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terça-feira, 13 de agosto de 2013

Reflexões de uma criança

1. Pai, se o material da caixa preta é tão resistente, por que não fazem o avião inteiro com este material?

2. Pai, Adão tinha umbigo? Se tinha, para que servia?

3. Pai, se a Bíblia é um único livro e todas as pessoas sinceras o leem, por que mesmo com todo o conhecimento e sinceridade, elas criaram tantas religiões diferentes?

4. Pai, por que as pessoas sinceras e que leem o mesmo livro sagrado, ficam dizendo que são filhos da luz e os outros, que também o leem com sinceridade, são chamados de filhos das trevas?

5. Pai, eu queria ter a liberdade de poder escolher entre as milhares de igrejas, para saber qual é a verdadeira. Por que desde cedo você disse que a minha é a verdadeira e o nosso vizinho disse para o filho dele que a dele é a verdadeira? Agora eu e meu amiguinho estamos confusos, porque os pais dos nossos outros amiguinhos disseram que a deles era a "verdadeira de verdade"...

6. Pai, por que vocês não param de usar o mesmo livro santo para criar mais de 30 mil igrejas, e se juntam de coração num só grupo? Afinal não é a mesma mensagem vinda do mesmo livro? Como é que conseguem chegar a tantos resultados diferentes se são sinceros e puros de coração?

7. Pai, eu não consigo entender porque religião, política e futebol provocam tanta confusão e porque pessoas matam e morrem em nome de Deus, assaltam os cofres públicos e torcidas, que dizem amar seus times, ficam brigando com os rivais.

8. Pai, não consigo entender vocês adultos. Vocês complicam tudo, não têm prova de nada e ainda assim dizem que estão certos e os outros errados.

Quando eu crescer não quero ser assim. Vou buscar algo mais palpável para crer, se não achar não vou crer...

(Enéias Teles Borges)

Sobre a fé...

Eis uma definição típica encontrada nos dicionários: "convicção da existência de algum fato ou da veracidade de alguma asserção".

1. Entendo que é ato de fé crer na existência de um Originador.

2. Creio que é um ato de fé crer na Origem sem um Originador.

As teorias Teístas e Ateístas não são comprováveis empiricamente ou de qualquer outra maneira "palpável".

Quem acredita num Originador tem que admitir fé num ponto: o Originador é sem Origem. Tem que admitir que houve um tempo em que não havia tempo (eu ouvia isso na faculdade de Teologia). Quem não acredita num Originador pensa mais ou menos assim: "se o Universo é complexo, mas complexo seria um Originador sem origem"...

É um círculo "vicioso" ou "virtuoso", não sei bem.

Por isso não é justo uma corrente achar que o "óbvio está do seu lado".

Mesmo porque não existe obviedade na fé. Seja fé teísta ou ateísta.

Enéias Teles Borges

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Desastre ou Milagre?



O indivíduo manobra o carro na estrada e na curva o veículo capota. Ficou praticamente destruído. Ele vê que seus familiares sofreram ferimentos leves e agradece a Deus. Milagre! Conta o episódio na igreja e todos dizem: milagre!

Só que ele deixou de contar fatos interessantes.

Quando a Polícia Rodoviária chegou ao local e detectou que todos estavam bem, perguntou ao motorista: como conseguiu capotar nesta curva? Estou na região há mais de 20 anos e nunca vi um acidente neste lugar. E olha que por aqui passam milhares de carros por dia!

Afinal: foi um desastre ou foi um milagre?

Este é um dos grandes problemas na Cultura Religiosa do Brasil. As pessoas pegam um fato decorrente de negligência ou algo similar e arranjam um pretexto para dizer que ocorreu um milagre.

Se com o acidentado ocorreu um milagre o que teria ocorrido com os milhares que passaram por ali e nada sofreram?

Enéias Teles Borges

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Sobre Ateísmo, Agnosticismo e o Pecado...

Questionamento:

Mesmo que você não faça mal aos outros, respeite suas crenças e tenta ajudá-los em seus problemas, você é considerado o pior dos pecadores quando descobrem que você é ateu. No meu caso foi por uma pessoa que eu considerava minha amiga. Depois que soube que eu era agnóstica. Tive que ouvir durante quase um ano que eu ia para o inferno. E isso vindo de uma pessoa totalmente irresponsável e inconsequente.

