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Convites permanentes à reflexão. Fomento de ponderações racionais construtivas. Textos de Filosofia, Teologia e Direito. Tentativas constantes de análise do mundo sob as perspectivas filosófica e teológica.
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terça-feira, 22 de outubro de 2013
terça-feira, 17 de setembro de 2013
terça-feira, 13 de agosto de 2013
Reflexões de uma criança
1. Pai, se o material da caixa preta é tão resistente, por que não fazem o avião inteiro com este material?
2. Pai, Adão tinha umbigo? Se tinha, para que servia?
3. Pai, se a Bíblia é um único livro e todas as pessoas sinceras o leem, por que mesmo com todo o conhecimento e sinceridade, elas criaram tantas religiões diferentes?
4. Pai, por que as pessoas sinceras e que leem o mesmo livro sagrado, ficam dizendo que são filhos da luz e os outros, que também o leem com sinceridade, são chamados de filhos das trevas?
5. Pai, eu queria ter a liberdade de poder escolher entre as milhares de igrejas, para saber qual é a verdadeira. Por que desde cedo você disse que a minha é a verdadeira e o nosso vizinho disse para o filho dele que a dele é a verdadeira? Agora eu e meu amiguinho estamos confusos, porque os pais dos nossos outros amiguinhos disseram que a deles era a "verdadeira de verdade"...
6. Pai, por que vocês não param de usar o mesmo livro santo para criar mais de 30 mil igrejas, e se juntam de coração num só grupo? Afinal não é a mesma mensagem vinda do mesmo livro? Como é que conseguem chegar a tantos resultados diferentes se são sinceros e puros de coração?
7. Pai, eu não consigo entender porque religião, política e futebol provocam tanta confusão e porque pessoas matam e morrem em nome de Deus, assaltam os cofres públicos e torcidas, que dizem amar seus times, ficam brigando com os rivais.
8. Pai, não consigo entender vocês adultos. Vocês complicam tudo, não têm prova de nada e ainda assim dizem que estão certos e os outros errados.
Quando eu crescer não quero ser assim. Vou buscar algo mais palpável para crer, se não achar não vou crer...
(Enéias Teles Borges)
2. Pai, Adão tinha umbigo? Se tinha, para que servia?
3. Pai, se a Bíblia é um único livro e todas as pessoas sinceras o leem, por que mesmo com todo o conhecimento e sinceridade, elas criaram tantas religiões diferentes?
4. Pai, por que as pessoas sinceras e que leem o mesmo livro sagrado, ficam dizendo que são filhos da luz e os outros, que também o leem com sinceridade, são chamados de filhos das trevas?
5. Pai, eu queria ter a liberdade de poder escolher entre as milhares de igrejas, para saber qual é a verdadeira. Por que desde cedo você disse que a minha é a verdadeira e o nosso vizinho disse para o filho dele que a dele é a verdadeira? Agora eu e meu amiguinho estamos confusos, porque os pais dos nossos outros amiguinhos disseram que a deles era a "verdadeira de verdade"...
6. Pai, por que vocês não param de usar o mesmo livro santo para criar mais de 30 mil igrejas, e se juntam de coração num só grupo? Afinal não é a mesma mensagem vinda do mesmo livro? Como é que conseguem chegar a tantos resultados diferentes se são sinceros e puros de coração?
7. Pai, eu não consigo entender porque religião, política e futebol provocam tanta confusão e porque pessoas matam e morrem em nome de Deus, assaltam os cofres públicos e torcidas, que dizem amar seus times, ficam brigando com os rivais.
8. Pai, não consigo entender vocês adultos. Vocês complicam tudo, não têm prova de nada e ainda assim dizem que estão certos e os outros errados.
Quando eu crescer não quero ser assim. Vou buscar algo mais palpável para crer, se não achar não vou crer...
(Enéias Teles Borges)
Sobre a fé...
Eis uma definição típica encontrada nos
dicionários: "convicção da existência de algum fato ou da veracidade de
alguma asserção".
1. Entendo que é ato de fé crer na existência de um Originador.
2. Creio que é um ato de fé crer na Origem sem um Originador.
As teorias Teístas e Ateístas não são comprováveis empiricamente ou de qualquer outra maneira "palpável".
Quem acredita num Originador tem que admitir fé num ponto: o Originador é sem Origem. Tem que admitir que houve um tempo em que não havia tempo (eu ouvia isso na faculdade de Teologia). Quem não acredita num Originador pensa mais ou menos assim: "se o Universo é complexo, mas complexo seria um Originador sem origem"...
É um círculo "vicioso" ou "virtuoso", não sei bem.
Por isso não é justo uma corrente achar que o "óbvio está do seu lado".
