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sábado, 2 de outubro de 2010

HORA DO VOTO, MOMENTO DE IGUALDADE

Um momento de igualdade

Não importa se você é rico ou pobre, preto ou branco, homem ou mulher, não importa a sua orientação sexual, não importa o seu credo. Você, possuindo idade para ser eleitor, é incrivelmente igual. É um raro momento em que o peso de alguma coisa que você possui, tem o mesmo peso de algo que outro ser humano detém.

Seu voto, portanto, é igualmente importante e deve ser computado com louvor. O mais interessante é que você dê o devido valor ao exercício da democracia (mesmo que seja um exercício obrigatório, igualmente para todos).

Um momento de responsabilidade

Não devemos votar com o coração. Precisamos usar nossa capacidade de raciocinar. Nada de ser influenciado por qualquer tipo de radical. Não importa se seja de direita ou de esquerda. Nada de se apequenar diante das vociferações dos que se dizem esclarecidos, dos que se dizem religiosos, dos que se dizem profetas, dos que se dizem contra a esquerda ou contra a direita. É hora de agir com soberania individual. Nós decidimos nosso voto.

Um momento sem alienação

Há que se buscar a convicção. Há que se votar consciente. Há que se votar por conta própria. Há que se votar sabendo do peso e valor do voto. Ninguém é melhor que ninguém na hora de votar. O voto do homem mais rico do Brasil tem o mesmo peso do voto do mais pobre.

Não nos deixemos levar pelos que fazem campanha política consciente e inconsciente. Fujamos dos que se dizem entendidos, que se julgam paradigmas.

Corramos na direção da verdadeira democracia, aquela do voto igual para todos.

Enéias Teles Borges - Autor
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terça-feira, 28 de setembro de 2010

POLÍTICA RASTEIRA

A política rasteira, também conhecida por politicagem, chega ao Brasil mais uma vez. Na época em que o povo está prestes a exercer a "democracia do voto obrigatório" aparecem os santos e os pecadores. São políticos que se dizem santos, falando daqueles que são pecadores. É possível confiar em qualquer político brasileiro?

Política é igual religião

Igual num ponto: cada segmento religioso se julga certo e, portanto, condena os demais. O mesmo ocorre com os políticos. Agigantam suas supostas virtudes e minimizam seus defeitos. Partem para o ataque contra os concorrentes.

A massa acredita

O povo acredita que um é melhor ou menos pior que o outro. O povo escolhe e em seguida começa a descer o chicote na oposição. É impressionante como a massa reage. Na era da internet são incontáveis as mensagens criticando quem está na frente.

O envolvimento das igrejas

Lamentavelemente as igrejas em geral estão se envolvendo. Não oficialmente, mas através dos formadores de opinião. Sabe-se que as igrejas protestantes estão permanente armadas contra o que imaginam ser a esquerda (como se ela ainda existisse no País). Existem segmentos, mais dentro do catolicismo, que antipatizam com a direita (como se ela ainda existisse).

Basta ler ou ouvir alguém para saber se é protestante ou católico. Qem fala mal do Serra, quem fala mal da Dilma? Observem e notarão. É fácil saber se é protestante, de igreja mais tradicional, ou se é de uma ala mais progressiva.

Tudo é farinha do mesmo saco

É uma pena, mas é real. O mundo da política, de uma maneira geral, é um jogo do poder. Existem os que estão usufruindo dele e existem os que querem usufruir. Aí começam as acusações: o sujo falando do mal lavado, o roto criticando o rasgado.

Autor: Enéias Teles Borges
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terça-feira, 24 de agosto de 2010

Deputado Tiririca?

Frases de efeito

"Vote no Tiririca, pior que tá, não fica". "Você sabe o que um deputado faz? Vote em mim que eu conto". Se você gostou e confia, eis aí seu candidato a deputado federal. Quer saber de uma coisa? Acredito que ele será eleito. Receberá votos dos que acreditam nele e dos que querem avacalhar com o voto. Não importa se o voto é consciente ou é piada, o peso é o mesmo. O exótico candidato está praticamente lá.

A folha publicou uma entrevista com Tiririca e também um vídeo. Quer ver? Basta teclar no link abaixo.


