terça-feira, 31 de maio de 2011

Jesus Cristo - Super Estrela

O mundo carece de um Jesus Cristo. Alguém que, sendo onipotente, ofereça o que todo ser humano aceitaria com prazer: um deus pessoal. Um ser supremo que zele pelo jornadear do homem neste mundo de sofrimento. Quem não deixaria imediatamente de ser ateu ou agnóstico se tivesse certeza plena que esse ser existe? Somente o néscio - o tolo. Quem quereria ser ateu ou agnóstico apenas para ser do contra? Quem não aceitaria uma vida eterna repleta de realizações e desenvolvimento permanente da razão? Acredita-se que ninguém em sã consciência deixaria de aceitar, sendo de graça, imenso dom.

O grande problema reside no fato de que é praticamente impossível saber da existência desse ser supremo. Para tentar localizá-lo, caso exista, é muito difícil. É um ser que se esconde. Que só pode ser imaginado através da subjetividade da fé. Mas a fé não é certeza. Sendo algo concreto e facilmente palpável não seria objeto da fé. Exercitar a fé não é para qualquer um. O racionalista, dentro de sua sinceridade, carece de fatos concretos. Ele não é teimoso! Não é um rebelde sem causa! Observem: não é porque existe uma pregação permanente nos muitos centros de fé que ele, o racionalista, acredite que pelo muito falar e pelo bastante ouvir o ser supremo se materialize. O mundo, portanto, carece de um Jesus Cristo palpável, que não se esconda e que se manifeste de forma simples e objetiva. Ele, segundo os crentes, existe e tem amor de sobra para dar. Mas por que ele não se manifesta de forma inequívoca para os racionalistas sinceros? Sendo ele um ser de pleno amor, por que não demonstrar essa caridade mostrando-se e tornando desnecessária a fé? Por que esse ser não liquida de vez com a necessidade crescente de teólogos que inventam, anos após anos, formas de ver e sentir esse Jesus Cristo?

Seria Jesus Cristo um ser concreto ou uma superprodução? Não seria esse Jesus Cristo uma Super Estrela que é apresentada de múltiplas formas pelos múltiplos centros de fé e de esperança? Uma pergunta que insta em não se calar: Jesus Cristo se de fato o senhor existe por que não se mostra de forma simples e cristalina - sem a necessidade dos olhos da fé? Uma afirmação que não quer se calar: Jesus Cristo: caso o senhor se manifeste de forma concreta e esplendorosa (como os teólogos dizem que o senhor é), o mundo o aceitará! É tão simples aceitar a verdade! É impossível recusar os fatos! Sendo Jesus Cristo um ser de pleno amor, por que não simplifica a vida das criaturas carentes de vida (...)? E que tal vida seja eterna! O mundo aceita – é certeza absoluta!

Não queremos um Jesus Cristo Super Estrela e sim aquele Jesus que os teólogos dizem existir. Basta que ele não se esconda - tornando-se visível apenas para os olhos da fé. A fé é um instrumento que muitos não possuem. São muitos os aleijados - por não possuírem esse membro (a fé). Seria justo não se mostrar de forma concreta para os cegos - aqueles que não possuem os olhos da fé?

É para se pensar: ou apenas existe um Jesus Cristo - Super Estrela ou apenas existe um Jesus Cristo que não quer se mostrar para os que não têm os olhos da fé ou ele simplesmente não existe! Não existe? Não como ser concreto - e sim como uma superprodução dos teólogos - aqueles que possuem olhos da fé ou que usam a fé alheia, de forma espúria, para sobreviver neste mundo vil e tenebroso – usando os centros de fé como um pasto inesgotável.

O mundo real não carece de um Jesus Cristo – Super Estrela. O mundo real clama por esse ser supremo e pessoal. O mundo dos aleijados – que não possuem os olhos da fé, necessita de uma manifestação concreta deste ser que os teólogos dizem que é de infinito amor. Sendo de tão grande caridade por que simplesmente não aparece e diz: estou aqui, venham todos os humanos vivos e os ressuscitados. Sigamos para o paraíso! Venham viver eternamente comigo!

O mundo, sem dúvida, aceitará...

Fonte: [Cultura e Religiosidade].

Enéias Teles Borges
Postagem original: 31/08/2009

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Corredor da morte, no Irã...

Trezentos traficantes de drogas estão no corredor da morte no Irã, informou o Judiciário iraniano, refletindo a linha-dura do país com os narcóticos e aumentando as preocupações sobre o uso amplo no país da pena capital. "Para 300 condenados em crimes relacionados às drogas, incluindo aqueles pegos com a posse de pelo menos 30 gramas de heroína, foram emitidos vereditos de execução", disse o procurador-geral do Irã, Abbas Jafari Dolatabadi, segundo a edição desta segunda-feira do jornal Sharq. Todos os condenados devem ser executados por enforcamento.

Segundo a Anistia Internacional, o Irã fica atrás apenas da China no número de execuções, com pelo menos 252 pessoas executados ano passado. Além do tráfico de drogas, também são punidos com a pena de morte assassinatos, adultério, estupro, roubo a mão armada e apostasia (negação da religião) de acordo com a Sharia, lei muçulmana, praticada no Irã desde a revolução islâmica de 1979.

O Irã minimiza as críticas contra seu sistema judiciário, afirmando estar implementando a lei islâmica e acusando o Ocidente de usar dois pesos e duas medidas. O tráfico e o vício em drogas são um grande problema no Irã, país que tem uma longa e porosa fronteira com o Afeganistão, a maior fonte mundial de heroína. O Irã enforcou seis condenados por tráfico de drogas na quinta-feira, quando 11 condenados foram executados no total, sendo cinco deles em público.

(Universo Online)

Nota: Dois pesos e duas medidas - acusação dirigida ao Ocidente. No que diz respeito aos crimes "materiais", dá-se um desconto. Como punir pela apostasia? Qualquer tipo de religião, no final, promove mais mal do que bem...

Enéias Teles Borges

Eis a minha religião...

Quando pratico o bem, sinto-me bem; quando pratico o mal, sinto-me mal. Eis a minha religião. (Abrahan Lincoln)

Quantas vezes paramos para pensar que é assim tão simples? Fazendo o bem, dentro do que se convencionou socialmente, pratica-se o que todos os alardeadores da fé dizem vivenciar. Sem discutir o conceito de religião e considerando apenas o que se espera do que se diz religioso a frase do presidente americano resume a essência - se isso for possível.

Por que a prisão a um corpo doutrinário se a prática do bem é o que se espera dos homens de boa índole? Não seriam justos aqueles que fazem o bem? Os cristãos bem se lembram da parábola do bom samaritano. A questão ali não se prendeu ao que se cria ou se deixava de crer ao que era ou deixava de ser! Praticou-se o bem e isso foi considerado uma atitude boa e inquestionável em qualquer meio que se possa supor.

Tão simples e ainda assim tentam complicar...

Não importa se é teísta ou ateísta, não importa mesmo! A prática do bem não é posse ou propriedade de quem se diz da fé ou não. Os atos bons, oriundos de qualquer fonte sempre serão atos bons. E quem pratica o bem há de se sentir bem! Quem pratica o mal há que se sentir mal! Como poderia ser diferente?

O convite à reflexão que faço é este: que todos que pratiquem o bem. A despreocupação com o conceito de religião tornará todas as pessoas religiosas - à moda Abraham Lincoln.

Enéias Teles Borges

Postagem original: 11/08/2009

domingo, 29 de maio de 2011

Deus existe?

Para aqueles que gostam de soluções com base no pensamento grego, notadamente naquilo que propôs Aristóteles, eis um prato cheio. Nada como poder se servir da filosofia quando for conveniente.

Eis um belo exemplo:

DEUS EXISTE?

