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segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Descobertas científicas de 2010

Cada ano que passa a ciência nos traz novidades que mudam paradigmas, modificam conceitos anteriores da própria ciência, derruba mitos religiosos e afins. O ano de 2010 foi pródigo. Entre as descobertas, dez se destacaram: 1. genoma humano é decodificado. 2. Sonda encontra água em Marte. 3. Fóssil que pode ser o ancestral mais antigo do homem. 4. Células-tronco podem ser obtidas sem embrião. 5. Plutão perdeu a condição de planeta. 6. Foi descoberto exoplaneta semelhante à Terra. 7. Células da medúla óssea podem provocar metástases. 8. Foi criado um braço mecânico controlado por mente de um macaco. 9. Cientistas descobre o grafeno. 10. Criada bactéria controlada por genoma sintético.

Nota: Eu fico me perguntando: até que ponto a humanidade evoluirá e o quanto poderei ver nesta minha curtíssima vida. O homem tem superado muita coisa, mas precisa descobrir um jeito de preservar a própria vida neste ou em outro planeta. Por mais que inove, precisa sobreviver às catástrofes naturais ou aquelas provocadas por ele mesmo.

Fonte completa: Universo Online.

Enéias Teles Borges

domingo, 14 de novembro de 2010

Não é preciso de um deus...

"Não é preciso um Deus para criar o Universo". (Hawking)

Em seu mais recente livro, "The Grand Design" (O Grande Projeto, em tradução livre), o cientista britânico Stephen Hawking, afirma que "não é preciso um Deus para criar o Universo", pois o Big Bang seria "uma consequência" de leis da Física.

"O fato de que nosso Universo pareça milagrosamente ajustado em suas leis físicas, para que possa haver vida, não seria uma demonstração conclusiva de que foi criado por Deus com a intenção de que a vida exista, mas um resultado do acaso", explicou um dos tradutores da obra, o professor de Física da Matéria Condensada David Jou, da Universidade Autônoma de Barcelona.

Há 22 anos, em seu livro "Uma Nova História do Tempo", Hawking via na racionalidade das leis cósmicas uma "mente de Deus". O cientista inglês acredita agora que as próprias leis físicas produzem universos sem necessidade de que um Deus exterior a elas "ateie fogo" às equações e faça com que suas soluções matemáticas adquiram existência material.

Assim, aquela "mente que regia nosso mundo" se perde na distância dessa multiplicidade cósmica, segundo o tradutor.

Hawking admite a existência das equações como fundamento da realidade, mas despreza se perguntar se tais equações poderiam ser obras de um Deus que as superasse e que transcendesse todos os universos.
 
 
Nota: Hawking aventou, no passado, a possibilidade da existência de Deus. Hoje parece ter mudado. Alguns supõem que sua mente tenha atrofiado de lá para cá e por esse motivo mudou de opinião. Outros entendem que ele evoluiu positivamente e por essa razão modificou sua forma de pensar. Eu diria que isso não tem muita importância. Existe uma verdade lá fora e creio que ela é muito diferente do que pensam criacionistas e ateus...
 
Enéias Teles Borges
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quinta-feira, 11 de novembro de 2010

O cérebro e a importância da leitura

Aprender a ler leva a reorganização do cérebro, mostra estudo

Uma nova pesquisa sugere que aprender a ler - mesmo na idade adulta - é uma experiência tão importante para o cérebro que ele redistribui alguns dos seus recursos, obrigando outras funções, como o reconhecimento facial, a abrir mão de parte de seu terreno, diz artigo na edição mais recente da revista Science.

A leitura é uma invenção relativamente nova na história da humanidade. Por essa razão, há um consenso geral entre os pesquisadores de que, quando aprendemos a ler, em vez de confiar em antigos mecanismos de evolução, o nosso cérebro adapta recursos pré-existentes apara processar as informações visuais.

Stanislas Dehaene e colegas na França, Brasil, Portugal e Bélgica utilizaram a Ressonância Magnética funcional (fMRI) para avaliar a atividade cerebral de 63 participantes portugueses e brasileiros que se incluíram em três grupos: adultos que não podiam ler, adultos que aprenderam a ler na infância e adultos que aprenderam a ler na idade adulta.

Os resultados demonstraram que a leitura melhora o processamento de estímulos visuais orientados horizontalmente no córtex occipital e também conduz ao aparecimento de uma área especializada para palavras no córtex temporal.

A área do córtex temporal dedicada ao processamento facial se reduz, embora os autores afirmem que há necessidade de mais pesquisa para poder determinar se isso realmente afeta nossa capacidade de reconhecer faces.

Alterações similares ocorreram em adultos que aprenderam a ler quando adultos, indicando que essas rotas neurais mantêm a capacidade de apoiar a aprendizagem na idade adulta.


Nota: Gosto de ler tão somente pelo prazer e importância da leitura. Depois desse estudo, ler me trará maior prazer...

Enéias Teles Borges
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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Blogue do Michelson Borges

Blogue Criacionismo comemora cinco anos

Tudo começou há mais de cinco anos, de maneira despretensiosa. Comecei a observar alguns blogs de jornalistas e percebi que a ferramenta poderia ser usada de forma séria e para o bem. Então resolvi fazer uma experiência e criar meu próprio blog para defender a bandeira criacionista. Inicialmente, ele se chamava “Michelson Borges” (figura abaixo) e eu usava o domínio www.michelsonborges.com (que ainda existe e aponta para o blog atual). Depois mudei para “Criacionismo” e passei a usar o domínio http://www.criacionismo.com.br/, que registrei há uns dez anos, quando nem sabia direito o que faria com ele. (Hoje tenho certeza de que foi Deus quem me motivou a registrar esse domínio para usá-lo num futuro próximo.)