Nota: Parece piada, mas não é. Nem posso dizer que Tiririca é brincalhão ou é sério. Quem é sério? As pessoas que votaram no hipopótamo "cacareco" e no macaco "tião" tendem a votar no exótico candidato. É brincadeira? Não sei...

Enéias Teles Borges
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quinta-feira, 22 de julho de 2010

A IGREJA E AS ELEIÇÕES DE 2010

Alheio à recomendação da Igreja Católica de manter neutralidade na campanha eleitoral, o bispo de Guarulhos, d. Luiz Gonzaga Bergonzini, prega boicote à candidatura de Dilma Rousseff à Presidência da República por considerar o PT favorável à descriminalização do aborto.

Em artigo intitulado "Dai a César o que é de César e a Deus o que é Deus", publicado no site oficial da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), d. Bergonzini evoca deliberações dos congressos nacionais petistas de 2007 e 2010 e o 3º Plano Nacional dos Direitos Humanos para classificar o partido como "contrário aos valores da família".

"Recomendamos a todos verdadeiros católicos a que não deem seu voto à senhora Dilma Rousseff e demais candidatos que aprovam tais liberações, independentemente do partido a quem pertençam", diz o bispo no texto, datado de 1º de julho.

Embora admita no artigo que a Igreja Católica "não se posiciona nem faz campanha", d. Bergonzini, 78 anos, diz que sua posição é lastreada na missão de "zelar para o que o que é Deus não seja manipulado e usurpado por César".

"Quando acontece essa usurpação ou manipulação é dever da Igreja intervir convidando a não votar em partido ou candidato que torne perigosa a liberdade religiosa e de consciência ou desrespeito á vida humana e aos valores da família", afirma o religioso no documento.

Na carta, o bispo cita a punição imposta pelo PT aos deputados federais Luiz Bassuma (BA) e Henrique Afonso (AC), que condenaram publicamente o apoio petista à legalização do aborto e migraram para o PV.

Segundo maior colégio eleitoral paulista, com 788.832 votantes, Guarulhos é hoje o principal reduto petista no Estado --a cidade é governada pelo partido desde 2001.

Dilma, que se diz recém-convertida à Renovação Carismática Católica, modificou seu discurso sobre o aborto nos últimos três anos. Em outubro de 2007, durante sabatina promovida pela Folha, ela se mostrou favorável à descriminalização.

"Acho que tem de haver a descrminalização do aborto. No Brasil, é um absurdo que não haja, até porque nós sabemos em que condições as mulheres recorrem ao aborto", disse à ocasião.

Em suas últimas manifestações públicas sobre o tema, a petista mudou de postura. "Eu sou a favor de manter a legislação", afirmou no Programa "Roda Viva", da TV Cultura, veiculado no último 28 de junho.


Nota: Trata-se de situação complicada. A Igreja, efetivamente, precisa ser neutra. Estamos num Estado Laico. Por outro lado existem premissas seríssimas a serem consideradas. O aborto é uma delas. Difícil conciliar neutralidade com obrigação de consciência.

Enéias Teles Borges
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quinta-feira, 20 de agosto de 2009

O pijama de Getúlio Vargas

Tive a oportunidade de ler um livro bem interessante: Agosto, do brilhante Rubem Fonseca. Uma trama muito bem apresentada, tendo como pano de fundo, os momentos que culminaram com o suicídio de Getúlio Vargas - aquele mesmo que "saiu da vida, para entrar para a história".

Deparei-me, há pouco, com uma notícia que dá conta da restauração do pijama que Getúlio Vargas usava quando suicidou-se. Para ler a reportagem completa basta teclar em [Universo Online].

O grande político, chamado por muitos pelo apelido de "homenzinho", devido à sua baixa estatura, mudou a cara do Brasil e é tido como um dos principais (ou principal) governante que este País já teve.
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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

DIA DE REGOZIJO?

Dia de regozijo?
Enéias Teles Borges



Hoje deveria ser um dia de regozijo. Temos eleições nas duas casas legislativas. Líderes surgem conclamando amor ao povo e ao país. Festa da democracia? Apogeu da demagogia? Tudo como era antes, na casa do Abrantes? Quem viver verá!