Um professor ateu desafiou seus alunos com esta pergunta:
- Deus fez tudo que existe?
- Um estudante respondeu corajosamente: - "Sim, fez!"
- Deus fez tudo, mesmo?
- Sim, professor - respondeu o jovem.
- O professor replicou:
- Se Deus fez todas as coisas, então Deus fez o mal, pois o mal existe, e considerando-se que nossas ações são um reflexo de nós mesmos, então Deus é mal.
O estudante calou-se diante de tal resposta e o professor, feliz, se vangloriava de haver provado uma vez mais que a Fé era um mito.
Outro estudante levantou sua mão e disse:
- Posso lhe fazer uma pergunta, professor?
- Sem dúvida, respondeu-lhe o professor.
O jovem ficou de pé e perguntou:
- Professor, o frio existe?
- Mas que pergunta é essa? Claro que existe, você por acaso nunca sentiu frio?
O rapaz respondeu:
- Na verdade, professor, o frio não existe. Segundo as leis da Física, o que consideramos frio, na realidade é ausência de calor. Todo corpo ou objeto pode ser estudado quando tem ou transmite energia, mas é o calor não o frio que faz com que tal corpo tenha ou transmita energia. O zero absoluto é a ausência total e absoluta de calor, todos os corpos ficam inertes, incapazes de reagir, mas o frio não existe. Criamos esse termo para descrever como nos sentimos quando nos falta o calor.
- E a escuridão, existe? - continuou o estudante.
O professor respondeu:
- Mas é claro que sim.
O estudante respondeu:
- Novamente o senhor se engana, a escuridão tampouco existe. A escuridão é na verdade a ausência de luz. Podemos estudar a luz, mas a escuridão não. O prisma de Newton decompõe a luz branca nas varias cores de que se compõe, com seus diferentes comprimentos de onda.
- A escuridão não. Um simples raio de luz rasga as trevas e ilumina a superfície que a luz toca.
- Como se faz para determinar quão escuro está um determinado local do espaço?
- Apenas com base na quantidade de luz presente nesse local, não é mesmo?
Escuridão é um termo que o homem criou para descrever o que acontece quando não há luz presente.
- Finalmente, o jovem estudante perguntou ao professor:
- Diga, professor, o mal existe?
- Ele respondeu:
- Claro que existe. Como eu disse no início da aula, vemos roubos, crimes e violência diariamente em todas as partes do mundo, essas coisas são o mal.
Então o estudante respondeu:
- O mal não existe, professor, ou ao menos não existe por si só. O mal é simplesmente a ausência de Deus. É, como nos casos anteriores, um termo que o homem criou para descrever essa ausência de Deus. Deus não criou o mal. Não é como a fé ou o amor, que existem como existe a luz e o calor. O mal resulta de que a humanidade não tenha Deus presente em seus corações. É como o frio que surge quando não há calor, ou a escuridão que acontece quando não há luz.

Fonte: (Koinonia)

Nota: Chamo a atenção para uma peculiaridade: é lógico que a elaboração de um texto como este supra é de autoria de um criacionista. O evolucionista acharia um jeito de usar o mesmo texto para seus propósitos. O motivo desta postagem é simples: chamar a atenção do leitor para o JOGO da conveniência. Em geral os filósofos gregos são evitados num contexto eminentemente religioso. A filosofia não tem como objetivo substanciar uma idéia ou outra (evolucionismo ou criacionismo). Um texto como este acima pode ser falacioso na medida em que usa apenas parte do pensamento de um filósofo: aquela que convém. Usar o pensamento filosófico em sua essência não seria conveniente para os dois lados, mas convenhamos: usar um texto, fora do contexto, para apoiar uma idéia é no mínimo um atentado à ética. Não importa se quem usa é criacionista ou evolucionista.

Enéias Teles Borges
Postagem original: 22/01/2008

sábado, 28 de maio de 2011

Qual a imagem de Deus?

A religião cristã ensina, aos seus adeptos, que o homem foi criado à imagem e semelhança do seu deus. Acredita-se que as demais religiões que cultuam divindades similares têm esse formato de imaginação no qual a criatura tem sua estrutura física e mental baseada na imagem do seu criador.

A questão que emerge é: todos os segmentos de fé adoram o mesmo deus? Esses aglomerados religiosos podem afirmar que adoram o mesmo criador, mas que interpretações equivocadas, oriundas de estudos torpes, sugiram divindades com aparências diferentes?

Esse assunto é interessantíssimo quando abordado com destemor. Destemor? Sim, pois é preciso o exercício da coragem para tentar interpretar os milhares de grupos religiosos que dizem adorar a determinado deus altíssimo. A cristandade, no caso em voga, acredita que adora o grande criador e que esse originador é o mesmo adorado por todos. A divergência existe na interpretação dada, aos escritos sagrados, postos à disposição das membresias durante séculos e séculos...

Podemos aceitar que imagens diferentes sejam da mesma divindade e que essas imagens divergentes sejam oriundas meramente da simplicidade e/ou complexidade do pensamento dos fiéis? Seria justo concordar com essa assertiva, vendo credos e mais credos sendo formados, mostrando um suposto criador poderoso que dispõe de mensagens exclusivas para cada grupo interpretativo? Afinal o homem de fé foi feito à imagem e semelhança do seu deus ou ele, por questões interpretativas que lhe convêm, possui um deus à sua imagem e semelhança?

Quero exemplificar: perto de minha casa (e creio que das casas da maioria no Brasil) existem aproximadamente trinta pequenas igrejas. Todas são independentes. Apenas um templo para cada uma. Num primeiro momento todas parecem iguais e com o mesmo propósito. Ao analisar a maneira como cada grupo descreve seu deus e a forma como ele se relaciona com os fiéis a percepção de que havia igualdade vai se esvaindo. Um desenhista, tentando pintar e emoldurar cada deus de cada grupo, não produziria a mesma imagem. Notaria que em cada suposto deus existem traços que são parecidos com os detalhes de cada agremiação...

Parece-nos restar claro que há uma confusão nessa imagem de deus. Existe também um aparente equívoco em afirmar que o homem foi feito segundo essa mesma imagem. O que se mostra mais evidente é que a imagem projetada por cada grupo tende a atender aos seus anseios: o de ter um deus sob medida, um deus que seja da forma como se quer, um deus à imagem e semelhança das supostas criaturas. Seriam, tais membresias, criadas ou criadoras?

Importante observar que quão mais complexa é a instituição de fé, mas complexo é o seu credo. Quão mais complexo é o credo, mais sinuosamente bela é a imagem do seu deus. Esse suposto criador, conforme a idade do grupo religioso, tem traços mais refinados e atitudes mais afinadas. Fica difícil desacreditar nas suas teorias. A descrença só vem pela observação: existem outros grupos, igualmente antigos, que também possuem teoria de consistência testada e aprovada. Mas tal consistência não se assemelha com outras consistências de outros grupos complexos. O que concluir?

Existe efetivamente um criador à imagem e semelhança da humanidade? Não teria essa humanidade se desunido e levado essa desunião para suas crenças? Essas crenças não tenderam a idealizar um suposto criador conforme suas mais íntimas necessidades? Essas necessidades iguais entre alguns, mas diferentes entre muitos, não teriam produzido um deus? Esse deus, afinal, não teria a imagem e semelhança de seus idealizadores?

Qual a imagem de deus? 

É fiel retrato de um criador ou é a perspectiva de uma criatura criadora?

Enéias Teles Borges
Postagem original: 16/03/2009

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Estrela Betelgeuse explodirá em 2012?

Vários sites de notícias espaciais, vem especulando  que a estrela Betelgeuse passará por uma explosão conhecida como supernova  no ano que vem - sim, isso é de 2012 – e pode brilhar tanto, que durante o dia será como um segundo sol.

Mas de acordo com os cientistas, estas especulações são tudo bobagem."Betelgeuse está perdendo massa, o que a levará a explodir numa supernova colossal em breve, mas o que em breve significa numa escala de tempo astronômica? É provável que aconteça daqui a um milhão de anos, bem como pode ocorrer amanhã ", dizem os especialistas no assunto.

Ninguém sabe ao certo quando Betelgeuse, que é cerca de 10 a 20 vezes mais massivo que nosso sol, vai explodir. Mas quando ela detonar em uma supernova, a estrela que faz parte do ombro direito da constelação de Órion, não vai parecer um segundo sol no nosso céu.

"A supernova de betelgeuse atingirá  algo em torno do brilho de uma lua crescente", disse Kaler astronomo da University of Illinois, que concentrou a sua investigação sobre morte de estrelas desde os anos 1950. " O resultado da explosão seria definitivamente visível em plena luz do dia, podendo causar sombras durante a noite. Isto pode ser assustador para as pessoas para ser honesto, mas não seria nem de longe tão brilhante quanto o sol."

E não há qualquer razão para ter medo da explosão de betlgeuse. Quando uma estrela se transforma em supernova, ela explode uma enorme quantidade de matéria e radiação para o meio intergaláctico. Se tal evento viesse a acontecer a menos de 30 anos-luz de distância da terra, causaria sérios danos a nossa camada de ozônio, o que provocaria extinções em massa de qualquer forma de vida na superficie devido a falta de proteção natural aos raios ultra violeta. Um ano-luz é a distância que a luz percorre em um ano, aproximadamente 9,46 trilhões kilometros.