Ponderação:

"Aquele que pecar contra o Filho do homem será perdoado, mas aquele que blasfemar contra o Espírito Santo será réu da Justiça Divina" (Mateus 12:31).

Vamos a um exemplo, como no caso do ladrão que se arrepende e é salvo. Qualquer crápula que estuprar, torturar e assassinar uma pessoa cética por exemplo, se arrependendo do seus "pecados", será perdoado, mas, a vitima mesmo sendo um individuo de valores humanitários exemplais, por ser cético, ou seja blasfemou contra o espírito santo, será réu e castigado.

Isso, sob qualquer prisma tachar-se-á de ato sem ética, imoral, injusto, arbitrário e incoerente. Se a justiça de deus é essa, decerto a justiça humana, mesmo falível é mais justa, e um deus que aceita essa ignomínia, não pode ser chamado de deus.

Diálogo encontrado no Yahoo Respostas

terça-feira, 30 de abril de 2013

Casal que matou criança ao insistir em cura pela fé mata de novo

Um casal que estava em liberdade condicional pelo homicídio culposo de uma criança em 2009, por tentarem curar um bebê usando apenas orações e de não levá-lo ao médico, estão sendo acusados novamente pelo mesmo crime depois que outra criança morreu.

Herbert e Catherine Schaible pertencem à uma igreja fundamentalista chamada “Igreja Cristã – Discípulos de Cristo”, que acredita na cura pela fé. Eles cresceram na “Igreja Gospel do Primeiro Século” que também era fundamentalista e dizia que procurar médicos era pecado.

Quatro anos atrás, o casal deixou morrer Kent Schaible, de 2 anos, que sofria de tosse, congestão, irritação e perda de apetite. Eles alegavam que a criança comia e bebia até o último dia e que achavam que ele estava melhorando. Eles foram condenados a 10 anos por homicídio culposo, mas estavam em liberdade condicional sob a condição de nunca mais tentar a cura pela fé sem procurar médicos.

Semana passada, morreu outro filho do casal, um bebê de 8 meses chamado Brandon Schaible, depois que ele começou a sofrer de diarreia e problemas respiratórios por uma semana e ter parado de comer.
A promotoria disse na que iria se basear na autópsia para fazer as acusações.

, o juiz Benjamin Lerner disse ao casal que eles violaram o termo da liberdade condicional, visto que eles disseram aos investigadores que eles rezaram para Deus para curar Brandon ao invés de procurar ajuda médica. “Vocês fizeram isso uma vez e as consequências foram trágicas”.

A promotoria havia pedido a prisão do casal novamente, mas o juiz manteve a liberdade condicional porque os sete filhos que eles têm foram levados pelo conselho tutelar. Ele acredita que o casal não representa perigo à sociedade, mas só a seus próprios filhos.

A advogada de defesa, Mythri Jayaraman disse que “Se a religião deles teve algo a ver com a morte do bebê deles, nós não sabemos”. Eu tenho um bom palpite.

Esse é um bom caso para mostrar que Deus não existe. Infelizmente, envolve a morte de crianças. O casal tinha a plena convicção de que conseguiriam curar doenças pela fé, ao ponto de não terem procurado médicos em nenhum momento. A fé deles é inquestionável. Nota-se que eles não queriam que nenhuma das duas crianças morressem.

Mas é aí que está o problema: Deus não existe. Cuidados médicos se baseiam em ciência e na presunção de que Deus não existe, de que algo precisa ser feito de verdade para recuperar a saúde dos pacientes. Funciona independentemente da pessoa acreditar ou não no processo, e é aplicado indiscriminadamente em pessoas que merecem ou não. E pelo visto funciona melhor que esperar que Deus faça alguma coisa.

Se isso não é indício de que não existe uma divindade ou inteligência superior cuidando dos afazeres domésticos dos humanos, eu não sei mais o que seria.

Fonte: Ateus do Brasil.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Sobre o Papado...

Parece-nos que a poeira baixou. Fala-se bem menos a respeito do assunto. Papa Francisco começa a sair da imprensa. Os religiosos alarmistas pararam com seus estonteantes vaticínios. Sossego! O tema estava cansando...

Tudo volta ao estado de antes. Era sabido, mas parece que a fome pela agitação predominava. Tal fome passou e a calmaria retornou.

Será? Os alarmistas costumam dizer que quando existe "aparente" paz, pode vir repentina destruição.

E agora?