Sugiro a leitura do texto completo teclando em Criacionismo.

Nota 1: Nasci e cresci no meio adventista. Sou Bacharel em Teologia pela Igreja Adventista do Sétimo Dia (IASD), via Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia (SALT). A despeito de ter cursado Direito e ter avançado bastante no Mestrado em Filosofia, relembro com satisfação os anos nos quais cursei o Seminário. Partilhei rigorosamente do pensamento ASD, mas de um tempo para cá, na busca pela ampliação de horizontes, tornei-me agnóstico teísta. Sinto-me feliz assim. Compromissado que sou com a verdade estou à disposição dela (verdade). Sei que poderei rever conceitos mudando, avançando ou até retornando às origens. O que importa é a verdade!

Nota 2: Estendo meus parabéns ao Michelson Borges, pelo blogue que durante cinco anos difundiu uma mensagem clara. Mensagem aceita por muitos, rejeitada por outros. O que importa, no caso do blogue, é a coerência aos princípios que o editor difunde e nos quais acredita.

Enéias Teles Borges - Editor
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domingo, 24 de outubro de 2010

UNIVERSOS PARALELOS

Físicos do Cern esperam conseguir provas de que universos paralelos existem

Os físicos que investigam a origem do universo esperam ter, no ano que vem, as primeiras provas da existência de conceitos caros aos escritores de ficção científica, como mundos ocultos e dimensões extras.

À medida que o Grande Colisor de Hádrons (LHC) do Cern, nas proximidades de Genebra, opera com uma força maior, eles falam cada vez mais sobre uma "Nova Física" no horizonte, que poderia mudar por completo os pontos de vista atuais sobre o universo e o seu funcionamento.

"Universos paralelos, formas desconhecidas de matéria, dimensões extras...Isso não é coisa de ficção científica barata, mas teoria física muito concreta que os cientistas tentam confirmar com o LHC e outros experimentos."

Isso foi o que escreveram os integrantes do Grupo de Teoria do centro internacional de pesquisa no boletim direcionado aos funcionários do Cern este mês.

Enquanto as partículas se chocam no vasto complexo subterrâneo do LHC a energias cada vez maiores, os "extra bits do universo" - se é que eles existem como o previsto - poderão ser vistos no computador, afirmam os teóricos.

O otimismo é crescente entre as centenas de cientistas que trabalham no Cern, ao longo da fronteira entre França e Suíça, numa experiência de 10 bilhões de dólares, que inicialmente apresentou problemas, mas este ano vem cumprindo suas metas.

Colisão de prótons

Em meados de outubro, disse o diretor-geral Rolf Heuer à equipe no último fim de semana, os prótons eram colididos ao longo do anel subterrâneo de 27 quilômetros a uma taxa de 5 milhões por segundo - duas semanas antes da data prevista para esse número.

No ano que vem, as colisões ocorrerão - se tudo continuar seguindo bem - a uma taxa que produzirá o que os físicos chamam de "femtobarn inverso", mais bem descrito como uma quantidade colossal de informações para a avaliação dos analistas.

As colisões recriam o que aconteceu numa minúscula fração de segundo após o "Big Bang" primordial, 13,7 bilhões de anos atrás, que gerou o universo que conhecemos hoje e tudo o que ele contém.

Depois de séculos de observações cada vez mais sofisticadas da Terra, apenas 4 por cento do universo é conhecido - porque o restante é formado pelo que tem sido chamado de matéria escura e energia escura (porque são invisíveis).


Nota: Hoje essa possibilidade parece absurda. Ir à lua também já foi considerado um absurdo pensar humano. O tempo, senhor da razão, dirá quem está certo e quem está errado. Cabe-nos, humildemente, esperar. Não ouso descartar qualquer possibilidade.

Enéias Teles Borges - Editor
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quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Colonização de Marte

Dupla de cientistas propõe mandar astronautas em viagem só de ida a Marte

Uma das grandes dificuldades do envio de astronautas a Marte está na duração da viagem. Com a tecnologia disponível hoje, uma nave tripulada levaria pelo menos seis meses para chegar ao planeta vermelho e mais seis na volta. Esse período prolongado de exposição à radiação do espaço e à microgravidade representa um risco para a saúde humana. Em artigo no periódico científico online Journal of Cosmology, uma dupla de pesquisadores propõe uma forma radical de reduzir o perigo pela metade: eliminar a viagem de volta.
 
De acordo com o artigo, a viagem só de ida traria ainda uma grande redução de custos em relação às perspectivas de missões de ida e volta, além de garantir um firme comprometimento com a exploração do planeta vermelho, já vez que os colonos precisarão, no início, receber remessas de suprimentos enviados da Terra.

"Embora as vantagens práticas dessa abordagem seja claras, antecipamos que algumas considerações éticas podem ser levantadas contra ela", ponderam os autores, Dirk Schulze-Makuch, da Universidade Estadual da Califórnia, e Paul Davies, da Universidade Estadual do Arizona.

Davies, um físico, também é autor de diversos livros populares sobre ciência, como O Quinto Milagre, publicado no Brasil pela Companhia das Letras, que trata da origem da vida.

