quarta-feira, 21 de maio de 2014

No fim da estrada

Pode haver um parque, jardim, lago ou uma tempestade. Nossos dias têm sido estradas retas que rumam ao previsível turbilhão. Estamos num carro desgovernado. Não somos os motoristas. Quem dirige não sabe se está no caminho certo. Avista a tempestade e segue na direção dela. Estamos tensos. Somos sofridos. Mais sofrimento virá. Nosso futuro não será fácil. Temos que lutar sem ajuda de ninguém. A tempestade alcançará a todos. Muitos sucumbirão.

Enéias Teles Borges

sexta-feira, 16 de maio de 2014

A realidade e o devaneio...




Quando o Sol se põe sabemos que mais um dia se foi e mais uma noite chega. Talvez por isso muitos enxerguem a vida humana como se fosse um ciclo eterno. Não é. Sabemos que não é. Para muitos o viver de hoje será sequenciado por uma nova etapa. Acreditam que é como a noite que sucede o dia. Há quem creia que depois desta vida existe outra. Para outros existe o sono e em seguida uma nova vida. Para outros existe o fim (simples assim). Nosso planeta teve e terá muitos dias e muitas noites. Não podemos atribuir a nós uma existência similar ao nosso mundo. A realidade não anda de mãos dadas com o devaneio.  

Enéias Teles Borges

quarta-feira, 14 de maio de 2014

A finitude assusta e cria mitos



O homem caminha por uma estrada e deseja que ela não tenha fim. Quando vai envelhecendo nota que a estrada vai se tornando íngreme e sinuosa. No final se dá conta que há um fim. Diante dela surge uma montanha inexpugnável. Tal elevação se chama morte. O medo do fim é tão grande e tão antigo que deu origem aos milhares de mitos existentes. Os mitos dizem que a estrada continua, mas em outro estágio. Na nova etapa haverá vida eterna. Vida em abundância. Medo gera o mito. Sempre foi assim. Assim será até que todos os racionais terrestres cheguem ao verdadeiro final da estrada.

Enéias Teles Borges

terça-feira, 13 de maio de 2014

Medo do Mundo Real?



Eis um medo que em nada ajuda. Não modifica o estado das coisas. Não altera o mundo para melhor ou para pior. Não transforma sonhos em realidades. Não torna o deserto num lago esplendoroso. Estamos no Mundo Real, que nos foi dado por Um Ser ou pelas Circunstâncias. Trata-se de um mundo real, duro e massacrante. Recusá-lo nada adianta. Ele é assim mesmo. Nu e cru. Ainda que nos pareça uma linda paisagem...

Enéias Teles Borges

Eu também sonho...




Sou um sonhador. Só que um sonhador que se confronta cada manhã com as circunstâncias amaras. Amargas porque são reais. Queria que meus desejos fossem reflexos da realidade. De qualquer sorte eu penso: viver já é muito. Diante das imensas possiblidades de inexistência, o existir é algo fabuloso! O que vem depois é lucro. Vivemos para notar quão complexa e efêmera é a vida humana. Observar o quanto o homem deseja viver para sempre e num mundo utópico. Como seria maravilhoso! Bastaria ser real.

Enéias Teles Borges

O caminho para o Paraíso...

Já me ocorreu que o caminho para o Paraíso é simplesmente o caminho para o fim. Sim, o fim da vida. Depois do jornadear por um mundo vil, tenebroso, repleto de armadilhas e frustrações. Precisamos ter consciência de que só damos o devido valor a alguma coisa quando podemos comparar com outra. O inexistir não seria paradisíaco quando comparado com esta efemeridade sofrível da nossa vida? Sair deste viver horripilante não seria o essencial caminho para o Paraíso?

Enéias Teles Borges

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