Mostrando postagens com marcador Ateísmo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ateísmo. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Colônia de férias para ateus

Uma colônia de férias de verão britânica está oferecendo uma experiência pouco comum para jovens de sete a 17 anos. A iniciativa promove uma "alternativa sem Deus", em oposição a acampamentos de verão mais tradicionais administrados por grupos religiosos.

Algumas das 24 crianças que chegaram ao acampamento Camp Quest, na cidade de Bruton, sudoeste da Inglaterra, pareciam jovens demais para lidar com conceitos tão amplos e complexos como religião e Deus.

A colônia de férias tem uma missão ambiciosa. Ela é "dedicada a melhorar a condição humana através de questionamento racional, pensamentos críticos e criativos, e método científico [...] e pela separação entre religião e governo".

O objetivo mais imediato, segundo os diretores, é ensinar cooperação, tolerância e empatia, através de atividades esportivas e brincadeiras. Mas são as visões sobre algumas questões mais complexas da vida que a distingue das demais, sobretudo o tratamento da religião.

"Se as crianças se depararem com uma questão como criacionismo, por exemplo, nós discutiríamos às evidências. Nós não diríamos 'Criacionismo é bobagem', se elas pesarem os fatos e pensarem que isso não é verdade."

"Os participantes aprendem que o comportamento ético não depende de crença religiosa e doutrinas, que essas são às vezes um obstáculo para o comportamento moral e ético, que pessoas sem religião também são boas e totalmente capazes de viver uma vida feliz e cheia de significado", afirma o site do acampamento na internet.

A diretora da colônia de férias, Samantha Stein, afirma que as crianças são estimuladas a pensarem de forma independente.

"Se as crianças se depararem com uma questão como criacionismo, por exemplo, nós discutiríamos as evidências. Nós não diríamos 'Criacionismo é bobagem', diz a diretora.

O pai de uma das participantes do acampamento ateu disse que já levou sua filha a outros acampamentos cristãos e que estava em busca de uma experiência mais ampla para a criança.

Leeroy Murray, pai de três meninos em Camp Quest, disse que não descartaria mandá-los a um acampamento religioso.

"A coisa mais importante para mim aqui é dar para eles uma variedade de experiências e estimular que eles entendam o máximo possível de religiões e de ciências, e dar a eles as ferramentas para que decidam por conta própria o rumo que querem seguir", disse Murray.

Os filhos de Leeroy parecem mais preocupados com os aspectos menos filosóficos do acampamento.

"Eu quero fazer novos amigos, encontrar novas pessoas e fazer todas as atividades preparadas para nós", disse um dos filhos, de 9 anos.

"Eu gosto das atividades porque elas melhoram a sua saúde e fazem com que você esteja em forma", disse outro filho, de 8 anos.

'Unicórnio invisível'

Além das atividades esportivas, algumas brincadeiras procuram tratar de questões mais profundas.

A principal atividade "científica" do acampamento consiste em uma busca a dois unicórnios invisíveis.

Os instrutores dizem aos jovens que os unicórnios não podem ser vistos, provados, cheirados ou tocados. Eles também não conseguem fugir do acampamento e não se alimentam de nada.

A única prova da sua existência, segundo os instrutores, está contida em um livro muito antigo repassado por "inúmeras gerações".

Um prêmio de 10 libras (cerca de R$ 30) é oferecido a qualquer criança que conseguir provar que os unicórnios não existem.

Fora do acampamento, no portão de entrada, um solitário manifestante protesta contra o acampamento. Paul Arblaster, membro de uma igreja local, segura cartazes com mensagens críticas ao Camp Quest. Ele protesta também contra o exercício dos unicórnios.

"É claro que eu acho que existe uma pegadinha aí. Eles podem dizer que o exercício dos unicórnios não tem nada a ver com Deus. Mas eu acho que é uma representação razoavelmente velada deste tipo de doutrina", disse o manifestante.

A diretora do acampamento rebate o argumento.

"O objetivo é fazer com que as crianças pensem sobre coisas como ônus da prova", diz Samantha Stein.

"Quem precisa provar que os unicórnios estão lá... é a pessoa que diz que eles estão ou é a pessoa que diz 'Não, eu acho que você não está certo'?"

O Camp Quest surgiu há 13 anos nos Estados Unidos, onde escoteiros e grupos religiosos são a maioria no mercado de acampamentos de verão – muito populares entre famílias americanas nas férias escolares. A versão britânica dura cinco dias e custa 275 libras (cerca de R$ 900).

Fonte: [BBC Brasil].

Nota: Eu já tinha lido esta reportagem e também alguns comentários de criacionistas. Um comentário me chamou a atenção: alguns criacionistas questionam esta atividade sob o argumento de que seria uma forma de "lavagem cerebral". Eu me pergunto: o que é lavagem cerebral? O que é feito nos contextos criacionistas o que seria? Não estou me postando ao lado de uma ou outra atitude, mas fico indignado com a falta de coerência, quando não se aceita que seja feito no lado ateu o mesmo que é feito no lado criacionista. 

Enéias Teles Borges
Publicação original:  23/08/2009

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Ambos somos ateus...