É de causar espécie o desinteresse pelas eleições dos respectivos mandatários das duas casas. De tanto assistir aos descalabros e nulidades o povo viu ceifada a esperança. Sem esperança qual o motivo que deveria haver para o interesse?

Sabemos que são cargos importantes para missões hercúleas. Como, porém, ter certeza de que o objetivo principal será o exercício dos verdadeiros ofícios?

No meio da crise que se instalou no mundo espera-se liderança segura, destemida e honesta. É pedir muito? Querer líderes capacitados e idôneos é exigir demais?
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quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

O QUE FARÁ OBAMA?

O que fará Obama?
Enéias Teles Borges


Não apenas o que fará, mas o que poderá fazer? E se puder fazer ele fará? Eis questões que precisam ser respondidas. Duas já se fizeram notar: (a) suspensão dos julgamentos em Guantánamo e (b) revisão de pendências, cerca de vinte e uma, referentes ao governo Bush.

Os religiosos perguntam, muitos povos de diversos países insistem: o que fará Obama? Ele certamente não será o pai de todos os povos, nem mesmo tentará. Precisa olhar (primeiro) para o seu quintal, as roupas do varal, a grama que cresce de forma desordenada...

Chegou a hora da verdade, de cumprir metas e promessas, de atender aos anseios de muitos daquela nação que nele depositaram esperança. Valeria à pena estar no lugar dele?

O que fará Obama?
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quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Barak Hussein Obama

Barak Hussein Obama
Enéias Teles Borges
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O texto abaixo foi extraído do excelente blog Via Política do André Henrique. Recomendo a leitura completa do texto e a adição do blog aos seus favoritos.
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A eleição de Barack Obama para presidente dos Estados Unidos vem sendo tratada com excessiva empolgação e pieguice. Em função disso estão sendo criados mitos que custarão caro lá na frente. O primeiro deles é de cunho racial, setores da mídia, da intelectualidade e da política estão insistindo na retórica do “primeiro presidente negro eleito na história dos Estados Unidos”. Outro mito é caracterizar Obama como uma vítima cronológica, e acima de tudo um salvador. Ao se preocuparem com essas clivagens abstratas e boçais, estes setores deixam de priorizar o que realmente importa – a democracia.
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Texto completo: (Via Política).

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

O umbigo do mundo - I


Lembro-me de uma ocasião em que o “umbigo do mundo” se manifestou de forma incisiva e clara. Ronald Reagan era o presidente dos Estados Unidos da América e o João Paulo II era o papa. A América do Norte estava saindo de uma recessão e o papa era popular no mundo inteiro.

O “umbigo do mundo” asseverou aos quatro cantos o que estava para acontecer: a junção da política com a religião. Essa era a profecia. O “umbigo do mundo” via nisso o grande sinal vindo dos céus em sua direção. Aviso divino para ele, o importantíssimo “umbigo do mundo”.

Não faz muito tempo houve uma calamidade. Tsunami e milhares de mortes. Eis uma do “umbigo do mundo”: “aviso de Deus para que ele, “umbigo do mundo”, ficasse preparado”. Que aviso eloqüente! Quantos morreram para que o “umbigo do mundo” ficasse ciente do aviso? Trezentas mil pessoas?

Outra do “umbigo do mundo”: o papa Bento XVI nos Estados Unidos. Eis que o nosso personagem vislumbrou novo aviso: “Deus nos alerta, o poder político está de mãos dadas com o poder religioso”. O “umbigo do mundo” nem se deu conta de que o representante do poder político era nada mais, nada menos do que George W. Bush, o mais impopular presidente da história americana! Para o “umbigo do mundo” isso faz pouca diferença. Quem de fato importa é ele, “senhor umbigo do mundo”, para quem tudo acontece apenas para que ele fique atento...

O “umbigo do mundo” está de volta! A combinação é Bento XVI e Barak Hussein Obama. A mistura é claríssima, para ele, o “umbigo do mundo”. Bento XVI, segundo ele, “senhor umbigo”, é um papa surpreendente. E Obama é negro, com sobrenome ligado ao islã, simpatizante da virgem Maria, enfim um líder nato e com tendências ecumênicas...