Algumas supernovas produzem rajadas de raios gama, que estão entre as explosões mais intensa e perigosa de radiação. Mas Betelgeuse está a aproximadamente 600 anos-luz de distância de nós, longe demais para ameaçar a Terra, e se tornará o que os cientistas descrevem como uma " supernova tipo II", que é quando há o colapso do núcleo da estrela devido a falta de combustão nuclear. "Esses tipos de supernovas,  definitivamente não produzem explosões de raios gama", disse Kaler.

Então, o que vai acontecer quando Betelgeuse explodir? "Bem, ela vai fazer uma bagunça terrível, na parte superior da constelação de Órion", comentou Kaler.

(Astrofísicos)

Nota:
Aprendi, quando criança, que da Constelação de Órion veríamos Cristo descer à Terra, em honra e glória, para resgatar os eleitos. Fico pensando: se Betelgeuse explodir como ficará a descrição feita pela profetisa, na qual tanto cri? É bom que tal explosão não aconteça pois a credibilidade dela, a profetisa, cairá totalmente por terra...

Enéias Teles Borges

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Água na Lua, muita água...

A Lua poderia ter muito mais água do que o imaginado, talvez tanta quanto a Terra. Uma descoberta que lança dúvidas sobre a formação do satélite, revela um estudo divulgado esta quinta-feira nos Estados Unidos.

Durante muito tempo acreditou-se que a Lua fosse um local seco e poeirento até que, há poucos anos, descobriu-se água pela primeira vez.

Texto completo:  Folha Online.

Nota: A Lua está "logo ali" e fatos novos estão surgindo. Imaginem o que existe "mais para lá". Os mitos estão sendo derrubados. Assim como a Ciência renova seus conceitos em face das novidades, os conservadores presos à ortodoxia precisam arejar a mente...

Enéias Teles Borges

Uma estrela, seis planetas ou mais...

Na última década a descoberta de planetas fora do sistema solar literalmente explodiu. O número saltou de cerca de 50 para mais de 500 neste período. A descoberta de mais um não seria novidade não fosse pelo fato desta vez a sonda espacial Kepler, lançada pela Nasa em 2009, ter achado um sistema solar singular com seis planetas orbitando em torno dele.

“Sabemos há anos que sistemas multiplanetários são razoavelmente comuns. Ano passado um grupo europeu encontrou um com seis planetas (que não transitam). O que é realmente surpreendente é quão perto eles estão um dos outros. Os cinco planetas mais perto da estrela formam o sistema mais compacto já encontrado. Todos eles tem uma translação [tempo em que demora para dar uma volta em torno da estrela] menor do que 50 dias”, explicou ao site astrofisicos o astrônomo Jonathan Fortney, da Universidade da California em Santa Cruz.

Recomendo a leitura completa da reportagem e a ampliação da imagem, teclando no link (Astrofísicos).

Nota: É certo que somos finitos. É certo que a Astronomia avançará nos próximos séculos. É certo que infelizmente eu não poderei ver tal avanço que se manifestará daqui a cem, duzentos anos. Écerto, também, que existe muita vida lá fora. Vida real, em sua plenitude. É certo, mais ainda, que o que nos foi transmitido não coaduna com a realidade do Universo real. Assim como o postulado de Galileu não foi aceito por muitos do seu tempo, muitos, hoje, recusam-se a enxergar que o que nos foi ensinado pela tradição está eivado de mitologia, sonhos, davaneios...

Enéias Teles Borges

A bancada da fé e o kit anti-homofobia

Dizem, alguns, que os fins justificam os meios. Dizem, outros, que não é bem assim. Fato é que a bancada da fé deixou bem claro: apoiaria eventual CPI para derrubar Palocci caso o governo insistisse no kit anti-homogobia, vulgo kit gay. O governo, é claro, recuou no assunto homofobia sob o argumento de que a sociedade precisa se aprofundar no tema de proteção à minoria homossexual.

Acredito que a bancada da fé deve se servir da sua força para conseguir seus objetivos, mas não dessa maneira. Os fins, na maioria das vezes, não justificam os meios. Não se deve buscar algo considerado para o bem, usando artifícios despidos de ética e moralidade. Não me insurjo contra o objetivo (sem entrar no mérito), mas deixo claro que a maneira adotada foi péssima.

O conceito dos religiosos está se aproximando, perigosamente, do zero...

Enéias Teles Borges

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Sobre a criação divina...

Aprendi, ao longo de minha vida e mais adiante, na faculdade de Teologia e até meus quase quarenta anos de idade, que as consequências do pecado ficaram adstritas ao nosso planeta Terra e, talvez, ao sistema solar. Fora daqui a vida seria diferente. Eu já não via muito sentido na existência de outros planetas no sistema solar. Não havia vida neles. O argumento de que o efeito do pecado teria se transferido para todo o sistema solar servia, a grosso modo, para justificar o fato de que outros planetas próximos não fossem habitados. Seria algo mais ou menos assim: com a entrada do pecado na Terra, Deus teria interrompido o processo de criação no sistema solar ou, quem sabe, o processo de degeneração na terra teria afetado nosso sistema e em razão disso os demais planetas teriam ficado num estágio de total deserto. Existiam alguns que sugeriam que todo o Universo estaria afetado pelas mazelas humanas. Este último argumento nunca prosperou. Só nosso sistema solar teria sido afetado pelo pecado de Adão e Eva.

Aprendi, também, que existiam planetas habitados e que seus habitantes, sem pecado, viveriam numa harmonia igual seria a nossa, não existindo o pecado por aqui. Há, ainda hoje, quem sustente tudo isso (a maioria), inclusive a "teoria religiosa da circunscrição do pecado" (apenas no sistema solar).

Por que menciono esse assunto? O faço em razão de mais uma descoberta científica, na campo da astronomia, que dá conta da existência de uma estrela que está "sugando" um planeta. Isso conspira contra todo o meu aprendizado, não é?

Sugiro a leitura do texto abaixo.

"O Telescópio Espacial Hubble descobriu sinais de que uma estrela semelhante ao nosso Sol está lentamente "devorando" um planeta próximo, longe do Sistema Solar.

Astrônomos já haviam concluído que estrelas são capazes de engolir planetas que as orbitam, mas esta é a primeira vez que o fenômeno é constatado tão claramente.

Embora o planeta esteja longe demais para ser fotografado pelo telescópio, os cientistas criaram uma imagem dele baseada em análises das informações coletadas pelo Hubble.

A descoberta foi divulgada na publicação científica The Astrophysical Journal Letters.

Os pesquisadores dizem que o planeta, chamado Wasp-12b, pode ainda existir por mais dez milhões de anos antes de ser completamente engolido por seu sol, o Wasp-12.

O planeta está tão próximo da estrela que completa uma órbita em apenas 1,1 dia terrestre e tem temperaturas em torno dos 1.500º C.

Atmosfera "vazando"

A grande proximidade entre o Wasp-12b e a estrela levou a atmosfera do planeta a se expandir a um raio três vezes maior que a de Júpiter. Material proveniente dela está "vazando" para a estrela.
"Nós vimos uma nuvem imensa de material em torno do planeta que está escapando e será capturada pela estrela", disse a astrônoma Carole Haswell, da Open University, na Grã-Bretanha. Ela lidera a equipe de especialistas que identificaram o fenômeno.

A detecção da nuvem pelo Hubble permitiu que os cientistas tirassem conclusões sobre como ela foi gerada.

"Identificamos elementos químicos nunca vistos antes em planetas fora no nosso Sistema Solar."

A Wasp-12 é uma estrela-anã localizada na constelação de Auriga (também conhecida como Cocheiro). O Wasp-12b havia sido descoberto em 2008."


Nota: O argumento, de que essa descoberta é especulação, soa temerário. Não dá para dar murro em ponta de faca. A ciência está aí, desnudando mitos e forçando surgimento de novos conceitos. É preciso reconstruir alicerces e num processo complexo. Recriar alicerce, sem destruir o que há por cima, não é tarefa fácil, mas não é impossível. Humildade, eis o cimento que colaborará para a sedimentação de uma teoria religiosa sem preconceitos.

Enéias Teles Borges
Postagem original: 24/05/2010

Exoplanetas, a ciência e os mitos derrubados

O mito do passado

A terra era o centro do Universo e o Sol girava em torno dela. Isso na mente dos religiosos do passado distante. A Ciência, contudo, derrubou esse mito e vem, dia após dia, derrubando outros mitos. É possível que num futuro, não muito distante, a humanidade deixará de crer em muitas coisas. A religiosidade será renovada, via adequação à nova realidade (realidade sempre existente, mas somente agora enxergada).