“Afirmo que ambos somos ateus. Apenas acredito num deus a menos que você. Quando você entender por que rejeita todos os outros deuses possíveis, entenderá por que rejeito o seu.” Stephen Henry Roberts

Nota: Existem frases que resumem o tudo, que encantam os que pensam, desnudam a realidade para os que instam em não querer enxergá-la, fazem um chamamento para a verdade real, constrangem os omissos, revitalizam as pessoas de bem e trazem o senso de plena coerência para o mundo vil e tenebroso no qual vivemos. A frase acima é uma delas. Quem possui coragem suficiente para tentar ver tudo o que ela tem e quer mostrar?

Enéias Teles Borges
Postagem original: 01/12/2009

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Deus ou mistério?

Ponto um: uma mente limitada poderia afirmar que deus existe ou deveria se contentar em aceitar que existe um mistério, algo inacessível ao ser humano? Por que a insistência em tentar provar que deus existe? Por que muitos asseveram que possuem a certeza de que ele existe?

Ponto dois: uma mente limitada poderia afirmar que deus não existe ou deveria se contentar em aceitar que existe um mistério no que tange às origens? Por que a insistência em provar que deus não existe? Por que muitos afirmam ter certeza absoluta de que ele não existe?

Acredito que a palavra mistério, no contexto que proponho, é a palavra ideal. A história humana tem demonstrado que os viventes racionais sempre tiveram que rever conceitos, renunciar às situações antes tidas por verdadeiras e imutáveis. Teístas e ateístas tiveram que rever, ao longo dos tempos, muitos pressupostos e conclusões acaloradas.

Não seria humildade ímpar admitir a existência de um mistério fabuloso? Mistério que mantém, em todos nós, o desejo de sempre continuar buscando? Afirmar que “sim ele existe” ou “não, ele não existe” não seria arrogância humana, neste universo “sem fim”? Sim, universo sem fim, no que diz respeito à quantidade de informações existentes, que precisam ser agregadas ao nosso pequeno saber humano...

Pois é: a palavra mistério encerra em si a idéia do desconhecido, que sempre será buscado pelo ser finito, mas que jamais será alcançado. Afinal como o finito poderia entender e alcançar o infinito?

Enéias Teles Borges
Postagem original:10/02/2010

terça-feira, 31 de maio de 2011

Jesus Cristo - Super Estrela

O mundo carece de um Jesus Cristo. Alguém que, sendo onipotente, ofereça o que todo ser humano aceitaria com prazer: um deus pessoal. Um ser supremo que zele pelo jornadear do homem neste mundo de sofrimento. Quem não deixaria imediatamente de ser ateu ou agnóstico se tivesse certeza plena que esse ser existe? Somente o néscio - o tolo. Quem quereria ser ateu ou agnóstico apenas para ser do contra? Quem não aceitaria uma vida eterna repleta de realizações e desenvolvimento permanente da razão? Acredita-se que ninguém em sã consciência deixaria de aceitar, sendo de graça, imenso dom.

O grande problema reside no fato de que é praticamente impossível saber da existência desse ser supremo. Para tentar localizá-lo, caso exista, é muito difícil. É um ser que se esconde. Que só pode ser imaginado através da subjetividade da fé. Mas a fé não é certeza. Sendo algo concreto e facilmente palpável não seria objeto da fé. Exercitar a fé não é para qualquer um. O racionalista, dentro de sua sinceridade, carece de fatos concretos. Ele não é teimoso! Não é um rebelde sem causa! Observem: não é porque existe uma pregação permanente nos muitos centros de fé que ele, o racionalista, acredite que pelo muito falar e pelo bastante ouvir o ser supremo se materialize. O mundo, portanto, carece de um Jesus Cristo palpável, que não se esconda e que se manifeste de forma simples e objetiva. Ele, segundo os crentes, existe e tem amor de sobra para dar. Mas por que ele não se manifesta de forma inequívoca para os racionalistas sinceros? Sendo ele um ser de pleno amor, por que não demonstrar essa caridade mostrando-se e tornando desnecessária a fé? Por que esse ser não liquida de vez com a necessidade crescente de teólogos que inventam, anos após anos, formas de ver e sentir esse Jesus Cristo?

Seria Jesus Cristo um ser concreto ou uma superprodução? Não seria esse Jesus Cristo uma Super Estrela que é apresentada de múltiplas formas pelos múltiplos centros de fé e de esperança? Uma pergunta que insta em não se calar: Jesus Cristo se de fato o senhor existe por que não se mostra de forma simples e cristalina - sem a necessidade dos olhos da fé? Uma afirmação que não quer se calar: Jesus Cristo: caso o senhor se manifeste de forma concreta e esplendorosa (como os teólogos dizem que o senhor é), o mundo o aceitará! É tão simples aceitar a verdade! É impossível recusar os fatos! Sendo Jesus Cristo um ser de pleno amor, por que não simplifica a vida das criaturas carentes de vida (...)? E que tal vida seja eterna! O mundo aceita – é certeza absoluta!