Mesmo porque não existe obviedade na fé. Seja fé teísta ou ateísta.
1. Entendo que é ato de fé crer na existência de um Originador.
2. Creio que é um ato de fé crer na Origem sem um Originador.
As teorias Teístas e Ateístas não são comprováveis empiricamente ou de qualquer outra maneira "palpável".
Quem acredita num Originador tem que admitir fé num ponto: o Originador é sem Origem. Tem que admitir que houve um tempo em que não havia tempo (eu ouvia isso na faculdade de Teologia). Quem não acredita num Originador pensa mais ou menos assim: "se o Universo é complexo, mas complexo seria um Originador sem origem"...
É um círculo "vicioso" ou "virtuoso", não sei bem.
Por isso não é justo uma corrente achar que o "óbvio está do seu lado".
Mesmo porque não existe obviedade na fé. Seja fé teísta ou ateísta.
Enéias Teles Borges
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
Desastre ou Milagre?
O indivíduo
manobra o carro na estrada e na curva o veículo capota. Ficou praticamente
destruído. Ele vê que seus familiares sofreram ferimentos leves e agradece a
Deus. Milagre! Conta o episódio na igreja e todos dizem: milagre!
Só que ele deixou
de contar fatos interessantes.
Quando a
Polícia Rodoviária chegou ao local e detectou que todos estavam bem, perguntou
ao motorista: como conseguiu capotar nesta curva? Estou na região há mais de 20
anos e nunca vi um acidente neste lugar. E olha que por aqui passam milhares de
carros por dia!
Afinal: foi
um desastre ou foi um milagre?
Este é um dos grandes problemas na Cultura Religiosa do Brasil. As pessoas
pegam um fato decorrente de negligência ou algo similar e arranjam um pretexto
para dizer que ocorreu um milagre.
Se com o
acidentado ocorreu um milagre o que teria ocorrido com os milhares que passaram
por ali e nada sofreram?
Enéias Teles Borges
segunda-feira, 5 de agosto de 2013
Sobre Ateísmo, Agnosticismo e o Pecado...
Questionamento:
Mesmo que você não faça mal aos outros, respeite suas crenças e tenta ajudá-los em seus problemas, você é considerado o pior dos pecadores quando descobrem que você é ateu. No meu caso foi por uma pessoa que eu considerava minha amiga. Depois que soube que eu era agnóstica. Tive que ouvir durante quase um ano que eu ia para o inferno. E isso vindo de uma pessoa totalmente irresponsável e inconsequente.
Ponderação:
"Aquele que pecar contra o Filho do homem será perdoado, mas aquele que blasfemar contra o Espírito Santo será réu da Justiça Divina" (Mateus 12:31).
Vamos a um exemplo, como no caso do ladrão que se arrepende e é salvo. Qualquer crápula que estuprar, torturar e assassinar uma pessoa cética por exemplo, se arrependendo do seus "pecados", será perdoado, mas, a vitima mesmo sendo um individuo de valores humanitários exemplais, por ser cético, ou seja blasfemou contra o espírito santo, será réu e castigado.
Isso, sob qualquer prisma tachar-se-á de ato sem ética, imoral, injusto, arbitrário e incoerente. Se a justiça de deus é essa, decerto a justiça humana, mesmo falível é mais justa, e um deus que aceita essa ignomínia, não pode ser chamado de deus.
Diálogo encontrado no Yahoo Respostas
Mesmo que você não faça mal aos outros, respeite suas crenças e tenta ajudá-los em seus problemas, você é considerado o pior dos pecadores quando descobrem que você é ateu. No meu caso foi por uma pessoa que eu considerava minha amiga. Depois que soube que eu era agnóstica. Tive que ouvir durante quase um ano que eu ia para o inferno. E isso vindo de uma pessoa totalmente irresponsável e inconsequente.
Ponderação:
"Aquele que pecar contra o Filho do homem será perdoado, mas aquele que blasfemar contra o Espírito Santo será réu da Justiça Divina" (Mateus 12:31).
Vamos a um exemplo, como no caso do ladrão que se arrepende e é salvo. Qualquer crápula que estuprar, torturar e assassinar uma pessoa cética por exemplo, se arrependendo do seus "pecados", será perdoado, mas, a vitima mesmo sendo um individuo de valores humanitários exemplais, por ser cético, ou seja blasfemou contra o espírito santo, será réu e castigado.
Isso, sob qualquer prisma tachar-se-á de ato sem ética, imoral, injusto, arbitrário e incoerente. Se a justiça de deus é essa, decerto a justiça humana, mesmo falível é mais justa, e um deus que aceita essa ignomínia, não pode ser chamado de deus.