Enéias Teles Borges

quarta-feira, 13 de março de 2013

Papa Francisco e os Alarmistas...



Os profetas de plantão (alarmistas) foram surpreendidos pelos últimos acontecimentos. Curiosamente eles não profetizaram sobre as possibilidades que pareciam ínfimas ou inexistentes. Como poderiam trabalhar com a ideia da renúncia do Papa Bento XVI e a escolha do Cardeal Argentino, atual Papa Francisco I? As profecias feitas, depois dos falecimentos de Paulo VI e João Paulo I, não se confirmaram. As que foram feitas, logo após a morte de João Paulo II, também não. E agora, com a renúncia de Bento XVI?

Papa Negro ou Papa Norte-Americano...

Era o cenário ideal. Papa Negro e Presidente Americano Negro ou Papa Norte-Americano e Presidente Americano Negro. Em qualquer das duas situações seria possível alardear nos quatro cantos da Terra que o fim estaria próximo.

João Paulo II não ressuscitou...

Uma corrente alarmista ultrarradical trabalhava com a hipótese da “ressurreição” de João Paulo II, que milagrosamente reergueria a Igreja Católica.

Como isso não ocorreu é possível que a “profecia” seja adaptada. Como? Bento XVI, o Papa Emérito, ressuscitaria “espiritualmente”, voltando a ser o Papa. Claro que depois de algo trágico e inesperado que poderia ocorrer a Francisco I.

Podem ter certeza que tal foco alarmista surgirá nas redes sociais.

Papa Sul-Americano, Argentino...

Já é demais. O que pode se aproveitar de tal cenário? Muito pouco. Tal escolha demonstra uma preocupação da ICAR: conter o crescimento do movimento Pentecostal que ameaça estender seus tentáculos para o mundo todo.

A tão esperada perseguição (se vier a ocorrer), não será contra os protestantes conservadores. Notem que as igrejas protestantes tradicionais estão encolhendo. Para se chegar a esta conclusão é preciso fazer um cálculo óbvio. As igrejas tradicionais estão crescendo na mesma proporção do crescimento da população mundial? Claro que não...

Por outro lado,o movimento Neopentecostal cresce tanto em número de membros, quanto no cálculo proporcional.

A famigerada “perseguição” seria, portanto, contra Edir Macedo, Waldemiro Santiago, RR Soares, Silas Malafaia, Estevam Hernandes, David Miranda e afins.

Além da preocupação com os crimes sexuais e crimes financeiros no Banco do Vaticano, existe a grande preocupação em conter essa onda pentecostal. 

Eles sempre acham um jeito...

Não tenham dúvidas de que os Profetas de Plantão (alarmistas) encontrarão uma justificativa. Afinal eles precisam profetizar. Está difícil “encaixar” uma teoria, tendo com ator principal um Cardeal Argentino (Jorge Mario Bergoglio).

Basta esperar para ver e ler. Alguém duvida disso? Eu não...

Enéias Teles Borges

segunda-feira, 4 de março de 2013

Sobre a escolha do Papa...

NOVO PAPA PODE SER O BRASILEIRO ODILO SCHERER, segundo algumas notícias publicadas por jarnais italianos. Seria bom um Papa brasileiro? Claro que sim! Importante para solidificar nosso emergente país. O que não poderia? (1) Papa americano e (2) Papa negro. Por quê? Seria terrível conviver com as inúmeras teorias dos Profetas de Plantão, membros fanáticos da comunidade FCFA (Fé Cega, Faca Amolada). Imaginem: um Papa americano ou um Papa negro, de um lado e um presidente negro nos EUA, do outro? Seria profecia amalucada de todo lado. Que os cardeais, no Conclave, sintam pena de nós e não façam escolha que permita aos "doidivanas" da fé, a promoção de suas teses da conspiração...

Enéias Teles Borges

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Um Deus pessoal...

Não existe tanta dificuldade, para muitos, na aceitação do Criacionismo. Rejeitar o Ateísmo é, para os "muitos", algo bem mais racional. Aceitar a existência de um Criador é complicado? Não é tão fácil acreditar na ação dos bilhões de anos, que produziu tudo que há, incluindo a vida.

Aceitar a existência de um Ser Criador não significa concordar com a corrente predominante, que assevera ser Ele um Ser eminentemente pessoal. Que Ele se preocupa com a existência cotidiana da sua criação, notadamente a humana...