Não queremos um Jesus Cristo Super Estrela e sim aquele Jesus que os teólogos dizem existir. Basta que ele não se esconda - tornando-se visível apenas para os olhos da fé. A fé é um instrumento que muitos não possuem. São muitos os aleijados - por não possuírem esse membro (a fé). Seria justo não se mostrar de forma concreta para os cegos - aqueles que não possuem os olhos da fé?

É para se pensar: ou apenas existe um Jesus Cristo - Super Estrela ou apenas existe um Jesus Cristo que não quer se mostrar para os que não têm os olhos da fé ou ele simplesmente não existe! Não existe? Não como ser concreto - e sim como uma superprodução dos teólogos - aqueles que possuem olhos da fé ou que usam a fé alheia, de forma espúria, para sobreviver neste mundo vil e tenebroso – usando os centros de fé como um pasto inesgotável.

O mundo real não carece de um Jesus Cristo – Super Estrela. O mundo real clama por esse ser supremo e pessoal. O mundo dos aleijados – que não possuem os olhos da fé, necessita de uma manifestação concreta deste ser que os teólogos dizem que é de infinito amor. Sendo de tão grande caridade por que simplesmente não aparece e diz: estou aqui, venham todos os humanos vivos e os ressuscitados. Sigamos para o paraíso! Venham viver eternamente comigo!

O mundo, sem dúvida, aceitará...

Fonte: [Cultura e Religiosidade].

Enéias Teles Borges
Postagem original: 31/08/2009

terça-feira, 10 de maio de 2011

A divindade que nos interessa

Não basta apenas ter convicção da existência de um ser criador. O que realmente alivia a alma é saber que além de criador trata-se de um ser pessoal. Pessoal e que queira ter as suas criaturas vivas, felizes e para sempre ao seu lado.

O primeiro embate é ter certeza da sua existência. O segundo é ter a certeza do seu cuidado. Não adianta muito o aconchego nos braços alienantes da fé cega e da faca amolada. Acreditar é acreditar. Torcer é torcer. Não adianta torcer para que seja verdade o que se quer.

O caminho é longo e oferece como companhia a realidade. Não é apenas longo. É tortuoso, repleto de nuances de insegurança. É real, não é ideal.

Por isso que considero chata a guerrinha à moda brasileira em torno do criacionismo e do ateísmo.

Sem falso altruísmo: a divindade que nos interessa é uma que seja pessoal, amorosa, cuidadosa e que nos outorgue a eternidade repleta de felicidade.

Não sendo assim que diferença faz ser criacionista ou ateu? Quem sabe o ateu até sofra menos por não alimentar uma eventual ilusão...

Enéias Teles Borges
Postagem original: 05/02/2009

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Não tenho fé suficiente para ser ateu - II

Depois de ler e reler a obra de Norman Geisler e Frank Turek, resolvi, ainda que de forma esporádica, tecer comentários apresentando minhas reflexões. A questão que precisa ser respondida é: um livro como este poderia ter sido escrito por alguém cem por cento imparcial?

Leiamos o que está contido no primeiro parágrafo do prefácio dos autores (página 13 na edição brasileira):

"Os céticos à religião acreditam que livros como este não são confiáveis no que se refere à objetividade porque são escritos por pessoas religiosas que têm suas crenças. Na verdade, é desta maneira que os céticos veem a Bíblia: ela é um livro tendencioso, escrito por pessoas tendenciosas. A avaliação dessas pessoas pode ser verdadeira para alguns livros de religião, mas não é verdadeira para todos eles. Se fosse assim, não se poderia confiar em nada que se leia sobre religião, incluindo livros escritos por ateus ou céticos, porque todo escritor tem um ponto de vista sobre religião."

Sou sincero: não gosto deste tipo de abordagem utilizada na introdução. Parece conversa de vendedor que sugere: "por que não provar o meu produto? Sei que existem produtos ruins, mas isso não quer dizer que todos sejam. Experimente o meu..."

É óbvio que ateus e criacionistas são tendenciosos. Cada um defende como pode o objeto central de sua convicção. Livros escritos por pessoas, que já fizeram sua escolha, tendem a enaltecer o que convém e desdenhar do que não é interessante.

Os autores do livro perguntam: "De quanta fé você precisa para acreditar neste livro?"

Respondo: preciso da mesma quantidade de fé que eu precisaria para acreditar em qualquer livro que tenha a pretensão de ser "o livro diferenciado". É indiferente se tenha sido produzido por ateu, cético, criacionista e afins.

Lamentavelmente o livro em tela não fugiu do lugar comum. Quem o leu, de forma crítica, certamente enxergou o quanto ele é tendencioso e em razão disso não se sentiu afetado (logo, quem o leu, de maneira crítica, não mudou de opinião). Importante: o livro de Dawkins, "Deus, um Delírio" promoveu em mim a mesma mudança que este: nenhuma! Eles são autores que se opõem, que se digladiam e que destilam suas convicções de capa à capa nos seus escritos. Devo reconhecer, porém, que Dawkins foi mais objetivo e claro em seu propósito doutrinador.

Enéias Teles Borges
Postagem original: 03/02/2010

terça-feira, 3 de maio de 2011

Cobertor de anão...