Diálogo encontrado no Yahoo Respostas
terça-feira, 11 de junho de 2013
terça-feira, 30 de abril de 2013
Casal que matou criança ao insistir em cura pela fé mata de novo
Um casal que estava em liberdade condicional pelo homicídio culposo
de uma criança em 2009, por tentarem curar um bebê usando apenas orações
e de não levá-lo ao médico, estão sendo acusados novamente pelo mesmo
crime depois que outra criança morreu.
Herbert e Catherine Schaible pertencem à uma igreja fundamentalista
chamada “Igreja Cristã – Discípulos de Cristo”, que acredita na cura
pela fé. Eles cresceram na “Igreja Gospel do Primeiro Século” que também
era fundamentalista e dizia que procurar médicos era pecado.
Quatro anos atrás, o casal deixou morrer Kent Schaible, de 2 anos,
que sofria de tosse, congestão, irritação e perda de apetite. Eles
alegavam que a criança comia e bebia até o último dia e que achavam que
ele estava melhorando. Eles foram condenados a 10 anos por homicídio
culposo, mas estavam em liberdade condicional sob a condição de nunca
mais tentar a cura pela fé sem procurar médicos.
Semana passada, morreu outro filho do casal, um bebê de 8 meses
chamado Brandon Schaible, depois que ele começou a sofrer de diarreia e
problemas respiratórios por uma semana e ter parado de comer.
A promotoria disse na que iria se basear na autópsia para fazer as acusações.
, o juiz Benjamin Lerner disse ao casal que
eles violaram o termo da liberdade condicional, visto que eles disseram
aos investigadores que eles rezaram para Deus para curar Brandon ao
invés de procurar ajuda médica. “Vocês fizeram isso uma vez e as
consequências foram trágicas”.
A promotoria havia pedido a prisão do casal novamente, mas o juiz
manteve a liberdade condicional porque os sete filhos que eles têm foram
levados pelo conselho tutelar. Ele acredita que o casal não representa
perigo à sociedade, mas só a seus próprios filhos.
A advogada de defesa, Mythri Jayaraman disse que “Se a religião deles
teve algo a ver com a morte do bebê deles, nós não sabemos”. Eu tenho
um bom palpite.
Esse é um bom caso para mostrar que Deus não existe. Infelizmente,
envolve a morte de crianças. O casal tinha a plena convicção de que
conseguiriam curar doenças pela fé, ao ponto de não terem procurado
médicos em nenhum momento. A fé deles é inquestionável. Nota-se que eles
não queriam que nenhuma das duas crianças morressem.
Mas é aí que está o problema: Deus não existe. Cuidados médicos se
baseiam em ciência e na presunção de que Deus não existe, de que algo
precisa ser feito de verdade para recuperar a saúde dos pacientes.
Funciona independentemente da pessoa acreditar ou não no processo, e é
aplicado indiscriminadamente em pessoas que merecem ou não. E pelo visto
funciona melhor que esperar que Deus faça alguma coisa.
Se isso não é indício de que não existe uma divindade ou inteligência
superior cuidando dos afazeres domésticos dos humanos, eu não sei mais o
que seria.
Fonte: Ateus do Brasil.
quinta-feira, 4 de abril de 2013
Sobre o Papado...
Parece-nos que a poeira baixou. Fala-se bem menos a respeito do assunto. Papa Francisco começa a sair da imprensa. Os religiosos alarmistas pararam com seus estonteantes vaticínios. Sossego! O tema estava cansando...
Tudo volta ao estado de antes. Era sabido, mas parece que a fome pela agitação predominava. Tal fome passou e a calmaria retornou.
Será? Os alarmistas costumam dizer que quando existe "aparente" paz, pode vir repentina destruição.
E agora?
Enéias Teles Borges
quarta-feira, 13 de março de 2013
Papa Francisco e os Alarmistas...
Os profetas de plantão (alarmistas) foram surpreendidos
pelos últimos acontecimentos. Curiosamente eles não profetizaram sobre as
possibilidades que pareciam ínfimas ou inexistentes. Como poderiam trabalhar
com a ideia da renúncia do Papa Bento XVI e a escolha do Cardeal Argentino,
atual Papa Francisco I? As profecias feitas, depois dos falecimentos de Paulo VI e João Paulo I, não se confirmaram. As que foram feitas, logo após a morte de João Paulo II, também não. E agora, com a renúncia de Bento XVI?
Papa Negro ou Papa Norte-Americano...
Era o cenário ideal. Papa Negro e Presidente Americano Negro
ou Papa Norte-Americano e Presidente Americano Negro. Em qualquer das duas
situações seria possível alardear nos quatro cantos da Terra que o fim estaria
próximo.