Os exoplanetas descobertos em profusão

Abundância de planetas extrassolares

Número não para de crescer e deve aumentar mais com atuação de satélites

por Enos Picazzio

Quando o monge católico Giordano Bruno afirmou em 1584 que havia “inúmeros sóis e inúmeras terras” no céu, foi acusado de heresia. Mesmo em sua época, a ideia de uma pluralidade de mundos não era inteiramente nova. Na Grécia antiga, já se pensava na possibilidade de existência de outros sistemas planetários, possivelmente com outras formas de vida. “Há infinitos mundos, parecidos ou não com o nosso. Assim como os átomos são infinitos em número, não há em nenhuma parte obstáculo ao número infinito de mundos”, dizia Epicuro (341-270 a.C.).

Ao retomar a ideia de Aristarco de Samos (270 a.C.) e mostrar no início do século 16 que a Terra girava em torno do Sol e não o contrário, Copérnico não mudou apenas o paradigma de local privilegiado para a Terra, mas mostrou a possibilidade de planetas orbitarem estrelas.

Hoje sabemos que planetas não são figuras exóticas que podem existir em torno de algumas estrelas, mas subprodutos da formação estelar cuja massa total é insignificante se comparada à massa da estrela. No Sistema Solar, a massa total de tudo que existe em torno do Sol representa apenas 0,1% da massa solar.

A primeira procura sistemática por exoplanetas apareceu somente no final do século 17, com os trabalhos de Christian Huygens. Em setembro de 1916, Edward E. Barnard anunciou a descoberta de movimento próprio exagerado de uma estrela pequena e avermelhada na constelação de Ofiúco (o serpentário), que só podia ser entendido como decorrente da perturbação gravitacional da posição da estrela pela presença de um ou mais planetas. No início dos anos 50, Peter van de Kamp concluiu que o bamboleio da estrela de Barnard era provocado por um planeta com cerca de 1,6 massa de Júpiter. Posteriormente, em 1982, ele sugeriu dois planetas em órbitas circulares, com 0,7 e 0,5 massa de Júpiter. Desde então várias pessoas estudaram esse caso, e até o momento nada foi comprovado.

A primeira confirmação de exoplaneta surgiu apenas em 1990 com os radioastrônomos Aleksander Wolszczan e Dale Frail. Eles descobriram dois planetas orbitando o pulsar PSR 1257+12. Na época houve resistência da comunidade astronômica em aceitar os resultados, pois não era de esperar a existência de planetas em torno de uma estrela que morrera explosivamente como supernova.

 
Nota: Saber que tudo que existe próximo ao sol representa apenas 0,1% de sua massa, deixou-me em estado de reflexão profunda. A terra pouco representa nesse 0,1%. É muita prepotência entender que somos a obra prima da criação (para os que assim acreditam). É limitação a quase zero - do uso da racionalidade. Tenho comigo que a religiosidade, como hoje conhecemos, caminha rumo à extinção.
 
Enéias Teles Borges
Postagem original: 04/08/2010

terça-feira, 24 de maio de 2011

Bilhões de planetas

Cientistas da Nasa apresentaram novas estimativas sobre a quantidade de planetas que podem existir somente em nossa Via Láctea: um numero espantoso e talvez superestimado de 50 bilhões de planetas. Destes, 500 milhões podem ter temperaturas compatíveis com a vida.

Os dados que foram apresentados durante a reunião da Sociedade Americana para o Avanço da Ciência (na sigla em inglês, AAAS) em Washington, Estados Unidos, usaram como base os primeiros resultados da missão Kepler, que enviou um telescópio ao espaço para descobrir a existência de planetas fora do sistema solar.

Para chegar a esse número, William Borucki, cientista-chefe da missão, levaram em conta a quantidade de candidatos a planetas já encontrados pelo Kepler (cerca de 1200, 54 deles dentro da zona habitável)  e estimaram que uma a cada duas estrelas têm pelo menos um planeta, e em uma a cada 200, esse planeta pode ser compatível com vida - pelo menos no que se refere à sua temperatura. Os números então foram extrapolados para o número de estrelas estimados na galáxia, 100 bilhões. "Mas o Kepler só consegue ver planetas que orbitem perto da estrela", explicou. “Se ele estivesse observando o Sol, a chance dele captar a Terra, por exemplo, seria pequena”.

A missão Kepler descobre os planetas ao registrar a diferença de brilho de sua estrela quando o planeta passa entre a Terra e ela. Os resultados até agora são muito animadores, disse Sara Seager, professora de astronomia do MIT (Massachusetts Institute of Technology). “Muitos dos planetas que descobrimos desafiam as leis da Física como as conhecemos hoje. Já encontramos mais de 100 planetas com o tamanho de Júpiter, por exemplo. Não achávamos que poderia haver tantos planetas tão grandes”, disse. “Kepler está nos mostrando que tudo é possível”.

(Astrofísicos)

Nota: Esquecendo um pouco os conceitos de fé que dizem existir outros mundos (perfeitos) e partindo para os números, estatística e afins: somente na Via Láctea falam em 500 milhões de planetas com clima propício à vida. Existem bilhões e bilhões de galáxias e, portanto, trilhões de estrelas e de planetas. Estamos sozinhos?

Enéias Teles Borges

Cissa Guimarães: a fé e o seu poder

A atriz Cissa Guimarães concedeu uma entrevista exclusiva à revista "Quem" e afirmou que conversa regularmente com seu filho Rafael Mascarenhas, que morreu há quase um ano após ser atropelado por um carro.

"Você tem que estabelecer sua conexão com esse portal de amor, é a única saída. O Rafael abriu um portal enorme de amor, de atenção com os outros, de atitudes na minha vida", disse.

Cissa contou que sua alma está exausta: "Eu ainda choro muito, ainda estou sangrando muito. As vezes tenho vontade de ir embora (ela está no elenco da novela "Morde & Assopra"). Todos sabem que estão lidando com uma pessoa que saiu do CTI. Isso pode acontecer a qualquer hora do dia".

A atriz revelou que não sente raiva dos responsáveis pelo atropelamento do seu filho: "Eu tive muita pena dessa mãe. Como essa vive com esses dois filhos e com esse marido? Morro de pena."

Cissa Guimarães disse que tem vontade de fazer um show com os amigos do Rafael tocando: "Só para a gente, para as internas. Vou comemorar com música, celebrar um ano de vida do Anjo Rafael. E não a perda. A gente ganhou um anjo".

(natelinha)

Nota:
A fé é e sempre será fé. Para quem acredita, nada é mais reconfortante. Muitos que possuem algum tipo de fé podem não concordar com a fé de Cissa Guimarães. O detalhe é que uma pessoa que tem fé, de uma forma ou de outra, não possui autoridade para criticar a fé alheia. Afinal a fé é bem assim mesmo. O certo é que ela, a fé, não é uniforme. Nem todos têm o mesmo "tipo" de fé. Existem aqueles que se julgam soberanos detentores da "única fé verdadeira". Podem até se julgar, mas e daí?

Enéias Teles Borges

Profeta do "não-fim do mundo"

Harold Camping, um radialista de 91 anos, presidente da rede evangélica de rádios "Family Radio" nos Estados Unidos - que tem mais de 150 estações e transmite em mais de 40 línguas -, está em choque.

Famoso por usar a numerologia baseada na Bílbia para prever datas para o "fim do mundo", sofreu um baque ao notar que o mundo não acabou em 21 de maio de 2011 como havia dito.

Ele diz que não quer falar pois é algo que 'significa muito para ele".

Entretanto, nesta segunda, dia 23 de maio, resolveu soltar o verbo e utilizou o alcance de suas emissoras de rádio, inclusive pela internet, para transmitir um bate-papo, ao vivo, que teve com jornalistas.

Sobre o caso, se justificou com frases como "eu não sou um gênio", mas depois acabou admitindo o deslize: "Sim, eu estava errado. Não sou um 'CEO', sou apenas um servo de Deus. Posso contar muitas histórias e estar errado sobre elas", disse em resposta aos jornalistas.

(Universo Online)

Nota: E o prejuízo material causado aos fiéis? E o prejuízo moral? E o constrangimento que muitos cristãos estão tendo que enfrentar? Será que o deus dele não tem piedade das vítimas?