O cobertor de anão, quando usado por pessoa de estatura normal, num dia de frio, pode trazer três tipos de transtornos: (1) quando se cobre a cabeça os pés ficam descobertos, (2) quando ele cobre os pés deixa a cabeça descoberta e (3) quando o usuário se contorce, para que o corpo fique sob o cobertor, emerge um problema grave, pois o indivíduo fica com o corpo dolorido - em razão de tentar dormir todo enrolado, como uma cobra, debaixo do minúsculo cobertor de anão.

O cobertor de anão é uma maneira figurativa, bem aplicada por pessoas de boa índole, para tentar mostrar, aos que são verdadeiramente compromissados com a verdade, que a falácia está espalhada nos centros habitados pelos criacionistas de meia tigela. Sim, aqueles plantonistas da fé cega e da faca amolada, que instam em disseminar a “teoria da terra nova”, numa tentativa insana de impor interpretação literal à Bíblia, notadamente no que tange ao livro de Gênesis.

Como muitos blogueiros têm observado, o conceito de terra nova é aquele que tenta “provar” que a vida no planeta terra originou-se há seis mil anos. Quem sabe um pouco mais do que isso – refiro-me aos literalistas bíblicos.

Os agentes complicadores para essa turma têm sido, efetivamente, as análises feitas nos sítios arqueológicos encontrados. Insurge-se, o grupelho da fé, contra os testes científicos que datam ossadas de animais para além do ponto inicial que advogam. Não aceitam os milhões de anos asseverados pelos cientistas e tentam mostrar que todo tipo de vida existente (ou que se extinguiu) na terra originou-se na semana da criação tal qual narram os capítulos iniciais do livro do Gênesis.

O dilúvio universal passa a ter papel importante nesse contexto de análise (terra nova) para solidificar o ponto de vista dos agentes da fé cega e da faca amolada.

Acontece que nos sítios arqueológicos estudados até hoje não foi possível provar que as ossadas de humanos, mamíferos e outros animais do nosso tempo, tenham a mesma idade das outras ossadas – dinossauros e afins.

A idade, de todos os ossos de todas as espécies de animais encontrados em valas comuns, não deveria ser a mesma? As ossadas não deveriam possuir o mesmo estado de conservação (ou deteriorização)? Não deveriam ser encontradas sobrepostas e/ou misturadas nas mesmas valas?

Eis um exemplo de cobertor de anão. Não cobre todos os pontos e quando é forçado a cobrir, arrebenta com o corpo de quem o utiliza...

Enéias Teles Borges
Postagem original:  16/10/2009

domingo, 1 de maio de 2011

O ateísmo e os milagres

Quero usar como ponto de partida para esta postagem, o poema que adiante seguirá, de Mário Quintana, grande poeta brasileiro, que por muitos foi amado e por outros nem tanto.

Dos Milagres

O milagre não é dar vida ao corpo extinto,
O
u luz ao cego, ou eloquência ao mudo...
Nem mudar água pura em vinho tinto...
Milagre é acreditarem nisso tudo!

No último final de semana pude me encontrar com amigos, numa festa de aniversário de duas pessoas as quais dedico imensa consideração. A aniversariante completou 80 anos e ele, genro dela, completou 50. Como sempre acontece quando encontramos a turma de sempre, das viagens a Caldas Novas e encontros na Igreja, conversamos sobre vários assuntos e entre eles discutimos a questão da fé. Mais especificamente um ponto chave: quando aqueles que possuem fé, consideram-na como se fosse algo concreto e querem que os demais, principalmente os ateus, aceitem o que creem como se verdade fosse.

Dilúvio, travessia do mar Vermelhocuras de Cristo (...), são acontecimentos aceitos por quem possui fé. Quem assim acredita que seja feliz com isso, mas daí impor aos demais a "obrigação" de acreditar é muito complicado. Chamar quem não acredita de louco é, no mínimo, desrespeito. Devemos nos lembrar que todo ato de fé humano passa, necessariamente, pela confiança depositada no ser humano. Acreditar nas "verdades" bíblicas pressupõe a aceitação de narrativas de homens, que se diziam inspirados ou nas narrativas de homens, que outros homens diziam ser decorrentes de inspiração. Para ter fé em qualquer divindade é necessário acreditar nos postulados apresentados pelo ser humano. Ou alguém que conhecemos recebeu orientação olho no olho de qualquer divindade? Ainda que isso fosse verdadeiro para ele, para os demais seria uma narrativa de um homem que disse ter visto Deus...

Não podemos, portanto, criticar os ateus por não terem essa fé. Como poderiam ter fé no sobrenatural se não acreditam nisso? O ateísmo e os supostos milagres são como água e óleo. Meio difícil (para não dizer impossível) de misturar...

Nota: Resta-me lembrar aos que deduzem, a partir da simples leitura, que sigo firme no agnosticismo teísta. Naquele mesmo, em sua essência, na forma como foi proposto pelos seus "fundadores".