"Algumas agências espaciais ou parte do público podem sentir que os astronautas estão sendo abandonados em Marte, ou sacrificados em nome do projeto", prosseguem os cientistas. "Mas esses primeiros colonos de Marte serão obviamente voluntários, e estarão numa situação pouco diferente dos primeiros colonizadores da América do Norte, que saíram da Europa com pouca expectativa de retornar".

O texto cita ainda exploradores como Cristóvão Colombo e Roald Amundsen, o primeiro homem a chegar ao polo sul. "Embora não tenham embarcado em suas viagens com a intenção de permanecer no destino (...) sabiam que havia uma probabilidade significativa de perecer na tentativa".

A missão proposta por Schulze-Makuch e Davies seria idealmente composta por quatro astronautas, em duas naves diferentes. Dessa forma, uma dupla poderia socorrer a outra em caso de emergência, e equipamentos essenciais chegariam duplicados à superfície marciana.

Os astronautas seriam precedidos por robôs que instalariam uma fonte de energia - o artigo sugere um reator nuclear de pequeno porte e painéis solares - e deixariam víveres suficientes para dois anos, além de implementos para o início de atividade agrícola em pequena escala, ferramentas e equipamento científico.

A despeito disso, o primeiro contingente de astronautas teria de fazer uso intensivo de recursos naturais marcianos, como água - sondas robóticas já demonstraram que algumas regiões de Marte têm gelo no subsolo - e abrigar-se em cavernas.

O que não puder ser produzido em Marte seria enviado da Terra em missões de suprimentos. "Essa fase semiautônoma pode durar décadas, talvez séculos", reconhecem os autores.

O artigo analisa ainda o risco que possíveis micróbios marcianos poderiam oferecer aos astronautas e o perigo - que os autores consideram maior - de os colonos contaminarem Marte com material biológico terrestre.

Entre os motivos para o estabelecimento de uma colônia humana permanente em Marte, Schulze-Makuch e Davies lembram que a humanidade é uma "espécie vulnerável", e que a vida na Terra sofre ameaça constante, tanto causada por eventos cósmicos quanto pelo comportamento humano e pela próprio planeta.

Eles também mencionam o grande interesse científico do planeta, e o fato de Marte ter recursos, como água e dióxido de carbono, que podem ser explorados para dar sustentabilidade à colônia.

Na visão dos autores, os quatro pioneiros seriam apenas os primeiros moradores de uma ocupação crescente do planeta.

Atualmente, nenhuma agência espacial tem planos em andamento para levar seres humanos a Marte. Nas diretrizes que deu à Nasa no início do ano, o presidente dos EUA, Barack Obama, disse que espera assistir a um pouso humano no planeta vermelho na década de 2030, mas pediu o desenvolvimento de novas tecnologias de propulsão para viabilizar o feito.


Nota: Num primeiro momento parece algo produzindo em cinema. Mas como foram as primeiras viagens humanas rumo ao desconhecido, aqui mesmo na Terra? O primeiro passo é sonhar e depois tentar sua relização.

Enéias Teles Borges - Editor
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domingo, 17 de outubro de 2010

O tiranossauro era canibal?

Paleontólogos descobrem que tiranossauro era canibal

Paleontólogos americanos e canadenses descobriram que o temido tiranossauro rex não comia apenas outras espécies de dinossauros, mas também outros tiranossauros.

Em um estudo publicado nesta sexta-feira no jornal científico PLoS ONE, especialistas das universidade afirmaram que a descoberta foi feita após encontrarem marcas de mordidas de Tiranossauros em ossadas de predadores da mesma espécie.

Ao analisar fósseis de tiranossauros, o pesquisador da Universidade Yale Nick Longrich encontrou um osso com marcas especialmente grandes. Devido à idade e à localização das marcas, Longrich concluiu que ela só podia ser de um tiranossauro.

“Qualquer grande carnívoro poderia ter feito aquela marca, mas os únicos carnívoros de grande porte que habitavam o oeste da América do Norte há 65 milhões de anos eram os próprios tiranossauros”, afirmou o paleontologista.

Caçada solitária

Após a descoberta, Longrich e outros paleontólogos das universidades de Montana e Alberta percorreram vários museus para pesquisar outros fósseis. Eles encontraram três ossos de patas e um outro de braço com evidências de canibalismo entre tiranossauros.

A descoberta representa uma importante pista para a compreensão dos obscuros hábitos alimentares dos dinossauros. Enquanto os carnívoros de hoje costumam caçar em grupos, os tiranossauros provavelmente saíam sozinhos para matar outros predadores.

“Esses animais são os maiores carnívoros terrestres que já pisaram na Terra e a maneira que eles encontravam alimentos era muito diferente dos hábitos das espécies atuais”, disse Longrich.

“Há um grande mistério sobre o que e como eles comiam. Mas essa pesquisa nos ajudou a encaixar uma importante peça desse quebra-cabeça.”


Nota: Um dos meus grandes desejos, enquanto estudioso atento, é ver uma perfeita compatibilização entre as teorias criacionistas e as evolucionistas. A fé tem sido o elemento, tanto para teístas quanto ateístas. Não é possível provar os arrazoados de ambos. Sigo, portanto, com o meu sonho...

Enéias Teles Borges - Editor
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sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Deus e a ciência

Uma pergunta interessante: se tenho um deus todo-poderoso eu preciso da ciência? Outra: se possuo a ciência necessito de um deus?