Enéias Teles Borges

Os presbiterianos e o homossexualismo

Duas denominações presbiterianas acabam de decidir no plenário de suas Assembléias Gerais que homossexuais praticantes podem ser pastores nas igrejas delas.

A primeira foi a Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos da América (PCUSA). Veja a notícia aqui:

Igreja Presbiteriana dos EUA  permite
ministros homossexuais


E ontem, foi a vez da Igreja Presbiteriana da Escócia. Veja a notícia aqui:

Church of Scotland votes on gay ministers


Estas resoluções foram tomadas depois de muitos anos de conflitos internos e discussões teológicas. E em ambas as igrejas, o voto passou com uma maioria apertada. Os pastores, presbíteros, diáconos e membros destas denominações que discordam da decisão, e que por muito tempo lutaram para que ela não fosse aprovada, enfrentam agora o dilema de saber qual é a coisa correta a fazer. Com certeza, muitos sairão para outras denominações ou para formar novas igrejas; outros, ainda, permanecerão na esperança de que um dia as coisas mudem.

A pergunta que não quer calar é como igrejas de origem reformada, que um dia aceitaram as confissões de fé históricas e adotaram os lemas da Reforma, especialmente o Sola Scriptura, chegaram a este ponto? Em minha opinião, o que está acontecendo hoje é o resultado lógico e final da conjunção de três fatores: a teologia liberal que foi aceita por estas igrejas, a conseqüente rejeição da autoridade infalível da Bíblia e a adoção dos rumos da sociedade moderna como norma.

Leia o texto completo em O Tempora, O Mores.

Nota: A questão da Cultura Religiosa e do Homossexualismo ainda dará muito o que falar. Estamos apenas no começo. O mundo gira e tudo vai mudando, inclusive as referências tradicionais. Nem entro no mérito, se está certo ou não. Apenas afirmo que adentramos por uma estrada sem saída e sem retorno...

Enéias Teles Borges

A perfeição divina e a colisão de galáxias

A Nasa divulgou nesta segunda-feira (6) imagens de uma das maiores colisões cósmicas já registradas, feitas pelo Telescópio Espacial Spitzer (um "irmão" do Hubble que enxerga em infravermelho). Ao todo, quatro galáxias estão envolvidas no evento, reunindo bilhões de estrelas.

"A maioria das fusões de galáxias que já conhecíamos eram como batidas de carros de passeio. O que temos aqui são quatro grandes caminhões carregados de areia colidindo e espalhando areia para todos os lados", explica o astronômo Kenneth Rines, do Centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica.

Os cientistas crêem que a colisão vai resultar em uma monstruosa galáxia única, até 10 vezes mais massiva que a nossa Via Láctea. O estudo que revela esse achado será publicado na revista especializada "Astrophysical Journal Letters".

Comentando a matéria:

O aglomerado de galáxias, chamado apenas de "CL0958+4702" está a quase 5 bilhões de anos-luz da Terra. No detalhe é possível ver os quatro pontos de luz que são as quatro galáxias em colisão. O resultado será a formação de uma única e gigantesca nova galáxia.


Nota: Não nos parece que tais colisões que destroem, que massacram e que provocam surgimentos, coadunem com a assertiva de que tudo era perfeito até que o homem trouxesse o pecado ao mundo...

Enéias Teles Borges

Cristãos ridicularizados...

Os ateus nunca riram tanto...

Hoje, 21 de maio de 2011, às 18h (horário de Brasília), será o fim dos tempos. Jesus voltará à Terra e levará os puros para o céu. Os pecadores serão submetidos ao "juízo de Deus" nos próximos cinco meses, até 21 de outubro, quando ocorrerá o Armagedom -- o fim do mundo. E o inferno estará à espera dos pecadores.

Texto completo em (Paulopes). 

Nota (1): Hoje é dia 24/05/2011 e como se percebe, Jesus não retornou. O pastor rapidamente alegou, mais uma vez, que errou na data. A data correta, portanto, é 21/10/2011. 

Nota (2): Nem adianta os defensores do "Cristianismo Tradicional" partirem para a defesa ou ataque. O pastor americano Harold Camping (foto) representa para o Cristianismo o mesmo que Dawkins representa para o Ateísmo. Como costumam colocar Dawkins no mesmo "saco" de todos os ateus, que recebam o troco na mesma moeda... 

Enéias Teles Borges

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Mudando de casa, um novo planeta...

Em apenas 10 anos mais de 500 planetas exoplanetas (planetas que ficam fora do Sistema Solar) foram encontrados orbitando estrelas de vários tipos de temperatura. O avanço da tecnologia tem ajudado muito neste campo tornando os telescópios cada vez mais potentes e cada vez mais precisos, fazendo com que no futuro a busca por exoplanetas sejam em número ainda maior.

O objetivo primordial da procura por esse tipo de planetas, mais do que encontrar alienígenas, é preservar a espécie humana no futuro calamitoso que está a nossa frente. Cálculos sobre o tempo de vida do nosso astro, o Sol, indica que resta apenas mais 5 bilhões de anos de combustível para que ele comece a se inflar em uma supergigante vermelha, varrendo todo o sistema solar e acabando com todos os planetas e acabando com todo tipo de vida aqui na terra – Hoje a Terra é habitável, mas um dia não será mais, o que nos obrigará sair daqui.

Com a tecnologia espacial em pleno avanço, a ciência e a tecnologia do futuro poderá dar esperanças de se conseguir salvar a humanidade da extinção, nos oferecendo uma nova saída. Mas para poderemos mudar de planeta e dar continuidade com a espécie humana ainda é preciso vencer dois grandes problemas; sexo e reprodução no espaço.

Texto completo: (Astrofísicos) 

Nota: Num ponto todos pensam da mesma forma. Criacionistas e ateus pensam em mudar de endereço. Os ateus da maneira sugerida no texto em tela e os que acreditam em divindades numa mudança propiciada por Deus. Existem aqueles que acreditam num futuro com a Terra renovada e com o Sol que jamais deixará ser como é. Um Sol com energia eterna. Acreditar não faz mal, mas só consegue quem coloca a mão na massa. Para alguns isso se consegue com tecnologia e para outros com os joelhos dobrados em preces constantes... 

Enéias Teles Borges

Ruído estonteante

Existe uma avenida, aqui na Zona Sul de São Paulo, que possui pequenos templos de igrejas evangélicas. Existem muitas avenidas assim, mas quero me reportar a esta, pois por ela passo várias vezes por semana.

Numa noite da semana passada eu tive que parar o carro no semáforo e reparei que existem dois templos de um lado da rua e mais um do outro lado. Existe também um boteco, que fica entre os dois pequenos templos. Naquela noite todos estavam abertos e todos estavam agitados!

O que consegui ouvir pareceu-me um ruído estonteante. Gritos e preces dirigidos a deus vinham dos três centros de fé e o batuque do samba vinha do boteco. Uma loucura! Impossível ouvir algo melódico, pois os sons eram indistintos e sem harmonia.

Acredito que no entendimento do povo seja possível à divindade em tela saber distinguir sons de ruídos e ouvir os louvores que lhe são dirigidos. E para um mortal, como eu, que não consegue separar gritos, louvores, hinos, samba, risos de bêbados?

Houve um tempo, neste País, que as pessoas não permitiam a construção de bares, casas de espetáculos e afins em zonas residenciais. Está chegando o momento em que outro tipo de atividade precisará ser extirpada dos meios de moradia e de calma: a que é promovida pelos templos dos gritadores da fé; daqueles que pensam que pelo muito exclamar, cantar e vociferar serão ouvidos e atendidos.

Atendidos por quem?

Enéias Teles Borges
Postagem original:  06/10/2009

Deus e a coincidência...

Coincidência é a maneira que Deus encontrou para permanecer no anonimato. (Einstein)

Nota: Às vezes eu me pergunto: o que ele realmente queria dizer com isso?

Enéias Teles Borges

Universo: a Matéria Escura

Todas as estrelas, planetas e galáxias que podem ser vistos hoje representam apenas quatro por cento do Universo. Os outros 96 por cento referem-se a um material que os astrônomos não podem ver, detectar ou mesmo compreender.

Estas misteriosas substâncias são chamadas de energia escura e matéria escura. Astrônomos afirmam a sua existência com base em sua influência gravitacional sobre o que pode ser visto em pequenos pedaços do universo, mas a matéria escura e a energia continuam a iludir todos quanto a sua detecção.

Todo texto em (Astrofísicos). 