João Paulo II não ressuscitou...
Uma corrente alarmista ultrarradical trabalhava com a
hipótese da “ressurreição” de João Paulo II, que milagrosamente reergueria a
Igreja Católica.
Como isso não ocorreu é possível que a “profecia” seja
adaptada. Como? Bento XVI, o Papa Emérito, ressuscitaria “espiritualmente”,
voltando a ser o Papa. Claro que depois de algo trágico e inesperado que
poderia ocorrer a Francisco I.
Podem ter certeza que tal foco alarmista surgirá nas redes
sociais.
Papa Sul-Americano, Argentino...
Já é demais. O que pode se aproveitar de tal cenário? Muito
pouco. Tal escolha demonstra uma preocupação da ICAR: conter o crescimento do
movimento Pentecostal que ameaça estender seus tentáculos para o mundo todo.
A tão esperada perseguição (se vier a ocorrer), não será
contra os protestantes conservadores. Notem que as igrejas protestantes
tradicionais estão encolhendo. Para se chegar a esta conclusão é preciso fazer
um cálculo óbvio. As igrejas tradicionais estão crescendo na mesma proporção do
crescimento da população mundial? Claro que não...
Por outro lado,o movimento Neopentecostal cresce tanto em
número de membros, quanto no cálculo proporcional.
A famigerada “perseguição” seria, portanto, contra Edir
Macedo, Waldemiro Santiago, RR Soares, Silas Malafaia, Estevam Hernandes, David
Miranda e afins.
Além da preocupação com os crimes sexuais e crimes
financeiros no Banco do Vaticano, existe a grande preocupação em conter essa
onda pentecostal.
Eles sempre acham um jeito...
Não tenham dúvidas de que os Profetas de Plantão
(alarmistas) encontrarão uma justificativa. Afinal eles precisam profetizar.
Está difícil “encaixar” uma teoria, tendo com ator principal um Cardeal
Argentino (Jorge Mario Bergoglio).
Basta esperar para ver e ler. Alguém duvida disso? Eu não...
Enéias Teles Borges
domingo, 10 de março de 2013
segunda-feira, 4 de março de 2013
Sobre a escolha do Papa...
NOVO PAPA PODE SER O BRASILEIRO ODILO SCHERER,
segundo algumas notícias publicadas por jarnais italianos. Seria bom um
Papa brasileiro? Claro que sim! Importante para solidificar nosso
emergente país. O que não poderia? (1) Papa americano e
(2) Papa negro. Por quê? Seria terrível conviver com as inúmeras
teorias dos Profetas de Plantão, membros fanáticos da comunidade FCFA
(Fé Cega, Faca Amolada). Imaginem: um Papa americano ou um Papa negro,
de um lado e um presidente negro nos EUA, do outro? Seria profecia
amalucada de todo lado. Que os cardeais, no Conclave, sintam pena de nós
e não façam escolha que permita aos "doidivanas" da fé, a promoção de
suas teses da conspiração...
Enéias Teles Borges
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
Um Deus pessoal...
Não existe tanta dificuldade, para muitos, na aceitação do Criacionismo. Rejeitar o Ateísmo é, para os "muitos", algo bem mais racional. Aceitar a existência de um Criador é complicado? Não é tão fácil acreditar na ação dos bilhões de anos, que produziu tudo que há, incluindo a vida.
Aceitar a existência de um Ser Criador não significa concordar com a corrente predominante, que assevera ser Ele um Ser eminentemente pessoal. Que Ele se preocupa com a existência cotidiana da sua criação, notadamente a humana...
O que carecemos mesmo é de um Deus pessoal. Carecer é uma coisa, aceitar os desvarios apregoados pelos muitos profetas teístas é outra, infinitamente diferente...
Enéias Teles Borges
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
Paraíso: dos bispos, pastores e afins
Muitos buscam o paraíso e não notaram que ele está logo ali ao lado. Acessível apenas para os bispos, padres, pastores, missionários e afins, é um paraíso na terra. Enquanto vociferam, levando a massa a acreditar em melhorias na terra e vida eterna no paraíso celestial, os vendilhões já estão no paraíso terrestre. O que eles querem mesmo é vida eterna aqui na terra. Dispensam o céu. Lá eles seriam iguais aos membros. Aqui são chefes. Quem nasceu para ser cacique não aceita ser índio.
O paraíso dos profanadores já está aqui na nossa devastada terra...