Convido os amigos leitores à reflexão e sugiro a leitura dos textos do padre jesuíta Alfredo Dinis no sítio de rerum natura.

Eis:

1. Deus e a ciência – parte 1.
2. Deus e a ciência – parte 2.

Enéias Teles Borges
Postagem original: 20/05/2009

OS GIGANTESCOS DINOSSAUROS

Sempre me impressionai com o tamanho dos dinossauros. Esqueletos gigantescos, forma de viver e os milhões de anos (segundo as teorias evolucionistas) do passado, nos quais essas criaturas viveram. Como se se não bastasse surge um novo estudo: eles eram maiores do que a ciência sugeria.

Estudo revela que dinossauros eram maiores que o estimado

Os dinossauros eram claramente maiores do que o estimado até o momento, revelam paleontólogos americanos baseados na descoberta de que estes animais tinham grossas cartilagens.

Segundo trabalhos publicados nesta semana, estas camadas cartilaginosas podem ter acrescido até 30 centímetors no tamanho dos dinossauros, alterando sua postura e velocidade de deslocamento.

"Nossa investigação com os membros mais próximos dos dinossauros, os crocodilos e as avestruzes, mostra que eram maiores do que se pensava", destaca Casey Holliday, professor de anatomia da Faculdade de Medicina da Universidade de Ohio, principal autor dos trabalhos publicados na revista "PLoS ONE", da Library of Science.

"A extremidade dos ossos longos de muitos dinossauros, como o fêmur e a tíbia, era arredondada e rugosa, falta côndilo", destacou o pesquisador. Por isto, espessas cartilagens formavam estas estruturas e a articulação, aumentando o tamanho de alguns destes animais.

"Este estudo joga uma nova luz sobre o mecanismo pelo qual répteis e mamíferos, como os humanos, têm articulações com volumes tão diversos em matéria óssea e cartilaginosa", estima o pesquisador.

O estudo comparou articulações de avestruzes e crocodilos com membros fossilizados de diferentes dinossauros, incluindo o Tiranossauro Rex, o Alossauro, o Braquiossauro e o Triceratops.

Segundo Casey Holliday, numerosos dinossauros terópodes, como os tiranossauros, eram ligeiramente maiores que o estimado, mas os saurópodes, como o tricerátops e o braquiossauro, poderiam ser até 10% maiores.

 
Nota: Dinossauros, dilúvio universal, evolucionismo, ateísmo, criacionismo. Tudo isso junto torna o assunto mais interessante. Leio e considero todas as teorias existentes. Busco consistência. Por consistência eu entendo a verdade, seja qual for.
 
Enéias Teles Borges - Editor
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terça-feira, 28 de setembro de 2010

O PODER DA CURA DA ORAÇÃO

A saúde e a religião sempre estiveram relacionadas, principalmente em redes de oração em favor dos doentes. Mas isso realmente ajuda quem está doente? Por muito tempo, a resposta dos religiosos foi que sim. Agora uma pesquisa da Universidade de Brandeis, nos Estados Unidos, mostra que nas últimas quatro décadas os estudos sobre oração intercessora – em favor de pessoas à distância – dizem mais sobre seus pesquisadores do que sobre o verdadeiro poder de cura da oração.

Texto completo: [SCIENCE].

Editor: Enéias Teles Borges

Postagem original: 22/06/2009
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segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Misturas genéticas

É um tema que me prende a atenção. Até que ponto é possível misturar geneticamente os animais? Qual o produto final disso? É algo que pode ser avaliado à luz da ética? A ciência avançará mais do que tem avançado? O céu seria o limite? Essa mistura genética é um aceleramento de algum tipo de processo evolutivo que viria a existir por si só?

"Alguns exemplos são um tanto bizarros, como a zebra-cavalo (acima), o leão-tigre (abaixo), e o golfinho-baleia. Mas há outros como os quais já estamos bem acostumados, como a mula (híbrido de jumento com égua) e o milho que você compra no supermercado. Explico: praticamente todo o milho produzido no Brasil é híbrido, resultado do cruzamento “artificial” de duas variedades distintas. O milho híbrido é mais produtivo do que qualquer uma das variedades parentais isoladamente. Mas ninguém sabe por quê!"



"O lado ruim é que ele é pouco fértil, o que obriga os produtores a comprar novas sementes a cada safra. Mas a produtividade maior compensa esse custo, obviamente (ou o agricultor não usaria o híbrido)."

"A baixa fertilidade (ou esterilidade) é uma característica dos híbridos. Isso porque, teoricamente, eles nem deveriam existir! Afinal, a definição mais elementar de uma espécie é sua unidade reprodutiva. Em outras palavras: dois bichos podem ser aparentemente muito diferentes (como um chihuahua e um pastor-alemão, ou um pigmeu africano e um jogador de basquete alemão), mas se eles conseguem se reproduzir entre si, então são membros da mesma espécie."

"Ao mesmo tempo, pode-se ter dois animais quase idênticos “por fora”, morfologicamente, mas muito diferentes “por dentro”, geneticamente. Tão diferentes que não conseguem se reproduzir entre si e, por isso, são considerados espécies distintas. Imagine, por exemplo, uma população de aves da Amazônia que foi dividida por um rio, formando duas populações de uma mesma espécie, porém geograficamente isoladas uma da outra. Com o tempo, elas podem se tornar espécies geneticamente distintas, ainda que, por fora, sua aparência permaneça igual."