O que carecemos mesmo é de um Deus pessoal. Carecer é uma coisa, aceitar os desvarios apregoados pelos muitos profetas teístas é outra, infinitamente diferente...

Enéias Teles Borges

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Paraíso: dos bispos, pastores e afins

Muitos buscam o paraíso e não notaram que ele está logo ali ao lado. Acessível apenas para os bispos, padres, pastores, missionários e afins, é um paraíso na terra. Enquanto vociferam, levando a massa a acreditar em melhorias na terra e vida eterna no paraíso celestial, os vendilhões já estão no paraíso terrestre. O que eles querem mesmo é vida eterna aqui na terra. Dispensam o céu. Lá eles seriam iguais aos membros. Aqui são chefes. Quem nasceu para ser cacique não aceita ser índio.

O paraíso dos profanadores já está aqui na nossa devastada terra...

Enéias Teles Borges

domingo, 23 de setembro de 2012

Fugindo do agnosticismo

Agnosticismo é a visão de que o valor de verdade de certas reivindicações, especialmente afirmações sobre a existência ou não existência de qualquer divindade, mas também de outras reivindicações religiosas e metafísicas, é desconhecido ou incognoscível. (definição genérica)

Curiosamente algumas pessoas, no mundo cristão, têm imensa dificuldade em assumir que são agnósticas. Quando a elas perguntamos se é possível provar ou negar a existência de Deus, respondem dizendo que não. Ainda assim dizem não ser agnósticas e ainda combatem o agnosticismo, insinuando que é característica de quem fica em cima do muro (ignorância proposital?).

Podem acreditar: existe o agnosticismo-teísta-cristão. As pessoas que optaram ser cristãs, simplesmente pela fé e que admitem ser impossível provar a existência de Deus a partir do conhecimento e dispositivos humanos existentes.

Pessoas assim são agnósticas, queiram ou não...

Enéias Teles Borges

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Medo: 21 de dezembro de 2012

Muitas pessoas creem na volta de Cristo em honra e glória e entram em contradição: morrem de medo do dia 21/12/2012. A famosa data do calendário maia. É incrível como a fé que remove montanhas não remove o medo daquela data. Sabe-se que muitas pessoas dão como certo o acontecimento calamitoso que dizimará a humanidade ou quase a sua totalidade. 

Afinal: acreditam naquilo que professam ou não? 

Enéias Teles Borges

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Planeta Júpiter: os religiosos são tolos?

Meteoros colidem contra Júpiter e logo aparecem membros da comunidade Fé Cega e Faca Amolada (FCFA) para dizer: "vejam como é obra de Deus. Nossa Terra é perfeita para abrigar a vida. Até existe um planeta gigante que impede que meteoros caiam sobre nós..." Quanta bobagem! Sendo Deus um criador de coisas perfeitas, qual a necessidade da existência de um "planeta protetor"? Se tudo é perfeito, por que cometas e meteoros colidem contra planetas? Não seria sinal da perfeição a "não existência" de meteoros destruidores no Sistema Solar? Incrível como os religiosos que não ponderam de maneira sóbria, lançam a ideia de que os religiosos, em geral, são tolos...

Enéias Teles Borges

domingo, 9 de setembro de 2012

Diálogos no Facebook - I

As redes sociais possuem dois lados: o bom e o ruim. No lado bom existe a disposição para o diálogo. Segue abaixo um deles, iniciado no dia 3 de setembro de 2012. O ponto de partida foi a foto acima (tecle para ampliar).

DIÁLOGO:

- ????

Quem tem razão? Seria essa a dúvida? Pergunte para o Cristão, Judeu, Muçulmano. Cada um dirá que está certo e que o outro está errado...

-  E quem está certo??

Como vou responder? Seria justo? Conheço 100% das outras vertentes? Uma pessoa honesta só dirá que está certa se conhecer profundamente todos os demais pensamentos. Eu, como agnóstico-teísta, não me vejo com autoridade suficiente para dizer quem está certo. O que sei das demais religiões do mundo? O que sei do ateísmo? O que sei do agnosticismo? Sei que existem "bitolados" que dizem saber a verdade conhecendo "mal e porcamente" o próprio nariz...

Será mesmo que não existe uma religião verdadeira? será que quando Deus fez a humanidade ele não instituiu uma fé? Por que que muitas pessoas preferem acreditar que vivendo da forma que está vai melhorar alguma coisa?