Amigo leitor preste atenção de agora em diante. O “umbigo do mundo” vociferará, profetizará e o tempero você já sabe: o papa e o novo presidente americano.

O “senhor umbigo do mundo” tem os ingredientes ideais e não tenha dúvida: ele os utilizará.

Aguardemos...

Leia a junção do todos os textos "Umbigo do Mundo" teclando [aqui].

Enéias Teles Borges

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Escolhendo um candidato

Escolhendo um candidato
Enéias Teles Borges


Tenho como critério não anular voto ou não votar em branco. Escolho sempre o que considero melhor ou em outras letras o que considero “menos pior”. Chega a ser dramático, mas quando nos servimos de alguns princípios particulares precisamos ser firmes. Há que se lutar muito para seguir pelo caminho escolhido. Neste caso acredito que deixar de votar em alguém seria uma forma de omissão. Escolho alguém e assumo os riscos. Deixar de escolher jamais!

Eleições no Brasil e eleições nos Estados Unidos da América. Lá existem dois candidatos e um, por ser negro, tem polarizado determinado tipo de atenção. Primeiro “cidadão de cor” na liderança da superpotência? É o caso de votar em alguém só para que finalmente isso seja alcançado? Não, claro que não! Há que se voltar no melhor ou no “menos pior”.

Por aqui as eleições são locais. Como escolher um bom prefeito? E um bom vereador? Pelo sexo ou pela opção sexual do candidato? Pelas propostas que efetivamente podem ser realizadas?

Quero conclamar o amigo leitor: formemos opinião! Não falo de proselitismo. Falo de conclamação ao voto consciente! Não me preocupo em sugerir um candidato, mas em motivar o povo a votar de forma convicta. É uma oportunidade, ainda que pequena, de exercer a justa cidadania.

O voto é momento de igualdade. Os votos têm o mesmo peso, independentemente do sexo, cor, religião, estado civil, situação financeira...

É preciso refletir um pouco sobre isso. Muitos morreram para conseguir o que parece ser pouco. Precisamos honrar a luta dos nossos antepassados que sofreram em função da batalha renhida contra as forças ditatoriais do negro passado.

Vamos Brasil, mostre a cara do seu povo!
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quinta-feira, 26 de junho de 2008

Que Brasil era aquele? Que Brasil é esse?

Eu era garoto. Creio que com 12 anos, talvez mais. Época da ditadura militar. Houve um comício perto do nosso bairro e a professora me escolheu para dizer um verso no palanque. Quando subi no palco fiquei impressionado. Até onde minha vista alcançava via-se gente. Fiquei nervoso. Chegou minha vez de falar. Eu enchi o peito e disse o verso que me veio pronto:
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Embora seja tão grande,
Um gigante em extensão,
O Brasil cabe inteirinho,
Dentro do meu coração!
*
O povo gritou! Minha voz saiu com força e sem medo. Eu tinha feito a minha parte. Naquele momento histórico era assim: “Brasil, ame-o ou deixe-o”. Eu era um bom aluno e até cria naquilo tudo. Como não crer? O Brasil era daquele jeito.

Que Brasil era aquele?

Hoje não sou mais garoto. Não é mais época da ditadura militar. Não há comício perto do meu bairro e não existe mestre que me escolha para falar. Se escolhido, o que eu teria para dizer? O Brasil continua um gigante em extensão, mas não sei se no peito seria possível abrigá-lo.

Até penso que se eu soltasse a minha voz o povo não gritaria. Haveria motivo para bradar? Não se precisa amar o Brasil para nele permanecer. O Brasil é desse jeito.

Que Brasil é esse?
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sexta-feira, 23 de maio de 2008

Um senador exemplar

O Brasil perdeu um grande representante no Senado. Trata-se do senador Jefferson Peres. Homem que representou com dignidade o estado do Amazonas e mostrou, ao povo brasileiro, que é possível fazer política com ética.

Podemos dizer, sem constrangimentos, que estamos de luto. A perda é irreparável no presente momento. Era uma das poucas colunas confiáveis. Sempre se mostrou coerente e firme nas decisões contra os corruptos que insistiam em assolar a Nação.

