18,5%, em 1974-1975, para 50,1%. No sexo feminino, o aumento foi menor: de 28,7% para os atuais 48%.

Regiões

O excesso de peso foi observado em todas as regiões, mas é mais proeminente no Sul (56,8% dos homens, 51,6% das mulheres) e Sudeste (52,4 e 48,5%). Os menores índices são os de homens nordestinos (42,9%) e de mulheres do Centro-Oeste (45,6%).


A obesidade foi detectada em quase um quinto das mulheres do Sul (19,2%) e só está abaixo de 10% entre as nordestinas (9,9%). De um modo geral, excesso de peso e obesidade eram mais freqüentes nos domicílios urbanos do que rurais.

 
Nota: Conforme eu disse: oito ou oitenta. Questão de ordem pública. A tendência, com o mundo da maneira como está formatado, é de aumentar de forma exponencial...
 
Enéias Teles Borges
-

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

O alcoolismo e o trabalho

Senado exclui alcoolismo de demissão por justa causa


A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado aprovou, em caráter terminativo, projeto de lei que define novos critérios para a demissão de trabalhador dependente de álcool. A proposta exclui o alcoolismo das hipóteses de demissão por justa causa. Se não houver recurso ao plenário da Casa, a matéria seguirá para a apreciação da Câmara.

De autoria do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), o projeto altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), o Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos da União (RJU) e o Plano de Benefícios da Previdência Social para que alcoolismo passe a ser considerado doença e o empregado dependente de bebida alcoólica tenha direito à proteção do Estado.

No lugar da demissão, o projeto recomenda que o empregado diagnosticado como alcoólatra seja conduzido para tratamento médico. A proposta ressalva que, se ele não concordar com o tratamento, poderá ser demitido por justa causa. O projeto acrescenta que o empregado que tenha recebido auxílio-doença em razão da dependência, terá estabilidade no emprego nos 12 meses seguintes ao término do benefício.

"O alcoolismo já deixou de ser visto pela comunidade médica e pela sociedade em geral como uma falha moral, havendo consenso, nos dias atuais, se tratar de doença severa e altamente incapacitante, a demandar acompanhamento médico e psicológico", afirma Marcelo Crivella, na justificativa do projeto.

"É impensável que nos dias de hoje a legislação que rege as relações de trabalho se mostre absolutamente insensível à necessidade de atuar como coadjuvante no processo de cura daquele que luta contra uma doença incapacitante", concluiu o relator, senador Papaléo Paes (PSDB-AP), no voto pela aprovação da matéria. Ele lembrou que a Organização Mundial de Saúde (OMS) relaciona no Código Internacional de Doenças a síndrome de dependência do álcool.

(Diário do Nordeste)

Nota: Alguns podem não concordar com a decisão do Senado. Existem aqueles que dirão que é um incentivo ao alcoolismo. Fato é que estamos tratando de uma patologia, de pessoas que se tornaram doentes em razão do uso da bebida. É razoável demitir por justa causa uma pessoa doente? Claro que não. De forma que o alcoolismo não será motivo para demissão por justa causa. É um problema do Estado que pagará a conta. Assim como outros doentes são remunerados pelo Seguro Social, o alcoolismo será postado no mesmo nível. É patologia? Precisa de tratamento? Então que assim seja!

Enéias Teles Borges
-

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Indústria famacêutica do sexo?


Indústria farmacêutica do sexo?
Enéias Teles Borges


Quebra de patente do Viagra movimenta mercado de genéricos

Com o fim da patente do Viagra no próximo mês de junho, após decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), o mercado de genéricos se movimenta. Pelo menos quatro laboratórios já tiveram medicamento com o mesmo princípio ativo (citrato de sildenafil) registrado na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e mais 13 pedidos são analisados.

Para Odnir Finotti, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos, a chegada de versões do Viagra deve trazer R$ 100 milhões para o setor neste ano. "É o produto que todas as empresas queriam." Segundo ele, o preço pode chegar a até 50% do máximo cobrado pelo original - inicialmente, a redução será de 35%. Em Brasília, uma caixa com dois comprimidos de 50mg é vendida, em média, por R$ 65.