Enéias Teles Borges
domingo, 23 de setembro de 2012
Fugindo do agnosticismo
Agnosticismo é a visão de que o valor de verdade de certas reivindicações, especialmente afirmações sobre a existência ou não existência de qualquer divindade, mas também de outras reivindicações religiosas e metafísicas, é desconhecido ou incognoscível. (definição genérica)
Curiosamente algumas pessoas, no mundo cristão, têm imensa dificuldade em assumir que são agnósticas. Quando a elas perguntamos se é possível provar ou negar a existência de Deus, respondem dizendo que não. Ainda assim dizem não ser agnósticas e ainda combatem o agnosticismo, insinuando que é característica de quem fica em cima do muro (ignorância proposital?).
Podem acreditar: existe o agnosticismo-teísta-cristão. As pessoas que optaram ser cristãs, simplesmente pela fé e que admitem ser impossível provar a existência de Deus a partir do conhecimento e dispositivos humanos existentes.
Pessoas assim são agnósticas, queiram ou não...
Enéias Teles Borges
terça-feira, 18 de setembro de 2012
Medo: 21 de dezembro de 2012
Muitas pessoas creem na volta de Cristo em honra e glória e entram em contradição: morrem de medo do dia 21/12/2012. A famosa data do calendário maia. É incrível como a fé que remove montanhas não remove o medo daquela data. Sabe-se que muitas pessoas dão como certo o acontecimento calamitoso que dizimará a humanidade ou quase a sua totalidade.
Afinal: acreditam naquilo que professam ou não?
Enéias Teles Borges
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
Planeta Júpiter: os religiosos são tolos?
Meteoros colidem contra Júpiter e logo
aparecem membros da comunidade Fé Cega e Faca Amolada (FCFA) para dizer: "vejam
como é obra de Deus. Nossa Terra é perfeita para abrigar a vida. Até
existe um planeta gigante que impede que meteoros caiam sobre nós..."
Quanta bobagem! Sendo Deus um criador de coisas perfeitas, qual a
necessidade da existência de um "planeta protetor"? Se tudo é perfeito,
por que cometas e meteoros colidem contra planetas? Não seria sinal da
perfeição a "não existência" de meteoros destruidores no Sistema Solar?
Incrível como os religiosos que não ponderam de maneira sóbria, lançam a
ideia de que os religiosos, em geral, são tolos...
Enéias Teles Borges
domingo, 9 de setembro de 2012
Diálogos no Facebook - I
As redes sociais possuem dois lados: o bom e o ruim. No lado bom existe a disposição para o diálogo. Segue abaixo um deles, iniciado no dia 3 de setembro de 2012. O ponto de partida foi a foto acima (tecle para ampliar).
DIÁLOGO:
- ????
- Quem tem razão? Seria essa a
dúvida? Pergunte para o Cristão, Judeu, Muçulmano. Cada um dirá que
está certo e que o outro está errado...
- E quem está certo??
- Como vou responder? Seria
justo? Conheço 100% das outras vertentes? Uma pessoa honesta só dirá que
está certa se conhecer profundamente todos os demais pensamentos. Eu,
como agnóstico-teísta, não me vejo com autoridade suficiente para dizer
quem está certo. O que sei das demais religiões do mundo? O que sei do
ateísmo? O que sei do agnosticismo? Sei que existem "bitolados" que
dizem saber a verdade conhecendo "mal e porcamente" o próprio nariz...
- Será mesmo que não existe uma
religião verdadeira? será que quando Deus fez a humanidade ele não
instituiu uma fé? Por que que muitas pessoas preferem acreditar que
vivendo da forma que está vai melhorar alguma coisa?
- A
sua pergunta é excludente: você já partiu do pressuposto de que o "Deus
Cristão" criou a humanidade. Se foi ele, o que dizer dos "deuses" das
outras denominações? Lembre-se, apenas para exemplificar, que o Deus
cristão é Triuno (Deus Pai, Deus Filho e
Deus Espírito Santo). O Deus Judeu é Uno (não existem o Filho e o ES).
Para o cristão a resposta verdadeira já existe, em parte: a religião
verdadeira é o Cristianismo. Pergunto: qual deles? O cristainismo
católico ou o cristianismo protestante? E aí como fica? Se for o protestante, qual das denominações?
Batista, Metodista, Adventistas, Prebiteriana, Luterana,
Testemunhas de Jeová, Mórmons, (...)? Todos dizem que são donos da verdade. E
agora?
- Essa é minha pergunta, qual religião que Deus instituiu na criação do mundo? Pois é o que importa certo? Pois foi o inicio da humanidade!
- Importa para você, pois para muitos nem existe um deus. Para muitos Deus bíblico não é do jeito que o cristão imagina. Precisamos parar de pensar que a maneira como nos ensinaram é a maneira correta. Precisamos, sozinhos, examinar TUDO e descobrir aonde estão a verdade e o erro. Pode ser que tudo o que tenhamos aprendido não passe de um "sonho de verão"... PERGUNTO: se você tivesse nascido e sido criado no Japão, em que Deus acreditaria? Lá o cristianismo pouco significa...