Uma pena. Triste mesmo.

O que podemos fazer nesse instante a não ser almejar? Almejar que surja (e rápido) outra pessoa que possa nos manter esperançosos neste contexto no qual a ética parece não ter valor...
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terça-feira, 13 de maio de 2008

O presidente e a sacanagem

Mais uma vez o assunto: cartão corporativo. Desta feita acompanhado por uma palavra que pode ser considerada de diversas formas, inclusive como sendo chula. Muita gente tentará justificar o uso da palavra sacanagem. Alguns invocarão o regionalismo, a simplicidade do Presidente da República, seu linguajar coloquial e a sua identificação com a massa sofrida.

Com boa vontade poderemos dizer que esse substantivo feminino é um comentário divertido, feito a respeito de alguém ou de algo. Que sacanagem poderia ser um ato praticado contra alguém, podendo ser um gracejo e mesmo uma tentativa de ludibriar.

Sem boa vontade poderia ser dito que sacanagem é um ato de maldade, perversidade e deslealdade. Exagerando um pouco seria possível inferir que um sacana é aquele que tem procedimento próprio de um devasso, espertalhão ou trocista.

Para aqueles que vêem a perversão sexual em quase tudo que se fala e se ouve, a sacanagem pode ser retratada como um ato imoral (libidinoso), uma libertinagem; uma transgressão das regras elementares no campo das práticas sexuais. A sacanagem pode ser descrita (até) como a masturbação.

Os ingênuos ou aqueles que se insurgem contra a malícia generalizada empurrariam o assunto para a rubica da culinária e diriam que a sacanagem é apenas um acepipe de pedaços de salsicha, queijo, pimentão e outros aperitivos espetados num palito.

Como podem observar a palavra sacanagem tem variantes que podem ser usadas conforme o gosto de quem pratica, fala e ouve.

No caso do pronunciamento do Presidente, no dia 12 de maio de 2008, o que ele quis dizer? Certamente que providências precisam ser tomadas para impedir que pessoas usem o cartão corporativo de forma malandra, isto é, de forma sacana.

Simples de entender, difícil de aceitar. Mesmo sabendo que nosso Presidente não é um homem de “muitas letras” não ficou bem para a sua imagem. Mesmo admitindo que não houve intenção torpe em suas palavras, não ficou bem para o que se espera do representante máximo da Nação.

Que o uso do cartão corporativo tem sido mais uma vergonha nacional não há menor dúvida. Assim como ninguém duvida de que o nosso Presidente poderia e deveria escolher melhor as suas palavras.
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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Desculpa esfarrapada!

Cartão corporativo. Eis o assunto da hora. Desmando e descontrole prevalecem, o povo fica perplexo e os políticos da situação propõem explicações. Os políticos oposicionistas analisam como cooptar a atenção do povo e para tanto usam vestes de cordeiro.

Um conhecido meu (PT “roxo”), já achou um argumento defensivo: “o que o PT está desviando não chega ao valor da CPMF daquilo que foi desviado pelo governo anterior”.

Que desculpa esfarrapada!

A defesa dos perversos não está escudada no bom direito, mas na comparação entre a falta de honestidade de um governo com a do outro. Daqui a pouco vão dizer que estes desvios são irrisórios ou que devem ser ignorados em face do que imaginam ter ocorrido na gestão anterior.

Assim caminha a humanidade. As pessoas mudaram o referencial. Optam pelo mal menor, desprezando a possibilidade da opção pelo bem maior.

O mundo está perdido!

Estamos assistindo à luta entre os que estão no poder e não abrem mão dele contra os que o querem a todo custo. É a permanente história da humanidade! A corrupção que, como um câncer, está no seio da sociedade. Imiscuiu-se em todas as classes sociais, incluindo as religiões. Nada mais é confiável.

Será que nosso destino é desconfiar de tudo, fugindo do maravilhoso pressuposto de “que todos estão com a razão” até prova em contrário? Parece que sim, não é possível confiar. Uma pena...

O que devemos fazer?

Esquecer por um instante o coletivo e no plano individual firmar compromisso de fazer sempre o que é correto. Motivo? Simplesmente porque é o certo.

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