Finotti prevê que novas opções estejam no mercado em junho. O Laboratório Teuto, que teve o medicamento registrado na Anvisa, informou que não poderia "divulgar a data exata de lançamento por uma questão estratégica". Em 2010, foram comercializados 7 milhões de comprimidos no País, um negócio anual de R$ 170 milhões.

Por meio de nota, o laboratório Pfizer declarou que "acata, mas respeitosamente discorda da decisão" do STJ. Ainda cabe recurso. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
 
 
Nota: Os laboratórios farmacêuticos estão agitados! Não é para menos. A quebra da patente fará o preço baixar e todos poderão se esbaldar no uso do medicamento. Quando utilizado de forma regrada e, mais do que isso, sob orientação médica é salutar. Quem necessita deve estar comemorando. A queda no preço de remédio é motivo de júbilo. Há um porém: para quem faz mal uso (especialmente jovens que, em tese, não precisariam...) a quebra de patente significará aumento do abuso. Será um abuso com custo mais baixo...[ETB]
-

quarta-feira, 28 de abril de 2010

SEXO E HIPERTENSÃO

Sexo e hipertensão
Enéias Teles Borges


O ministro José Gomes Temporão (Saúde) recomendou nesta segunda-feira que as pessoas façam sexo como uma das alternativas para prevenir problemas de hipertensão. A afirmação foi feita durante entrevista coletiva em que ele apresentou dados que mostram um aumento na proporção de brasileiros com a doença.

Primeiro ele brincou dizendo que, além de cinco porções diárias de frutas e hortaliças, as pessoas deveriam fazer sexo cinco vezes por dia ou por semana. Ao final, recomendou: "Dancem, façam sexo, mantenham o peso, façam atividades físicas e, principalmente, meçam a pressão arterial."

De acordo com o levantamento apresentado, a proporção de brasileiros com hipertensão subiu de 21,5%, em 2006, para 24,4% no ano passado. Os dados, levantados por meio de 54 mil entrevistas feitas por telefone, consideram alta a pressão arterial igual ou superior a 14 por 9.

O Rio de Janeiro é o Estado com maior número de hipertensos (28%), seguido por São Paulo (26,5%).

Os dados mostram ainda que o aumento do número de hipertensos ocorreu em todas as faixas etárias, mas os idosos são os mais atingidos: 63,2% têm o problema. Entre a população até 34 anos, os números não passam de 14%. Já dos 35 anos aos 44 anos, a taxa é de 20,9%. Dos 45 aos 54 anos, chega a 34,5% e dos 55 aos 64 anos, totaliza 50,4%.

O estudo mostra ainda que a proporção de hipertensos é maior entre as mulheres --27,2% contra 21,2% entre os homens. Além disso, quanto menor a escolaridade, maiores são os casos diagnosticados. Entre os adultos com oito anos de escolaridade, por exemplo, o índice é de 31,5%, enquanto entre os com nove, dez ou 11 anos de estudo soma 16,8%.

A hipertensão é causada pelo aumento na contração das paredes das artérias para fazer o sangue circular pelo corpo. O movimento acaba sobrecarregando órgãos como o coração, os rins e o cérebro. Se não for tratada, a hipertensão pode provocar complicações como o entupimento de artérias, acidentes vasculares cerebrais (AVC) e infartos.


Nota: É óbvio que fazer sexo é uma das alternativas. O próprio ministro deixou bem claro. Há, porém, quem diga que isso é atitude irresponsável, pois incentiva o sexo extraconjugal. É claro que a fonte dos questionamentos é a mesma: dos partidários da FCFA (fé cega e faca amolada). O bom mesmo é a prática de exercícios físicos, boa alimentação e afins. Sexo faz parte disso. Sexo responsável, claro (o que seria sexo responsável? Cada um tem a sua resposta...).
-

Textos Relacionados

Related Posts with Thumbnails