Enéias Teles Borges
Postagem original: 25/05/2010

sábado, 30 de abril de 2011

O sonho do agnóstico

O agnóstico, aquele que sabe ser impossível, pelos atuais meios investigativos humanos, provar ou negar a existência de divindades, tem um grande sonho: o de poder deixar de ser agnóstico. Para isso acontecer basta que as duas correntes existentes provem, por meios cientificamente comprováveis, que divindades existem ou não existem.

Como ele tem consciência de que hoje é impossível provar (teístas) ou negar (ateístas), ele segue agnóstico. Segue agnóstico, não por ser teimoso, mas porque optou por essa forma honesta de "ver"...

Quem sabe no amanhã, que parece nunca chegar, ele vislumbre a prova de um ou do outro? Aí sim, ele, o agnóstico de hoje, abrirá os braços para a verdade plenamente mensurável...

Enéias Teles Borges

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Acredite

As pessoas precisam acreditar em Deus justamente porque Deus não existe. Eu não preciso acreditar que a minha mãe existe: porque ela existe.”

Fonte: DeusILUSÃO.

Nota: Antes que me seja perguntado: sigo firme no "agnosticismo teísta".

Enéias Teles Borges

sábado, 16 de abril de 2011

Indiscutível: Deus existe!

Criacionistas

Para os criacionistas ele existe e é o criador, mantenedor e sustentador do Universo. Não há o que discutir. Ele existe e ponto final!

Ateus

Para os ateus ele existe sim. É uma criatura da mente humana. Como negar, se bilhões o têm na mente? Ele seria fruto das necessidades e medos humanos? Não há o que discutir. Ele existe e ponto final!

Conclusão

Deus existe e isso é indiscutível. Ou existe como criador ou existe como criatura...

Enéias Teles Borges
Postagem original: 26/08/2010

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Sobre os textos "fé cega e faca amolada"...

Eu pretendia, pelo menos por enquanto, parar com esses textos. Acontece que recebi algumas mensagens, via correio eletrônico, que motivam algumas notas explicativas.

São elas:

1. Entendo que antes de questionar a arrumação da casa dos outros é mister arrumar a própria casa. Refiro-me aos criacionistas de uma forma geral. São vários segmentos criacionistas entre eles o judaísmo, o cristianismo e o islamismo - não podemos nos esquecer das religiões orientais, indígenas e incluir outras variantes do criacionismo. Até mesmo o darwinismo pode ser encaixado por aqui. Sabemos que Darwin se ateve à origem das espécies e não à origem da vida. Digito tudo isso para perguntar: qual a vertente do criacionismo é a correta? Existe alguma que seja? Como discutir o ateísmo sem primeiro arrumar a casa do criacionismo?

2. Como o meu foco foi o “criacionismo cristão” eu nem vou para os outros segmentos. Afinal qual o criacionismo cristão é tido como válido? O católico romano? O ortodoxo? O anglicano? O luterano? Aquele dos protestantes conservadores? Seria aquele dos cristãos carismáticos? Notem que as fórmulas apresentadas pelas correntes cristãs são diferentes em maior ou menor grau. A defesa do criacionismo por diversas agremiações cristãs tem sido feita de forma ponderada ou é na forma de um “proselitismo” disfarçado? Os criacionistas cristãos podem se insurgir contra o darwinismo e ateísmo sem primeiro arrumar a própria casa?

3. Recebi algumas perguntas por e-mail e uma me chamou particular atenção: “Seriam os criacionistas cristãos bitolados e sem capacidade de discernimento?” Notem que em nenhum momento do texto eu sugeri que o criacionismo seja algo “sem pé nem cabeça”, mas que a maneira como tem sido defendido é contraditória, superficial e irritante. Asseverei, inclusive, que determinadas pessoas “se investiram” de autoridade e falam como se fossem representantes do criacionismo cristão! Essas pessoas têm contribuído negativamente! A elas eu me dirigi em determinadas ocasiões solicitando que parassem com essas defesas obtusas, que só servem para pessoas muito simples e despidas de senso crítico...

4. Por fim eu deixo bem claro: as teses ateias não têm atraído adeptos. Criacionistas estão se tornando agnósticos e ateus por outro motivo: a fragilidade dos arrazoados dos criacionistas que defendem seus postulados de forma dúbia! Postulados que são repletos de contrafações e eivados de superficialidade asquerosa!

Meu compromisso é com a verdade e enquanto não a vislumbro, de forma segura, não me sirvo da “fé cega e da faca amolada” para me guarnecer.

Enquanto isso a guerra segue de forma desigual. As armas usadas são desproporcionais. Esse embate não trará qualquer resultado proveitoso...

Enéias Teles Borges
Postagem original: 26/02/2009

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Fé cega e faca amolada - V

Por que destinei os textos da semana para esse tema “fé cega e faca amolada”? Possivelmente para ratificar o que venho dizendo sempre: essa peleja entre criacionistas e ateus é muito chata! Num primeiro momento parece ser algo captador de conhecimento e difusão de idéias. Logo adiante fica claro que é um embate inócuo em que armas de calibres diferentes são usadas. Não é possível mensurar resultados! Não se mede o alcance de cada um! O criacionista não apenas defende essa teoria e sim vê nela, sobretudo, a possibilidade de eternização da vida humana. Busca não apenas um criador. Busca, depois disso e principalmente, um ser pessoal, carinhoso, preocupado... O ateu não nutre esperança similar. Quer apenas o que chama de verdade, não se preocupando com vida eterna, simplesmente porque não crê nisso. É como se batalhasse contra uma alienação humana implementada pelos “preenchedores de lacunas”, via “fé cega e faca amolada”.