"Sei que parece confuso … mas é porque é confuso mesmo. Se um dia você quiser causar problemas numa conferência de biologia, é só levantar a mão, pedir o microfone e perguntar: “O que o senhor(a) define como espécie?” Até onde eu sei, há pelo menos umas 10 formas cientificamente corretas de responder isso. Deveria ser a resposta mais simples e universal do mundo da biologia, mas é justamente uma das suas questões mais complicadas. A definição mais simples é dizer que “se produz filhos, é da mesma espécie”. Mas é muito mais complicado do que isso."

"Leões e tigres são obviamente espécies diferentes. Mas se eles conseguem produzir um híbrido leão-tigre, então o que está acontecendo? Acontece que eles são espécies distintas, mais ainda evolutivamente próximas o suficiente para produzir uma cria. Só que uma cria infértil! Aí, então, é preciso acrescentar um adjetivo importante à definição acima: “se produz filhos viáveis (“viable offspring”, em inglês), é da mesma espécie”. Não adianta nada nascer um híbrido se esse híbrido não tiver condições de produzir outros híbridos. Afinal, do ponto de vista evolutivo, um organismo incapaz de deixar descendentes equivale a uma “rua sem saída”. Acaba ali."

"Talvez a forma mais fácil de ver um híbrido seja se olhar no espelho. Uma pesquisa publicada em maio deste ano na revista Science mostrou que 1% do nosso genoma humano foi herdado dos neandertais. O que implica dizer que o Homo sapiens e o Homo neanderthalensis fizeram sexo e produziram bebês, cerca de 80 mil anos atrás no Oriente Médio, segundo as estimativas dos cientistas. Mas, se isso é verdade, então o Homo sapiens e o Homo neanderthalensis eram mesmo espécies diferentes, ou apenas variações (raças ou subespécies) de uma mesma espécie?"


Nota: Parece-me que a expressão que usei no início, "o céu seria o limite?", tem sua razão de ser. Muito do que cremos é decorrente de conclusões místicas e ainda não avaliadas cientficamente. Quem sabe se realmente o céu é o limite?

Enéias Teles Borges - Editor
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quinta-feira, 9 de setembro de 2010

A ciência e os defuntos espaciais

Pois é: descobrem planetas que hoje devem estar mortos. As imagens que chegam à terra partiram, na velocidade da luz, há muito tempo. Milhares, milhões e até bilhões de anos! Os exoplanetas gigantes não passam de defuntos cósmicos ou, como queiram, defuntos espaciais.

Planetas gigantes e quentes podem ter vida curta, diz estudo

A maioria dos "Jupíteres quentes" que os astrônomos buscam em aglomerados de estrelas provavelmente já foram destruídos há tempos, diz artigo aceito para publicação no Astrophysical Journal. Os autores, John Debes e Brian Jackson, da Nasa, levantam a hipótese para explicar por que nenhum planeta de trânsito - mundos que cruzam a linha de visão entre suas estrelas e a Terra - jamais foi observado em aglomerados estelares.

A pesquisa prevê que a busca por planetas atualmente em curso com a missão Kepler terá mais sucesso em aglomerados jovens. "Planetas são difíceis de achar", disse Jackson, em nota. "E nós descobrimos mais um motivo para isso".

Quando astrônomos começaram a buscar planetas nos aglomerados globulares de estrelas, há cerca de uma década, havia a esperança de que muitos novos mundos fossem encontrados. Esperava-se que uma busca realizada no aglomerado 47 Tucanae, por exemplo, encontrasse pelo menos uma dezena de planetas entre 34.000 estrelas candidatas. Mas nada foi achado.

Segundo Debes, a grande maioria dos mais de 450 planetas encontrados fora do Sistema Solar estão em órbita de estrelas solitárias, fora dos aglomerados.

A grande densidade de estrelas nos aglomerados sugere que os planetas podem ser arremessados para fora de seus sistemas solares pela gravidade de astros próximos. Além disso, os aglomerados se mostram pobres em "metais" - astronomicamente, o termo se refere aos elementos químicos mais pesados que o hélio - que são a matéria prima dos planetas.

Debes e Jackson propõem que Jupíteres quentes - planetas gigantes que têm órbitas muito próximas a suas estrelas - são rapidamente destruídos. Nessas órbitas estreitas, a atração gravitacional entre estrela e planeta reduz a energia da órbita planetária, o que faz com que o planeta chegue cada vez mais perto do astro. Ao longo de bilhões de anos, o planeta acaba mergulhando na estrela ou destroçado por ela.


Nota do Editor: O criacionismo não é palpável e a ciência não consegue a exatidão necessária. Em se tratando de astronomia é preciso uma dose de fé, assim como ocorre no criacionismo...

Enéias Teles Borges
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O ENVELHECIMENTO É CONTROLÁVEL?

Será que estamos diante de um espetacular avanço científico? Seria possível combater o envelhecimento? Poderíamos sonhar com a fonte da juventude?

"Envelhecimento é doença controlável", diz dermatologista americana

O envelhecimento não é natural, e sim uma doença que precisa ser combatida, para a dermatologista americana Zoe Diana Draelos. A vice-presidente da Academia Americana de Dermatologia participou, no último final de semana, de congresso de dermatologia, no Rio.

Recomendo a leitura da entrevista.