- Como ser humano que sou, inteligente como me considero, aprendi a buscar a verdade por mim mesmo, nunca ouço o que as pessoas me falam desde que eu a considerem verdade, do mais analiso e procuro a resposta verdadeira, uma coisa tenho certeza, Deus não tem placa de igreja, TEM UMA VERDADE...
- De fato um Deus que seja verdadeiro não está "amarrado" a uma igreja. Mas pode ser que ele nem exista, pelo menos na mente do ateu. Eu, como agnóstico, respeito a todos e afirmo com convicção: quem disser que possui a verdade está muito longe dela. Não importa se quem assim diga é ateu ou criacionista...
- Concordo, por isso estudo para descobrir quem está certo, tenho meu coração aberto para todos os tipos de conhecimento desde que a pessoa esteja aberta para conhecer a verdade...
Nota: As respostas são minhas e estão em itálico.
- Essa é minha pergunta, qual religião que Deus instituiu na criação do mundo? Pois é o que importa certo? Pois foi o inicio da humanidade!
- Importa para você, pois para muitos nem existe um deus. Para muitos Deus bíblico não é do jeito que o cristão imagina. Precisamos parar de pensar que a maneira como nos ensinaram é a maneira correta. Precisamos, sozinhos, examinar TUDO e descobrir aonde estão a verdade e o erro. Pode ser que tudo o que tenhamos aprendido não passe de um "sonho de verão"... PERGUNTO: se você tivesse nascido e sido criado no Japão, em que Deus acreditaria? Lá o cristianismo pouco significa...
- Como ser humano que sou, inteligente como me considero, aprendi a buscar a verdade por mim mesmo, nunca ouço o que as pessoas me falam desde que eu a considerem verdade, do mais analiso e procuro a resposta verdadeira, uma coisa tenho certeza, Deus não tem placa de igreja, TEM UMA VERDADE...
- De fato um Deus que seja verdadeiro não está "amarrado" a uma igreja. Mas pode ser que ele nem exista, pelo menos na mente do ateu. Eu, como agnóstico, respeito a todos e afirmo com convicção: quem disser que possui a verdade está muito longe dela. Não importa se quem assim diga é ateu ou criacionista...
- Concordo, por isso estudo para descobrir quem está certo, tenho meu coração aberto para todos os tipos de conhecimento desde que a pessoa esteja aberta para conhecer a verdade...
Nota: As respostas são minhas e estão em itálico.
segunda-feira, 20 de agosto de 2012
A crença no sobrenatural é perigosa
Há trinta anos o psicólogo americano Michael Shermer se dedica a combater superstições. Ele criou uma ONG, uma revista (Skeptic Magazine),
sites e programas de TV focados em promover o pensamento científico e
desmascarar charlatões. Shermer, que chega ao Brasil no fim deste mês
para uma série de palestras, é autor de quinze livros. O último, Cérebro e Crença,
foi lançado em português na semana passada. Nesta entrevista, publicada
na edição de VEJA desta semana, ele diz que a tendência a se iludir com
fantasias é própria do processo mental humano e defende o combate à
crendice em favor do progresso.
Por que as pessoas acreditam no inacreditável?
A evolução fez do cérebro uma espécie de máquina de reconhecimento de
padrões na natureza. Às vezes, esses padrões são reais, mas na maioria
dos casos são fruto da imaginação. Milhões de anos no passado, ao ouvir
um barulho vindo da mata, um hominídeo poderia supor que se tratava de
algo inofensivo, como o vento. Se estivesse errado, e fosse um predador,
correria o risco de ser devorado. Nosso ancestral poderia, por outro
lado, imaginar a presença de uma divindade perigosa no mato e se afastar
o mais rápido possível.
A segunda opção é a que a maioria adota. Imaginar o perigo e fugir
garante a sobrevivência, mas também a ignorância. Ir até o mato
verificar do que realmente se trata o barulho exige curiosidade e uma
batalha contra os instintos. É nessa categoria, a dos homens que não se
rendem a narrativas fictícias, que se encaixa o cientista. Os crentes
seguem a trilha inversa, a dos que se contentam com suposições
sobrenaturais. É um fenômeno que tem a ver com a química do cérebro: a
convicção de que o pensamento mágico é o que basta para a compreensão do
universo produz uma sensação de prazer. Ficamos felizes em imaginar que
seres místicos, sejam eles deuses ou extraterrestres, se preocupam e
cuidam de nós. Não nos sentimos sós.