Nota: Cada dia surgem mais novidades. Alguns tentam enxergar nas novidades a sustentação de teorias tradicionais ligadas à religiosidade. Outros enxergam fatores que derrubam os conceitos dos nossos pais. Na minha maneira de ver os mitos serão quebrados, para desespero de muitos. Quem viver verá...

Enéias Teles Borges

sábado, 21 de maio de 2011

Quando o irreal parece real

Eu sempre gostei de história em quadrinhos. Principalmente dos gibis de Walt Disney. Meu personagem favorito sempre foi o Pato Donald. Às vezes eu tinha a sensação que ele de fato existia. Era um pato humano, nervoso, que se sentia injustiçado, que era sincero e que também tinha seus momentos que conspiravam contra a ética.

Incrível como as histórias em quadrinhos me fascinavam e fascinam até hoje. No último feriado, em Ubatuba, eu comprei (para reler) o gibi "Superpato - 40 anos". O Superpato era (ou é) o Pato Donald exercendo um poder e inteligência incomuns. Reli as histórias e essa não foi a primeira vez que reli. Foram muitas, muitas mesmo!

Creio que eu sinto saudades do tempo em que eu tinha a sensação de que o Pato Donald era um ser quase humano... Tudo meio parecido com as crenças que eu tinha, com a fé que eu exercia. Assim como sei que o Pato Donald é agradável ficção eu me dobro diante da realidade de minhas crenças de outros tempos...

Enéias Teles Borges

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Marcha da maconha

Após a Justiça proibir a realização da Marcha da Maconha em São Paulo, os organizadores decidiram substituir o protesto por um ato em defesa da liberdade de expressão. O horário e local do ato --no sábado, a partir de 14h, no vão do Masp-- foram mantidos, mas em vez de pedirem a legalização da droga, os manifestantes vão usar colocar mordaças, narizes de palhaço e roupa preta para criticar a decisão judicial.

A divulgação da mudança no teor do ato está sendo feita por Facebook, Twitter e outras redes sociais, além da distribuição de panfletos. A alteração na proposta será apreciada amanhã, antes do protesto, pelos ativistas que estiverem na avenida Paulista. “Vamos estar no Masp para mostrar o nosso completo desacordo com a decisão da Justiça de São Paulo. Mas nossa decisão [de mudar a proposta do ato] precisa ser submetida às pessoas que vão estar lá amanhã”, afirmou Júlio Delmanto, 25, organizador do evento.


Nota: Passeata gay, marcha por Jesus, marcha da Maconha... O que mais está faltando? 

Enéias Teles Borges

Efeitos da omissão


Às vezes me perguntam o motivo, quando trato da omissão, da postura tão aguda, do linguajar tão forte e da maneira tão vibrante. A resposta é simples: fui vitimado pela omissão!

Trabalhei numa instituição que sempre alardeou para os cantos do mundo que os seus joelhos jamais deveriam se “curvar perante Baal”. Acreditei e acredito assim e agi dentro da esfera deste postulado. Resultado: quando me vi emparedado pelas circunstâncias e à mercê de carniceiros olhei para os lados e só enxerguei omissos...

Preciso dizer mais?

Imaginem chegar a São Paulo com 17 anos de idade, fazer uma faculdade, casar-se crendo e vivendo num ideário religioso e de repente sentir sob os pés o chão desaparecer! Foi assim que me senti, em 1989, minha esposa grávida... Eu, de repente, só (sozinho mesmo!), pois os omissos se afastaram...

Paro por aqui. Apenas para justificar “suavemente”. Voltar a este assunto me causa mal, muito mal, podem acreditar...

Sinto-me como um leão, tendo que tapar os olhos, para conter minha vontade de “devorar” os muitos omissos que ainda existem por láe em outros cantos...

Enéias Teles Borges
Postagem original: 10/07/2009

As mulheres são mais deprimidas que os homens

Existe uma matemática cruel que rege os diagnósticos de depressão no mundo inteiro: para cada homem abatido pela doença, há duas mulheres na mesma situação. Os dados são da Organização Mundial da Saúde e evidenciam aquilo que os médicos observam há décadas nos consultórios: a depressão afeta homens e mulheres em proporção e de maneiras diferentes.

Recomendo a leitura do texto completo em Boas Práticas Famacêuticas.

Enéias Teles Borges

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Planeta sem órbita

Planetas sem órbita foram descobertos no centro da Via Láctea. Este novo tipo de planeta vaga livre pelo espaço, sem estar no campo gravitacional de nenhuma estrela ou astro. Os astrônomos acreditam que este tipo de planeta seja mais comum que estrelas na galáxia


Nota: Quanto mais longe o homem enxerga, mais novidades chegam até nossos olhos e ouvidos. Impossível seguir dentro da forma convencional de ver a origem do Universo e das demais coisas. A fé segue como fé e nada mais do que isso. Daí a necessidade de aceitar as novidades e interpretar de forma racional a história da  raça humana.


Enéias Teles Borges

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Padre Marcelo Rossi, um campeão de vendas

Ágape, lançado há apenas nove meses pelo Padre Marcelo Rossi chegou aos 4 milhoes de exemplares vendidos. Isso significa que o padre já faturou cerca de 7,6 milhões de reais em direitos autorais com o seu bestseller. Mal comparando, o mesmo que Antonio Palocci amealhou com sua agora notória consultoria.

Em entrevista recente a VEJA, o padre explicou o que faz com o dinheiro dos seus CDs e livros. Disse Marcelo:

- Doo a comunidades carentes, mas, hoje em dia, a maior parte é destinada ao novo santuário que estou ajudando a erguer desde 2002.


Nota: Esquecendo a questão do proselitismo entendo que se deva tirar o chapéu para a obra feita pelo padre. Muitos autores, especialmente protestantes, jamais chegam a esse número e a destinação dos recursos nem passa perto do que tem sido feito no caso em tela.

Enéias Teles Borges

A dúvida, a ignorância, a verdade...

Que seja doce a dúvida a quem a verdade pode fazer mal. (Michelangelo Buonarroti)

Nota: Lembra-me uma outra frase famosa (deve ser adágio popular): a ignorância, muitas vezes, proporciona felicidade...

Enéias Teles Borges

Hawking: o homem tem medo do escuro?

Utilizando de sua grande popularidade e reputação, o físico britânico Stephen Hawking conseguiu novamente chamar a atenção. Em polêmica entrevista concedida ao jornal The Guardian, Hawking afirmou que a ideia de que há uma espécie de paraíso após a morte não passa de um "conto de fadas de gente que tem medo do escuro"

Texto completo em APOLO11. 

Nota: Logo mais os membros fundamentalistas, da Fé Cega e da Faca Amolada (FCFA), partirão para o ataque contra o grande gênio, que apenas exerce sua imensa capacidade para pensar e sua liberdade para se expressar...

Enéias Teles Borges

Homofobia: só se fala nisso...

A razão pela qual intolerância, sexismo, racismo, homofobia existem é o medo. As pessoas têm medo de seus próprios sentimentos, medo do desconhecido. (Madonna)

Nota: Não sei até que ponto a cantora Madonna tem autoridade suficiente para sustentar a frase acima. Até porque ela coloca diferentes assuntos "num mesmo saco", como se a luta fosse a mesma. A sensação que nos fica é que existe um estado de guerra entre os heterossexuais e os homossexuais. Não é guerra, mas os homossexuais, pelos motivos que lhe são peculiares, estão tentando dar esse tom aos seus postulados. São pretensões legítimas, mas que estão sendo alcançadas por um viés que nos parece incoveniente.

Enéias Teles Borges

terça-feira, 17 de maio de 2011

David e Golias


Nota de Editor: O texto David e Golias é outra contribuição do amigo Paulo Vasconcelos, publicitário e expert em relógios antigos. Mais uma reflexão para os amigos leitores. Agradeço ao Paulo pela gentileza de nos permitir a publicação.

Por: Paulo Vasconcelos

Enquanto sós, idealizamos um grande amor. Quando ele nos arrebata, apaziguamos. Depois de um tempo chegamos a sentir falta da praticidade da solidão.

Um grande amor não sobrevive ao cotidiano, apenas um pequeno amor resiste às agruras do individualismo.

O grande amor busca a perfeição. Para tanto exige, cobra e até sufoca. Nos consome e nos inebria. Não há espaço para um grande amor no dia-a-dia dos nossos tempos.

O pequeno amor convive com a falta, com a falha e até com a farsa. O grande amor não admite distância, dissabor e desinteresse. Talvez, ou apenas, a redenção. O pequeno amor se abastece da saudade, no contraponto da presença constante.