Nota: É impossível prever até que ponto o homem avançará na ciência, notadamente na medicina. O certo é que não podemos especular e sim pesquisar. Estamos no século 21 e quem imaginaria, por exemplo no século 15, que hoje seríamos o que somos? O que será da humanidade lá na frente? Talvez o ser humano deixe de existir, mas pode ser, também, que ela galgue os pináculos da glória...

Enéias Teles Borges
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quarta-feira, 8 de setembro de 2010

NÓS SOMOS MUITO PEQUENOS

O Universo, dizem, pode ser apenas uma unidade no Multiverso. Pensemos apenas no Universo e nos bilhões de galáxias. Separemos uma, a nossa. Escolhamos um ponto num cantinho dela, entre bilhões de outras estrelas e haveremos de encontrar nosso sistema solar. O que é a terra neste vasto existir?

Com esse pensamento em mente eu sugiro a leitura do texto abaixo e que vejam a foto que ilustra esta postagem. Nós somos muito pequenos.

Sonda em Mercúrio fotografa Terra e Lua

A sonda Messenger, da Nasa, fez uma imagem que capta a Terra e a Lua a uma distância de 183 milhões de quilômetros, distância maior que a que separa nosso planeta do Sol. A Messenger está numa missão de exploração do planeta Mercúrio.

A Messenger é a primeira nave a explorar Mercúrio desde que a Mariner 10 passou pela vizinhança do planeta em 1974 e 1975, mas não é a primeira sonda a fazer uma imagem de longa distância da Terra.

Em 2006, a Cassini enviou imagens de nosso planeta feitas a uma distância de 1,5 bilhão de quilômetros, na órbita de Saturno.

E, em 1990, a Voyager 1 fez o famoso "retrato de família" do Sistema Solar, onde a Terra aparece a uma distância de 6,4 bilhões de quilômetros.


Nota do Editor: O que somos diante de tudo isso? Um pequeno ponto na terra. Cresci ouvindo de nossa importância e muito mais: somos a obra prima da criação divina...

Enéias Teles Borges
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quinta-feira, 2 de setembro de 2010

CRIAÇÃO: DEUS É DESNECESSÁRIO?

Furor no meio criacionista

Tudo por conta do texto de Hawking, famoso físico teórico. "Deus não criou o Universo..." é uma das suas frases bombásticas.

Deus é desnecessário para explicar a criação, diz Hawking

Deus não criou o Universo e o Big Bang foi uma consequência inevitável das leis da física, argumenta o eminente físico teórico Stephen Hawking em um novo livro.

Em The Grand Design (O Grande Projeto, em tradução literal), que tem como coautor o físico americano Leonard Mlodinow, Hawking diz que uma nova série de teorias torna o conceito de criador do Universo redundante, de acordo com o jornal britânico Times.

"Porque existe uma lei como a gravidade, o Universo pode e deve criar-se a partir do nada. Criação espontânea é a razão para haver alguma coisa em vez de nada, para que o Universo exista, para que nós existamos", escreve Hawking. "Não é necessário invocar Deus para acender o pavio e pôr o Universo em movimento".

Hawking, com 68 anos, ganhou notoriedade mundial com seu best-seller de 1988, Uma Breve História do Tempo, um relato da história do Universo, e é renomado no meio científico por suas teorias sobre buracos negros, cosmologia e gravidade quântica.

Desde 1974, o cientista trabalha para casar as duas pedras angulares da física - a Teoria da Relatividade Geral, que trata de fenômenos de larga escala e da força da gravidade, e a Teoria Quântica, que cobre as interações entre partículas subatômicas.

Seu comentário mais recente sugere que ele rompeu com seu ponto de vista anterior sobre a religião. Antes, ele havia escrito que as leis da física apenas diziam que não era preciso acreditar numa intervenção divina.

Em Uma Breve História..., ele escreveu que uma teoria completa da física permitiria "conhecer a mente de Deus".

Em seu último livro, ele diz que a descoberta, em 1992, de um planeta em órbita de outra estrela além do Sol ajudava a desconstruir a visão de que o universo não poderia ter surgido do caos, mas foi criado por Deus.

"Isso faz as coincidências de nossas condições planetárias -- um único Sol, uma combinação de sorte de uma distância entre a Terra e o Sol e a massa solar, muito menos impressionante, e evidência muito menos convincente de que a Terra foi criada cuidadosamente apenas para agradar aos seres humanos", diz ele no livro.

Hawking consegue falar apenas por um sintetizador de voz computadorizado, em decorrência de uma neurodistrofia muscular que avançou nos últimos anos e o deixou quase completamente paralisado.

Ele começou a sofrer da doença em seus 20 e poucos anos, mas conseguiu se estabelecer como uma das maiores autoridades no mundo científico. O físico também teve participação especial no seriado "Jornada nas Estrelas" e nos desenhos animados "Futurama" e "Os Simpsons".

No ano passado ele anunciou que estaria deixando o cargo de professor lucasiano de matemática na Universidade de Cambridge que mantém desde 1979. O posto já foi anteriormente assumido por Newton.

O livro tem lançamento internacional marcado para 7 de setembro.


Nota do Editor: É duro de ouvir, como sempre foi ruim, para quem está do outro lado, ouvir, por milênios: "disse o louco no seu coração, não há deus". Quem fala o que quer, nem sempre ouve o que deseja. A bem da verdade os ateus ouviram mais do que falaram. Ainda têm muito crédito na praça das ideias.