Como se sabe que o cérebro é propenso a acreditar no fantástico?
A neurociência identifica padrões de ondas cerebrais distintos que nos
levam a criar crendices e a ter prazer na constatação de que temos
respostas às nossas dúvidas. Em situações extremas, como as enfrentadas
por quem está no limite da resistência física ou próximo à morte, o
cérebro reage com a redução da atividade na área responsável pela
consciência e o aumento em regiões ligadas à imaginação. Essa reação
natural está na origem das alucinações. Não há mistério nesse processo.
Os cientistas são capazes de produzir visões ou a sensação de
transcendência espiritual com o estímulo artificial de certas áreas do
cérebro.
O senhor foi um cristão evangélico ativo no esforço de atrair fiéis para sua igreja. Como se tornou um cético?
Somos mais abertos à religião na juventude e na velhice. Naturalmente,
no fim da vida é comum procurar por conceitos reconfortantes, ainda que
irreais. No meu caso, o apelo da crendice me atingiu na juventude, como
uma explicação fácil para tudo o que existe. A religião tem um apelo
social enorme. O ambiente alentador de uma comunidade ajuda a afastar as
dúvidas até daqueles que não acreditam plenamente no sobrenatural e nos
dogmas religiosos. Desvencilhei-me da crença ao entrar para a
comunidade científica. O método científico, cujo princípio básico é o de
que qualquer afirmação deve ser comprovada em experimentos repetidos,
alimenta o ceticismo e favorece o progresso.
O que faz com que a ciência seja a melhor ferramenta para explicar o mundo?
A ciência é democrática. Qualquer um pode estudar e chegar a conclusões
racionais. Cientistas estão abertos à possibilidade de estarem errados
e, por isso, promovem a invenção e a reinvenção de conceitos. É o que
garante o avanço do conhecimento. A crendice é intolerante. Fixa uma
verdade e não abre espaço para perguntas. Se nos apegássemos apenas ao
sobrenatural, nunca teríamos saído da floresta e criado a civilização.
No mundo moderno, ainda precisamos da crença?
É impossível deixar de crer. A ciência também depende da nossa
capacidade de elaborar crenças. Qualquer experimento nasce com uma
premissa baseada no que se acredita ser verdade. Ideologias também
precisam da habilidade de crer. Eu acredito no liberalismo, na
democracia e nos direitos humanos. Podemos, porém, abandonar o que não
pode ser explicado, como deuses e bruxos. Não nos faria falta.
Há vantagens na crença?
A evolução nos concedeu a habilidade de acreditar por boas razões. A
crença em divindades nos levou a temer o mundo e, com isso, nos ajudou a
sobreviver nele. Também contribuiu para a formulação de leis que regiam
comunidades primitivas. A moral e a ética nasceram na religião.
Se a ética tem origem religiosa, por que ela prevalece na sociedade laica?
As igrejas se tornaram um fator de corrupção, motivo de guerras e
perseguições. Por sorte, presenciamos o declínio da crença no
sobrenatural. Países do norte europeu, onde apenas um quarto da
população segue alguma religião, têm índices de criminalidade, suicídio e
doenças sexualmente transmissíveis inferiores aos de estados em que a
maioria dos habitantes é de crentes, como os Estados Unidos e o Brasil.
Se a religião se declara um bastião da bondade, por que, historicamente,
estados teocráticos são mais suscetíveis à criminalidade do que os
seculares?
Apesar de vivermos na era da ciência, cresce a crença no sobrenatural. Por quê?
É verdade que vivemos num mundo em que a ciência faz parte do dia a
dia. Todos gostam de iPhones e admiram as naves que pousam em Marte. Mas
poucos abdicam de crenças sobrenaturais e aceitam a ciência como
ferramenta para explicar o universo. A maioria só quer aproveitar os
produtos da ciência. Quando se trata de responder a dúvidas primordiais,
como a origem do universo ou o sentido da existência, preferem
explicações irreais, mas convincentes em suas narrativas fictícias.
Por que o senhor se dá ao trabalho de combater a superstição?
Sempre me perguntam por que não deixo os crentes em paz. Ocorre que a
crença no sobrenatural não é inócua. Ao contrário, é bastante perigosa.
Acreditar na dita medicina alternativa é um exemplo. Muita gente morre
por substituir o tratamento médico sério por procedimentos
supersticiosos, como o consumo de ervas com propriedades supostamente
milagrosas.
Não é possível provar a existência de divindades e criaturas
fantásticas. O senhor concorda que também é difícil provar que não
existam?