- A sua pergunta é excludente: você já partiu do pressuposto de que o "Deus Cristão" criou a humanidade. Se foi ele, o que dizer dos "deuses" das outras denominações? Lembre-se, apenas para exemplificar, que o Deus cristão é Triuno (Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo). O Deus Judeu é Uno (não existem o Filho e o ES). Para o cristão a resposta verdadeira já existe, em parte: a religião verdadeira é o Cristianismo. Pergunto: qual deles? O cristainismo católico ou o cristianismo protestante? E aí como fica? Se for o protestante, qual das denominações? Batista, Metodista, Adventistas, Prebiteriana, Luterana, Testemunhas de Jeová, Mórmons, (...)? Todos dizem que são donos da verdade. E agora? 

-  Essa é minha pergunta, qual religião que Deus instituiu na criação do mundo? Pois é o que importa certo? Pois foi o inicio da humanidade!

Importa para você, pois para muitos nem existe um deus. Para muitos Deus bíblico não é do jeito que o cristão imagina. Precisamos parar de pensar que a maneira como nos ensinaram é a maneira correta. Precisamos, sozinhos, examinar TUDO e descobrir aonde estão a verdade e o erro. Pode ser que tudo o que tenhamos aprendido não passe de um "sonho de verão"... PERGUNTO: se você tivesse nascido e sido criado no Japão, em que Deus acreditaria? Lá o cristianismo pouco significa... 

Como ser humano que sou, inteligente como me considero, aprendi a buscar a verdade por mim mesmo, nunca ouço o que as pessoas me falam desde que eu a considerem verdade, do mais analiso e procuro a resposta verdadeira, uma coisa tenho certeza, Deus não tem placa de igreja, TEM UMA VERDADE... 

De fato um Deus que seja verdadeiro não está "amarrado" a uma igreja. Mas pode ser que ele nem exista, pelo menos na mente do ateu. Eu, como agnóstico, respeito a todos e afirmo com convicção: quem disser que possui a verdade está muito longe dela. Não importa se quem assim diga é ateu ou criacionista...

Concordo, por isso estudo para descobrir quem está certo, tenho meu coração aberto para todos os tipos de conhecimento desde que a pessoa esteja aberta para conhecer a verdade... 

Nota: As respostas são minhas e estão em itálico.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

A crença no sobrenatural é perigosa

Há trinta anos o psicólogo americano Michael Shermer se dedica a combater superstições. Ele criou uma ONG, uma revista (Skeptic Magazine), sites e programas de TV focados em promover o pensamento científico e desmascarar charlatões. Shermer, que chega ao Brasil no fim deste mês para uma série de palestras, é autor de quinze livros. O último, Cérebro e Crença, foi lançado em português na semana passada. Nesta entrevista, publicada na edição de VEJA desta semana, ele diz que a tendência a se iludir com fantasias é própria do processo mental humano e defende o combate à crendice em favor do progresso. 

Por que as pessoas acreditam no inacreditável? 

A evolução fez do cérebro uma espécie de máquina de reconhecimento de padrões na natureza. Às vezes, esses padrões são reais, mas na maioria dos casos são fruto da imaginação. Milhões de anos no passado, ao ouvir um barulho vindo da mata, um hominídeo poderia supor que se tratava de algo inofensivo, como o vento. Se estivesse errado, e fosse um predador, correria o risco de ser devorado. Nosso ancestral poderia, por outro lado, imaginar a presença de uma divindade perigosa no mato e se afastar o mais rápido possível.

A segunda opção é a que a maioria adota. Imaginar o perigo e fugir garante a sobrevivência, mas também a ignorância. Ir até o mato verificar do que realmente se trata o barulho exige curiosidade e uma batalha contra os instintos. É nessa categoria, a dos homens que não se rendem a narrativas fictícias, que se encaixa o cientista. Os crentes seguem a trilha inversa, a dos que se contentam com suposições sobrenaturais. É um fenômeno que tem a ver com a química do cérebro: a convicção de que o pensamento mágico é o que basta para a compreensão do universo produz uma sensação de prazer. Ficamos felizes em imaginar que seres místicos, sejam eles deuses ou extraterrestres, se preocupam e cuidam de nós. Não nos sentimos sós. 

Como se sabe que o cérebro é propenso a acreditar no fantástico? 