Não tenho a pretensão de sugerir o fim do debate. Mesmo porque essa voz, tão ínfima que é, jamais seria ouvida e, se fosse ouvida, seria desconsiderada. Ressalto que a defesa criacionista que abomino é essa dos “criacionistas cristãos”. Parecem “xiitas da fé”. Querem de todo modo que o mundo inteiro se curve diante dessa mistura que chamam de ciência criacionista.

Por hora paro, não sem antes sugerir a você que separou esse tempo para essa leitura: façamos parte de um grupo mais respeitador! Criacionistas, ateus ou agnósticos - não importa! Precisamos aceitar pontos de vista divergentes e analisá-los sempre! A verdade está lá, no lugar de costume. Tal verdade não mudará em função das análises humanas!

Pensemos nisso...

Enéias Teles Borges
Postagem original: 20/02/2009

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Fé cega e faca amolada - IV

Vencida a etapa do convencimento de que existe um criador vem, indubitavelmente, aquela que traz alento ao criacionista cristão: um deus pessoal e, portanto, cuidadoso e atento ao extremo. O criacionista cristão não defende o criacionismo simplesmente porque ele é o espelho da verdade. Defende porque quer vida em abundância. As teses criacionistas cristãs seriam ardorosamente defendidas sem essa bendita esperança? É possível enxergar um criacionista cristão que defenda suas teses apenas pelo compromisso com a verdade?

É bom considerar que a defesa do criacionismo sem objetivar qualquer recompensa seria ato de extraordinário altruísmo. Por outro lado a defesa de uma tese e em seguida o almejar constante pela “vida eterna” não seria expressão máxima de egocentrismo conjugado com egoísmo?

Sempre fico com uma dúvida imensa: a defesa do criacionismo é feita pelos comprometidos com a verdade ou por aqueles que não admitem a possibilidade do fim dessa miserável vida? Chamo a atenção para os criacionistas cristãos que se irmanam em torno dessa “verdade” e que fazem de sua vida uma rotina de supostas boas ações. Há algo de errado em tentar ser bom? Evidentemente que não! Mas qual é o objetivo primordial na busca incessante pelas boas maneiras? A recompensa que vem do cristianismo - uma das vias do criacionismo.

O problema que surge: no afã de desejar defender a própria pele muitos criacionistas cristãos se entregam numa luta insana contra aqueles que são ateus e os chamam de tolos e loucos! Os ateus instam em chamar, em contrapartida, tais criacionistas de medrosos, egoístas, egocêntricos e superficiais. Sim, superficiais! As teses criacionistas não descartam a fé como complemento das muitas lacunas. O uso da fé nessas lacunas causa incômodo imenso nos pensadores descompromissados com eternidade da vida pessoal. O confronto dos que têm fé com os que se escudam permanentemente e exclusivamente na ciência é embate sem nexo e com uso de “armas” diferentes e explosivamente desproporcionais...

Por outro lado os criacionistas cristãos não podem dispensar a fé. Tal fé preenche as muitas lacunas. Sem esse preenchimento não existirá um deus pessoal. E a existência desse ser cuidadoso é, sem dúvida, o grande agente motivador das teses das centenas de agremiações que se servem da “fé cega e da faca amolada”.

Continua...

Enéias Teles Borges
Postagem anterior: 19/02/2009

terça-feira, 5 de abril de 2011

Fé cega e faca amolada - III

Uma pergunta precisa ser feita: quem tem autoridade para defender o criacionismo? Parece uma pergunta óbvia, mas há que se notar os diferentes tipos de defesa dessa teoria. Aqui no Brasil tal postulação é feita pelos “criacionistas cristãos”. Para o cristão o criacionismo é conforme a Bíblia. O sagrado livro cristão tem dois testamentos: o velho e o novo. Aqui, por exemplo, já existe divergência com outro militante criacionista que é o Judaísmo. Os problemas, como podem notar são imensos! Os cristãos, que são ortodoxos por natureza, não advogam simplesmente o criacionismo. Protestam por uma adequação à interpretação de um livro que eles consideram sagrado e único. E os demais livros de outros criacionistas igualmente ortodoxos?

O que dizer de outros criacionistas atuais e do passado? É justo atribuir, aos criacionistas cristãos, o martelo do julgamento? Há respeito às demais interpretações? A defesa feita por aqui não é “bairrista”?

Quero exemplificar o efeito do meu arrazoado. É claro que os criacionistas cristãos, num exercício de honestidade, deveriam ser claros em dizer que defendem o criacionismo à luz dos dois testamentos bíblicos. Não podem deixar de transparecer que essa forma de teorizar o criacionismo é exclusiva e não coaduna em cem por cento com as outras correntes.

Isso tem acontecido? Essa honestidade tem ficado clara?