O fato de não explicarmos um mistério não significa que ele exija
explicações sobrenaturais. Só mostra que ainda não há resposta. O ônus
da prova cabe aos crentes. O cético só crê no que é provado. Nesse
aspecto, a ciência tem feito bom trabalho ao desmascarar mitos. No
passado, já se acreditou que a Terra viajava pelo cosmo no lombo de um
elefante. Existem 10.000 religiões. Espanta-me a arrogância de quem
supõe que só uma crença seja correta em meio a tantas.
O senhor leva em consideração que pode estar errado?
Assim como todos, só descobrirei a resposta quando morrer. Como
cientista, estou aberto à possibilidade de ter me enganado. Se houver um
ou vários deuses, ficarei surpreso. Mas não tenho medo. Se há um Deus,
ele me deu um cérebro para pensar. Meu pecado seria usá-lo para
raciocinar e buscar explicações? Um ser benevolente não me puniria por
utilizar bem as armas que me concedeu.
(Veja)
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
A Bíblia Não Tinha Razão
Em "A Bíblia não Tinha Razão", dois arqueólogos debatem sobre a verdade
histórica da Bíblia, recolocando o debate na perspectiva correta,
construindo
o que os outros cientistas já definiram como a mais profunda e elaborada
síntese entre as Sagradas Escrituras e a arqueologia realizada no
último
meio século.
Nota: É a minha leitura atual. Entendo que livros assim devam ser obrigatórios em todos os cursos de Teologia.
Enéias Teles Borges
E a Bíblia tinha, mesmo, razão?
Aparentemente, a gente vai viver eternamente um verdadeiro conflito
entre o pensamento racional e o pensamento religioso. Tudo teve início
lá na Grécia Antiga, quando os primeiros filósofos propuseram uma nova
maneira de interpretar o mundo, em choque com os sacerdotes e as
pitonisas. E não tem sido diferente nos últimos séculos, quando,
principalmente, a ciência refinou-se e encontrou novos métodos de
pesquisa.
O post de hoje traz duas interessantes dicas de leituras. A primeira é o livro “E a Bíblia tinha razão”, de Werner Keller. O autor se propõe a pesquisar fatos supostamente históricos e provar acontecimentos narrados na Bíblia cristã. Religiosos dizem ser uma verdadeira reportagem histórica e com fundamento. Quem ler poderá fazer o julgamento.
O post de hoje traz duas interessantes dicas de leituras. A primeira é o livro “E a Bíblia tinha razão”, de Werner Keller. O autor se propõe a pesquisar fatos supostamente históricos e provar acontecimentos narrados na Bíblia cristã. Religiosos dizem ser uma verdadeira reportagem histórica e com fundamento. Quem ler poderá fazer o julgamento.
O livro acabou se tornando um verdadeiro fenômeno, principalmente nas correntes de pesquisas teológicas do protestantismo, uma vez que o autor estaria comprovando fatos que eram tidos até então como mito por alguns cientistas. Até hoje é um sucesso de vendas em todo o mundo.
O livro citado foi um verdadeiro abalo científico: uma glória para religiosos e teólogos, uma destruição para historiadores e arqueólogos. Werner Keller foi massacrado por ter, supostamente, forjado provas e ter misturado fatos históricos com muita anacronia (associando fatos que ocorram em tempos e em espaços bem diferentes e distantes). A partir disso, dois arqueólogos lançaram a refutação.
Numa obra iconoclástica e muito provocadora, os arqueólogos Israel Finkelstein e Neil Silberman refizeram os passos de Keller mostrando que muitos acontecimentos supostamente bíblicos não teriam acontecido. Dois fatos relatados e pesquisados pelos arqueólogos: o grande êxodo jamais teria acontecido e não houve escravidão judaica no Egito – esta porque não há nenhum relato egípcio da presença de escravos hebreus em seu território.
É reconhecido que os egípcios tiveram uma historiografia bastante meticulosa e metódica. Tiveram a preocupação de relatar em seus anais até mesmo suas derrotas para inimigos, as rixas entre sacerdotes, as invasões devastadoras e as maiores humilhações. Entretanto, em nenhuma anotação deste povo há as referências que a Bíblia aponta.
O livro “A Bíblia não tinha razão” é uma compilação dos conhecimentos arqueológicos mais recentes, com traduções de textos egípcios, hebraicos, sumérios e mesopotâmicos. Vale a pena conhecer um livro e depois o outro a fim de tirar suas próprias conclusões. Neste volume, os autores acusam o anterior de não ter tido o cientificismo de separar fato e farsa, ilusão e lenda, e tentar forjar provas.
Ambos são livros bastante desafiadores e polêmicos para os dois lados desta moeda. Vale ressaltar que essas duas formas de ver o mundo coexistem há séculos, e são somente formas de ver o mundo como há outras: a religião, a razão, o senso comum etc
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