A neurociência identifica padrões de ondas cerebrais distintos que nos levam a criar crendices e a ter prazer na constatação de que temos respostas às nossas dúvidas. Em situações extremas, como as enfrentadas por quem está no limite da resistência física ou próximo à morte, o cérebro reage com a redução da atividade na área responsável pela consciência e o aumento em regiões ligadas à imaginação. Essa reação natural está na origem das alucinações. Não há mistério nesse processo. Os cientistas são capazes de produzir visões ou a sensação de transcendência espiritual com o estímulo artificial de certas áreas do cérebro. 

O senhor foi um cristão evangélico ativo no esforço de atrair fiéis para sua igreja. Como se tornou um cético? 

Somos mais abertos à religião na juventude e na velhice. Naturalmente, no fim da vida é comum procurar por conceitos reconfortantes, ainda que irreais. No meu caso, o apelo da crendice me atingiu na juventude, como uma explicação fácil para tudo o que existe. A religião tem um apelo social enorme. O ambiente alentador de uma comunidade ajuda a afastar as dúvidas até daqueles que não acreditam plenamente no sobrenatural e nos dogmas religiosos. Desvencilhei-me da crença ao entrar para a comunidade científica. O método científico, cujo princípio básico é o de que qualquer afirmação deve ser comprovada em experimentos repetidos, alimenta o ceticismo e favorece o progresso. 

O que faz com que a ciência seja a melhor ferramenta para explicar o mundo? 

A ciência é democrática. Qualquer um pode estudar e chegar a conclusões racionais. Cientistas estão abertos à possibilidade de estarem errados e, por isso, promovem a invenção e a reinvenção de conceitos. É o que garante o avanço do conhecimento. A crendice é intolerante. Fixa uma verdade e não abre espaço para perguntas. Se nos apegássemos apenas ao sobrenatural, nunca teríamos saído da floresta e criado a civilização. 

No mundo moderno, ainda precisamos da crença? 

É impossível deixar de crer. A ciência também depende da nossa capacidade de elaborar crenças. Qualquer experimento nasce com uma premissa baseada no que se acredita ser verdade. Ideologias também precisam da habilidade de crer. Eu acredito no liberalismo, na democracia e nos direitos humanos. Podemos, porém, abandonar o que não pode ser explicado, como deuses e bruxos. Não nos faria falta. 

Há vantagens na crença? 

A evolução nos concedeu a habilidade de acreditar por boas razões. A crença em divindades nos levou a temer o mundo e, com isso, nos ajudou a sobreviver nele. Também contribuiu para a formulação de leis que regiam comunidades primitivas. A moral e a ética nasceram na religião. 

Se a ética tem origem religiosa, por que ela prevalece na sociedade laica? 

As igrejas se tornaram um fator de corrupção, motivo de guerras e perseguições. Por sorte, presenciamos o declínio da crença no sobrenatural. Países do norte europeu, onde apenas um quarto da população segue alguma religião, têm índices de criminalidade, suicídio e doenças sexualmente transmissíveis inferiores aos de estados em que a maioria dos habitantes é de crentes, como os Estados Unidos e o Brasil. Se a religião se declara um bastião da bondade, por que, historicamente, estados teocráticos são mais suscetíveis à criminalidade do que os seculares? 

Apesar de vivermos na era da ciência, cresce a crença no sobrenatural. Por quê? 

É verdade que vivemos num mundo em que a ciência faz parte do dia a dia. Todos gostam de iPhones e admiram as naves que pousam em Marte. Mas poucos abdicam de crenças sobrenaturais e aceitam a ciência como ferramenta para explicar o universo. A maioria só quer aproveitar os produtos da ciência. Quando se trata de responder a dúvidas primordiais, como a origem do universo ou o sentido da existência, preferem explicações irreais, mas convincentes em suas narrativas fictícias. 

Por que o senhor se dá ao trabalho de combater a superstição? 

Sempre me perguntam por que não deixo os crentes em paz. Ocorre que a crença no sobrenatural não é inócua. Ao contrário, é bastante perigosa. Acreditar na dita medicina alternativa é um exemplo. Muita gente morre por substituir o tratamento médico sério por procedimentos supersticiosos, como o consumo de ervas com propriedades supostamente milagrosas. 

Não é possível provar a existência de divindades e criaturas fantásticas. O senhor concorda que também é difícil provar que não existam? 