Enéias Teles Borges
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quarta-feira, 1 de setembro de 2010

BACTÉRIAS CARIDOSAS

Bactérias altruistas, caridosas, que se unem. Já ouviu falar? Compreendeu a questão? Eu não teria condições de explicar. Acredito que dois grupos teóricos poderiam dissertar sobre o texto, a seguir colado: os partidários do evolucionismo e aqueles que defendem o design inteligente. Teremos que dizer que as bactérias estão evoluindo ou que foram projetadas para tal procedimento.

'Caridade' entre bactérias frustra tratamentos com antibióticos

Apenas uma pequena fração das bactérias em uma população adquire resistência extrema a antibióticos, tornando-se "supermutantes", mas essa elite acaba protegendo os micro-organismos mais frágeis, mostra estudo publicado na edição desta semana da revista Nature.

Bactérias resistentes a drogas são um problema, principalmente em hospitais. Embora a forma como cada célula individual desenvolve resistência já seja compreendida, até agora as estratégias de sobrevivência em escala populacional não tinham sido desvendadas.

O novo estudo, realizado pelo pesquisador James Collins e colegas da Universidade de Boston e do Instituto Wyss de Engenharia Inspirada em Biologia, da Universidade Harvard, mostra que a maioria das bactérias sobrevive mesmo sem desenvolver resistência à dose antibiótico lançada no ambiente: os indivíduos eram menos resistentes do que a população como um todo.

Experimentos revelaram que as poucas bactérias supermutantes produziam altos níveis de uma molécula sinalizadora capaz de promover sobrevivência em ambientes hostis. Quando uma bactéria comum sucumbe ao antibiótico, ela deixa de gerar essa molécula, o que provavelmente contribui para sua morte.

Ao criar uma overdose da substância, supermutantes podem proteger as companheiras mais vulneráveis. No entanto, a superprodução prejudica as mutantes, que se desenvolvem mais devagar que as bactérias comuns.

"Este comportamento altruísta apoia um crescente corpo de indícios que sugere que organismos uniclelulares agem como comunidades. Acreditamos que o estudo desses comportamentos em escala populacional oferecerá uma importante compreensão da dinâmica da evolução", disse, por meio de nota, Collins.


Nota: Os evolucionistas tiram essa de letra. Os partidários do Design Inteligente, quem sabe? Não vale usar uma teoria apenas quando for boa para os interesses unilaterais. O que é bom é faturado e o que não for é descartado? Pode até valer para a economia, mas não para o "campo das ideias"...

Enéias Teles Borges
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DEUS E A CIÊNCIA NÃO ERRAM

Deus não erra

É claro, segundo o ponto de vista do crente, que a divindade, objeto de sua adoração é infalível. Jamais cometeu e jamais cometerá erro. Eventual aparência de erro será, sempre, decorrente de interpretações humanas. Os teólogos erram ao analisar atitudes divinas. A divindade jamais erra, afinal ela é infalível.

Ciência infalível

De igual modo é impossível dizer que a ciência erra. É claro que nos atemos à definição clássica, a saber: "A ciência é o ramo de conhecimento sistematizado como campo de estudo ou observação e classificação dos fatos atinentes a um determinado grupo de fenômenos e formulação das leis gerais que os regem". É óbvio, portanto, que a ciência é infalível. Os cientistas erram, precipitam-se. A ciência jamais erra, afinal ela é infalível.

Guerra de titãs

Apesar de aparentemente contraditórias a religião e a ciência são, muitas vezes, colocadas lado a lado. Existem os que consideram uma o complemento da outra. E quando existem choques de ideias? Partindo do pressuposto de que ambas são infalíveis, resta claro que existem teólogos e cientistas que erram. Deus e a ciência errando? Jamais!

Deus e a ciência estão aí, infalíveis segundo seus defensores. Cada um poderá escolher o titã que lhe agrade. Tentar abraçar os dois seria temerário...

Enéias Teles Borges
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terça-feira, 31 de agosto de 2010

A confiança e a esperteza

O desconfiado

Confesso que fiquei surpreso com o estudo (abaixo). Sempre pensei que desconfiar seria indício de esperteza. Ao que tudo indica não é bem assim. Pelo menos é o que, de momento, mostram as evidências.

Pessoas desconfiadas são as mais fáceis de serem enganadas

Confiar nos outros não faz de você alguém fácil de ser tapeado, como acontecia com a personagem do clássico da literatura infanto-juvenil Pollyana. Muito pelo contrário, diz um estudo publicado no periódico Social Psychological and Personality Science. A confiança é mais propensa em pessoas mais espertas.

O estudo foi feito com estudantes de pós-graduação voluntários que eram convidados a assistir a vídeos de supostas entrevistas de empregos feitas por dois tipos de pessoas: algumas que respondiam da melhor forma possível as perguntas e outro grupo composto por pessoas instruídas a dizer ao menos três mentiras significantes em resposta a algumas questões-chave que poderiam ser decisivas para a suposta contratação. Esses dois grupos de participantes das entrevistas receberam pequenas quantias em dinheiro e aqueles que aceitaram dizer mentiras receberiam uma quantia adicional se as respostas mentirosas passassem despercebidas pelos voluntários.

A análise dos vídeos ocorreu alguns dias após a primeira parte do estudo, e os voluntários eram instruídos a medir o nível de honestidade dos entrevistados gravados em vídeo. Além disso, os próprios voluntários foram entrevistados para saber o quanto eles confiavam em outras pessoas.