Ao grande amor reconhecemos como a última peça de um quebra-cabeça. O encaixe perfeito na figura completa das almas entrelaçadas. O pequeno amor deixa sempre o quadro incompleto, mesmo que haja peças sobrando, pois essas simplesmente não encontram o seu lugar na paisagem.

O grande amor faz do sexo uma brincadeira de criança e nos faz dormir como bebês. No pequeno amor a trepada é providencial e nos revigora.

Grandes são as discussões durante o grande amor. Conceitos são propostos na tentativa de fazer com que as idéias se fundam numa só unidade. O pequeno amor não padece desta utopia, nele só se discute as coisas pequenas, tais como o ciúme. O grande amor nem conhece essa palavra, pois, neste sentido, nada e nem ninguém existe a dois passos de distância.

E pequeno é o amor perfumado, limpo e penteado. O contrário do suado, sangrado e maravilhosamente desarrumado grande amor. O grande amor não aceita desaforo, simplesmente por ele ser o próprio desaforo que provoca a incompreensão dos que amam pequeno.

Amar grande é estar condenado ao fracasso, à tristeza e à desilusão. Só depois de se viver um grande amor é que nos obrigamos a amar pequeno, pois este é mais útil, funcional e substituível.

Assim, deixamos para trás o sonho impossível da felicidade completa, para nos atrelar à pequenez da mera sobrevivência dos nossos eternos corações solitários.

Um grande amor é raro, e se descobre onírico.

O pequeno é o que podemos ter, na medida do ordinário.

Enéias Teles Borges - Editor 
Postagem original: 02/12/2008

A ordem, desígnio celeste ou a criação do inconsciente coletivo?

Nota do Editor: O texto abaixo é de autoria de PAULO ROBERTO DA CUNHA VASCONCELOS, amigo intelectual de longa data. Trata-se de um indivíduo ligado ao ramo de propaganda e publicidade e um especialista em antiguidades, notadamente relógios antigos de pulso. Como muitos sabem sou apreciador dessas pequenas e engenhosas maravilhas humanas e o Paulo, posso dizer, é mestre nesse assunto. Segundo ele me disse esse texto abaixo é resultante de uma reflexão, após conversa com outro colecionador de relógios antigos – reflexão acerca da vida. Ele sentou-se diante do micro e saiu (de uma “sentada”) essa “meditação” que muito me agradou e que certamente será motivo de longo e suave pensar do amigo leitor. Agradeço ao amigo Paulo, por me permitir a postagem neste humilde, porém democrático espaço.

A Ordem - Desígnio celeste ou criação do inconsciente coletivo?

Com o surgimento da arqueologia, mesmo bem antes dessa atividade possuir este nome, o homem encontrou indícios de que nossa espécie, desde sempre, concebeu deuses os quais ditavam regras e exigiam oferendas.

Tais regras decupadas em mandamentos ou dogmas, em cada religião, época, cultura ou povo, sempre tiveram como objetivo estabelecer certa ordem no mundo. Fossem no cerne do núcleo familiar, ou da porta pra fora com os demais da tribo, vilarejo ou megalópole.

A pergunta chave seria o porque das regras ou mandamentos.

A resposta é óbvia: para evitar o caos, personificado na figura lendária e universal do demônio. Aquele anjo das trevas com cara de poucos amigos, sempre disposto a provocar e rir da desgraça alheia.

Parece evidente e claro que, também desde sempre, houve uma necessidade cabal de personificar o bem e o justo (leia-se deuses), e o mal (demônios), para focar o que seria aproveitável, ou não, para a melhor convivência entre nós seres humanos.

Partindo desse princípio, o de regras a serem seguidas segundo os ensinamentos dos deuses, fica muito óbvio também a natureza ambígua do ser humano no que tange suas próprias inclinações para o "bem", e para o "mal".

Para pontuar alguns dos extremos de nossa natureza, tomemos como exemplo o alegórico conjunto denominado "Os Sete Pecados Capitais": a gula, a avareza, a preguiça, a soberba, a luxúria, a ira, e a..., putz, eu esqueci o sétimo.

Muito bem, todos nós reconhecemos na nossa personalidade esboços desses "pecados", sejam eles em menor ou maior grau e intensidade.

Herdamos de nossos antepassados temperamentos e inclinações para certas atitudes, posturas e até manias. Posteriormente, as transmitimos para nossa prole, e nos condenamos, por assim dizer, a convivermos um bom tempo de nossas vidas com os "monstros da nossa própria criação".

O grande mistério, a grande dúvida, até maior que a da divina criação, é por que a maioria de nós combate, repele e critica essas tendências, tentando sufocá-las?

Uma resposta simplista diria que é porque atrapalham o velho e bom andamento das coisas. O excesso dos tais pecados consolidaria o caos. E isso não interessa à preservação da espécie. Em tese, iria mesmo é radicalmente na contramão dessa manutenção ordinária.

Acontece que, sem sombra de dúvida, há ainda muito espaço para detalhar todas as nuances da psique humana, e sua relação direta com o inexorável instinto de preservação. Se este instinto é inerente aos insetos, répteis e microorganismos, por que seria diferente com a espécie humana?

O que parece confuso, e porque não dizer assombroso, é a necessidade de se terceirizar para uma dimensão mitológica as regras práticas da boa convivência. E ainda pior e mais tenebroso é que esse esforço pela ordem, embasado nas religiões, sempre corroborou para que essas mesmas instituições religiosas conduzissem seus seguidores à barbárie e até mesmo ao temido caos.

Depois de refletirmos sob essa ótica, não seria mais do que lógico admitir que os desígnios divinos fossem criações de nossas próprias mentes, objetivando estabelecer e colocar em prática a mais simples regra da natureza, a sobrevivência?

Sim, faz mesmo sentido. Os intentos religiosos seriam criações do inconsciente coletivo que agem com o simples propósito de tentar apaziguar nosso caos e mazelas particulares.

Agora, o que eu quero saber a partir disso é: qual a razão desta, não raro insana, tentativa de perpetuação de uma espécie tão incoerente e autodestrutiva?

Acontece que a razão (no ambivalente sentido da palavra) é um conceito meramente humano.

A essa altura, uma formiguinha qualquer, ocupada com seus ininterruptos afazeres lá no meu jardim, nem se dá ao trabalho de "pensar" porque este humanóide aqui estaria tão intrigado com essas questões de pseudofilosofia.

Não seria mais coerente eu apenas seguir em frente?

Seria. Entretanto, não posso omitir minha inveja da formiga para "quem" foi ofertada, na sua criação, a isenção de todos os pecados do mundo.

Por ironia, o pecado capital que havia esquecido de citar no contexto foi justamente a inveja. A qual eu faço saber que, de alma completamente lavada, sinto da indefesa, porém feliz formiguinha.

Na verdade, as formigas cagam e andam para a felicidade.

Aliás, mais andam do que cagam.

Deveríamos é imitá-las.

Publicação Original: 20/10/2008

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Alienação crescente...

Quanto mais o mundo se torna complicado e as mazelas humanas mais expostas, menos o ser humano insta em não pensar. Aceita, de forma constante, as vociferações do alienadores profissionais que habitam e engordam nos seios cada vez mais abundantes. São os centros de difusão da fé cega e da faca amolada que mais crescem nos momentos de tormento. Oferecem alento? Não. O que oferecem? Paliativos em doses pequenas, que alienam muitos, ao mesmo tempo em que crescem em influência e em riqueza.

Impossível lutar contra os alienantes. Aqueles que permitem a alienação se julgam felizes assim.

Que alienadores e alienados sigam pelo caminho que escolheram... 

Enéias Teles Borges

sábado, 14 de maio de 2011

Dica de filme: Thor

Serve de dica para aqueles que apreciavam os gibis antigos. O Poderoso Thor sempre fez parte de minhas leituras de infância. Eu sempre gostei dos gibis que traziam quadrinhos do Homem Aranha, Homem de Ferro e do Poderoso Thor.

Minha esposa e eu fomos ver o filme hoje. Não assistimos a ele em 3D, nossa sessão foi a das 19:50 horas. Acredito que deva ser muito bom em 3D, tendo em vista que na forma convencional foi muito legal.

É claro que não podemos esperar que um filme baseado em quadrinhos tenho o intuito de concorrer ao Oscar de melhor roteiro, certo?

Fica a dica!

Enéias Teles Borges

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Outra pessoa dentro de mim...