O fato de não explicarmos um mistério não significa que ele exija explicações sobrenaturais. Só mostra que ainda não há resposta. O ônus da prova cabe aos crentes. O cético só crê no que é provado. Nesse aspecto, a ciência tem feito bom trabalho ao desmascarar mitos. No passado, já se acreditou que a Terra viajava pelo cosmo no lombo de um elefante. Existem 10.000 religiões. Espanta-me a arrogância de quem supõe que só uma crença seja correta em meio a tantas. 

O senhor leva em consideração que pode estar errado? 

Assim como todos, só descobrirei a resposta quando morrer. Como cientista, estou aberto à possibilidade de ter me enganado. Se houver um ou vários deuses, ficarei surpreso. Mas não tenho medo. Se há um Deus, ele me deu um cérebro para pensar. Meu pecado seria usá-lo para raciocinar e buscar explicações? Um ser benevolente não me puniria por utilizar bem as armas que me concedeu.

(Veja)

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

A Bíblia Não Tinha Razão

Em "A Bíblia não Tinha Razão", dois arqueólogos debatem sobre a verdade histórica da Bíblia, recolocando o debate na perspectiva correta, construindo o que os outros cientistas já definiram como a mais profunda e elaborada síntese entre as Sagradas Escrituras e a arqueologia realizada no último meio século.

Nota: É a minha leitura atual. Entendo que livros assim devam ser obrigatórios em todos os cursos de Teologia. 

Enéias Teles Borges

E a Bíblia tinha, mesmo, razão?

Aparentemente, a gente vai viver eternamente um verdadeiro conflito entre o pensamento racional e o pensamento religioso. Tudo teve início lá na Grécia Antiga, quando os primeiros filósofos propuseram uma nova maneira de interpretar o mundo, em choque com os sacerdotes e as pitonisas. E não tem sido diferente nos últimos séculos, quando, principalmente, a ciência refinou-se e encontrou novos métodos de pesquisa.

O post de hoje traz duas interessantes dicas de leituras. A primeira é o livro “E a Bíblia tinha razão”, de Werner Keller. O autor se propõe a pesquisar fatos supostamente históricos e provar acontecimentos narrados na Bíblia cristã. Religiosos dizem ser uma verdadeira reportagem histórica e com fundamento. Quem ler poderá fazer o julgamento.

O livro acabou se tornando um verdadeiro fenômeno, principalmente nas correntes de pesquisas teológicas do protestantismo, uma vez que o autor estaria comprovando fatos que eram tidos até então como mito por alguns cientistas. Até hoje é um sucesso de vendas em todo o mundo.

O livro citado foi um verdadeiro abalo científico: uma glória para religiosos e teólogos, uma destruição para historiadores e arqueólogos. Werner Keller foi massacrado por ter, supostamente, forjado provas e ter misturado fatos históricos com muita anacronia (associando fatos que ocorram em tempos e em espaços bem diferentes e distantes). A partir disso, dois arqueólogos lançaram a refutação.

Numa obra iconoclástica e muito provocadora, os arqueólogos Israel Finkelstein e Neil Silberman refizeram os passos de Keller mostrando que muitos acontecimentos supostamente bíblicos não teriam acontecido. Dois fatos relatados e pesquisados pelos arqueólogos: o grande êxodo jamais teria acontecido e não houve escravidão judaica no Egito – esta porque não há nenhum relato egípcio da presença de escravos hebreus em seu território.

É reconhecido que os egípcios tiveram uma historiografia bastante meticulosa e metódica. Tiveram a preocupação de relatar em seus anais até mesmo suas derrotas para inimigos, as rixas entre sacerdotes, as invasões devastadoras e as maiores humilhações. Entretanto, em nenhuma anotação deste povo há as referências que a Bíblia aponta.

O livro “A Bíblia não tinha razão” é uma compilação dos conhecimentos arqueológicos mais recentes, com traduções de textos egípcios, hebraicos, sumérios e mesopotâmicos. Vale a pena conhecer um livro e depois o outro a fim de tirar suas próprias conclusões. Neste volume, os autores acusam o anterior de não ter tido o cientificismo de separar fato e farsa, ilusão e lenda, e tentar forjar provas.

Ambos são livros bastante desafiadores e polêmicos para os dois lados desta moeda. Vale ressaltar que essas duas formas de ver o mundo coexistem há séculos, e são somente formas de ver o mundo como há outras: a religião, a razão, o senso comum etc
 

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