Os voluntários com maiores índices de confiança em outros indivíduos também se mostraram mais eficientes em detectar os participantes mentirosos, ou seja, quanto mais mostravam confiar nas outras pessoas, maior o potencial de identificar a diferença entre uma verdade e uma mentira dita por uma mesma pessoa. Ao contrário do estereótipo, aqueles mais desconfiados também eram os que mais cometiam erros e indicavam a “contratação” dos mentirosos (aqueles que haviam mentido em questões cruciais como formação ou experiência para a função).

“Ao contrário da ideia geral de que pessoas desconfiadas são melhores em detectar mentiras e aquelas mais abertas às pessoas desconhecidas são as que são alvos fáceis para os salafrários, o que vimos aqui foi exatamente o inverso. As pessoas confiam mais quando, de alguma maneira, sabem que podem detectar uma mentira no meio de uma conversa e identificam as intenções de terceiros”, diz Nancy Carter, pesquisadora da Universidade de Toronto, no Canadá.

“Aqueles que confiam nos outros não são bobos, mas sua acuidade interpessoal os faz melhor em identificar e separar bons amigos de ameaças em potencial”, finaliza.

 
Nota do Editor: Importante não confundir confiar com o simples acreditar, promovido por uns e outros. É preciso ler e analisar com consistência o estudo acima.
 
Enéias Teles Borges
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domingo, 29 de agosto de 2010

O avanço da medicina

A medicina tem avançado muito. Os cirurgiões, cada dia mais audazes, proporcionam maiores possiblidades de sobrevivência humana. A medicina é uma ciência povoada por ateus e não ateus. Ali vale mesmo é a competência. Claro que é meu ponto de vista, certamente não abonado pelos membros da FCFA (fé cega, faca amolada).

A reportagem abaixo é mais uma prova do avanço da capacidade dos cirurgiões.

Cirurgiões salvam paciente após guardar crânio no congelador

Um homem sobreviveu a um grave acidente após cirurgiões retirarem os dois lados de seu crânio e guardarem no congelador. Os médicos fizeram isso para diminuir a pressão no cérebro, o que pode permitir a total recuperação do paciente. As informações são do site do jornal inglês The Sun

Kyle Johnson, 25 anos, descia uma colina de skate em Salt Lake City, nos Estados Unidos, sem capacete, quando sofreu uma queda. O choque foi tão forte que os médicos acreditavam que o homem teria apenas 5% de chances de sobreviver.

Em um último esforço para salvar a vida de Johnson, os cirurgiões retiraram ambos os lados do crânio para diminuir a pressão no cérebro. Apenas uma faixa central de osso foi mantida. As partes retiradas foram guardadas no congelador por duas semanas, enquanto o inchaço diminuía.

Uma segunda cirurgia recolocou as partes retiradas do crânio com placas e parafusos. O acidente ocorreu em junho e, dois meses depois, Johnson passa bem e segue para a recuperação total.

"Eu não pensei que esse tipo de coisa era possível. Você coloca ervilhas no congelador, não um crânio humano", diz Johnson à reportagem. Apesar do grave acidente, o paciente afirma que ainda vai se arriscar em esportes perigosos. "Eu não penso em andar de skate de novo, mas eu mal posso esperar para fazer snowboard. Assim que o inverno chegar, estarei lá.".

 
Nota: Alguém poderá dizer que ocorreu um milagre. Será? Para que o milagre? bastaria apenas que não tivesse ocorrido o acidente, não é? Por que operar um milagre na cirurgia, quando o mais simples teria sido evitar o acidente? É claro que os que não fazem parte da FCFA têm coerência (consciência) suficiente para entender o que estou dizendo...
 
Enéias Teles Borges
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sábado, 28 de agosto de 2010

Mamas masculinas

As mamas masculinas

Os homens também possuem mamas, embora sejam menos desenvolvidas. Ainda assim, os mamilos masculinos também podem ser muito sensíveis ao toque. Também se podem tornar eretos, e podem desempenhar um papel importante na excitação sexual. No entanto existe uma diferença importante – a mama masculina apenas contém glândulas mamárias rudimentares. De fato, um homem pode “dar leite” apenas uma vez na sua vida – ao nascer. Um recém-nascido ainda partilha algumas hormonas com a sua mãe, incluindo aquelas que estimulam a sua produção de leite. Por esta razão, as mamas do bebê também contêm colostro, uma substância precursora do leite (o chamado “leite das bruxas”). Isto é verdade tanto para os bebês do sexo feminino como masculino. Naturalmente, este estado não dura muito tempo.
 
 
Nota: Sempre fiquei intrigado com esse assunto. Nunca ouvi explicação, à luz religiosa, que fosse satisfatória. Nem mesmo dos partidários da teoria do design inteligente. Certa feita ouvi uma explicação de um religioso (hoje ateu) que era mais ou menos assim: Adão, quando foi criado era homem e mulher ao mesmo tempo. Vivia só. A criação de Eva não foi oriunda da ficção "costela" e sim da separação dos sexos. Não dei muita bola para o discurso. A história de Adão e Eva é controversa por si só. Imaginem dizer que Adão possuía os dois sexos, antes do surgimento de Eva? Segue, porém, o questionamento. Por que muitos machos, no reino animal, possuem mamas? Resquício do passado evolutivo? Que tal uma resposta consistente dos religiosos?
 
Enéias Teles Borges

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