Um amigo meu, advogado com bom tempo de militância, procura colocar o bom humor no que faz. Outro dia, ele que não abre mão de muita cerveja, foi questionado: "por que você bebe tanto?"

Ele respondeu com o bom humor de sempre: "eu bebo pouco, mas o pouco que bebo desperta uma outra pessoa dentro de mim. Essa outra pessoa é quem bebe muito..."

Enéias Teles Borges

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Uma escolha: ligado ou desligado?

Algumas pessoas são muito simples. As circunstâncias da vida, em suas múltiplas facetas, impediram que os indivíduos menos favorecidos tivessem capacidade para escolher. Digo escolher mesmo, sabendo rigorosamente o que se está escolhendo. Escolher, sabe-se, não é tão simples assim. É necessário conhecer amplamente as opções e a partir de tal conhecimento exercer a escolha.

Muitas pessoas, entretanto, possuem tais condições e podem escolher. As escolhas, quase sempre, são escudadas no emocional, quando deveriam, principalmente, ter como sustentáculo o raciocínio. A opção por permitir que o emocional dirija ou não as suas escolhas conduz o ser humano, em relação à realidade, à seguinte questão: no que tange ao mundo real o que esolher? Ser ligado ou desligado?

Fica claro que as as pessoas que possuem capacidade de escolha muitas vezes optam pelo "desligado". Estar "ligado", costuma, quase sempre fazer acordar do doce sonho decorrente de anos e anos de crença numa suposta realidade.

Quem não gostaria que a suposta realidade fosse a realidade de fato? Gostar não faz a realidade mudar. Apenas impede muitas vezes o "estar ligado"...

Enéias Teles Borges

terça-feira, 10 de maio de 2011

A divindade que nos interessa

Não basta apenas ter convicção da existência de um ser criador. O que realmente alivia a alma é saber que além de criador trata-se de um ser pessoal. Pessoal e que queira ter as suas criaturas vivas, felizes e para sempre ao seu lado.

O primeiro embate é ter certeza da sua existência. O segundo é ter a certeza do seu cuidado. Não adianta muito o aconchego nos braços alienantes da fé cega e da faca amolada. Acreditar é acreditar. Torcer é torcer. Não adianta torcer para que seja verdade o que se quer.

O caminho é longo e oferece como companhia a realidade. Não é apenas longo. É tortuoso, repleto de nuances de insegurança. É real, não é ideal.

Por isso que considero chata a guerrinha à moda brasileira em torno do criacionismo e do ateísmo.

Sem falso altruísmo: a divindade que nos interessa é uma que seja pessoal, amorosa, cuidadosa e que nos outorgue a eternidade repleta de felicidade.

Não sendo assim que diferença faz ser criacionista ou ateu? Quem sabe o ateu até sofra menos por não alimentar uma eventual ilusão...

Enéias Teles Borges
Postagem original: 05/02/2009

Sistema Solar: Planeta Gigante ou Anã Marrom?

Fico impressionado com o avanço da Astronomia. As novidades que nos chegam derrubam mitos. Enquanto alguns tentam adaptar os fatos que só agora chegam a nós, dando-lhes cunho religioso, outros assistem à queda dos mitos da antiguidade.

Tyche: Cientistas tentam provar planeta gigante no Sistema Solar


Em 1999, uma dupla de pesquisadores constatou que diversos cometas observados apresentavam fortes desvios em relação às órbitas calculadas. Segundo eles, isso seria provocado pela atração gravitacional de um planeta quatro vezes maior que Júpiter, escondido dentro do Sistema Solar. Eles batizaram esse grande objeto de Tyche. 

Na ocasião, John Matese e Daniel Whitmire, ligados à Universidade de Lousiana-Lafayette, publicaram um artigo propondo que somente a presença de um objeto de grande massa no interior da nuvem de Oort - uma hipotética região circular localizada a quase um ano-luz do Sol - poderia explicar as anomalias observadas no caminho dos cometas provenientes daquele local.

Segundo os cientistas, devido ao brilho muito tênue e temperatura muito baixa, a existência de Tyche só poderia ser comprovada através de imagens no espectro infravermelho que registrassem aquela região específica e apostaram suas fichas nas imagens que seriam geradas pelo telescópio espacial WISE, a ser lançado em 2009.

Recentemente, devido à divulgação de parte de dados do telescópio WISE, a teoria de Matese e Whitmire voltou a ser alvo de especulações, já que a agência espacial americana, NASA, confirmou que a primeira parte dos dados coletados será divulgada em abril de 2011 e a segunda etapa em março de 2012.

"Existem fortes evidências de que existe um grande objeto naquela região", disse Mantese. "O padrão de desvio na órbita de alguns cometas persiste. É possível que seja apenas uma casualidade estatística, mas essa probabilidade diminuiu à medida que temos mais dados acumulados nos últimos 10 anos", disse o cientista.

Mantese explica que a quantidade de dados gerados pelo telescópio é imensa e que "garimpar" o banco de dados pode levar bastante tempo. "Não temos uma previsão ao certo. Talvez dois ou três anos até encontrarmos alguma coisa, mas se o objeto realmente estiver ali, vamos achá-lo."
Caso Tyche realmente exista, de acordo com a dupla de astrofísicos ele se localizaria a 2.25 trilhões de quilômetros de distância. Seria um objeto gasoso e teria um período de translação ao redor de 1.7 milhão de anos. 

Corrente Contrária

Apesar de Matese e Whitmire estarem bastante confiantes na localização do hipotético planeta, nem todos os astrofísicos concordam com a teoria.

"Entendo que o novo trabalho esteja sustentado em muito mais dados que antigamente, mas baseado no trabalho anterior acredito que as estatísticas estão incorretas", disse Hal Levison, cientista planetário ligado ao Instituto de Pesquisas do Sudoeste, no Colorado e autor de recente estudo publicado sobre a nuvem de Oort.

No entender de Levison, o que Matese e Whitmire estão vendo é um sinal muito sutil. "Não tenho certeza que esse desvio nas estatísticas seja significativo e provocado por um planeta com quatro vezes a massa de Júpiter. Não tenho nada contra a ideia, mas acredito que as estatísticas não estão sendo feitas corretamente", disse o astrofísico.

Outro cientista que se contrapõe aos argumentos a favor da existência de Tyche é Matthew Holman, pesquisador do Instituo Harvard Smithsonian de Astrofísica, que estuda há muitos anos os cometas vindos da nuvem de Oort.
"Já encontrei várias assinaturas de perturbações orbitais naquela região, mas isso não é suficiente para afirmar que existe um objeto de grandes dimensões capaz de afetar a órbita dos cometas na nuvem de Oort", disse Holman. 

Nêmesis

Em 1980, pesquisadores estadunidenses passaram a especular sobre a possibilidade do Sol ter uma companheira, o que tornaria o Sistema Solar um sistema binário de estrelas. Essa hipotética companheira foi batizada de Nêmesis.

De acordo com a hipótese, Nêmesis seria uma estrela anã marrom, pequena e escura, com órbita centenas ou milhares de vezes mais distante que a de Plutão e levaria pelo menos 26 milhões de anos para completar uma revolução ao redor do Sol. No entanto, a ausência de um campo gravitacional que marcasse sua presença fez com que sua possibilidade permanecesse apenas teórica.

Em novembro de 2003, a descoberta do planeta-anão Sedna fez a hipótese da existência de Nêmesis ganhar fôlego. Segundo Mike Brown, descobridor do planeta-anão, Sedna está onde não deveria e não há como explicar sua órbita. No entender de Brown, Sedna nunca está próximo o suficiente para ser afetado pelo Sol e também nunca está longe o bastante para ser influenciado por outras estrelas.

Esses fatos reforçaram ainda mais a hipótese da existência de Nêmesis, que teria entre 3 e 5 massas jupterianas. Com esse tamanho, Nêmesis também não seria observável no espectro visível, mas brilharia intensamente no comprimento de onda do infravermelho e seria possivelmente detectável pelo telescópio espacial Wise.

Lançado em dezembro de 2009 com o objetivo de mapear 99% do céu no espectro infravermelho, o telescópio já fez inúmeras descobertas de objetos celestes, entre eles 20 novos cometas.

Durante a missão, o telescópio produziu nada menos que 1.5 milhões de imagens que agora serão estudadas minuciosamente. Se a hipótese de Matese e Whitmire estiver correta, Júpiter perderá seu posto de maior planeta do Sistema Solar e o Sol poderá não será mais uma estrela solitária.

Fonte: (APOLO11) 


Enéias Teles Borges

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