Quero deixar aqui três links de textos criacionistas publicados no sítio Observatório da Imprensa. Atentem para a forma de defesa de cada texto e os comentários em cada um. Eu diria que ler os textos sem os comentários seria um exercício incompleto.

Os textos são: "Rivalidade ou mal entendido?" - "A Darwin o que é de Deus" - "Endeusando Darwin em clima de guerra".

Sugiro a leitura dos bons artigos e dos comentários. Tirem suas conclusões e perguntem a si mesmos: quem tem autoridade para defender o “criacionismo único”?

Continua...

Enéias Teles Borges
Postagem original: 18/02/2009

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Fé cega e faca amolada - II

Os que desejam ardorosamente o criacionismo como teoria viável precisam estar conscientes de que esse é apenas o primeiro passo. Em geral os que creem na “pujança” do criacionismo sentem a necessidade do segundo passo, que para eles é ainda mais importante: ter a convicção, pela fé, claro, que esse criador é um ser pessoal, que tenha criado tudo com um propósito, que veja o ser humano como sua obra prima e que tenha como objetivo precípuo resgatar os homens desse mundo vil, em decadência moral e natural. Claro que essa forma de ter fé é oriunda dos criacionistas cristãos. Nem vou considerar outros milhares de criacionistas com suas teorias vagas e igualmente sem fundamentação científica.

Aliás a questão científica está num segundo plano. O primeiro é o da fé. Quem assim age merece certo respeito. O problema, a meu ver, se atém aos que querem sedimentar sua crença criacionista via “ciências” de improviso e entre elas está o obtuso (como tem sido proposto) “design inteligente”. A tentativa de substantivar a teoria criacionista cristã com outras teorias de outras procedências tem sido o “calcanhar de Aquiles” dos hoje tidos como “xiitas da fé”.

Os fundamentalistas e/ou “pseudo-cientistas cristãos criacionistas” estão fabricando um monstrengo ao melhor estilo Dr. Frankenstein. Buscam o que consideram ser de melhor na teoria criacionista e fazem uma mistura explosiva com o que entendem de especialíssimo nas demais teorias. No final comportam-se como se tivessem descoberto a pólvora! Na realidade estão fabricando um monstro!

Por esse motivo eles têm deixado, de forma merecida, o posto de pensadores confiáveis. Estão se tornando insípidos, inodoros e incolores. Nem por isso devem ser tratados como se águas fossem. A não ser que possamos considerá-los como águas apodrecidas.

O grande problema é que a membresia de muitas agremiações religiosas é superficial e acredita em muita coisa, inclusive em duendes e em papai Noel. Acredita tanto nesses famigerados e falsos baluartes que outorga, ainda que tacitamente, o poder de representação.

As bobagens que são publicadas acabam ficando como opiniões oficiais de denominações seculares e sérias, mas que estão sendo apodrecidas sistematicamente pelos fundamentalistas malucos: alquimistas da ciência distorcida.

Continua...

Enéias Teles Borges
Postagem original: 17/02/2009

sábado, 2 de abril de 2011

Fé cega e faca amolada - I

Devo confessar que ando meio constrangido com a ação dos criacionistas em defesa de suas teses. Por que estou constrangido? Porque faço parte deste grupo que vê mais sentido na existência de um ser criador do que nas teorias contrárias a essa existência. De certa forma o criacionismo cego acaba empurrando as pessoas sérias na direção contrária ou no mínimo para as rédeas do agnosticismo.

A defesa do criacionismo tem sido feita por pessoas que não conseguem o revestimento da coerência em suas teses. No afã de defender seus pontos de vista acabam se escudando em fontes dúbias. Além disso é notório o uso de autores e textos longe dos propósitos originais. É lamentável!

Algumas instituições confessionais não têm “defensores” oficiais e uns e outros se postam como se fossem os baluartes da “sã doutrina”. Fazem a defesa em forma de “fé cega” e se servem de argumentos como se esses fossem “faca amolada”. As contradições soam gritantes! É possível ver uma pessoa defendendo o criacionismo cristão e ao mesmo tempo sendo admiradora do (DI) design inteligente.

O criacionista cristão é somente isso: criacionista cristão! Ele não pode se arvorar a fazer misturas como se um químico fosse! As correntes interpretativas não se misturam! São diferentes por natureza!

Tentar pinçar pontos de diferentes teorias para fundamentar a que foi eleita é, no mínimo, um ato leviano. Eis porque eu me sinto envergonhado de estar, ainda, nas fileiras do criacionismo. Cada ato insano afasta mais um, pois a insegurança quanto a uma teoria força o cidadão sério à busca da verdade. Não a achando só lhe resta o amplo manto agnóstico.

Será que esses de “fé cega e faca amolada” não percebem o quanto estão sendo inócuos, inúteis e blasfemos? Acreditam mesmo estar prestando algum bem ao advogar o criacionismo dessa maneira torpe?

Continua...

Nota: Minha postura hoje é a de agnósitco teísta.

Enéias Teles Borges
Postagem original: 16/02/2009

terça-feira, 29 de março de 2011

Você teme a morte?

‎"A morte de qualquer homem me diminui, porque eu sou parte da humanidade. Por isso nunca procure saber por quem os sinos dobram. Eles dobram por ti.” (Hemingway)

Eu, particularmente, não temo nem um pouco a morte. Como diz lá o outro, “enquanto eu sou ela não é; e quando ela for eu já não mais serei”. O que me preocupa é o “processo”. Quando eu vou me encontrar com ela. Como. E quanto tempo vai durar esse encontro. Mas a morte em si, a minha própria inexistência, não me tira o sono. E simplesmente porque é inevitável. Para cada um de nós haverá uma terça-feira que não vai virar quarta; um dia dos namorados que nunca vai chegar; uma viagem que vai ter começo, mas não vai ter fim; um último beijo, um último adeus, um último sorriso, uma última noite, um último carinho, uma última frase, um último olhar. Tudo pela última vez. E sem aviso.

Recomendo a leitura do texto completo em DEUSilusão.

Nota: Quem teme mais a morte? O teísta ou o ateísta?

Enéias Teles Borges

sábado, 19 de março de 2011

Falácias no ateísmo e no teísmo


Partindo da premissa agnóstica de que é impossível provar ou negar a existência de deus faz-se necessário observar postulados de alguns ateístas e teístas. Ressalto que essas asseverações não vêm de todos os ateus e criacionistas, mas de uma minoria ruidosa que tem captado adeptos mundo afora.

Falácia atéia

Ela surge quando o ônus da prova da existência de deus é exigido dos criacionistas. É claro que por mais que um teísta se esforce é impossível provar, pelos meios conhecidos, que deus existe e que tudo o que há originou-se de um projeto divino. Partindo deste argumento os ateus afirmam: “se não é possível provar a existência de deus, logo ele não existe”.

Falácia criacionista

O arrazoado emerge da mesma linha de raciocínio, mas com propósito diferente. O criacionista transfere para o ateu o ônus da prova. Que o ateu demonstre que deus não existe! Obviamente que usando os mesmos recursos humanos existentes para teístas e ateístas é impossível negar a existência de deus. Partindo deste argumento os criacionistas afirmam: “se não é possível provar a inexistência de deus, logo ele existe”.

Provas por exclusão?

Esse tipo de postura, de ambos, conduz-nos ao esperado resultado desta batalha (que acabará se tornando campal!) entre teístas e ateístas, isto é, ao nada. Ao nada mesmo! Não é esse tipo de raciocínio (negação?) que prova a existência ou inexistência desse ser divino. Não se prova a existência ou inexistência de deus por exclusão!

Alternativa agnóstica?

Por motivos como esses o agnosticismo (sou agnóstico teísta) surge como alternativa, no mínimo, honesta. O agnóstico acredita ser impossível provar ou negar a existência de deus. Tal convicção não obsta sua opção em ser teísta ou ateísta, mas deixa bem claro que escolher pela existência ou inexistência do ser superior é tão somente uma questão de escolha, mesmo sem que haja qualquer tipo de prova concreta.

Enéias Teles Borges
Postagem original: 20/11/2009

sexta-feira, 18 de março de 2011

Sobre a minha opção agnóstica

Tenho discorrido aqui, vez ou outra, sobre o agnosticismo. Tenho dito e até digitei em meu perfil a minha opção agnóstica. Claro que dizer simplesmente "sou agnóstico" não é explicar muita coisa. Levando-se em consideração que o agnosticismo não é o meio-termo entre teísmo e ateísmo e sim, que o agnosticismo é o meio-termo entre os que dizem que é possível afirmar ou negar a existência de divindade (empiricamente ou via metodologia científica), devo, por fim, definir se me alinho como "agnóstico teísta" ou "agnóstico ateísta". Posso, até, inverter a expressão dizendo que devo definir se sou "teísta agnóstico" ou se sou "ateísta agnóstico".

Vou ser franco: de fato não creio que seja possível afirmar ou negar a existência de deus. Entretanto não tenho enxergado consistência nas formulações atéias, nem nas formulações criacionistas. Ainda assim e por questão eminentemente pessoal eu me defino como "agnóstico teísta" ou "teísta agnóstico". Não outorgo liberdade para interpretações espúrias. De momento fico longe das cogitações sobre pessoalidade de alguma divindade. Ao que me parece o Universo e as mazelas na Terra deixam claro esse assunto, o da pessoalidade (obrigo-me, portanto, ao descarte disso).

Por outro lado eu não descarto outras possibilidades nesta vida e no Universo. Reassumo meu compromisso com a verdade, com a ética e com a moralidade (considero-as num nível superior de excelência e sei que independem de aceitação ou negação de credos e afins).

Irei até o ponto em que a verdade me levar.

Notas do dia 18/03/2011 e do dia 05/11/2013: Apenas para reafirmar que sigo pensando da mesma forma. Os estudos feitos  até aqui me levam à conclusão que os postulados do ateísmo e do teísmo, em suas múltiplas formas (muito mais no teísmo), não me fizeram deixar de lado a minha postura de agnóstico teísta.

Enéias Teles Borges
Postagem original: 14/08/2010

Textos Relacionados

Related Posts with Thumbnails